Linkagem de Segunda #69

Temos links acumulados, então hey ho, let’s go.


#DeixaElaTrabalhar: a nova investida das mulheres jornalistas contra o machismo.

#DeixaElaTrabalhar: o jornalismo esportivo é um Clube do Bolinha.

O futebol é machista e homofóbico. E o que você faz?

Evento esportivo é lugar de política, sim.


Ainda precisamos falar de Marielle?

Sobre Talíria Petrone, “irmã de vida” de Marielle e a vereadora mais votada de Niterói.

Como enfrentar o sangue dos dias.


Sobre mulheres independentes – e como o mundo reage à insubordinação feminina.

Sobre flerte, consentimento e estereótipos de gênero.

Sobre essa coisa de se odiar crianças abertamente na internet.


A cultura pop que perdemos não foi a criada por abusadores.

Número de protagonistas mulheres caiu em 2017.

Alguém finalmente defendeu que Friends também foi uma série revolucionária (dentro das suas limitações, etc etc).

Paloma falou de One Day at a Time no Valkírias e Mariana chamou atenção pra questão da propaganda imperialista da série no Delirium Nerd.

Pop Culture Detective explora a misoginia de The Big Bang Theory e analisa a questão da masculinidade na série (em vídeo, em inglês, mas com disponibilidade de legenda em português).

Crítica da 2ª temporada de Jessica Jones no Delirium Nerd. Texto super importante da Anne Caroline Quiangala sobre o racismo em Jessica Jones, especialmente na season 2.

30 filmes de animação com protagonismo feminino.

Para mulheres, Oscar dá final amargo à temporada de prêmios eletrizante.


“Temos poucas escritoras”.


Tempo livre – a necessidade que virou privilégio.

A gente precisa parar de ser tão obcecado com produtividade – inclusive pra ser mais produtivo.


Dicas de organização dos estudos para todas as fases da vida (compilado de vídeos e textos da Thais Godinho). Como organizar o semestre de estudos (vídeo). 5 aplicativos para ajudar nos estudos.

Como organizar as leituras em andamento (vídeo).


O que é preciso para criar novos hábitos e como botar novos hábitos em práticaComo organizar seus hábitos numa planilha – o método que eu usava e é bem legal – e o app que eu uso hoje com o mesmo propósito.


Esse mapa interativo mostra a música mais ouvida em diversos lugares do mundo.

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Linkagem de Segunda #68: #MariellePresente

Eu tinha outra linkagem nos rascunhos para esta semana, com os links acumulados ao longo do último hiato entre postagens, mas as coisas todas perderam a importância esta semana diante da execução da Marielle Franco e, como se não bastasse, da intensa campanha de difamação e apagamento de seu trabalho, de sua luta, de sua voz. Se disseminam fake news e desinformação, se minimizam sua importância, é minha obrigação usar minha voz e minha pequena plataforma para honrar e respeitar sua memória.


Quem é Marielle?, pela própria Marielle Franco

Quem foi Marielle Franco, a vereadora executada no Rio, Pâmela Carbonari na Super

A verdade sobre Marielle Franco

Não, Marielle não foi casada com Marcinho VP, não engravidou aos 16 e não foi eleita pelo Comando VermelhoAos Fatos

Marielle Franco, presente! Por ela e por todas nósBlogueiras Feministas

Quantas mais vão precisar morrer?AzMina

À minha amiga Marielle: morremos na noite do dia 14, mas renasceremos em coletivo, Evelyn Silva na AzMina

Nós não somos todas Marielle, Jussara Oliveira pras Blogueiras Feministas

Feminista, negra, mãe, mulher: calaram mais uma de nós, Paula Silva na AzMina

The assassination of human rights activist Marielle Franco was a huge loss for Brasil – and the world, Shaun King no The Intercept (em inglês – e traduzido aqui)

Últimas palavras, artigo enviado pela Marielle ao Jornal do Brasil horas antes de ser assassinada

Um resumão do que Marielle fez em seu primeiro ano de mandato como vereadora do Rio

Linkagem de Segunda #67

Fiz um pequeno hiato entre as linkagens de segunda porque andei bastante ocupada nestas últimas semanas e isso se refletiu nas minhas andanças online. Minhas aulas da pós-graduação voltaram na quarta-feira de cinzas e, em menos de uma semana, faço a primeira prova de uma pequena maratona de concursos públicos na qual me meti. Por isso mesmo, nas próximas semanas, as linkagens devem ficar mais intervaladas, acontecendo a cada duas ou três semanas, ok?


