linkseg50

Linkagem de Segunda #50

Olá e sejam bem-vindos ao BEDA mais capenga da história da blogosfera.

Fiquei cinco dias sem postar, mas, assim como fiz na última linkagem, não vou me dar ao trabalho de me justificar porque o que aconteceu simplesmente foi que eu não quis postar nos últimos dias mesmo. Acontecem coisas, o blog não foi minha prioridade e é isso aí. (Desculpem, ando com preguiça de tudo, inclusive de me importar. Acontece quando a gente se importa demais com tudo o tempo todo. Um belo dia, a gente cansa.) (Obviamente, isto não diz respeito somente ao blog e talvez eu fale a respeito na próxima edição da newsletter.) (Aos leitores da newsletter: tô sumida, mas amanhã deve ter cartinha nova.)


Diferentemente da última linkagem, li mais online estes dias. Comecei a colocar em dia minhas newsletters acumuladas e li uma quantidade grande de posts, artigos online, resenhas, etc. Alguns destes textos estão aqui:

Das Olimpíadas

Mais que o futebol, Olimpíada é fonte de sentimentos opostos, Antônio Prata na Folha

Lugar de mulher é nas Olimpíadas, Vicky Régia na Capitolina

O legado dos jogos, os garotos imaturos e as vagabundas, Manoela Miklos no #AgoraÉQueSãoElas

As Olimpíadas e o complexo de vira-lata, Marjorie Rodrigues

Do debate sobre a (regulamentação da) prostituição

Colocamos prostitutas e ativistas para debater prostituição, AzMina

“Não queira saber mais sobre prostituição do que as próprias prostitutas”, Monique Prado da Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS) na AzMina

A prostituição faz da mulher objeto e não cidadã, Nalu Silva da Marcha Mundial das Mulheres na AzMina

Da cultura pop (e da representatividade)

Adeus Elke Maravilha maravilhosa, Mari Messias no Lugar de Mulher

Mulher Maravilha: os 75 anos do ícone, Thay no Valkírias

Amy diz: “O revival é sobre três mulheres e seus dilemas”, Evandro Marra no Gilmore Girls Brasil

Grace & Frankie – série de 2015, Mayra Sousa Resende no Ancoragem

Grace & Frankie contra o preconceito de idade, Mari Messias no Lugar de Mulher

Review: Orange Is The New Black (S04), Ana Vieira e Thay no Valkírias

Orange Is The New Black is trauma porn written for white people, Ashleigh Schackelford no Wear Your Voice

Fui assistir Orange Is The New Black, era Oz, Anne Caroline Quiangala no Preta, Nerd & Burning Hell

Presas até a gaiola ficar cheia: Orange Is The New Black, Vick Amorim na Pólen

Serão os filmes da Disney os esquerdo-machos do cinema?, Lara Vascouto no Nó de Oito

Alguns pensamentos soltos sobre Harry Potter e the Cursed Child, daqui mesmo

Harry Potter and the Cursed Child: um drama de erros e acertos, Renatawashu no Collant Sem Decote

“Persépolis”, Marjani Satrapi, Maynnara Jorge na Pólen

Da gente e das coisas que a gente vive

Slow down, you’re doing fine, Lidyanne Aquino na Pólen

Peitinhos, Cinthya Rachel

[vídeo] Mudemos, Jout Jout Prazer

Exaustos-e-correndo-e-dopados, Eliane Brum no El País

14031744_174278849661495_272687199_n

Alguns pensamentos soltos sobre Harry Potter and the Cursed Child

Qualquer dia desses (talvez ainda neste BEDA bagunçado?), quero contar para vocês a minha história com Harry Potter. Acho que todo Potterhead tem a sua, assim como a gente sempre tem uma história com aquilo (ou aquele alguém) do qual somos fãs. Mas o post de hoje ainda não é sobre esta história completa. O post de hoje é sobre Harry Potter and The Cursed Child.


Este texto não contém spoilers, exceto quando contém, mas daí eu aviso antes, então pode ler tranquilo.

Eu me lembro direitinho do sentimento de vazio que me invadiu quando eu li as últimas palavras de Harry Potter e as Relíquias da Morte em 2008. Harry me acompanhou minha adolescência toda. Crescemos juntos. Conheci Harry com 11 anos, li o último livro com 17. Dumbledore diz (em HP e o Cálice de Fogo) que “embora venhamos de lugares diferentes, falemos línguas diferentes, nossos corações batem como um só” e isso é tão real, tão real, que Harry, Ron, Mione, Luna, Neville e todos aqueles personagens vêm dum lugar tão, tão diferente do meu (a começar pela magia, né, mores) e ainda assim pareciam todos um pouco parte de mim. Eu me reconhecia neles. Eu sentia algumas das suas dores, eu entendia alguns de seus dramas. Eu encontrava conforto nas histórias daqueles adolescentes que, assim como eu, tinham dúvidas e medo e não faziam ideia do que estavam fazendo, mas não desistiam, não abandonavam seus princípios, não deixavam de lutar por aquilo que acreditavam. Só que, quando Harry vê sua batalha e também sua adolescência no fim, eu também vislumbrei o final da minha. O epílogo salta muitos anos e, quando encontramos os personagens novamente, pela última vez, eles já estão adultos e casados e com filhos e com “a vida resolvida”. E o que aconteceu no meio da caminho? Quais os próximos passos?

