Linkagem de Segunda #56

Voltamos! Voltamos eu e as linkagens de segunda.

Voltei porque andei um pouco afastada do blog, sem muita vontade de escrever, sem muitas ideias novas e sem ânimo para desenvolver ideias “antigas”. Andei escrevendo mais na newsletter, dedicando um tempinho maior à newsletter, repensando o conteúdo, o formato e a periodicidade da newsletter. Ideias para o blog até surgem e são registradas, mas não são algo no qual quero trabalhar agora e não sei bem o porquê. Mas eu não queria que o blog ficasse abandonado, então voltei mesmo que talvez devagarinho, aos poucos, sem muito conteúdo original.

Voltou a linkagem de segunda porque eu sinto falta de escrever este tipo de post. Porque eu precisava dum motivador para voltar. Porque me cobraram e sentiram saudades das linkagens e fiquei feliz em saber que este compilado de links semanal faz diferença e é apreciado. ♥

Então, estamos de volta. As linkagens de segunda e eu. Espero que vocês gostem.


Assisti Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo no Brasil) anteontem e QUE FILMÃO DA PORRA. Como não tenho a mínima condição de escrever a respeito, fica aqui minhas resenhas/críticas/análises favoritas que as migas escreveram:

Ainda na vibe do filme, Sybylla escreveu sobre as mulheres computadoras esquecidas no Momentum Saga; a Galileu entrevistou Mae Jemison, a primeira mulher negra a ir para o espaço; e a Nina Grando compilou os melhores discursos do SAG Awards, incluindo, é claro, o lindo e poderoso discurso da Taraji P. Henson.


Ainda falando sobre filmes, Paloma listou 4 momentos incômodos e importantes de uma das minhas comédias românticas favoritas, Um Lugar Chamado Notting Hill.


Thamires Motta escreveu um texto muito importante sobre a pornografia e a naturalização da violência contra as mulheres.

O que a pornografia faz não é necessariamente criar abusadores. Mas sim naturalizar a sexualização precoce das meninas, naturalizar o sexo violento, naturalizar a vontade masculina acima de tudo, transformar a existência lésbica em algo voltado para o prazer masculino, naturalizar a busca de “enteadas”, “pai e filha” e “lésbicas” no Google como conteúdo pornográfico. Isso está destruindo a forma como os homens tratam as mulheres, a forma como se relacionam, a forma como fazem sexo consensual com elas.


É sempre bom lembrar: representatividade importa.

tumblr_o3a7zpx4wj1qivzmmo4_500


Minha amora fez um desabafo sobre gordofobia e padrões de beleza que sei que é bastante doloroso para ela, então assistam e sejam gentis.

Coincidentemente, Tia Má (que conheci graças à Jout Jout essa semana, neste vídeo maravilhoso sobre racismo) também publicou um vídeo sobre gordofobia e padrões de beleza hoje.

Para finalizar esta seção, não posso deixar de mencionar este vídeo incrível da minha melhor amiga platônica Jéssica Tauane sobre como os padrões de beleza além de violentos são pedófilos, baseado neste textão necessário aqui.


Já estamos em fevereiro, mas acho que não é tarde para começar algum das dezenas de desafios propostos nesta imensidão internética em que vivemos. Este ano, decidi tentar cumprir três deles. É provável que eu não consiga cumprir tudo, mas pelo menos eu vou tentar, né? E se isso me ajudar a diversificar minhas leituras e a ter contato com mais arte produzida por mulheres, já tô bem feliz.

Desafio Alpaca Press

O objetivo do desafio da Alpaca é justamente ler mais livros e assistir mais filmes feitos por mulheres.

O tema de janeiro foi autora/diretora brasileira e escolhi Aline Valek e o livro As Águas Vivas Não Sabem de Si, que já estava na minha estante há algum tempo pois, graças a esta coisa maravilhosa chamada internet, pude acompanhar boa parte do processo de criação dele através dos relatos da Aline na newsletter e nas redes sociais. O livro é absolutamente maravilhoso e tem resenha da Thais Campolina no próprio blog da Alpaca e da Nina Spim na Revista Pólen.

Ler Além

Este desafio é uma iniciativa dos maravilhosos Nem Um Pouco Épico, Revista Pólen e Valkírias e a ideia é diversificar suas leituras e sair da zona de conforto com 15 categorias maravilhosas.

Como inventei moda de fazer mais de um desafio este ano, tenho tentado conciliar categorias e temas dos três desafios e isso rolou bem no mês de janeiro, uma vez que As Águas Vivas Não Sabem de Si é uma ficção científica escrita por autora brasileira, primeira categoria do Ler Além.

Desafio Literário do Momentum Saga

Por último, temos o desafio do Momentum Saga. Além de apresentar as categorias, o post dela dá dicas muito legais para se engajar em qualquer desafio literário, então recomendo a leitura.


Quando a vida anda meio bagunçada, uma coisa que geralmente me ajuda a botá-la nos eixos – ou pelo menos me motivar para tal – é ler o blog da Thais, o Vida Organizada. Essa semana, três posts em particular me chamaram a atenção:

  • neste ela propõe um exercício muito interessante que pode ajudar bastante na hora de identificar o que é essencial e/ou prioritário na nossa vida para fazer o declutter nosso de cada dia;
  • neste ela reflete sobre vida pessoal e profissional e como esta divisão já não mais existe na prática e tudo bem;
  • neste ela lista os aplicativos que mais tem gostado de usar para se organizar, ideia que eu achei muito boa e pensei em reproduzir aqui no blog com os meus apps favoritos, o que vocês acham?

Salvar

medium-clean-jpg

Olar!

Da última vez que nos encontramos aqui no blog, eu tava num lugar muito ruim. Da última vez que nos encontramos lá na newslettinha também. Eu gostaria muito de vir aqui e dizer que agora tatu do bem, que eu tô feliz e motivada e otimista quebrando tudo neste ano novo de número primo (eu gosto de números primos). Mas não é assim que as coisas funcionam, não é mesmo?

Meu ano novo já começou com sangue, suor e lágrimas (tudo literalmente). Meu útero achou que seria legal menstruar por 10 dias seguidos (começando no meu aniversário pois claro) – o que significa 10 dias de cólica intermitente, diarreia, uma dor absurda nos seios e uma profusão de espinhazinhas doloridas no rosto todo (#MenstruaTwitter atrasada e fora do Twitter porque precisamos falar sobre menstruação, sim, senhor). No terceiro dia do ano, eu já era a imagem da derrota, chegando em casa vermelha, suada e literalmente passando mal de calor e raiva. A ansiedade segue firme e forte e já me proporcionou mais crises do que eu gostaria de admitir. E a casa nunca esteve tão triste e vazia como agora sem a Íris.

