Tipo uma retrospectiva, só que não

Eu estou “escrevendo este post” há várias semanas já. Começou na última semana de dezembro, especificamente no meu aniversário.

Dezembro é aquele mês em que o mundo está mergulhado, entre outras coisas, em retrospectivas e planos para o ano novo. É muito difícil fugir desta vibe e, em geral, é uma das poucas coisas que eu realmente gosto nesta época do ano, então abraço o espírito com gosto. Só que 2017 foi um ano especialmente doloroso e difícil, com muitas coisas que eu definitivamente não queria revisitar. Isso “no mundo”, mas também na minha própria vida. E uma das piores coisas sobre 2017 é que eu não vejo muita perspectiva de melhora no ano seguinte – nem “lá fora”, nem aqui na minha vida, o que torna olhar para frente quase tão angustiante quanto olhar para trás.

Então, eu evitei fazer retrospectivas e planos. E funcionou muito bem até o dia 27 de dezembro. Só que este dia em particular é um gatilho para muitas coisas. Eu sei que 1) sempre vou terminar meu aniversário me sentindo muito mal e 2) terei que fingir estar muito bem para não magoar quem se esforçou para fazer com que eu tivesse um bom dia. Daí minha recorrente ansiedade pré-aniversário. Eu, que sempre sofro por antecipação (hello, ansiedade, my old friend), passo o mês todo esperando aquela crise específica que tem dia e hora marcada todo ano e que eu sempre passo entre sorrisos e agradecimentos.

Mas, enfim, divago. O fato é que é muito difícil ignorar o espírito de “ano novo pessoal” que surge com o aniversário da gente e, não sei vocês, mas minhas crises ansiosas geralmente servem de gatilho para outras crises, me jogando naquela espiral de ansiedade que pode durar dias. Eu posso ser muito bem sucedida evitando pensar em coisas que sei que serão gatilhos, mas uma vez que alguma coisa – qualquer coisa – abre as portas do TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), fica quase impossível segurar. Terminei meu aniversário, então, fazendo aquilo que eu tinha evitado com sucesso o fim de ano todo: pensando e escrevendo sobre 2017.

Este post tomou muitos rumos conforme os dias foram passando. Quase todos os dias, eu me sentava de laptop no colo e tentava finalizar este texto, mas sempre desistia. Às vezes porque relembrar era doloroso, às vezes porque digitar era doloroso (hello, tendinite, my other old friend). Outras vezes, eu simplesmente me cansava – de pensar, de digitar, de olhar para a tela do computador. Ocasionalmente, eu era interrompida pela vida acontecendo ao redor. Ou eu simplesmente me distraía. Muitas vezes, eu achava tudo muito ruim e deletava vários parágrafos, ou a coisa toda e recomeçava tudo de novo.

Quando isso acontecia, eu quase sempre mudava completamente a abordagem. Quando eu escrevia em dias particularmente ruins, ou em meio a crises ansiosas ou depressivas, o foco ia todo para as merdas e meu ano parecia muito pior do que realmente foi, o que só servia para piorar meu estado. Tentei escrever somente sobre as coisas boas algumas vezes também. Geralmente, eu acabava inevitavelmente escrevendo sobre as coisas ruins, que muitas vezes estão atreladas às boas porque a vida é assim mesmo; ou eu não sabia se botava fato x ou y porque não sabia se “classificava” aquilo como algo bom ou ruim. Quando eu conseguia filtrar somente as coisas realmente muito boas, meu texto ficava ridiculamente artificial, tão fake que eu não me reconhecia mais ali. Não parecia que eu estava escrevendo sobre o meu ano, sabe?

Eu vou dizer uma coisa muito óbvia aqui, então vocês me perdoem. Mas nós estamos nas coisas ruins também. Ou melhor, as coisas ruins fazem parte da gente também. Tanto quanto as boas. E aquelas que a gente não consegue classificar também.