Como ficar ’24h de plantão’ para responder mensagens no celular pode afetar sua saúde mental. Dicas da Thais para zerar sua caixa de entrada do Whatsapp. Como a Fernanda do Minimalizo lida com e-mails. O gerenciamento de e-mails e mensagens em geral no GTD (em vídeo).

Sobre manter seu sistema GTD no papel ou digital. Sobre GTD e procrastinação.

Sobre tempo livre, a necessidade que virou privilégio.


Sobre One day at a time e sitcoms multicâmeraSobre o season finale da 3ª temporada de Crazy Ex Girlfriend (cheio dos spoilers, teje avisado). Sobre RuPaul’s Drag Race e televisão mainstream (em inglês). E uma das melhores notícias da minha semana: Grace & Frankie foi renovada e terá participação especial de RuPaul.

Sobre Moonlight aqui , aqui e aqui (sim, eu finalmente assisti Moonlight).

O que você precisa saber antes de assistir Pantera Negra. Sobre Pantera Negra, separatismo e democracia da abolição. Sobre Wakanda e afrofuturismo. Sobre as mulheres em Pantera Negra aqui e aqui. Ainda sobre o filme aqui, aqui e aqui. E sobre o que o filme significa para os negros em diásporaE, se isso tudo não te convencer, tá aqui o porquê você deve ir no cinema celebrar Pantera Negra.

Sobre os estereótipos da mulher latina em Hollywood. Sobre a objetificação feminina nos Grammys.

Bon Jovi vai reunir a formação original – com Alec e Richie ♥ – para cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame (!!!!!).


Sobre tecnologia e ativismo.

Mais de 60% dos deputados federais atuam contra a agenda socioambiental. E tá tudo uma merda, mas não temos tempo para desanimar.

Como lidar quando a Política está te estressando (em inglês).

Xenofobia também é uma questão feminista.


Sobre a Síndrome da Impostora.

Sobre envelhecer, expectativas e realidades – quando se é milennial.

Minha “retrospectiva” de 2017. A retrospectiva da Isa.

Grata pelos nãos.


Imagem do topo: as mulheres de Pantera Negra, é claro.

Tipo uma retrospectiva, só que não

Eu estou “escrevendo este post” há várias semanas já. Começou na última semana de dezembro, especificamente no meu aniversário.

Dezembro é aquele mês em que o mundo está mergulhado, entre outras coisas, em retrospectivas e planos para o ano novo. É muito difícil fugir desta vibe e, em geral, é uma das poucas coisas que eu realmente gosto nesta época do ano, então abraço o espírito com gosto. Só que 2017 foi um ano especialmente doloroso e difícil, com muitas coisas que eu definitivamente não queria revisitar. Isso “no mundo”, mas também na minha própria vida. E uma das piores coisas sobre 2017 é que eu não vejo muita perspectiva de melhora no ano seguinte – nem “lá fora”, nem aqui na minha vida, o que torna olhar para frente quase tão angustiante quanto olhar para trás.

Então, eu evitei fazer retrospectivas e planos. E funcionou muito bem até o dia 27 de dezembro. Só que este dia em particular é um gatilho para muitas coisas. Eu sei que 1) sempre vou terminar meu aniversário me sentindo muito mal e 2) terei que fingir estar muito bem para não magoar quem se esforçou para fazer com que eu tivesse um bom dia. Daí minha recorrente ansiedade pré-aniversário. Eu, que sempre sofro por antecipação (hello, ansiedade, my old friend), passo o mês todo esperando aquela crise específica que tem dia e hora marcada todo ano e que eu sempre passo entre sorrisos e agradecimentos.

Mas, enfim, divago. O fato é que é muito difícil ignorar o espírito de “ano novo pessoal” que surge com o aniversário da gente e, não sei vocês, mas minhas crises ansiosas geralmente servem de gatilho para outras crises, me jogando naquela espiral de ansiedade que pode durar dias. Eu posso ser muito bem sucedida evitando pensar em coisas que sei que serão gatilhos, mas uma vez que alguma coisa – qualquer coisa – abre as portas do TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), fica quase impossível segurar. Terminei meu aniversário, então, fazendo aquilo que eu tinha evitado com sucesso o fim de ano todo: pensando e escrevendo sobre 2017.

Este post tomou muitos rumos conforme os dias foram passando. Quase todos os dias, eu me sentava de laptop no colo e tentava finalizar este texto, mas sempre desistia. Às vezes porque relembrar era doloroso, às vezes porque digitar era doloroso (hello, tendinite, my other old friend). Outras vezes, eu simplesmente me cansava – de pensar, de digitar, de olhar para a tela do computador. Ocasionalmente, eu era interrompida pela vida acontecendo ao redor. Ou eu simplesmente me distraía. Muitas vezes, eu achava tudo muito ruim e deletava vários parágrafos, ou a coisa toda e recomeçava tudo de novo.