Por outro lado, minhas perspectivas são boas. Acredito que 2017 vá ser um bom ano (para mim) ou ao menos melhor do que 2016 foi. Já consegui resolver algumas pendências e encaminhar outras tantas. Estou tentando construir uma rotina mais saudável de verdade – não saudável-fitness de Instagram. (Posso falar mais sobre isso num outro post.) Estou tentando me cobrar menos, respeitar meu ritmo e minhas limitações e valorizar minhas qualidades e pequenas (e grandes) conquistas. Tenho planos para este ano que vão além de ficar o dia inteiro pirando em cima do meu próprio currículo, estudando para concursos que eu não quero prestar e me frustrando com essa busca sem fim por uma colocaçãozinha nesse mercado de trabalho que nunca acha que a gente é bom o suficiente.

Além disso, e mais importante, tenho me sentido menos sozinha. Tenho recebido muito, muito amor de vocês por todos os canais possíveis e cada mensagem, cada tuíte, cada comentário, cada e-mail, cada gif do molequinho abraçando a galinha, me deixa um pouco mais forte e motivada. Então, de novo, meu muito obrigada. ❤


Este post está nos meus rascunhos há alguns dias, mas vinha procrastinando terminá-lo e publicá-lo porque não sabia bem para onde ir a partir deste último parágrafo ou qual a real necessidade/função deste texto. Porém estive pensando em algumas respostas que recebi à última newsletter, alguns comentários que recebi aqui no blog e no que algumas migas vieram falar comigo esses dias e achei que deveria postar, sim.

Primeiro porque tem gente que de fato se importa e quer saber como vão as coisas por aqui, ainda que isso implique em mais um textão sobre a bad sem nenhuma grande epifania no final. (Vocês são lindos, amo vocês.) E segundo porque “tirando este assunto do caminho”, fico mais inclinada a postar sobre outros temas e até mesmo voltar com a linkagem de segunda em breve, então fiquem de olho que logo o blog “volta à programação normal”, whatever this is.


Acredito que eu já tenha desejado um feliz ano novo para vocês no último post, mas acho que nunca é demais desejar coisas boas pras pessoas boas que cercam a gente, né? Então, feliz 2017 pra vocês todos, que ainda é só o 17º dia do ano e temos muito o que viver. (Sim, isso foi pra você que também tá #chateado como eu porque o começo do ano foi meio merda. ❤)


P.S.: O post de hoje é ilustrado pela minha família favorita da televisão – os Heck de The Middle – tanto derrotados quanto vitoriosos no primeiro dia de 2017 porque tão gente como a gente, né?

inside-out-image-joy-sadness

Uma retrospectiva pessoal e capenga

Eu pretendia ter escrito este post na terça-feira, meu aniversário. Fazer aniversário no finalzinho de dezembro faz com que esta seja uma data especialmente propícia para fazer uma espécie de retrospectiva pessoal – uma análise particular do ano que está chegando ao fim.

Só que, por mais que a vontade de escrever este post exista e seja tão real que é quase uma necessidade, não é algo fácil. Honestamente, para mim, há muito pouco de bom para se recordar de 2016, especialmente posto ao lado das coisas ruins. Além disso, o simples vislumbre do final deste ano me enche duma angústia que até então eu não conhecia tão bem. Nunca senti tamanha ansiedade diante da passagem desenfreada do tempo, da constatação do fato óbvio de que é impossível pará-lo e, principalmente, voltar atrás.

Fiz 26 anos esta semana e, pela primeira vez na minha vida, minha idade me assusta. Lembro de ter sentido medo ao fazer 19, mas também me lembro que era um medo bom, um frio na barriga gostoso de quem esperava grandes coisas. Boas coisas. O medo de fazer 26 anos não tem nada a ver com aquele. Não é a ansiedade boa de quem mal pode esperar pelo que vem em seguida. É a angústia de alguém que se sente velha demais para estar onde se está, mas não vê como as coisas poderiam ser diferentes. É a angústia de se olhar para trás e não estar exatamente satisfeita ou orgulhosa da jornada até aqui, ainda que racionalmente enxergue muitas razões para se sentir bem, sim. É a angústia de perceber-se totalmente inserida num mundo adulto do qual não se sente pertencente, nem sabe se quer realmente o sentir.

Esta crise específica foi muito motivada por um ano ruim, sem grandes realizações. Depois de buscar meu diploma e fazer meu CREA, minha vida profissional-acadêmica se resumiu a uma enfadonha, cansativa e frustrante (muito frustrante) rotina de busca por emprego, que segue sem grandes perspectivas e da qual eu sequer tenho energia para escrever/falar sobre, então sigamos.

Voltar a morar com meus pais é, sem dúvidas, outra questão importante neste sentido. Por mais que esta seja definitivamente a decisão mais acertada do ano e que ela tenha me permitido passar mais tempo com algumas das minhas pessoas (humanas e canina) mais amadas, é muito difícil não sentir-se mal em ser um adulto não apenas que mora com os pais, mas também que depende deles financeiramente.

Junto a esta crise talvez um tanto clichê, há a questão da saúde mental. Considerei procurar um psicólogo/terapeuta/profissional, mas minhas opções são muito limitadas (e caras) aqui em São Joaquim. Tenho tentando controlar a ansiedade de todas as formas possíveis (e viáveis), inclusive aquelas que sempre funcionaram bem no passado, mas tem produzido pouco ou nenhum efeito hoje. Não sei até que ponto a ansiedade tem contribuído para minha crise-dos-26-anos ou a crise tem piorado a ansiedade, mas está claro que as duas coisas estão relacionadas.

Minha ansiedade, inclusive, teve muitos agravantes este ano, e agravou outros tantos problemas. Esta onda conservadora em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil, me assusta muito. Acompanhar as notícias tem me descaralhado a cabeça, mas me sinto obrigada a me informar. Ontem mesmo, não consegui dormir depois de assistir à Retrospectiva na Globo. Também é recorrente eu perder o sono pensando nos problemas e tragédias alheias, principalmente (claro) daquelas pessoas mais próximas de mim.

Meus relacionamentos pessoais também foram muito abalados este ano. Estamos todos muito vulneráveis, machucados e assustados, cada um com suas próprias questões, e tem sido difícil lidar com tudo isso. Briguei muito com as minhas melhores amigas. Me afastei bastante de todo mundo. Cheguei a terminar com meu namorado. Por outro lado, foi justamente nos meus pais, no Lu, na Tety e na Lari que encontrei apoio e força para sobreviver a 2016 e acredito que eles puderam encontrar apoio e força em mim também. Termino o ano com o coração um pouco menos apertado, com a certeza de que estes laços foram abalados, porém fortalecidos em 2016.

Também encontrei aqui, na internet, como sempre, uma rede de apoio muito especial, principalmente agora em dezembro, com a morte da Íris. Toquei no assunto superficialmente nas redes sociais e escrevi mais sobre isso na newsletter, mas ainda tem sido muito difícil falar sobre o assunto, por isso não escrevi nada a respeito no blog. Íris foi uma parte muito importante da minha vida, foi uma grande companheira especialmente neste ano difícil e dói demais lembrar que ela não está mais aqui.