Eu sabia que Harry Potter não teria as respostas para as minhas questões de adolescente. Eu sabia que não estava ali a resposta para o que eu deveria “fazer da vida” depois que a escola acabasse ou qualquer coisa assim. Harry Potter nunca foi um Manual da Vida, especialmente da Vida Trouxa, mas sempre havia como traçar um paralelo, sempre havia algo com o que se relacionar. “Hogwarts sempre esteve lá por mim” e de repente não estaria mais e eu confesso que me senti desamparada. Tudo estava bem o cacete.

Anything from the trolley, dears?

Só que a verdade é que nunca ficamos realmente órfãos de Harry. Ou melhor, do mundo bruxo. Primeiro porque ainda havia três filmes a serem lançados. E o Pottermore. E as novas informações e contos que vieram com o Pottermore. E a possibilidade de ser selecionado pelo Chapéu Seletor no Pottermore. E uma quantidade absurda de produtos da franquia. E, claro, os fãs, que com suas fanarts e fanfics e debates calorosos sobre Harry Potter nunca deixarão a história, de fato, acabar. E tudo isso é maravilhoso, só que nada disso é exatamente igual à sensação de pegar um novo livro do Harry nas mãos e embarcar numa aventura completamente nova. Senti algo parecido quando J.K. começou a lançar alguns contos, especialmente aqueles contando melhor a história de alguns personagens (como a biografia maravilhosa de McGonagall), mas eu sempre soube (ou achei) que nunca mais sentiria aquela sensação específica de pegar um novo Harry Potter para ler.

Daí vieram os rumores de uma oitava história, agora com Harry adulto e eu tentei conter o entusiasmo com todas as minhas forças, o que foi de fato uma boa ideia, já que logo foi noticiado o formato da nova história: uma peça de teatro. Fiquei absolutamente emputecida com J.K. Rowling por fazer isso com 99 vírgula sei lá quantos 9s % dos fãs que não teriam acesso à peça, me esquecendo completamente de que havia a possibilidade de o roteiro ser publicado em livro e até mesmo, quem sabe, no futuro, ser adaptada para o cinema ou a TV. Entretanto, quando foi confirmado que, de fato, o roteiro seria publicado, eu dei um total de zero fucks. Honestamente, nem sei bem o porquê. Mas, se bem me lembro, por muito tempo acreditei que retomar a história do menino que sobreviveu era uma grande bobagem e que, por mais que eu desejasse muito um novo livro, eu tinha quase certeza de que não era uma boa ideia. Talvez tenha sido este o espírito que me invadiu durante o lançamento de The Cursed Child. Ou talvez eu só estivesse muito ocupada (e estava mesmo).

Só que é claro que não demorou muito para todas as minhas timelines estarem repletas de gente lendo (e comentando e fotografando) o livro (talvez eu tenha um excesso de amigos potterheads) e dois sentimentos me invadiram: a inveja (pô, eu também quero ler) e o medo besta de tomar spoiler. Foi daí que eu decidi que queria ler também.

Eu não esperava sentir aquilo de novo. Não tinha capa da Mary GrandPre, nem Harry Potter escrito em metálico com um raiozinho no P, nem mesmo o cheiro de livro novo porque era ebook. Mas a sensação era a mesmíssima de quando eu abri pela primeira vez cada um dos outros livros (menos o primeiro, claro), ansiosa por uma nova aventura em Hogwarts, ansiosa para rever os personagens como se fossem velhos amigos, ansiosa para conhecer as novas personalidades malucas que J.K. Rowling nos introduziria. Por algum tempo, cheguei a acreditar que eu estava de fato lendo mais um livro do Harry, o oitavo livro da série. Demorou, mas chegou. E era incrível. Até não ser mais.

Passada a empolgação inicial, percebi que não era como estar lendo mais um livro do Harry. A ansiedade inicial foi a mesma, sim, e que bom que foi, mas o resto da experiência foi simplesmente diferente. Talvez fosse para ser mesmo. São formatos diferentes, os personagens principais estão num momento completamente novo – e agora bem distante do meu – e, bem, eu também mudei. Mas eu não deixo de estar ligeiramente decepcionada.