Quando isso acontecia, eu quase sempre mudava completamente a abordagem. Quando eu escrevia em dias particularmente ruins, ou em meio a crises ansiosas ou depressivas, o foco ia todo para as merdas e meu ano parecia muito pior do que realmente foi, o que só servia para piorar meu estado. Tentei escrever somente sobre as coisas boas algumas vezes também. Geralmente, eu acabava inevitavelmente escrevendo sobre as coisas ruins, que muitas vezes estão atreladas às boas porque a vida é assim mesmo; ou eu não sabia se botava fato x ou y porque não sabia se “classificava” aquilo como algo bom ou ruim. Quando eu conseguia filtrar somente as coisas realmente muito boas, meu texto ficava ridiculamente artificial, tão fake que eu não me reconhecia mais ali. Não parecia que eu estava escrevendo sobre o meu ano, sabe?

Eu vou dizer uma coisa muito óbvia aqui, então vocês me perdoem. Mas nós estamos nas coisas ruins também. Ou melhor, as coisas ruins fazem parte da gente também. Tanto quanto as boas. E aquelas que a gente não consegue classificar também.

É natural – pelo menos para mim – focar só nas coisas ruins, tanto ao olhar para trás quanto ao olhar para frente. É coisa da ansiedade, mas é coisa da gente também. Tem gente que é mais positiva, otimista até. Tem gente, como eu, que é mais negativa, mais pessimista. Não sei até que ponto meu negativismo é o transtorno, até que ponto é a minha personalidade mesmo, mas não importa (pelo menos não aqui). O que importa é que eu não posso ficar puta comigo mesma (acontece muito) porque eu sou assim. E não dá para ficar lutando contra, tentando bancar a Pollyanna sempre.

Só que deixar meu negativismo correr solto também não funciona. Então, meu “objetivo para o ano novo”, ou melhor, minha intenção para daqui em diante é tentar fugir destes extremos. Fugir do meu negativismo extremo, que me é natural. E fugir da tentativa desesperada de positividade. Tentar enxergar as coisas como elas são, tentar tirar os óculos da ansiedade ou da depressão.

Quando eu penso em 2017, imediatamente me vem duas coisas à mente: 1) foi um dos piores anos da minha vida, mas 2) foi o ano em que eu realizei um dos meus maiores sonhos.

Não, eu não arranjei um emprego na minha área, muito menos o emprego dos sonhos. A pós-graduação tem sido uma grande decepção. Continuo morando com meus pais. Passei a maior parte dos meus dias fazendo coisas que eu odiava e pouquíssimas vezes valeu a pena. Foi o primeiro ano sem a Íris (minha cachorra, que morreu em dezembro de 2016). Tive mais crises de ansiedade que eu consigo contar. Tive sintomas de depressão pela primeira vez na vida.

Mas eu fui num show do Bon Jovi. Não que isso tenha compensado o mar de merda que foi 2017, mas aconteceu. Aconteceu num dos piores anos da minha vida porque a vida é essa confusão mesmo. Porque 2015, um dos melhores anos da minha vida também foi um mar de merda, mas ainda assim foi um dos melhores anos da minha vida. Porque mesmo quando tá indo tudo muito mal, coisas boas acontecem. Porque a gente fica classificando as coisas em boas e ruins, mas tem um pouquinho de bom e de ruim em todas as coisas, mesmo quando elas parecem completamente maravilhosas, ou completamente desastrosas.

Eu poderia dizer que num dia a gente tá cantando nossa música favorita a plenos pulmões junto com a nossa banda favorita e no dia seguinte tá sendo rejeitada pela décima empresa do dia, mas é mais complicado do que isso. Eu tive uma das cólicas menstruais mais fortes da minha vida durante o show do Bon Jovi. Eu fui muito feliz em dias muito ruins simplesmente porque eu me permiti me deitar por 5 minutinhos com um fone de ouvido ouvindo uma música boa. Ou porque eu descobri minha mais nova série favorita. Ou porque eu tomei um café especialmente gostoso. It’s a lot more nuanced than that.