É natural – pelo menos para mim – focar só nas coisas ruins, tanto ao olhar para trás quanto ao olhar para frente. É coisa da ansiedade, mas é coisa da gente também. Tem gente que é mais positiva, otimista até. Tem gente, como eu, que é mais negativa, mais pessimista. Não sei até que ponto meu negativismo é o transtorno, até que ponto é a minha personalidade mesmo, mas não importa (pelo menos não aqui). O que importa é que eu não posso ficar puta comigo mesma (acontece muito) porque eu sou assim. E não dá para ficar lutando contra, tentando bancar a Pollyanna sempre.

Só que deixar meu negativismo correr solto também não funciona. Então, meu “objetivo para o ano novo”, ou melhor, minha intenção para daqui em diante é tentar fugir destes extremos. Fugir do meu negativismo extremo, que me é natural. E fugir da tentativa desesperada de positividade. Tentar enxergar as coisas como elas são, tentar tirar os óculos da ansiedade ou da depressão.

Quando eu penso em 2017, imediatamente me vem duas coisas à mente: 1) foi um dos piores anos da minha vida, mas 2) foi o ano em que eu realizei um dos meus maiores sonhos.

Não, eu não arranjei um emprego na minha área, muito menos o emprego dos sonhos. A pós-graduação tem sido uma grande decepção. Continuo morando com meus pais. Passei a maior parte dos meus dias fazendo coisas que eu odiava e pouquíssimas vezes valeu a pena. Foi o primeiro ano sem a Íris (minha cachorra, que morreu em dezembro de 2016). Tive mais crises de ansiedade que eu consigo contar. Tive sintomas de depressão pela primeira vez na vida.

Mas eu fui num show do Bon Jovi. Não que isso tenha compensado o mar de merda que foi 2017, mas aconteceu. Aconteceu num dos piores anos da minha vida porque a vida é essa confusão mesmo. Porque 2015, um dos melhores anos da minha vida também foi um mar de merda, mas ainda assim foi um dos melhores anos da minha vida. Porque mesmo quando tá indo tudo muito mal, coisas boas acontecem. Porque a gente fica classificando as coisas em boas e ruins, mas tem um pouquinho de bom e de ruim em todas as coisas, mesmo quando elas parecem completamente maravilhosas, ou completamente desastrosas.

Eu poderia dizer que num dia a gente tá cantando nossa música favorita a plenos pulmões junto com a nossa banda favorita e no dia seguinte tá sendo rejeitada pela décima empresa do dia, mas é mais complicado do que isso. Eu tive uma das cólicas menstruais mais fortes da minha vida durante o show do Bon Jovi. Eu fui muito feliz em dias muito ruins simplesmente porque eu me permiti me deitar por 5 minutinhos com um fone de ouvido ouvindo uma música boa. Ou porque eu descobri minha mais nova série favorita. Ou porque eu tomei um café especialmente gostoso. It’s a lot more nuanced than that.

2017 foi o ano em que eu finalmente fui a um show da minha banda favorita. Foi o ano em que eu organizei uma viagenzinha sozinha pela primeira vez. Foi o ano em que eu vi o João Bosco e o Luiz Caldas de pertinho. Foi o ano em que eu finalmente fui a um show do Skank e fiz isso com algumas das minhas pessoas favoritas. Foi o ano em que eu descobri Crazy Ex Girlfriend. Foi o ano em que ganhamos Mulher Maravilha. Foi o ano em que eu voltei a nadar. Em que eu voltei a meditar. Foi o ano em que eu mais fui pra São Carlos desde que me mudei de lá. Foi o ano em que eu ganhei uma casinha decente pros meus livros e minhas paredes e teto voltaram a ter uma cor só ao invés de quatro (acredite em mim, isso era um problema). Foi o ano em que eu comecei minha especialização. Foi o ano em que eu voltei a ter aulas com as minhas melhores amigas, meio que nem nos velhos tempos. Foi o ano em que eu comprei meu primeiro Keds (levo tênis muito a sério). Foi o ano em que troquei Frank, meu notebook Frankenstein, por um computador que funciona e meu celular espatifado por um aparelho com a tela inteira. Foi o ano em que eu passeei de caminhão autônomo. Foi o ano em que minha vó me ensinou a fechar esfihas – e depois ficou pistola que eu sou melhor fechadeira de esfiha que ela. Foi o ano em que eu ajudei a resgatar um gatinho abandonado. Foi o ano em que o blog completou 10 anos de existência.