Eu sempre achei Harry Potter muito próximo de impecável e talvez parte do choque seja eu ter achado esta nova história um pouco mais distante da perfeição, quer dizer, achei que tinha defeitos demais (prum Harry Potter). Concordo com muito o que a Renatawashu falou sobre o livro aqui (atenção: contém spoilers), inclusive.

(Talvez aqui tenha spoilers, pule os próximos dois parágrafos se você costuma achar que tudo é spoiler.)

Em muitos momentos, me senti lendo um fanfic ruim mesmo, com algumas ideias meio absurdas, uns ships meio errados e desnecessários, uns personagens fazendo coisas que nunca imaginei que eles fariam, principalmente quando a história vai para as realidades alternativas (WTF o Cedrico?!). Além disso, o livro é muito decepcionante em termos de representatividade. Muito mais do que nos outros, a história é absolutamente centrada nos personagens masculinos (Albus e Scorpius e Harry, principalmente, mas também Draco), ainda que haja personagens mulheres fortes e maravilhosas e importantes e que mereciam muito mais destaque (Mione, Rose, Ginny, McGonagal e até mesmo Delphi). E J.K., novamente, perdeu a chance de inserir um casal homoafetivo na trama. (Por favor, escrevam fanfics de Albuscorpius ou sei lá o shipname e me mandem.)

Só que J.K. (e os outros dois caras, né?) também acertou bastante. Alguns diálogos são absolutamente ótimos e pelo menos Harry segue sendo o personagem complexo e maravilhoso que eu sempre amei e Draco, gente, o Draco finalmente teve “o final” que eu sempre quis (obrigada, Jo, sua linda). Delphi também é uma personagem incrível e uma adição fantástica para o universo potterhead, ainda que eu tenha achado a história de sua origem bastante ridícula (desculpa, Jo).

No geral, achei um bom livro, uma boa história. Mexeu muito comigo, me fez chorar horrores e destruiu meu coração a cada personagem que aparecia ou era citado (gente, o Snape e a Lily e o Neville e a tia Petúnia 💔). Só que eu esperava mais. Talvez porque eu, secretamente, esperava por esta história desde 2008.

linkseg49

Linkagem de Segunda #49

Novamente, falhei dois dias seguidos no BEDA e, desta vez, não tenho nenhuma desculpa. Eu não queria postar e não postei. Às vezes, a gente tem que fazer o que quer (ou não fazer o que não quer). (Faz sentido? Porque deveria fazer.)


Apesar do FOMO, estive mais offline esta semana. O cansaço acumulado dos últimos dois meses (estudando para um concurso e cuidando das tarefas domésticas da minha mãe para que ela pudesse cuidar do pós-cirúrgico da minha avó) e possivelmente o hipertireoidismo me derrubaram nos últimos dias.

Além disso, estive meio de saco cheio do mundo real e fugi para onde sempre fujo nestes momentos: a ficção. Estou maratonando House (porque estava com vontade de rever mesmo); li a graphic novel A História de Cláudia adaptada do maravilhoso Entrevista com o Vampiro (Anne Rice) pela Ashley Marie Witter; e ontem comecei a ler o roteiro da peça Harry Potter and the Cursed Child e são muitos os feels (choro o tempo todo porque mal acredito que estou lendo um novo livro do Harry oito anos depois) (eu queria ler devagar pra durar mais, mas já terminei a Parte 1).


Como tantas Silvas: Rafaela conquista o primeiro ouro do Brasil!, Vicky Régia na Capitolina

Por que só “descobrem” a seleção feminina quando a masculina vai mal?, Maiara Beckrich no Dibradoras

E se os nossos fracassos também fossem transmitidos ao vivo?, Antônio Prata na Folha

Ex-funcionária escreve carta aberta para o CEO da Warner sobre Zack Snyder, demissões e donuts, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Desenrolar da acusação de tentativa de estupro do deputado Marco Feliciano dia a dia, AzMina


Uso o “método de produtividade” GTD, do David Allen, há três anos agora. Ele foi particularmente importante no final da minha graduação, quando eu tinha uma quantidade insana de coisas a fazer sempre. E ele tem sido particularmente importante agora que minhas demandas são muito mais flutuantes. Uma das coisas que aprendi sobre o GTD foi justamente isso: ele se adapta muito bem a qualquer pessoa, a qualquer cotidiano. Minha “rotina” pode ter mudado bastante, tal como minhas áreas de responsabilidade, meus objetivos e, bem, eu mesma (as mudanças mais importante são sempre as internas, né?), mas o método continua me servindo muito bem.