2017 foi o ano em que eu finalmente fui a um show da minha banda favorita. Foi o ano em que eu organizei uma viagenzinha sozinha pela primeira vez. Foi o ano em que eu vi o João Bosco e o Luiz Caldas de pertinho. Foi o ano em que eu finalmente fui a um show do Skank e fiz isso com algumas das minhas pessoas favoritas. Foi o ano em que eu descobri Crazy Ex Girlfriend. Foi o ano em que ganhamos Mulher Maravilha. Foi o ano em que eu voltei a nadar. Em que eu voltei a meditar. Foi o ano em que eu mais fui pra São Carlos desde que me mudei de lá. Foi o ano em que eu ganhei uma casinha decente pros meus livros e minhas paredes e teto voltaram a ter uma cor só ao invés de quatro (acredite em mim, isso era um problema). Foi o ano em que eu comecei minha especialização. Foi o ano em que eu voltei a ter aulas com as minhas melhores amigas, meio que nem nos velhos tempos. Foi o ano em que eu comprei meu primeiro Keds (levo tênis muito a sério). Foi o ano em que troquei Frank, meu notebook Frankenstein, por um computador que funciona e meu celular espatifado por um aparelho com a tela inteira. Foi o ano em que eu passeei de caminhão autônomo. Foi o ano em que minha vó me ensinou a fechar esfihas – e depois ficou pistola que eu sou melhor fechadeira de esfiha que ela. Foi o ano em que eu ajudei a resgatar um gatinho abandonado. Foi o ano em que o blog completou 10 anos de existência.

Em 2017, eu tomei muito café. Muito café mesmo (Lorelai ficaria orgulhosa). Eu maratonei séries. Eu reassisti FriendsGilmore GirlsHarry Potter. Eu brinquei de jedi com a Tety dentro da Rihappy e ninguém foi expulsa da loja desta vez. Eu comprei livros. Eu passei horas demais dentro de livrarias. Eu li um livro quase inteiro viajando de ônibus (e vomitei até a alma, mas valeu muito a pena). (O livro é Confissões do Crematório, da Caitlin Doughty, esta coisa maravilhosa.) Eu bebi muitos coquetéis e comi muita comida de boteco em muitas mesas de número ímpar com as minhas melhores meninas. Eu roubei muitas batatinhas da bacalhoada de páscoa da vó Jeni. Eu comi pizza do Bom Pedaço. Eu chorei de soluçar assistindo Mulher MaravilhaCrazy Ex GirlfriendJane The Virgin Logan. Eu vibrei igualmente com Spiderman: Homecoming e RuPaul’s Drag Race. Eu chorei de rir com Thor: Ragnarok (e Crazy Ex, sempre Crazy Ex). Eu andei descalça. Eu ganhei um rocambole de aniversário. Eu ganhei carolinas. Eu dei aula de inglês. Eu fiz selfies. Eu usei batom vermelho. Eu cortei meu próprio cabelo. Eu lipsync for my life em frente ao espelho. Eu usei brusinha cropped pela primeira vez em anos. Eu vi minha melhor amiga usando biquíni pela primeira vez em anos. Eu sobrevivi a uma reforma em casa. Eu vi meu namorado e minha melhor amiga virando mestres. Eu vi meu cunhado formando (de novo). Eu vi meu pai batendo seus próprios recordes. Eu cacei pokémons e realizei o sonho do Ônix próprio. Eu virei a maior campeã de Stop que você respeita. Eu fiz bijuterias. Eu fiz amizade com cachorros de rua (pro desespero do meu namorado que tem medo de cachorro) e até conheci gentes novas.

Até que 2017 não foi tão ruim.


P.S.: Eu ia ilustrar este post com um punhado de fotos, mas quando me deparei com a quantidade de fotos que eu tirei este ano, a preguiça bateu com força. Como já demorei tempo demais para escrever este texto, achei melhor publicar logo então. Vamos nos contentar com a foto do topo, então. Ah, além disso, talvez haja mais erros do que o aceitável porque eu não aguento mais olhar para isto, então não rolou aquela revisão final, tá bem?

Linkagem de Segunda #66

Optei por não publicar a Linkagem na semana passada porque tinha poucos links pra compartilhar. Daí virei a louca da internet e acabei acumulando links demais, cês me perdoem.

Andei meio mal estes dias (TPM e outros sintomas perimenstruais) e acabei assistindo muita série – o que é bem raro. Resolvi duas pendências antigas – Big Little LiesDear White People, estas preciosidades – e botei as séries que eu já acompanhava em dia. Também andei lendo mais do que o de costume.

Além dos habituais textos sobre cultura pop e feminismo, andei lendo um pouco mais sobre GTD e volta às aulas. Isso porque na quarta-feira de cinzas (!), minhas aulas da pós recomeçam (sim, que diazinho desgraçado, que diazinho sem jeito) e eu voltarei a ter que equilibrar alguns pratos complicados – a pós, a eterna procura por emprego na minha área (ALÔ, EMPRESAS) e agora também alguns concursos públicos.