Em 2017, eu tomei muito café. Muito café mesmo (Lorelai ficaria orgulhosa). Eu maratonei séries. Eu reassisti FriendsGilmore GirlsHarry Potter. Eu brinquei de jedi com a Tety dentro da Rihappy e ninguém foi expulsa da loja desta vez. Eu comprei livros. Eu passei horas demais dentro de livrarias. Eu li um livro quase inteiro viajando de ônibus (e vomitei até a alma, mas valeu muito a pena). (O livro é Confissões do Crematório, da Caitlin Doughty, esta coisa maravilhosa.) Eu bebi muitos coquetéis e comi muita comida de boteco em muitas mesas de número ímpar com as minhas melhores meninas. Eu roubei muitas batatinhas da bacalhoada de páscoa da vó Jeni. Eu comi pizza do Bom Pedaço. Eu chorei de soluçar assistindo Mulher MaravilhaCrazy Ex GirlfriendJane The Virgin Logan. Eu vibrei igualmente com Spiderman: Homecoming e RuPaul’s Drag Race. Eu chorei de rir com Thor: Ragnarok (e Crazy Ex, sempre Crazy Ex). Eu andei descalça. Eu ganhei um rocambole de aniversário. Eu ganhei carolinas. Eu dei aula de inglês. Eu fiz selfies. Eu usei batom vermelho. Eu cortei meu próprio cabelo. Eu lipsync for my life em frente ao espelho. Eu usei brusinha cropped pela primeira vez em anos. Eu vi minha melhor amiga usando biquíni pela primeira vez em anos. Eu sobrevivi a uma reforma em casa. Eu vi meu namorado e minha melhor amiga virando mestres. Eu vi meu cunhado formando (de novo). Eu vi meu pai batendo seus próprios recordes. Eu cacei pokémons e realizei o sonho do Ônix próprio. Eu virei a maior campeã de Stop que você respeita. Eu fiz bijuterias. Eu fiz amizade com cachorros de rua (pro desespero do meu namorado que tem medo de cachorro) e até conheci gentes novas.

Até que 2017 não foi tão ruim.


P.S.: Eu ia ilustrar este post com um punhado de fotos, mas quando me deparei com a quantidade de fotos que eu tirei este ano, a preguiça bateu com força. Como já demorei tempo demais para escrever este texto, achei melhor publicar logo então. Vamos nos contentar com a foto do topo, então. Ah, além disso, talvez haja mais erros do que o aceitável porque eu não aguento mais olhar para isto, então não rolou aquela revisão final, tá bem?

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Linkagem de Segunda #66

Optei por não publicar a Linkagem na semana passada porque tinha poucos links pra compartilhar. Daí virei a louca da internet e acabei acumulando links demais, cês me perdoem.

Andei meio mal estes dias (TPM e outros sintomas perimenstruais) e acabei assistindo muita série – o que é bem raro. Resolvi duas pendências antigas – Big Little LiesDear White People, estas preciosidades – e botei as séries que eu já acompanhava em dia. Também andei lendo mais do que o de costume.

Além dos habituais textos sobre cultura pop e feminismo, andei lendo um pouco mais sobre GTD e volta às aulas. Isso porque na quarta-feira de cinzas (!), minhas aulas da pós recomeçam (sim, que diazinho desgraçado, que diazinho sem jeito) e eu voltarei a ter que equilibrar alguns pratos complicados – a pós, a eterna procura por emprego na minha área (ALÔ, EMPRESAS) e agora também alguns concursos públicos.