Meu sistema, por outro lado, é mutante, tal como a vida. Estou sempre o ajustando às minhas novas necessidades, bem como o aprimorando conforme aprendo mais sobre o método, relembro conceitos interessantes ou observo a forma como outras pessoas o aplicam. Ultimamente, como tenho tido mais “tempo livre”, tenho pesquisado mais sobre o GTD e decidi reunir tudo o que eu encontrar de interessante e útil num board do Pinterest, compartilhando assim o que eu achar com outras pessoas.

Se você se interessa pelo GTD, portanto, pode querer seguir esta minha pasta lá no Pinterest e dar uma olhadinha nos links que eu trouxe para esta segunda-feira:

GTD: o mais completo guia para a metodologia Getting Things Done, Mude.nu

O que são áreas de foco, Thais Godinho no Vida Organizada

[vídeo] Webinar: Modelo de Planejamento Natural para Projetos no GTD, Thais Godinho

[vídeo] GTD: Revisão Semanal Comentada, Thais Godinho

Coisas que me fazem feliz (e não são coisas)

Noelinda criou este meme/tag/whatever you kids are calling it these days muito do amor há algum tempo e desde que li este post, fico querendo fazer minha própria listinha e publicar por aqui.

coisas-que-me-fazem-feliz-chez-noelle

  • Abraços;
  • Crises de riso que fazem a barriga doer;
  • Deitar no chão geladinho em dias calorentos (com Íris, a cã);
  • Terminar alguma coisa muito trabalhosa/difícil/cansativa;
  • Encontrar aquele texto que parece ter sido escrito por mim. Ou para mim;
  • Escrever banalidades no blog…
  • … e ter as banalidades lidas (e comentadas ♥) por vocês;
  • Descobrir e reler textos escritos por mim há muito tempo;
  • Descobrir um blog novo tão legal que quero ler o arquivo todo;
  • Cheiro de livro novo;
  • Encontrar dedicatória de gente que não conheço naquele livro velho que ganhei/troquei/comprei num sebo;
  • Começar um livro;
  • Terminar um livro;
  • Cheirinho de café se espalhando pela casa de manhã;
  • Ver o sol nascer;
  • Ver o sol se pôr;
  • Banho;
  • Cochilar no meio da tarde;
  • Não fazer absolutamente nada;
  • Acordar com a voz da minha mãe conversando com Íris, a cã;
  • Quando Íris, a cã, ronca enquanto dorme;
  • Quando Íris, a cã, dorme com as quatro patinhas para cima;
  • Curtir a casa limpa depois da faxina;
  • Chegar em casa depois de passar muito tempo fora;
  • Ser recepcionada por Íris, a cã, quando chego em casa;
  • Andar descalça;
  • Comer a sobremesa antes (ou ao invés) do jantar;
  • Quando o pão/pão de queijo tá tão quentinho que a manteiga derrete;
  • Fazer bolo de cenoura (e comer também);
  • Raspar aquele restinho de massa de bolo que fica na batedeira;
  • Almoçar na casa da vó Jeni;
  • Escutar histórias de antes de eu nascer;
  • Ver fotos antigas;
  • Assistir meu pai correndo (e batendo seus próprios recordes pessoais);
  • Good hair day;
  • Aprender algo novo;
  • Assistir a um daqueles meus filmes favoritos que eu não canso de rever;
  • Maratonar uma daquelas minhas séries favoritas que eu não canso de rever;
  • Dançar quando não tem ninguém vendo;
  • Cantar no chuveiro;
  • Os recadinhos que o Lu deixa na geladeira quando acorda antes de mim;
  • As risadas dos meus pais assistindo às Vídeo Cassetadas juntos no domingo;
  • Barulho e “cheiro” de chuva;
  • Não ter que sair de casa quando está chovendo/muito frio;
  • Pedir pizza depois de um dia ruim;
  • Quando chega encomenda pelo correio;
  • Dar e receber presentinhos fora de datas especiais;
  • Tomar um choppinho com as amigas;
  • Tomar um choppinho com o meu pai;
  • Conversar por horas com a Cúpula do Mal;
  • Escrever um novo post no Sem Formol.

Salvar

Tag: minha história em dez músicas

Esta tag foi criada pela Bruna Vieira do Depois dos Quinze inspirada por uma das minhas cenas favoritas de um dos dos meus filmes favoritos:

Nesta cena de Begin Again, Dan (Mark Ruffalo) diz à Gretta (Keira Knightley) que você pode dizer muito sobre alguém baseado nas músicas que ela ouve. E ele tem razão. Portanto, julguem-me:

Uma música que te lembre um momento bom: Dancing Queen, ABBA

Eu poderia escolher várias músicas que me lembrem de momentos específicos, mas decidi escolher uma única música que me lembra de muitos momentos bons, especialmente com a Cúpula do Mal (a Lari e a Tety) – como por exemplo aquele meu aniversário em plena temporada de vestibulares em que elas apareceram aqui em casa com uma garrafa de vinho, pedimos uma pizza, assistimos Mamma Mia pela primeira vez juntas e juramos amar Meryl Streep e Abba para sempre.