Sobre as denúncias da equipe de ginástica estadunidense.

Sobre a recente onda de denúncias em Hollywood.

Mulher Maravilha 2 será o primeiro filme a adotar as novas políticas de prevenção de assédio sexual da PGA.

Fernanda Nia sobre os heróis românticos (quadrinho <3).

Mais um estereótipo feminino pra lista (e que você provavelmente já cansou de ver pela cultura pop): born sexy yesterday ou nascida sexy ontem. Tem texto explicandinho da Carol Lucena no Delirium Nerd e da Sybylla no Momentum Saga. Também tem um vídeo do Pop Culture Detective. É em inglês, mas tem opção de legenda em português (é só clicar na engrenagenzinha no canto inferior direito do vídeo).

Uma análise dos temas abordados em Grace & Frankie (minha maratona da semana retrasada).

Big Little Lies (minha maratona da semana passada): aqui e aqui com spoilers; aqui sem spoilers.

O discurso da Nicole Kidman no SAG Awards (transcrito e traduzido direitinho).

Sobre Dear White People (minha maratona desta semana):

(Não consegui indicar um link só. Ou menos links. Cada texto desse traz uma perspectiva – ligeiramente ou não – diferente sobre a série, ou levanta questões que não foram abordadas nos outros, então decidi compartilhar todos.)

Sobre os estereótipos asiáticos na cultura pop aqui, aqui, e aqui.

10 vezes que atores brancos interpretaram personagens de outras etnias.


Thais lista as ferramentas mais comuns utilizadas para o GTD; e as ferramentas que ela está usando atualmente.

Toda a série de GTD e Estudos da Thais; e as dicas dela para cursos a distância e concursos.

Dicas da Cristal do Um ano sem lixo para voltar às aulas gerando menos resíduos e dicas da Thais para economizar na compra de material escolar.


Imagem do topo: still de Dear White People.

Linkagem de Segunda #65

Estou cheia de preguiça e tenho outro post planejado para esta semana, então hoje só vou jogar os links, tá bem? Então tá bem!


O discurso da Oprah no Globo de Ouro (transcrito e traduzido bonitinho).

O discurso da Reese Witherspoon no Prêmio Glamour 2015 (também transcrito e traduzido) e porque ele continua relevante.

Jane Fonda sobre fazer 80 anos e o ano novo (em inglês).

Mulheres inspiradoras de 2017 no Think Olga.

A história da Camila com a depressão.

Um relato sobre ter ansiedade e depressão ao mesmo tempo.

Como é meditar com depressão (em inglês).

Como ajudar um amigo com depressão aqui, aqui e aqui.

Estée Lalonde dá dicas do que fazer quando se sentir preso pela rotina (vídeo, em inglês).

Guias da Duds no Indiretas do Bem pra ter uma rotina saudável de estudos e de trabalho em casa.

Uma reflexão sobre organização da casa feita pela Thais no seu “novo” blog. E como é sua rotina de limpeza do banheiro aqui e aqui.

Alguns essenciais de um escritório em casa (em inglês).

8 quartos que incluem home-offices, 13 home-offices lindões e algumas bibliotecas caseiras.

Uma reflexão sobre o impacto da capa de um livro na compra do leitor.

Sybylla sobre o amor pela leitura.

AzMina discute como as mudanças que Zuckerberg quer fazer na timeline do Facebook vai afetar os pequenos e médios produtores de conteúdo.

A poluição do ar em São Paulo já faz tão mal quanto fumar.

Sabrina, do Coisas de Diva, fala de três produtos que custam menos de R$30 e que servem para quase tudo (vídeo).

Ana Catarina, do Cacheia, dá dicas do que fazer com aquele produto que não funcionou para o seu cabelo.


Imagem do topo: still da 4ª temporada de Grace & Frankie, que estreou na última sexta na Netflix.

Linkagem de Segunda #64

Eu tenho uma certa preguiça de vídeos, apesar de adorar alguns canais e alguns youtubers. Daí acontece muito de eu jogar um monte de vídeos que quero ver para a playlist Assistir depois do YouTube e acabar acumulando literalmente centenas deles. Nesta semana, comecei a botar a vida online em dia e foquei nestes vídeos – e nas newsletters. Por isso mesmo a Linkagem desta semana não tem textos – mas, para aqueles que gostam mais de ler do que assistir, como eu, tem newsletters legais para assinar.


Para assinar (newsletters!)