Eu disse na última edição da newsletter que tenho evitado escrever na internet porque tudo o que produzo tem saído com essa vibe pesada – porque, bem, a vida anda pesada. Cheguei a pensar em não enviar a última cartinha e em não publicar este último post do ano, mas eu sinto que precisava muito tirar estas coisas todas de mim e que estes eram os canais para fazer isso. Recebi um retorno muito carinhoso depois do meu último e-mail e isso me ajudou demais, então acredito ter tomado uma boa decisão, pelo menos com relação à newsletter. Quanto ao blog, acredito que ele é uma parte importante de mim e que eventualmente não vai ter jeito, a negatividade em mim vai se refletir nos posts.

Então, peço perdão pela bad vibe deste último post do ano, mas eu não poderia deixar de publicá-lo e de publicá-lo assim. Estou me permitindo não fazer a Pollyanna. Me permitindo chorar o que tenho para chorar, viver meu luto e abraçar minha tristeza como o sentimento válido e necessário que ela é. Estou me dando o direito de lamber minhas feridas e lidar com a minha dor do jeito que me couber.


Aproveitando que este é o último post do ano, gostaria de agradecer a todos os leitores do blog pelas palavras de apoio, pelos comentários carinhosos e pelos gifs de animaizinhos. Sem vocês 2016 teria sido muito mais difícil, então muito obrigada. ❤

Espero que 2017 seja um bom ano para todos nós. Que tenhamos força, sabedoria e malemolência (sempre importante) para lidar com as pedras no caminho. E que elas sejam em menor quantidade, né? Pelamordadeusa.


P.S.: as imagens deste post são do filme Divertida Mente.

Algumas considerações sobre a Linkagem de Segunda

Olá, migas! Hoje não é segunda-feira, mas eu queria falar um pouquinho sobre as Linkagens de Segunda.

Talvez este post fique um pouco bagunçado e confuso e pouco coeso, então já peço perdão desde já. Tem sido difícil botar ordem no caos que habita minha cabeça, inclusive escrevendo, então este post é provavelmente o melhor que eu conseguiria fazer agora.


A Linkagem de Segunda nasceu mais de dois anos atrás (!), depois de muito overthinking (quando a gente pensa excessivamente numa coisa). Já fazia algum tempo que eu queria compartilhar com vocês algumas das coisas legais com as quais eu me deparo na internet, mas nunca sabia exatamente como o fazer. Aí é que entrava o overthinking. Eu queria um nome legal, diferentão, com a cara do blog (que afinal de contas se chama Sem Formol Não Alisa). Eu queria escolher o melhor dia da semana, aquele em que as pessoas estariam mais abertas às recomendações (?). Eu queria definir o melhor formato do mundo. Mas, no final das contas, tudo o que eu precisava era seguir meu instinto, sentar e escrever, como sempre foi com o blog.

Foi em novembro de 2014 que eu finalmente parei de enrolar, botei a bunda na cadeira (coincidentemente a mesma cadeira onde minha bunda se encontra neste momento) e escrevi a primeira Linkagem de Segunda. O dia da semana escolhido foi simplesmente o dia em que eu estava escrevendo. O título foi o mais óbvio e simples possível. E o formato me veio tão orgânico e funcionou tão bem por tanto tempo que só vim a questioná-lo e querer mudá-lo recentemente e não descarto voltar a usá-lo.

A “lição” aqui, se é que é preciso haver uma lição, é que às vezes a gente só precisa mesmo começar, dar o primeiro passo, arriscar, ver no que vai dar. É difícil pra uma pessoa ansiosa e metódica como eu fazer algo sem algum planejamento e estudo prévio, mas às vezes é justamente por isso que a gente tem que “só ir”.


Nestes dois anos, foram 55 linkagens. Atrasei em algumas semanas. Falhei em outras tantas. Me permiti adaptar o formato e fugir da periodicidade. Foram estas pequenas rebeldias e desvios – que normalmente me incomodam mais do que deveriam – que ajudaram a manter a longevidade das linkagens de segunda. Bem, isto e o fato de eu gostar tanto de escrever estes posts e o feedback sempre muito positivo que eu recebo de vocês. ❤️


Pode não parecer, mas as linkagens são posts trabalhosos e demorados de se escrever. Isso porque quase sempre inclui desenvolver uma introdução – coisa na qual eu sou péssima – e, principalmente agora, neste formato novo, escrever um pouquinho sobre os links, tentar trazê-los de uma forma que faça sentido, talvez categorizá-los. Além disso, na maioria das vezes, é muito difícil escolher o que vou colocar nas linkagens porque é sempre MUITA COISA. Assim em caps lock mesmo.

(Já contei um pouquinho deste processo aqui.)


Em junho deste ano, fiz os cálculos e descobri que eu lia uma média de 80 textos na internet por semana, o que já é um volume significativo. (Sim, eu sou essa pessoa.) (Sim, eu sou de exatas.) Daí agora no final do ano, me deparei com o Pocket (sempre ele) lotado de coisas novamente. O FOMO, junto com uma necessidade grande de me afastar da internet nos últimos meses, fez com que eu acumulasse uma quantidade grande de links, especialmente textos, por lá. Eu não queria estar online, mas eu não queria perder nada, então salvava tudo para depois, acumulando mais de 600 links.

Como eu disse no último post, estou trabalhando num “grande destralhamento de final de ano” e, embora eu tenha deixado para lidar com a tralha digital só em janeiro, comecei a me dedicar a “limpar” o Pocket desde o finzinho de outubro. Do dia 28/10 até hoje foram mais de 800 textos lidos e quase 450 deletados (porque, neste meio tempo, muita coisa nova entrou além dos 600-e-poucos originais).

Agora imaginem vocês que eu tenho tido, toda semana, cerca de 120 textos potenciais para a linkagem de segunda. Agora pensem na preguiça e na trabalheira. Pois é.

É por isso que eu não tenho postado ultimamente. Porque selecionar os links anda especialmente trabalhoso. (E porque meu notebook quebrou. E porque tô com bursite. E tendinite.)


Geralmente, quando não publico uma linkagem, acumulo os links daquela semana para a próxima. Eu poderia fazer isso agora, sabe? Postar uma linkagenzona gigantesca que seria supercansativa de se escrever e também de se ler. Mas eu decidi dar um tempinho das linkagens por enquanto.

É temporário porque eu gosto muito destes posts e sei que vocês gostam também. É temporário porque logo as coisas se ajeitam e escrever as linkagens volta a ser relativamente simples. É temporário porque eu sei que logo eu sentirei falta delas.

Por enquanto, decidi que vou passar a compartilhar meus links favoritos no arroba do blog no Twitter, assim como eu já fazia na minha conta pessoal. Então, se vocês quiserem acompanhar as novidades do blog, bem como um punhado de textos, vídeos e coisas bacanudas das internets, sigam o @semformol.