Uma música que te faz dançar na balada: Shake It Off, Taylor Swift

Primeiramente, fora Temer vamos começar dizendo que balada é uma palavra horrível e este blog se recusa a usá-la, o que não chega a ser um problema porque sou muito mais uma pessoa de Netflix and chill ou, no máximo, um barzinho com umas comidas de boteco e umas caipirinhas (ou uns choppinhos ou umas cervejinhas). Porém, Shake It Off da nossa polêmica miga Taylor é uma das poucas músicas que conseguem me fazer arriscar dançar em público.

Uma música que foi tema de algum relacionamento: Um Certo Alguém, Lulu Santos

Não vou falar de ex no blog, tá bem? Então tá bem.

(Mas a música é um amorzinho, então escutem.)

Uma música que sempre te faz chorar: Todo o Sentimento, Chico Buarque

No geral, não é bem uma determinada música que me faz chorar, mas uma combinação da música certa com o momento certo (geralmente quando a música certa encontra a bad). Mas Todo o Sentimento tem essa característica esquisita de sempre me fazer chorar. Inclusive, já falei isso neste post aqui.

Uma música que seria toque do seu celular: Highway to Hell, AC/DC

Essa pergunta me fez me sentir meio velha porque me lembrei dos ringtones polifônicos dos meus primeiros celulares e de quando ganhei meu adorado Motorola V3 (!!!) e meu mundo mudou porque era possível usar toques mp3. Foram muitas músicas do Bon Jovi e de outras bandas (especificamente) de rock até o dia em que esqueci de colocar meu celular no silencioso e Highway to Hell começou a tocar no último volume durante minha primeira prova de cálculo. Desde então, nunca mais usei músicas como toque de celular (e esqueci de colocar meu aparelho no silencioso antes de aulas/provas).

Uma música que você gostaria de tatuar: Roda Viva, Chico Buarque

(Tive que colocar um vídeo das Mulheres de Hollanda porque já tive o prazer de assistir a um show delas e elas são absolutamente maravilhosas ♥)

Uma das minhas coisas favoritas sobre esta música do Chico é o fato de muita gente a interpretar “incorretamente”, achando que ele se refere à ditadura militar quando fala da roda viva que carrega o destino, a roseira, a viola e a saudade pra lá, enquanto ele está falando, entre outras coisas, da sua inesperada e repentina fama, com o estouro de A Banda em 1966, que mudou sua vida em muitos aspectos. Roda Viva é sobre a vida e as voltas que a vida dá. É sobre nossa insistência em tentar controlar o incontrolável.

Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém: Love me back to life, Bon Jovi

Desculpa, sou brega.

Uma música na qual você está viciada agora: Dançando, Agridoce

Descobri a dupla Agridoce, formada pela Pitty e pelo Martin Mendonça, recentemente e estou apaixonada pelo álbum que eles lançaram em 2011 (dá para ouvir no Spotify).

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: Dani, Biquíni Cavadão

Geralmente, qualquer música do Bon Jovi ou do Chico Buarque fazem as pessoas se lembrarem de mim pois fangirl, mas Dani é mais óbvia e irresistível porque é adoravelmente constrangedora.

Uma música que defina sua vida: Ovelha Negra, Rita Lee

Tá fácil, hein? Escolhi Ovelha Negra porque, bem, assim como muitas outras, faz sentido e é uma das minhas favoritas.

Lembro que quando eu tinha uns 15 anos, meu pai virou pra mim e disse: “filha, você é a ovelha negra da família, mas olha pelo lado bom, agora você pode botar esta música no seu orkut”. Bem, ela tá no minha bio do Twitter até hoje.

Bem, esta sou eu, ou pelo menos um pedacinho de mim em 10 músicas. Se quiser fuçar mais na minha playlist e tiver um perfil no Last.FM, me adiciona por lá. Ou ainda, me segue no Spotify!

Salvar

Mini-tutorial: como pinar imagens do Instagram

Fiz minha conta no Pinterest há alguns anos, mas só agora estou descobrindo, de fato, o potencial que esta ferramenta tem e o quão útil (e divertida!) ela pode ser. Uma das coisas que me incentivou a usar o Pinterest cada vez mais foi a possibilidade de pinar quase que qualquer imagem da internet, o que torna tudo mais interessante. Nisso, acabei descobrindo muitas fontes interessantes de pins, incluindo o Instagram.