Sobre as denúncias da equipe de ginástica estadunidense.

Sobre a recente onda de denúncias em Hollywood.

Mulher Maravilha 2 será o primeiro filme a adotar as novas políticas de prevenção de assédio sexual da PGA.

Fernanda Nia sobre os heróis românticos (quadrinho <3).

Mais um estereótipo feminino pra lista (e que você provavelmente já cansou de ver pela cultura pop): born sexy yesterday ou nascida sexy ontem. Tem texto explicandinho da Carol Lucena no Delirium Nerd e da Sybylla no Momentum Saga. Também tem um vídeo do Pop Culture Detective. É em inglês, mas tem opção de legenda em português (é só clicar na engrenagenzinha no canto inferior direito do vídeo).

Uma análise dos temas abordados em Grace & Frankie (minha maratona da semana retrasada).

Big Little Lies (minha maratona da semana passada): aqui e aqui com spoilers; aqui sem spoilers.

O discurso da Nicole Kidman no SAG Awards (transcrito e traduzido direitinho).

Sobre Dear White People (minha maratona desta semana):

(Não consegui indicar um link só. Ou menos links. Cada texto desse traz uma perspectiva – ligeiramente ou não – diferente sobre a série, ou levanta questões que não foram abordadas nos outros, então decidi compartilhar todos.)

Sobre os estereótipos asiáticos na cultura pop aqui, aqui, e aqui.

10 vezes que atores brancos interpretaram personagens de outras etnias.


Thais lista as ferramentas mais comuns utilizadas para o GTD; e as ferramentas que ela está usando atualmente.

Toda a série de GTD e Estudos da Thais; e as dicas dela para cursos a distância e concursos.

Dicas da Cristal do Um ano sem lixo para voltar às aulas gerando menos resíduos e dicas da Thais para economizar na compra de material escolar.


Imagem do topo: still de Dear White People.

Linkagem de Segunda #65

Estou cheia de preguiça e tenho outro post planejado para esta semana, então hoje só vou jogar os links, tá bem? Então tá bem!


O discurso da Oprah no Globo de Ouro (transcrito e traduzido bonitinho).

O discurso da Reese Witherspoon no Prêmio Glamour 2015 (também transcrito e traduzido) e porque ele continua relevante.

Jane Fonda sobre fazer 80 anos e o ano novo (em inglês).

Mulheres inspiradoras de 2017 no Think Olga.

A história da Camila com a depressão.

Um relato sobre ter ansiedade e depressão ao mesmo tempo.

Como é meditar com depressão (em inglês).

Como ajudar um amigo com depressão aqui, aqui e aqui.

Estée Lalonde dá dicas do que fazer quando se sentir preso pela rotina (vídeo, em inglês).

Guias da Duds no Indiretas do Bem pra ter uma rotina saudável de estudos e de trabalho em casa.

Uma reflexão sobre organização da casa feita pela Thais no seu “novo” blog. E como é sua rotina de limpeza do banheiro aqui e aqui.

Alguns essenciais de um escritório em casa (em inglês).

8 quartos que incluem home-offices, 13 home-offices lindões e algumas bibliotecas caseiras.

Uma reflexão sobre o impacto da capa de um livro na compra do leitor.

Sybylla sobre o amor pela leitura.

AzMina discute como as mudanças que Zuckerberg quer fazer na timeline do Facebook vai afetar os pequenos e médios produtores de conteúdo.

A poluição do ar em São Paulo já faz tão mal quanto fumar.

Sabrina, do Coisas de Diva, fala de três produtos que custam menos de R$30 e que servem para quase tudo (vídeo).

Ana Catarina, do Cacheia, dá dicas do que fazer com aquele produto que não funcionou para o seu cabelo.