As propriedades terapêuticas da Grande Limpeza de Final de Ano

Todo final de ciclo, eu gosto de fazer um grande limpa/destralhamento/declutter/a-palavra-que-você-preferir. Faço isso porque me ajuda a lidar com os fins e os encerramentos, e também porque me ajuda a me preparar para os inícios dos novos ciclos, abrindo espaço físico, digital e até mesmo metafísico para as coisas novas.

Isso quer dizer, por exemplo, que todo final de semestre da faculdade, eu gostava de reunir todo o meu material, anotações, listas de exercícios, provas e trabalhos, separando o que eu queria ou precisava manter daquilo que eu queria ou podia me desfazer. Toda mudança de estação, eu tiro tudo de dentro do meu guarda-roupa e só devolvo aquilo que eu usei no último ano, doando o resto. Todo final de ano, faço diversos destralhes ao longo de novembro e dezembro. É a minha tradição particular de ano novo.

A cada ano, “A Grande Limpeza de Final de Ano” é um pouquinho diferente, dependendo do momento em que estou na minha vida e tal. Nos últimos anos, elas foram super complicadas porque envolviam final de período na faculdade e não só uma, como duas casas. Paralelamente a provas e trabalhos finais, eu ia fazendo meus destralhes no apartamento onde eu morava sozinha, preparando tudo não só para um novo ano e um novo período da graduação, mas também para os dois meses e meio que o apezinho receberia poucas visitas minhas. Quando eu finalmente saía de férias e voltava “de mala e cuia” para a casa dos meus pais (geralmente depois do dia 15 de dezembro), era a hora de fazer os outros tantos declutters no meu quarto joaquinense (nesta altura do ano completamente abandonado pelas poucas vindas para a casa).

Não precisa fazer a Emily Gilmore depois de ler o livro da Marie Kondo
Não precisa fazer a Emily Gilmore depois de ler o livro da Marie Kondo, mas um declutterzinho é sempre bem vindo.

No ano passado, minha Grande Limpeza etc. não aconteceu bem do jeito que eu queria. 2015 foi uma grande confusão na minha vida e absolutamente nada saiu como planejado ou esperado (para o bem e para o mal). A vida me atropelou e, quando dei por mim, vários ciclos estavam se encerrando sem que eu tivesse tido a chance de respirar fundo e me organizar. Primeiro foi o TCC, depois o estágio e a graduação como um todo. Colei grau ainda meio sem processar a informação de que eu estava mesmo me formando porque eu havia me preparado para me formar só no ano seguinte. Pela primeira vez em muitos anos, ignorei a minha própria tradição, tomei só as providências cabíveis e urgentes, como fazer minhas malas para vir pra casa, e me dei duas semanas de folga. Em janeiro, voltei para São Carlos para tratar do que ficou pendente, o que incluía o meu último grande declutter por lá, aquele que a gente faz quando tá organizando nossa mudança.

Para mim, organizar a bagunça física – e especialmente se livrar da tralha – sempre teve um grande impacto psicológico. Por isso mesmo, estas limpezas de final de ciclo são tão importantes para mim. Além disso, elas sempre fazem parte de algo maior, de todo um conjunto de atividades que me ajudam a lidar com a vida, o universo e tudo o mais, mas principalmente com a ansiedade. Não ter conseguido fazer nada disso no ano passado, com tanta coisa acontecendo, foi especialmente estressante e acredito ter afetado boa parte do meu 2016.

Quando este ano começou, eu estava completamente perdida. Tudo havia acabado, mas nada tinha tido um encerramento apropriado na minha cabeça. Eu ainda tinha pendências em São Carlos e toda uma mudança de cidade para organizar, o que me ajudou um pouco. Pude me despedir adequadamente de algumas pessoas, mas não de todas. Buscar meu diploma foi a coisa mais simultaneamente dolorosa e deliciosa que já fiz, mas lidar com a papelada, os arquivos digitais e todas as outras coisas que eu trouxe de São Carlos e da graduação foi catártico.

Acho que eu nunca havia percebido de fato como alguns costumes e rituais aparentemente bobos podem ser importantes para mim. Foi por isso que este ano eu decidi levar minha Grande Limpeza de Final de Ano a sério.

O final de 2016 não representa nenhum fim de ciclo importante na minha vida. Esse ano não tem entrega de TCC, último dia de aula, último dia do estágio ou colação de grau. Nada de grandioso aconteceu na minha vida, com exceção dos resquícios dos encerramentos do ano passado (e talvez de grandes problemas). 2016 foi, honestamente, um ano horrível, um dos piores da minha vida e é justamente por isso que quero aproveitar a oportunidade da mudança de calendário para deixar este ano e todas as suas bad vibes para trás. Ao contrário do ano passado, desta vez tenho tido tempo para me planejar e, com isso, consigo vislumbrar um ano novo com mais significado e perspectivas melhores. (Eu sei que o futuro pode ser bastante imprevisível e que a gente não tem o controle de nada mas, para o bem da minha saúde mental, eu preciso de alguma estrutura, alguma organização, algum planejamento.) E também tenho tido tempo de fazer destralhes que eu considero importantes para mim e que vão abrir espaço para coisas novas, inclusive um 2017 muito melhor do que foi 2016. (Olha quem tá sendo otimista!)

Linkagem de Segunda #55

Faz quase um mês desde o último post e eu poderia ficar aqui me justificando, mas acho que realmente não interessa a ninguém porque não andei escrevendo nestas semanas e, como faz tanto tempo desde a última linkagem, tenho muitos links acumulados para compartilhar com vocês e acho que devemos ir logo a eles, certo?

Então vamos!

(Hoje não vai ter trechinho dos textos, nem aquele modelinho que venho usando nas últimas linkagens senão esse post vai ficar quilométrico e eu vou demorar anos para escrever (e vocês para ler), ok?)


Consciência Negra e representatividade: As Lendas de Dandara, Vanessa Bittencourt no Valkírias

Luke Cage ou sobre como acertaram com a Misty Knight (ufa!), Anne Caroline Quiangala no Preta, Nerd & Burning Hell

Qual o lugar do negro no mundo dos shippers?, Camila Cerdeira no Preta, Nerd & Burning Hell

Racismo no Brasil: todos têm obrigação nesta luta, Raysa França no Cacheia!