Como algumas pessoas me perguntaram como faço para pinar imagens do Instagram, decidi fazer este mini-tutorial. Como não sei como são os aplicativos do Instagram e do Pinterest em outros sistemas operacionais que não o Android, não sei se o caminho é o mesmo em todos os dispositivos, mas vale tentar, não é mesmo?

como_pinar_fotos_do_instagram

Se você estiver usando as versões web e não tiver o botão de pinar no seu navegador, o procedimento é semelhante. Basta copiar o link direto para a foto e, no seu perfil no Pinterest, clicar no + no canto inferior direito e adicionar o link em “save from a website”/”salvar de um site”.


P.S. 1: Hoje estou tentando um modelo de post um pouco diferente do tradicional aqui do blog, então gostaria de saber o que vocês acharam, ok?
P.S. 2: Se quiserem me seguir no Pinterest ou no Instagram, meu usuário em ambos é guedss.
P.S. 3: A arte deste post foi feita no aplicativo para web Canva.

Salvar

Salvar

Posso te fazer uma perguntinha rápida?

Já aconteceu com (quase) todo mundo.

Se você estuda/se formou em Direito, provavelmente já foi abordado por um parente, um amigo, talvez até mesmo um semi-desconhecido pedindo um “conselhinho legal”. Médicos e estudantes de Medicina estão sempre sendo perguntados sobre o que este ou aquele sintoma pode significar. Já perdi a conta de quantos textões chateados ou putos de ilustradores com gente que pede “um desenhozinho de graça” eu já li. Meu pai trabalha em banco e vive sendo interpelado sobre empréstimos, investimentos, financiamentos, etc. Eu nunca tive este problema, principalmente porque a maioria das pessoas não faz ideia do que um engenheiro ambiental faz.

Por outro lado, não saber exatamente o que eu estudava/estudei sempre fez com que o espectro de coisas que me perguntam fosse muito grande. Algumas perguntas vêm de uma suposição errada do que é a engenharia ambiental e seriam melhor dirigidas a veterinários, biólogos, jardineiros, médicos e até mesmo decoradores. Outras vêm do fato de as pessoas não registrarem minha graduação por não ser um curso tradicional e simplesmente assumirem que fiz Engenharia Civil ou mesmo Direito (essa eu nunca entendi bem o porquê, mas acontece muito). Por fim, há quem assuma que eu sou simplesmente muito inteligente e entendo sobre absolutamente qualquer assunto. Confesso que este último grupo me deixa ligeiramente envaidecida. Entretanto, nerd como sou (nerd no sentido Hermione Granger), confesso que meu orgulho de Sonserina-Corvinal sempre fica ferido quando eu não sei a resposta, ainda que, racionalmente, eu seja consciente de que eu não preciso, nem conseguiria, saber tudo sobre tudo.

Em muitos casos, estas situações podem ser inofensivas. Algumas pessoas sentem-se envaidecidas de serem procuradas como referência em determinado assunto, mas geralmente isto acontece quando aquele assunto não é algo no qual a pessoa trabalhe profissionalmente. Quando alguém ganha a vida (ou pretende ganhar a vida) oferecendo um determinado serviço ou produto pode se sentir ofendido quando outro lhe pede por aquele serviço ou produto gratuitamente.


O post de hoje estava há alguns meses nos rascunhos do blog. Inicialmente, não quis publicar porque, afinal, são apenas pensamentos soltos, sem muita estrutura, nem mesmo uma conclusão. Só que, recentemente, eu tenho achado ok publicar este tipo de texto no blog e, hoje, uma conversa com a Tety me lembrou deste texto esquecido na pasta de rascunhos e achei que tudo bem aproveitar o BEDA para publicá-lo.
linkseg48

Linkagem de Segunda #48

Contei no post de ontem que meu dia a dia anda surpreendentemente corrido e cheio de acontecimentos e coisas a fazer. Só que além disso, o mundo segue girando e anda acontecendo muita coisa pra todo lado também, inclusive as Olimpíadas do Rio e o BEDA alheio (e o VEDA também). O que eu quero dizer com isso? Bem, eu quero dizer que o FOMO é real.

FOMO significa fear of missing out, algo como “medo de perder” e é um nome inventado para este sentimento esquisito que a gente tem quando acha que tá perdendo alguma coisa, sabe? É o que a gente sente quando quer assistir a todas as competições das Olimpíadas, por exemplo. Ou quer ler tudo o aparece na nossa timeline do Twitter, ou acompanhar todas as notícias, ou assistir a todas as séries. Com o aumento exponencial de informação sendo produzida e disponibilizada na internet, é normal que o FOMO se torne cada vez mais comum.