Imagem do topo: still da 4ª temporada de Grace & Frankie, que estreou na última sexta na Netflix.

Linkagem de Segunda #64

Eu tenho uma certa preguiça de vídeos, apesar de adorar alguns canais e alguns youtubers. Daí acontece muito de eu jogar um monte de vídeos que quero ver para a playlist Assistir depois do YouTube e acabar acumulando literalmente centenas deles. Nesta semana, comecei a botar a vida online em dia e foquei nestes vídeos – e nas newsletters. Por isso mesmo a Linkagem desta semana não tem textos – mas, para aqueles que gostam mais de ler do que assistir, como eu, tem newsletters legais para assinar.


Para assinar (newsletters!)

Para assistir

Herbet, Jessica e Fernanda do Canal das Bee comentam notícias da semana no Alinhando Expectativas.

Alexandra Gurgel explica a diferença entre paquera e assédio (não, eu não acredito que ainda estamos tendo que explicar, mas ok, vamos lá).

School of Life explica a Síndrome do Impostor (em inglês, porém com opção de legenda em português).

Jout Jout sobre a gente não ser assim tão livre quanto a gente pensa.

Lu Ferreira conversa com a Flávia Calina sobre o puerpério, isto é, o período depois do parto.

Jout Jout conversa com a Karol ConkaJout Jout conversa com a Mandy Candy.

Para saber coisas

Assim como a Rory Gilmore do teaser do revival, I like knowking things. Isso me fez uma criança curiosa e esquisita que vivia com o nariz enfiado em enciclopédias mesmo nas férias escolares. Hoje com a internet, as coisas são muuuuuuuito mais fáceis.

Um dos meus lugares favoritos para aprender coisas aleatórias (ou mesmo encontrar boas explicações para coisas que sei mas não sou didática o suficiente para explicar) é o YouTube. Essa semana, andei botando minha watch list em dia e acabei assistindo bons vídeos dos meus canais favoritos para “aprender coisas” e decidi compartilhar os melhores com vocês.

Angel Chang explora o ciclo de vida (o meu tema favorito dentro da minha área) de uma camisetaOrly Rubinsten explica porque as pessoas têm tanto medo de matemática (e dá dicas para resolver o problema)David Dunning explica porque pessoas incompetentes se acham incríveis, Hanan Qasim explica como a cafeína nos mantém acordados, John David Walters explica a origem dos símbolos matemáticos e Alan Tamayose e Shantell De Silva explicam como exploradores polinésios (sim, o pessoal de Moana!) navegavam o Pacífico no TED-Ed (todos os vídeos são em inglês com opção de legenda em português – e várias outras línguas).

Hank Green explica porque não podemos simplesmente jogar o lixo em vulcões (em inglês, porém com opção de legenda em português), Stefan Chin investiga se correr realmente faz mal para os joelhos (em inglês), Olivia Gordon explica porque sal (em excesso) faz mal (em inglês) e Michael Aranda explica como é possível (e custoso e inviável) transformar chumbo em ouro (em inglês) no SciShow.


Imagem do topo: Ed Gregory

Linkagem de Segunda #63

Segunda segunda-feira do ano, primeira segunda-feira útil, achei que hoje era um bom dia para ressuscitar, retomar, reestrear a Linkagem de Segunda.

Se você chegou agora, saiba que este blog (e, por este blog, eu quero dizer eu) tem a tradição de trazer uma enxurrada de links para seus leitores, dos tipos e assuntos mais diversos (e, às vezes, nem tão diversos assim), todas as segundas-feiras – ou quase isso.

O blog ficou meio paradão no ano passado, foram poucos os posts no geral e, consequentemente, a Linkagem de Segunda também não foi tão frequente quanto gostaríamos. Este post é uma tentativa de recuperar o hábito, então vamos aos poucos. Não quero fazer muitos malabarismos no formato, porque mesmo o mais simplão dos posts dá muito trabalho e a ideia aqui é focar no essencial: 1) compartilhar links bacanas e 2) fazer isso com uma certa frequência – o que nos leva ao segundo ponto. A ideia é que as linkagens sejam semanais, mas nem sempre vai dar certo, então vamos aceitar, tá bem? Então tá bem.