Por que é importante que pessoas brancas falem sobre racismo?, Carol Patrocinio no Ondda

Feminismo, racismo e a relutância em reconhecer-se como opressora, Joanna Burigo na Carta Capital

Gabrielle Aplin, privilégios e meritocracia, Paloma no Valkírias

[vídeo] Karol Conka e MC Carol sobre padrão de beleza e racismo, PapelPop

Mc Carol e Karol Conka: elas vieram para incomodar e nós as amamos por isso, Tati Perry no Valkírias

Mulheres dentro do padrão de beleza podem sofrer preconceito?, Lívia Reginato no Nó de Oito

A mulher como objeto de cena, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Objetificação masculina NÃO é a mesma coisa que objetificação feminina, Lara Vascouto no Nó de Oito

Cheias de Charme: vida de empreguete e 500 anos de história do Brasil, Anna Vitória no Valkírias

[vídeo] Periods in Media, TheeKatsMeoww

Amizades femininas em Gilmore Girls, Thay e Yuu no Valkírias

“A série não é sobre os namorados de Rory”, desabafa criadora, Guto Júnior no Gilmore Girls Brasil

Harry Potter and the Cursed Child: a missed chance at breakthrough LGBTQ representation, Tariq Kyle no Hypable

Mulher Maravilha é bissexual, Themyscera é queer. E isso é cânone, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

[vídeo] Gays têm + HIV???, Canal das Bee

[vídeo] Homossexuais e doação de sangue, Drauzio Varella

A segunda temporada de Jessica Jones só vai ser dirigida por mulheres, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Comparar a Marvel e a DC no cinema é inevitável, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Mulher Maravilha, ONU, críticas e maiôs, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

[vídeo] Empoderamento vende!, Nataly Neri no Afros e Afins

[vídeo] Pelos, nós temos, Ana de Cesaro

A Vogue decretou: tá na hora de trocar os seus peitos por um modelo menor, Jojo no Uasz

Escola de Princesas e o reforço da nossa submissão, Pâmela Vieira no Sigamos Juntas

“Anticoncepcional” masculino é adiado por ter reações semelhantes ao feminino, Bruno Vaiano na Galileu

Garotos que brincam com bonecas se tornam crianças mais carinhosas e empáticas, Carol Castro na Galileu

Bob Dylan’s Nobel prize isn’t radical. He’s just another white male writer, Natalie Kon-yu no The Guardian

[vídeo] Somos latinas, Canal das Bee

[vídeo] O mínimo, Jout Jout

Tanto Brasil quanto Argentina têm leis contra o feminicídio, mas isso não basta, Lívia Magalhães na AzMina

Os estupros são coletivos, mas a sociedade não se sente responsável, Bia Cardoso no Blogueiras Feministas

[vídeo] HPV, Câncer de Colo do Útero e Mulheres Negras, Nataly Neri no Afros e Afins

[vídeo] Outra aula: HPV, Jout Jout

[vídeo] Inside Out: Emotional Theory Comes Alive, Nerdwriter1

[vídeo] Self Compassion, School of Life

A vida não é um miojo, Estela Rosa na Ovelha Mag

Entre o amor e a originalidade, Taís Bravo no Mulheres que Escrevem no Medium

Tá tudo bem gostar de coisa “ruim”, sabia?, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

A escrita como um caminho, Isabela Peccini no Mulheres que Escrevem no Medium

5 dicas para não desperdiçar produtos capilares, Maressa de Sousa no Cacheia!

Co-wash: fiquei um mês sem shampoo e olha no que deu, Marina Fabri no Coisas de Diva

linkseg54

Linkagem de Segunda #54

O blog completou 9 anos de existência na quinta-feira retrasada, dia 13, e como eu já previa no último post, não rolou nem um postezinho sequer para comemorar.

Eu comentei na última linkagem de segunda que andava bastante ocupada, como é típico dos meus outubros. O que eu não sabia ainda é que logo eu ficaria muito ocupada para depois ficar pouquíssimo ocupada e de boas, se é que isso faz algum sentido. Acontece que decidimos meio de supetão fazer uma viagenzinha pra praia, pra botar o pé na areia, comer uns camarões, estas coisas. Todo mundo aqui em casa precisava dum descanso, duma mudança de ares, dum cheirinho de mar. Às vezes, faz bem, né?

Como a gente decidiu bem às vésperas, tivemos poucos dias pra fazer aqueles preparativos clássicos de viagem: comprar uma ou outra coisa, fazer mala, arranjar alguém pra cuidar de Íris, a cã, estas (outras) coisas. Além disso, eu tive que mudar meus planos para os dias seguintes, para a semana que estaríamos fora principalmente. Pode não parecer, mas este negócio de estar desempregada/procurando emprego dá trabalho pra caralho e eu tive que adiantar um monte de tarefas e adiar outras tantas. No final das contas, foi uma semana muito corrida, em que a gente mal conseguiu comemorar o aniversário do meu pai (dia 12) ou da Íris (dia 13) ou mesmo do blog. Só que, né, valeu a pena. O foda agora é voltar pra vida real, sem café da manhã de hotel e praia todo dia.

Basicamente, é por isso que andei sumida do blog nestas últimas duas semanas e nem apareci para fazer um post de aniversário. Mas estou de volta a terras joaquinenses e à minha rotina-não-rotina e hoje é segunda, dia de compartilhar links legais com vocês!

Já adianto que tem pouca coisa aqui porque andei lendo/assistindo/passando pouco tempo online nos últimos dias. Talvez a linkagem esteja mais recheada na semana que vem, quando eu já tiver começado a colocar a vida em dia pra valer. Acompanhemos.


Antes da viagem, eu tive que comprar um biquíni e migas, que merda. A gente luta tanto pela nossa autoestima, pra se amar e se sentir bem no nosso próprio corpo, mas basta ter que comprar uma roupa (ou abrir uma revista, ou ligar a tv, ou ouvir um comentário infeliz, etc.) pra gente voltar a se sentir um lixo, né?

Comentei sobre o assunto com a Tety, que entende desta merda toda muito melhor que eu porque além da pressão estética por ser uma mulher, ainda sofre com gordofobia. Daí ela foi lá e fez um vídeo maravilhoso falando sobre padrões estéticos, indústria da moda, gordofobia e representatividade. Não é fácil se abrir para falar sobre estas coisas todas, mas é muito importante que a gente fale sobre elas, então prestigiem e mandem amor pra minha amora, tá bem?

Eu ainda quero falar mais sobre pressão estética e autoestima e o causo do biquíni, mas ainda não decidi se o faço aqui no blog em texto ou vídeo, ou ainda lá no Medium ou na abandonada newsletter. Me contem o que vocês preferem.


Eu sempre fiquei meio confusa com essa coisa de latinos, hispânicos, raças, cores, etnias, lá nos States, principalmente. Daí encontrei este vídeo maravilhoso e bastante didático da Franchesca Ramsey, em que ela convida Kat Lazo para ajudar a gente entender as diferenças entre estes termos todos (e porque eles importam). Infelizmente, o vídeo é em inglês e não tem legenda em português, mas daí me lembrei desse texto da Luana Reis pro GWS, que eu já compartilhei aqui em outra linkagem, mas achei que seria interessante linkar novamente. Aliás, se você conhecer algum texto/vídeo bom sobre o assunto e quiser indicar nos comentários, por favor, o faça!