Bem, tenho sofrido (muito) de FOMO. Em parte porque eu sempre fui uma pessoa susceptível ao FOMO. Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, como canta a Paula Toller. Além disso, sempre fui “gente da internet” e passei o último final de semana semi-desconectada, além de, como eu disse, estar acontecendo um punhado de coisas enquanto eu tenho pouco tempo para acompanhar tudo.

Toda esta introdução é para dizer que a linkagem de hoje está menor do que poderia estar, caso eu tivesse tido uma semana mais tranquila e com mais tempo (e acesso à internet) para acompanhar melhor o que anda acontecendo por aí, especialmente as Olimpíadas e os posts do BEDA dos blogs amigos. De qualquer forma, como sempre, acho que fiz uma seleção de posts muito bons e que vai agradar bastante os leitores daqui do blog.

Amanhã tem mais BEDA e eu quero saber: o que vocês querem ver aqui no blog, especialmente neste mês?


Abertura da Rio 2016 acertou na diversidade, Amanda Negri na AzMina

Esta Olimpíada é das mulheres, Manuela Barem e Susana Cristalli no BuzzFeed Brasil

Cinco respostas para quem acha que mulheres devem ganhar menos que homens nos esportes, Renata Mendonça na AzMina

Metade Futebol, Metade Mulher, Bárbara Gondar na Ovelha Mag

O caso da jovem que acusou Feliciano de tentativa de estupro, AzMina

Solto, assessor de Feliciano afirma que Patrícia será investigada por falsa denúncia, Nana Queiroz na AzMina

Empoderamento é um ato político coletivo, Paula Tavares para as Blogueiras Feministas

Gênero fala de todo mundo, Débora Backes na Ovelha Mag

O relacionamento abusivo entre a Arlequina e o Coringa, Clarice França no Collant Sem Decote

Resenha Feminista – Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento, Joice Berth no Nó de Oito

“Magic in North America”: Harry Potter franchise veers too close to home, Adrienne K. no Native Appropriations

8 Estereótipos Racistas que Novelas Brasileiras Precisam Parar de Usar, Lara Vascouto no Nó de Oito

12 coisas gordofóbicas que comprovam como é fod* ser gorda, Ju Romano no Entre Topetes e Vinis

Dando visibilidade para blogs e vlogs, Thais Aux no Thais Etc.

Why single-tasking is your greatest competitive advantage (plus 19 ways to actually do it), Becky Kane no Todoist Blog

Mas já desistiu do BEDA?

Há, NÃO.

No último post, eu comentei por aqui que talvez não tenha sido uma ideia muito inteligente me comprometer com posts diários aqui no blog durante este mês por n motivos. Daí fiquei sem postar nos dois dias seguintes e quem não viu este tweet, avisando que eu tava meio offline, pode ter achado que eu desisti e nem dei as caras para avisar.

Quem me segue no Instagram, deve ter visto que eu estava em Poços de Caldas/MG. Todo ano a igreja da minha mãe (minha mãe é evangélica) faz este grande evento por lá e todo ano meu pai a leva para fazer companhia na viagem (meu pai não é). Este ano, como eu estava livre no final de semana do dito evento, fui convencida a ir também, para fazer companhia aos dois e conhecer a cidade.

Minha intenção era escrever os posts dos dias em que eu estaria fora com antecedência e deixá-los programados para ir ao ar nas datas corretas. Só que a semana que antecedeu a viagem foi “curta”. Na segunda-feira, eu amanheci em São Carlos, porque fui fazer um concurso lá, e passei a tarde na estrada, voltando para casa. Como partimos na sexta-feira de manhã, eu tive exatos quatro dias para desfazer uma mala e preparar outra, o que significa, entre outras coisas, lavar e passar roupa, checar as checklists muitas vezes para garantir que não esqueci nada e ainda ajudar minha mãe com as malas dela e do meu pai, já que eu tenho mais experiência com o assunto, vivendo na estrada nos seis anos de faculdade. Nestes quatro dias, também trabalhei em todos os meus outros projetos e tarefas, principalmente fazendo muitas inscrições em programas de trainee e muitas provas online. Cheguei a trabalhar bastante de madrugada porque é quando meus pais estão dormindo e as interrupções são menos frequentes. Nisso, na véspera da viagem, eu estava extremamente cansada. Depois de fazer minha mala, me sentei em frente ao computador para trabalhar nos posts para os dias seguintes e não consegui.

Na manhã seguinte, antes de pegar a estrada, fiz mais uma tentativa de adiantar os posts, mas minha mãe precisava da minha ajuda para terminar de fazer as malas e preparar tudo antes de partir, então também não rolou. Então, coloquei o computador na mala e decidi que tudo bem, eu escreveria do hotel. Internet de hotel costuma ser ruim, especialmente quando o lugar está lotado, mas eu estou acostumada com conexão merda, então novamente, tudo bem.