Para assistir

Herbet, Jessica e Fernanda do Canal das Bee comentam notícias da semana no Alinhando Expectativas.

Alexandra Gurgel explica a diferença entre paquera e assédio (não, eu não acredito que ainda estamos tendo que explicar, mas ok, vamos lá).

School of Life explica a Síndrome do Impostor (em inglês, porém com opção de legenda em português).

Jout Jout sobre a gente não ser assim tão livre quanto a gente pensa.

Lu Ferreira conversa com a Flávia Calina sobre o puerpério, isto é, o período depois do parto.

Jout Jout conversa com a Karol ConkaJout Jout conversa com a Mandy Candy.

Para saber coisas

Assim como a Rory Gilmore do teaser do revival, I like knowking things. Isso me fez uma criança curiosa e esquisita que vivia com o nariz enfiado em enciclopédias mesmo nas férias escolares. Hoje com a internet, as coisas são muuuuuuuito mais fáceis.

Um dos meus lugares favoritos para aprender coisas aleatórias (ou mesmo encontrar boas explicações para coisas que sei mas não sou didática o suficiente para explicar) é o YouTube. Essa semana, andei botando minha watch list em dia e acabei assistindo bons vídeos dos meus canais favoritos para “aprender coisas” e decidi compartilhar os melhores com vocês.

Angel Chang explora o ciclo de vida (o meu tema favorito dentro da minha área) de uma camisetaOrly Rubinsten explica porque as pessoas têm tanto medo de matemática (e dá dicas para resolver o problema)David Dunning explica porque pessoas incompetentes se acham incríveis, Hanan Qasim explica como a cafeína nos mantém acordados, John David Walters explica a origem dos símbolos matemáticos e Alan Tamayose e Shantell De Silva explicam como exploradores polinésios (sim, o pessoal de Moana!) navegavam o Pacífico no TED-Ed (todos os vídeos são em inglês com opção de legenda em português – e várias outras línguas).

Hank Green explica porque não podemos simplesmente jogar o lixo em vulcões (em inglês, porém com opção de legenda em português), Stefan Chin investiga se correr realmente faz mal para os joelhos (em inglês), Olivia Gordon explica porque sal (em excesso) faz mal (em inglês) e Michael Aranda explica como é possível (e custoso e inviável) transformar chumbo em ouro (em inglês) no SciShow.


Imagem do topo: Ed Gregory

Linkagem de Segunda #63

Segunda segunda-feira do ano, primeira segunda-feira útil, achei que hoje era um bom dia para ressuscitar, retomar, reestrear a Linkagem de Segunda.

Se você chegou agora, saiba que este blog (e, por este blog, eu quero dizer eu) tem a tradição de trazer uma enxurrada de links para seus leitores, dos tipos e assuntos mais diversos (e, às vezes, nem tão diversos assim), todas as segundas-feiras – ou quase isso.

O blog ficou meio paradão no ano passado, foram poucos os posts no geral e, consequentemente, a Linkagem de Segunda também não foi tão frequente quanto gostaríamos. Este post é uma tentativa de recuperar o hábito, então vamos aos poucos. Não quero fazer muitos malabarismos no formato, porque mesmo o mais simplão dos posts dá muito trabalho e a ideia aqui é focar no essencial: 1) compartilhar links bacanas e 2) fazer isso com uma certa frequência – o que nos leva ao segundo ponto. A ideia é que as linkagens sejam semanais, mas nem sempre vai dar certo, então vamos aceitar, tá bem? Então tá bem.

Os links de hoje são basicamente o que andei lendo e assistindo nesta primeira semana do ano. Se vocês tiverem alguma sugestão, não deixem de comentar! Até a próxima!


Para ler

Thais Godinho sobre metas para o ano novo; sobre como ela planeja seu ano semanalmente, em suas revisões semanais; sobre como sua família volta à rotina depois das festas de fim de anosobre seu método de organização em 5 passos; e sobre destralhar todos os dias.

Larie sobre metas para o ano novo e começar a qualquer momento.

As resoluções de ano novo da Isa.

Duds sobre a cor do ano de 2018 da Pantone.

Dicas para quem tá começando com o GTD.

Para assistir

Essa moça começando a implementar um sistema GTD com a ajuda de David Allen himself (em holandês, mas legendado em inglês).

Thais Godinho sobre metas para o ano novo.

Tia Má sobre a hipocrisia de quem se apropria de rituais das religiões de matriz africana no réveillon, mas as rejeita no resto do ano.

Hel Mother e Jout Jout sobre FOMO e a ansiedade causada pelas internets.