Rebeca Puig escreveu um texto ótimo sobre a hipersexualização das personagens femininas no cinema, na tv  e nos quadrinhos no Collant Sem Decote, que me lembrou de outro texto ótimo, que eu já compartilhei aqui também (mas que vou indicar de novo), da Anna Vitória no Valkírias, sobre o olhar masculino (male gaze) na ficção.

“A posição dos atores em relação à câmera, a lente escolhida para capturar a cena e a iluminação que incide nos personagens têm tanto ou mais significado do que o diálogo.”
– Rebeca Puig em A Hipersexualização Feminina no Enquadramento e no Movimento de Câmera

“O cinema (quando digo cinema, falo de narrativas visuais de modo geral) é um sistema de representações, e o male gaze é modo-de-fazer que coloca na tela a representação do olhar do homem sobre seu objeto de desejo, que é a mulher.”
– Anna Vitória Rocha em Marina Ruy Barbosa e o olhar masculino


A Anne Caroline do Preta, Nerd & Burning Hell escreveu sobre o racismo e o machismo por trás da “preferência” pelo seriado do Demolidor em detrimento de Luke CageJessica Jones.

“Quando um homem vocifera que ‘Jéssica Jones é mediano’ ou uma pessoa branca diz que ‘Luke Cage é uma série fraca’ dificilmente apresentam argumentos técnicos e análises coerentes (…) Talvez o problema aí seja que os brancos não são protagonistas, que a série não gira em torno de seus privilégios e muto menos de seu prazer retórico de afirmar que ‘negros são mais racistas que brancos’ ou ‘negros são os únicos que matam o próprio povo’. (…) quanto tempo Jéssica Jones e Luke Cage tem juntos, em minutos, de 1) mulheres com nomes, 2) conversando sobre qualquer coisa que não seja homem? Ou apoiando uma à outra? (…) Todas essas mudanças geram profundo medo nos rapazes conservadores. Medo de que seus valores sociais se percam, junto com seu poder.”
– Anne Caroline Quiangala em O problema por trás de “prefiro Demolidor à Jessica Jones ou Luke Cage”


Não costumo compartilhar edições de newsletters aqui nas linkagens porque por serem estes textos voltados prum público mais restrito (= os assinantes da newsletter em questão), nunca sei se o autor daquele texto queria que ele fosse compartilhado pra fora dos limites daquele público ou não, sabe? Mas daí quando o autor publica aquele texto num outro canal, como o Medium por exemplo, eu me sinto mais confortável para indicar e compartilhar aquele link. Pode ser uma bobagem minha, mas às vezes acho melhor pecar pelo excesso de cautela.

Dito isso, a Aline Valek, autora duma das minhas newsletters favoritas, a Bobagens Imperdíveis, publicou uma das edições mais legais que li nos últimos tempos no Medium e agora fico à vontade para compartilhar com vocês todos.

“Somos esses personagens de histórias absurdas, em que o mundo está acabando mas a gente não percebe, ou não liga, ou vai se deixando levar porque o autor precisa fazer o absurdo acontecer.”
– Aline Valek em A realidade implodiu a ficção sorrateiramente


Um fotógrafo francês viajou o mundo fotografando millennials e onde eles vivem e é claro que eu achei muito genial e já quero ganhar comprar o livro do moço. Dá pra ver algumas fotos no BuzzFeed gringo e no site do projeto.


Contei na outra linkagem que Tety, Lari e eu criamos uma tag sobre seriados e que ela é ótima e vocês deveriam responder também, inclusive em texto, se essa for mais sua praia. (As perguntas estão na descrição dos vídeos das meninas.)

Esses dias, foi a vez da Lari de responder e tô chocada com o quanto ela tá séria e concisa no vídeo. (Sempre esqueço que ela é a cota autocontrolada da Cúpula.) Prestigiem minha outra amora também:

Para quem não viu a versão da Tety, clica aqui. Logo eu farei minha versão também. Juro juradinho.


Vocês devem ter notado que desde a Linkagem #43, eu escolho uma mulher pra ilustrar cada topo. De primeira, a ideia era escolher uma imagem que tivesse a ver com qualquer um dos links, mas aos poucos, acabou rolando um padrão: eu sempre escolhia uma mina maneira, personagem ou real, famosona da grande mídia ou gente das internês. Já teve Jéssica Ellen, Elke Maravilha, Rafaela Silva, Ana Lídia Lopes, Garotas GilmoreHermione Granger… É uma forma bem singela de demonstrar um pouco da minha admiração pelas mulheres maravilhosas que tão por aí esbanjando representatividade e fazendo a gente acreditar que a gente pode ser foda também.

Essa semana, escolhi Jane Gloriana Villanueva, interpretada pela incrível Gina Rodriguez, porque a série voltou semana passada e o primeiro episódio me deixou destruída, só que ainda mais apaixonada pela Jane.

linkseg53

Linkagem de Segunda #53

Essa semana – mais especificamente quinta-feira, dia 13 – é aniversário do blog. O Sem Formol completa nove anos de existência, sendo há alguns anos já o blog mais longevo e querido da minha vidinha blogueira de 13 anos. (Sim, cheguei num ponto em já tenho mais anos vividos tendo-um-blog do que não-tendo-um-blog.)

Todo ano, penso em fazer alguma coisa legal no aniversário do blog. Nunca dá certo. Outubro é sempre um mês cheio de acontecimentos. Foi início da temporada de vestibulares em 2009. Foi o mês de preparar minha apresentação do TCC no ano passado. É aniversário e férias do meu pai. A primeira quinzena sempre era cheia de provas e entregas de trabalhos na faculdade. Por um acaso do destino, eu nunca tive a famosa Semana do Saco Cheio em outubro porque 1) estudei a vida inteira numa escola que tinha toda uma política de “quanto mais dias de aula melhor” e 2) a USP (bem como a Unesp e acho que a Unicamp também) faz sua “semana do saco cheio” em setembro, na Semana da Pátria.

Esse ano, como já manda a tradição (oi?), estive muito ocupada e só me dei conta de que não preparei nada de especial pro aniversário do blog de novo agora, já às vésperas. Eu tinha a intenção de dar um tapa na identidade visual do Sem Formol, revisar posts antigos, divulgar meus textos favoritos nas redes sociais, mas só de pensar na trabalheira e na quantidade de coisas que tenho para fazer essa semana, me dá uma preguiça, sabe?

(Quanto à parte da identidade visual, eu até que tô mexendo numa coisinha aqui e ali e, aos poucos, o blog vai tomando uma nova cara. Assim eu consigo fazer tudo sem me sobrecarregar e vocês podem ir opinando e me ajudando a decidir como o blog vai ficar. Que tal?)

Essa introdução é, no final das contas, uma justificativa adiantada para mais um aniversário do blog que vai passar praticamente em branco e uma justificativa atrasada pela falta de posts este mês e por, mais uma vez, não ter postado a linkagem de segunda nas duas semanas passadas. Tenho lido pouco e até que passado pouco tempo online (exceto pelas longas horas procurando oportunidades de emprego, fazendo provas online e maratonando séries na Netflix), então não tenho tido muito o que compartilhar com vocês. Hoje, reúno aqui um pouquinho do que andei lendo e assistindo na interwebs nas últimas três semanas.