O que eu não esperava é que a conexão fosse tão merda. O wi-fi simplesmente não funcionava dentro do quarto e, por alguma razão misteriosa, o sinal do meu celular também sumia dentro das dependências do hotel. Nas áreas comuns, o sinal do wi-fi chegava, o que me permitiu capturar um ou outro pokémon e me comunicar da forma mais capenga possível com o mundo, mas só isso.

Ainda não sei se vou simplesmente ignorar estes dois dias sem posts ou se tento compensar de alguma forma, publicando mais de uma vez por dia ou estendendo o BEDA para além de agosto. O que vocês acham?

Como ninguém reclamou do último post espontâneo, sem tema pré-definido, nem revisão, pelo contrário, estou me dando a liberdade de postar mais um e quem sabe tornar estes posts orgânicos e oldschool algo mais frequente neste blog que é, afinal de contas, bastante orgânico e oldschool.

Sobrecarga

Hoje é o quarto dia de BEDA e eu (já) não faço ideia do que escrever.

Eu sabia que a primeira metade de agosto seria cheia e que o BEDA seria especialmente desafiador nestes primeiros dias. Eu tenho escrito pouco e tenho tido minhas crises de gente que escreve e ando meio sobrecarregada, por mais incrível que pareça.

Digo “por mais incrível que pareça” porque a faculdade acabou e ainda estou procurando emprego e é estranho que ainda que eu não tenha algo tão grande, que me ocupe tanto tempo, no momento, eu esteja me sentindo sobrecarregada. Mas estou. Porque a vida segue e ela é mais do que aquela(s) atividade(s) central(is) que a gente costuma dar como resposta para o “o que você faz?”.

Não estar mais estudando formalmente (escola, vestibular, graduação) não quer dizer que eu não siga estudando. E não estou só falando do concurso para o qual estudei no último mês. Estou falando das leituras, dos vídeos, dos documentários… Estou falando do aprendizado constante de coisas diversas, relacionadas à minha área profissional ou não. Estou falando dos textos e vídeos sobre feminismo ou GTD ou qualquer outro assunto que me pareça particularmente atraente no momento. Estou falando do que ainda não estou estudando, mas pretendo estudar. Do espanhol que quero voltar a aprender. Dos inúmeros documentários que quero assistir. Dos livros que quero ler. Das habilidades que quero tentar desenvolver.

Da mesma forma, não estar trabalhando formalmente não significa que eu não esteja trabalhando. Concordo com o David Allen (criador do método GTD) quando ele diz que considera que trabalho é tudo aquilo que a gente quer/precisa fazer, profissionalmente ou não. Mesmo desempregada, minhas listas de tarefas e responsabilidades são extensas. Talvez não tão extensas quanto eram quando eu estava na faculdade e morando sozinha, mas ainda assim extensas. Tenho meus projetos pessoais, coisas que quero e que preciso fazer, tarefas de rotina para manter tudo em ordem, tarefas domésticas que divido com os meus pais e todas as tarefas relacionadas à busca por uma colocação no mercado de trabalho.

Meu sentimento de sobrecarga vem muito destes dois lugares: do FOMO (fear of missing out), este receio de perder alguma coisa, de não conseguir aprender tudo o que quero aprender, de não conseguir ler tudo o que quero ler ou assistir tudo o que quero ver; e da quantidade razoavelmente grande de tarefas e projetos e compromissos os quais eu me propus a fazer. Mas também vem de um “psicológico abalado”, de uma vulnerabilidade resultante de um punhado de crises pessoais. É uma sobrecarga também, em grande parte, emocional.

Daí eu me empolguei com a ideia de fazer o BEDA, porque eu não pude participar no ano passado e porque parece um desafio interessante e porque vem de encontro ao meu objetivo de não deixar o blog morrer, não deixar o blog acabar. Só que talvez me comprometer a postar no blog por 31 dias consecutivos justamente num dos meses com mais compromissos que tive/terei este ano não seja uma ideia assim tão boa.

Eu ainda não desisti do BEDA, entretanto. Por mais que seja incômodo escrever tão cansada e com tantas outras coisas para organizar ainda hoje, por mais que seja chato publicar um post meio sem propósito, na pressa e até mesmo sem revisão, é justamente isso, essa liberdade de escrever sobre qualquer coisa e sobre nada, de escrever sem se preocupar se o texto vai ficar bom, se vai servir de alguma coisa para alguém, se vai ser relevante, é justamente disso, entre outras coisas, que eu sinto tanta falta nesta blogosfera nova e que eu fui buscar lá nas newsletters. Não digo que minha intenção é que os posts do blog passem a ser todos assim, até mesmo porque agora tenho a Rascunhos Impublicáveis, mas acho que posts como este de vez em quando são até bem-vindos. O que vocês acham?