Ariel Bisset sobre como ler livros tem se tornado acidentalmente algo competitivo (em inglês).

Analu sobre esta nova auto-ajuda diferentona (como A Arte de PedirAlucinadamente Feliz).

Melissa Maker testa alguns trucões de limpeza da casa das internets (em inglês).

Lu Ferreira mostra o que ela nunca deixa de levar em viagens.

Para fazer download

Wallpaper de janeiro/2018 da Malipi (para desktop, tablet e smartphone).

Um monte de calendários 2018 para imprimir no Follow the Colours.


Imagem do topo: Ed Gregory

Um post de aniversário

O tempo passa, o tempo voa, e nem mesmo a poupança Bameirindus continua numa boa.

Peço perdão pela piada de tio do pavê, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas – tais como piadas de tio do pavê e lugares comum.

Vocês estão cansados de saber que anda difícil pra mim esta coisa de escrever. Então, relevem.

Mas, de fato, o tempo passa, o tempo voa. Falo destas últimas duas semanas, em que eu tinha planos de voltar ao blog, publicar alguma coisa, talvez dar um tapa no visual disso aqui, sei lá, qualquer coisa. Algo em mim quer desesperadamente se reconectar ao blog, especialmente este mês, especialmente hoje. Mas, como sempre, a vida acontece e engole a gente. Tem os compromissos e os imprevistos e os prazos. Tem a ansiedade e a tendinite e o corpo que decide passar por uma segunda puberdade aos 26 anos. Eis que chega a roda viva e carrega o blog pra lá.

O tempo passa e o tempo voa também porque hoje o Sem Formol Não Alisa completa 10 anos. Uma década. Quase 522 semanas. 3653 dias. É coisa pra c*ralho. Aliás, eu acho que já disse isso. (Sim, disse sim.)

Eu tenho mais anos de vida “sendo blogueira” do que não sendo. Em 2003, quando eu tinha 12 anos, entrei oficialmente pra blogosfera, quando criei meu Blog da Dani, o primeiro de muitos. Eu já lia blogs há cerca de um ano nessa altura. Depois do Blog da Dani, que era hospedado no IG (lembram do IG?), vieram dezenas (literalmente dezenas) de blogs. Eu estava sempre mudando nomes, endereços, hospedagens. A concepção de um blog novo por trimestre era praticamente regra na blogosfera dos early 2000s. Aliás, a coisa toda era muito diferente naquela época.

Meu primeiro blog foi criado em um computador de mesa barulhento e frequentemente super aquecido, num sábado depois das 14h, que é quando a gente pagava pulso único. O Blog da Dani é cria da internet discada.

Sem Formol já é mais moderninho. A gente já tinha banda larga e, com muita paciência, já conseguíamos fazer coisas como assistir vídeos online ou baixar músicas inteiras em menos de um dia. As tecnologias mudaram muito nos últimos 10 anos.

Mas não foram só as tecnologias. A Daniela que criou este blog era bastante diferente da que escreve este textão hoje. Nós temos muitas das mesmas esquisitices e algumas obsessões só cresceram com o tempo. Muitos defeitos se intensificaram, mas muitas qualidades também. Alguns defeitos ficaram pelo caminho. Algumas qualidades também. Acontece.

Nestes dez anos, como era de se esperar, aconteceram muitas coisas. Minha vida virou de cabeça para baixo algumas vezes. Tive meus altos e baixos. Perdi muito, mas ganhei muito também. Vivi pequenas e grandes vitórias. Sofri pequenos e grandes tombos, muitas vezes literalmente. Aprendi mais do que jamais achei que seria capaz de aprender e descobri que tenho muito mais a aprender do que jamais serei capaz. Realizei sonhos dos mais antigos. Fiz coisas que jamais imaginei que faria. Tomei decisões estúpidas, fiz escolhas geniais. Cresci muito. Inclusive uns 2cm pra cima e vários centímetros para os lados todos.

E o blog sempre esteve lá. Talvez meio de lado, meio preterido pelas prioridades, meio abandonado em meio ao caos, mas sempre ali. Uma espécie de refúgio. Uma espécie de porto seguro, pra onde voltar quando as coisas complicam. Pode ser que o blog tenha perdido um pouco da sua importância na minha vida com o passar dos anos. A tecnologia mudou, a internet mudou, minha vida mudou, e isso se reflete aqui.

Eu me questiono o tempo todo se ainda há espaço para os blogs pessoais, se o Sem Formol é bem-vindo nesta internet de likes e relevância e redes sociais. Se não seria mais prático e inteligente transferir-me completa e definitivamente para as newsletters ou qualquer coisa que o valha. Ou ainda se escrever na internet ainda é algo que eu deveria estar fazendo.