Dia 28 de setembro foi Dia da Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe e discutimos o assunto o dia todo na internet usando a hashtag #PrecisamosFalarSobreAborto. Alguns dos meus textos favoritos produzidos ou relembrados neste dia estão aqui:

Precisamos Falar Sobre Aborto – Um Infográfico, Lara Vascouto no Nó de Oito

‘Mamãe, por que alguém seria a favor do aborto?’, Carol Patrocínio no Huffpost Brasil

Sou evangélica e a favor da legalização do aborto, Talita Ribeiro no Huffpost Brasil

A vida – e o estigma – de quem trabalha com aborto legal no Brasil, Carolina Vicentin na AzMina

Elas abortam, Debora Diniz na AzMina

A mulher que aborta, Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas

O que você pode fazer pela descriminalização do aborto?, Gabriela Loureiro no Think Olga


Uma semana antes, foi divulgada uma pesquisa que, entre outras coisas, revela que 37% dos brasileiros concorda que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. Juliana Golçalves e Helena Borges chamaram a atenção para como este dado evidencia a existência da cultura do estupro no Brasil e Helena Bertho e Carolina Vincentin convidaram o movimento feminista a refletir o que temos feito a respeito disso.

“Nunca antes se falou tanto sobre violência contra a mulher, nunca antes tanta gente tinha ouvido falar sobre cultura do estupro. Mas ainda falta chegar aos ouvidos de muita gente – pessoas que, certamente, eu e você conhecemos, mas que talvez nunca pararam para pensar na gravidade disso tudo.”
– Helena Bertho e Carolina Vincentin em Onde estamos errando se um terço da população ainda culpa a mulher pelo estupro?


Já indiquei, na Linkagem #47, uma análise bem boa da PL da “Escola Sem Partido” feita pela Mayra, mas também li esses dias o texto que a Isabela Peccini fez sobre o assunto pra Capitolina e queria compartilhar com vocês.

“O nome do projeto causa uma falsa dicotomia: com ou sem partido. Mas, na realidade, o debate precisa ser outro. (…) Quer dizer, a gente tende, muitas vezes, a confundir um pouco as coisas e achar que falar de política é falar de partidos, mas não necessariamente. Falar de política é falar da construção da nossa cidade, da nossa educação, saúde, enfim, da sociedade.”
– Isabela Peccini em Precisamos falar sobre: Escola Sem Partido


Também já recomendei, em outras linkagens, alguns vídeos da Beca do canal Beca com Cê, mas a verdade é que eu acho que vocês deveriam assistir a todos os vídeos e assinar o canal para não perder mais nenhum, tá? Beca fala de feminismo e movimento negro e LGBT e mais um punhado de assunto relevante e necessário com didática e bom humor.

O último vídeo que vi foi sobre cotas raciais, mas, novamente, eu poderia indicar todos os vídeos aqui.


Finalmente assisti ao TED Talk da Roxane GayConfissões de uma feminista ruim – e é absolutamente maravilhoso. Dá todo um quentinho no coração. Então, miga feminista que não viu ainda, assiste, porfa.


Ainda na pauta feminismo (porque sim), a Larissa Lemos escreveu este texto ótimo sobre empoderamento e consumo no Medium.

“As empresas já descobriram que investir em propaganda que exalta esse empoderamento através da autoestima é bem lucrativo.
“Não caiam nessa, empoderamento não pode ser considerado estritamente individual, uma forma de se sentir mais confiante a partir da sua aparência ou do que você consome – levando aí em conta também produtos culturais. Empoderamento é mais do que isso.”
– Larissa Lemos em empodere-se (desde que você tenha dinheiro para consumir)

A Larissa também escreveu sobre a imagem da primeira-dama Marcela Temer e o que isso tem a ver com a gente. Este texto já tem um tempinho, mas segue relevante, então quis incluí-lo na linkagem de hoje também.

Mas e se eu disser que Marcela é peça fundamental nesse novo governo? Se eu disser que ela é um meio de comunicação? Ela é uma forma sutil e eficaz de passar uma mensagem para o público.
– Larissa Lemos em A imagem de Marcela (e o que você tem a ver com isso)


Quarta-feira passada, dia 5, Gilmore Girls completou 16 anos, a mesma idade que Lorelai tinha quando ficou grávida da Rory e a mesma idade de Rory no início da série, então digamos que foi um aniversário especial, né? A Netflix que não é boba nem nada aproveitou a data para nos deixar ainda mais ansiosos pelo revival, lançando este featurette maravilhoso (não confirmo nem nego que eu chorei e ri umas dez vezes assistindo) e abrindo Luke’s Diners pelos Estados Unidos todo, deixando nós, fãs brasileiros, morrendo de inveja.

(Eu ia fazer alguma piadinha infame com Luke Danes e Luke Cage para linkar o próximo parágrafo, mas acho melhor, não, né?)

Luke Cage estreou no dia 30 de setembro (na Netflix, claro) e foi tudo o que eu esperava e mais. Se você ainda não assistiu, por favor, assista. Se você é Marvelete como eu, vai pirar com as referências todas. E, como nem sempre dá pra pegar todos os easter eggs e entender todas as referências (haja repertório, né?), Tety me indicou este vídeo aqui (em inglês).

Agora, se você ainda não viu, lê este texto da Duds (não tem spoilers!), vê esse featurette ou o trailer e vai maratonar agora, mulher.

Ainda falando em seriados, a Cúpula do Mal criamos uma tag! Tety respondeu primeiro porque a ideia partiu dela, mas logo eu e Lari (viu, Larissa?) vamos responder também. E, se você quiser responder, sinta-se convidado, mas não se esquece de dar os créditos e linkar o vídeo da Tety, tá?


Estou alterando um pouquinho o formato das linkagens e o retorno de vocês é muito importante. Comentem o que vocês acharam do post de hoje, me contem como vocês gostariam que as linkagens fossem, fiquem à vontade pra dar pitaco.


Para finalizar a linkagem de hoje, só queria comentar mais uma coisinha. Vocês devem ter notado que desde a Linkagem #43, eu escolho uma mulher pra ilustrar cada topo. De primeira, a ideia era escolher uma imagem que tivesse a ver com qualquer um dos links, mas aos poucos, acabou rolando um padrão: eu sempre escolhia uma mina maneira, personagem ou real, famosona da grande mídia ou gente das internês. Já teve Jéssica Ellen, Elke Maravilha, Rafaela Silva, Ana Lídia Lopes, Garotas GilmoreHermione Granger… É uma forma bem singela de demonstrar um pouco da minha admiração pelas mulheres maravilhosas que tão por aí esbanjando representatividade e fazendo a gente acreditar que a gente pode ser foda também.