Mas nada disso me impede de celebrar o dia de hoje. O Sem Formol foi, é e sempre será muito importante pra mim. Aqui eu fiz bons amigos, aprendi um bocado, consegui até mesmo administrar melhor minha ansiedade. Graças a este espaço, conheci algumas das minhas pessoas favoritas, saí de crises e vórtices de pânico, tive oportunidade de escrever em espaços bacanas e com gente que eu admiro, dividi um pouco de mim com o mundo e recebi muito amor de volta. E, por isso, eu sou eternamente grata. Ao blog. E a vocês.

Repost: Adeus, Cap (ou O Primeiro Post da História do Sem Formol)

Hoje começa o mês de outubro. Outubro sempre foi um mês agitado aqui em casa. É o aniversário do meu pai. É quando ele tira férias também. Tem o dia da criança. Foi quando a Íris nasceu. Foi quando começou a maratona de vestibulares de 2009. Foi o derradeiro mês para a entrega do meu TCC. Foi quando eu criei o Sem Formol Não Alisa.

Este mês, o blog completa 10 anos de existência. É tempo pra c*ralho, ainda que grande parte destes anos seja de uma existência meio capenga, meio sobrevivida apesar da vida toda acontecendo paralelamente e o blog sendo sempre deixado de escanteio.

Mas não importa se tenho postado pouco, se minha relação com a blogosfera esteja em crise e se o blog tem passado por muitos hiatus (não) planejados nos últimos anos. Eu quero comemorar os 10 anos de Sem Formol porque eu reconheço a importância que este blog (e também os que vieram antes dele) tiveram na minha vida.

Ao longo do mês, pretendo vir aqui mais vezes. Talvez contar (e recontar) a história do Sem Formol Não Alisa. Talvez falar sobre qualquer outro assunto e celebrar o blog ressuscitando-o, ainda que talvez só por um tempinho, só pra ter um gostinho, só pra matar a saudade. Vamos ver no que dá. Sem pressão, tá?

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Bom, para dar início aos trabalhos, sendo hoje o primeiro dia do mês de aniversário do Sem Formol, eu decidi republicar o primeiríssimo post do blog, que se perdeu nas mudanças de hospedagem dos últimos anos. O texto que reproduzo aqui não tem nada demais, exceto por ter inaugurado o blog mais longevo destes meus 14 anos de blogosfera. (E me lembrar de uma Daniela adolescente de 16 anos muito certa de que manjava dos paranauês todos da vida.)

Este post foi escrito e publicado de um computador de mesa em uma lan-house (!) no Guarujá (!!). Eu tinha planos de botar o blog novo no ar antes de viajar com meus pais, mas não consegui. Nerd que sou, a primeira coisa que fiz quando cheguei ao destino foi procurar uma lan-house.

Tímida e introvertida, tenho uma enorme dificuldade em conversar com pessoas pouco conhecidas e sou péssima em me expressar falando. Isso sempre fez com que eu reprimisse minhas opiniões. Me sinto à vontade com os amigos mas, como são poucos, nem sempre tenho com quem falar ou nem sempre surge uma oportunidade para conversar sobre um determinado assunto. Assim, acabo reprimindo-me ainda mais.

Minha primeira solução foi falar sozinha, porque senão enlouqueceria caso mantivesse todas aquelas idéias na cabeça sem deixá-las escapar. Depois, passei a escrever. Mas eu não me contentava. Eu queria me expressar, não somente falar ou escrever algo que ninguém jamais escutaria ou leria. E foi assim que conheci os blogs em 2003.

Criei um e passei a escrever todas as minhas besteiras e futilidades. É claro que eram só uma ou duas pessoas que liam. Depois do primeiro blog, criei vários outros. E enquanto trocava de blogs e ia escrevendo, minha vida foi acontecendo. Amadureci e acredito que até mesmo meus textos demonstrem isso. Fui melhorando minha forma de escrever cada vez mais, até produzir textos realmente bons e conquistar algum reconhecimento e um grupo maior de leitores com o Capricious, um blog criado três anos depois do primeiro.

As mudanças de blog geralmente eram resultado da vontade de mudar a própria vida. Sem dúvidas, o Capricious foi o meu blog mais significativo. Ele resistiu a algumas mudanças e foi um companheiro e tanto em vários momentos interessantes. Quando o criei, eu era uma pessoa. Agora, pouco mais de um ano depois, fecho-o como outra, muito mais madura e certamente mais feliz.

Adeus, Cap.