A mina foda de hoje é a Roxane Gay, cujo Ted Talk eu compartilhei neste post e o livro “Bad Feminist” estou aceitando de presente. (Meu aniversário tá chegando, hein?)

PROJECT10PAN

Project 10 Pan: o 2º update

Antes de começar o post de hoje, só queria dizer rapidinho que vocês são umas maravilhosas e agradecer o carinho todo que veio depois do último vídeo, em que falo sobre o porquê de eu ter ficado mais de um ano sem gravar vídeos para o blog e porque eu tinha tão pouca vontade de voltar. Como eu disse lá (eu acho), as vozes negativas geralmente são mais altas que as positivas, então cada comentário, tweet e mensagem positiva conta muito. Por isso fica aqui um lembrete, para vocês e também para mim, para que a gente comente mais nos blogs/vídeos das migas, para que a gente deixe mais joinhas por aí, mas também espalhe mais mensagens de suporte e carinho para aquelas que a gente admira.


Bom, agora, sim, podemos partir para o post de hoje, que não é nenhum big deal, mas é algo que eu queria fazer, mais para fins de registro mesmo. Já faz mais de dois meses que eu comecei o Project 10 Pan e esses dias fez exatos dois meses do primeiro update que publiquei aqui, então senti que já tinha passado da hora de fazer mais uma atualização, registrando como está o andamento da coisa toda. Para quem não sabe do que se trata, este projeto é coisa antiga das interwebs, criado por uma “guru de beleza” lá nos primórdios do YouTube. A ideia é escolher 10 produtos de maquiagem que você quer muito acabar por qualquer razão (está próximo da validade, por exemplo) e focar no consumo deles, se “proibindo” de comprar qualquer produto semelhante ou da mesma categoria enquanto aquele não acabar. Eu explico melhor no post inicial sobre o projeto, que vocês podem ler aqui.

No meu Project 10 Pan particular, decidi ser bem flexível, exceto pela coisa de não comprar novos produtos. Expandi um pouco a coisa da maquiagem e escolhi outros tipos de cosméticos também. Optei por usar 10 categorias, que podem ou não ter mais de um produto. E também me permiti fazer as alterações que eu achasse necessárias ou interessantes, como por exemplo, substituir a categoria “hidratantes power” quando terminei o Nivea Creme de latinha rápido demais lá no começo do projeto por uma nova categoria, na qual eu não havia pensado quando escolhi os produtos inicialmente.

Nos últimos dois meses, o projeto deu uma estacionada simplesmente porque eu tenho usado muito pouca maquiagem. Fiz duas viagenzinhas e a (micro) necessaire de maquiagem voltou intocada nas duas vezes. Tenho saído de casa praticamente só de cara lavada, tocando o “foda-se” pras manchas, cicatrizes, olheiras, espinhas e o que mais dizem que é feio e errado ter na pele, e é maravilhoso não dar a mínima pro que os outros vão achar. Tenho me importado cada vez menos com a minha aparência e é libertador demais. Talvez, se vocês quiserem, posso escrever um pouco mais sobre isso aqui no blog. Ou, quem sabe, na newsletter. (Preciso mesmo de ideias para posts aqui e coisas para escrever na news, então me contem sobre o que vocês querem ler, tá?)

Ao invés de seguir escrevendo sobre os produtos, ontem, decidi gravar um vídeo para tentar um formato diferente para as atualizações sobre o Project 10 Pan. Me contem nos comentários o que vocês acharam, porque daí eu consigo ir adaptando os posts do projeto para aquilo que vocês preferem ver, ok?

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

linkseg52

Linkagem de Segunda #52

Não publiquei linkagem nas duas últimas segundas-feiras. Eu sei, eu sou um ser humano horrível, mas não desistam de mim.


Ainda não entendi o que aconteceu. Agosto acabou, daí pisquei e já estamos quase no dia 20 de setembro.

Eu sei que vivi estes 19 dias. Eu sei que aconteceram coisas. Eu fiz meus exames todos que as médicas pediram. Chorei junto com a moça da sala de espera da ultrassonografia que tinha perdido o bebê. Chorei porque a Amber morreu (spoiler alert?) no House. Chorei no S02E12 de Grace and Frankie. Chorei porque Íris, a cã, passou mal e eu achei (de novo) que ela ia morrer. Chorei quando fui eliminada de mais um processo seletivo de trainee e bateu aquele pânico do “será que eu me preparei tanto pra nunca arranjar um emprego?”. (Aparentemente, agora eu sou uma pessoa que chora. O tempo todo.) Enviei dezenas de currículos. Me inscrevi em dezenas de processos seletivos. Fiz dezenas de provas online. Parei de usar o cartão de crédito. Aprendi a fazer frappuccino. Enviei duas novas edições da newsletter. Gravei um vídeo para o blog. Postei sobre porque parei de fazer vídeos. Tety começou um canal no YouTube. Mudei alguns detalhes na aparência do blog e tô morrendo de amores por este background de tijolinhos (bom substituto enquanto não tenho minha parede de tijolinhos real) deste site maravilhoso aqui. Migas da internet fizeram aniversário. Uma prima casou, outra teve bebê.

E, ainda assim, dia 31 parece foi ontem, como assim?!


Para ler

Arte como Missão, Camila Eiroa entrevista Jéssica Ellen para TPM

Karol Conka fala sobre feminismo e racismo: ‘Preconceito machuca’, Kelly Krishna Rios entrevista Karol Conka para O Globo

Como lidar com a falta de esperança após a derrubada de Dilma, a primeira mulher na presidência do Brasil?, Carol Patrocínio na Comum

Bel Pesce, empreendedorismo e celebridade, Lizandra Magon de Almeida no Minas Nerds

Olhos abertos: o apagamento das pessoas asiáticas na mídia, Tayná Miessa para as Blogueiras Feministas

Marina Ruy Barbosa e o olhar masculino, Anna Vitoria no Valkírias

Não nos esqueçamos da Mulan, por favor, Tati Perry no Valkírias

J.K. Rowling e meu muito obrigada, Thay no Valkírias

Eu não sou obrigada a nada (mas todas somos susceptíveis a achar que somos), Bárbara Marques no Nó de Oito

Suicídio, economia e masculinidade, Mari Messias no Lugar de Mulher

Para assistir

Casa TPM – Thais AraújoCanal das Bee entrevistando a Thais Araújo

youPix, milennials e tendênciasMarília Gabriela entrevistando a Bia Granja

Living at home at your 20sAriel Bisset

Onde estamos?Beca com Cê

Como dar a volta por cimaAna Lídia LopesRaíza Nicácio

O que tem na bolsa de uma cacheadaRaíza Nicácio

Caganeira menstrualGorda de Boa

Quando uma coisinha estraga tudoLiliane Prata

Como começar a se organizarThais Godinho

O que é e como usar o GTDThais Godinho

GTD: Áreas de Foco na práticaThais Godinho