Os links de hoje são basicamente o que andei lendo e assistindo nesta primeira semana do ano. Se vocês tiverem alguma sugestão, não deixem de comentar! Até a próxima!


Para ler

Thais Godinho sobre metas para o ano novo; sobre como ela planeja seu ano semanalmente, em suas revisões semanais; sobre como sua família volta à rotina depois das festas de fim de anosobre seu método de organização em 5 passos; e sobre destralhar todos os dias.

Larie sobre metas para o ano novo e começar a qualquer momento.

As resoluções de ano novo da Isa.

Duds sobre a cor do ano de 2018 da Pantone.

Dicas para quem tá começando com o GTD.

Para assistir

Essa moça começando a implementar um sistema GTD com a ajuda de David Allen himself (em holandês, mas legendado em inglês).

Thais Godinho sobre metas para o ano novo.

Tia Má sobre a hipocrisia de quem se apropria de rituais das religiões de matriz africana no réveillon, mas as rejeita no resto do ano.

Hel Mother e Jout Jout sobre FOMO e a ansiedade causada pelas internets.

Ariel Bisset sobre como ler livros tem se tornado acidentalmente algo competitivo (em inglês).

Analu sobre esta nova auto-ajuda diferentona (como A Arte de PedirAlucinadamente Feliz).

Melissa Maker testa alguns trucões de limpeza da casa das internets (em inglês).

Lu Ferreira mostra o que ela nunca deixa de levar em viagens.

Para fazer download

Wallpaper de janeiro/2018 da Malipi (para desktop, tablet e smartphone).

Um monte de calendários 2018 para imprimir no Follow the Colours.


Imagem do topo: Ed Gregory

Um post de aniversário

O tempo passa, o tempo voa, e nem mesmo a poupança Bameirindus continua numa boa.

Peço perdão pela piada de tio do pavê, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas – tais como piadas de tio do pavê e lugares comum.

Vocês estão cansados de saber que anda difícil pra mim esta coisa de escrever. Então, relevem.

Mas, de fato, o tempo passa, o tempo voa. Falo destas últimas duas semanas, em que eu tinha planos de voltar ao blog, publicar alguma coisa, talvez dar um tapa no visual disso aqui, sei lá, qualquer coisa. Algo em mim quer desesperadamente se reconectar ao blog, especialmente este mês, especialmente hoje. Mas, como sempre, a vida acontece e engole a gente. Tem os compromissos e os imprevistos e os prazos. Tem a ansiedade e a tendinite e o corpo que decide passar por uma segunda puberdade aos 26 anos. Eis que chega a roda viva e carrega o blog pra lá.

O tempo passa e o tempo voa também porque hoje o Sem Formol Não Alisa completa 10 anos. Uma década. Quase 522 semanas. 3653 dias. É coisa pra c*ralho. Aliás, eu acho que já disse isso. (Sim, disse sim.)

Eu tenho mais anos de vida “sendo blogueira” do que não sendo. Em 2003, quando eu tinha 12 anos, entrei oficialmente pra blogosfera, quando criei meu Blog da Dani, o primeiro de muitos. Eu já lia blogs há cerca de um ano nessa altura. Depois do Blog da Dani, que era hospedado no IG (lembram do IG?), vieram dezenas (literalmente dezenas) de blogs. Eu estava sempre mudando nomes, endereços, hospedagens. A concepção de um blog novo por trimestre era praticamente regra na blogosfera dos early 2000s. Aliás, a coisa toda era muito diferente naquela época.

Meu primeiro blog foi criado em um computador de mesa barulhento e frequentemente super aquecido, num sábado depois das 14h, que é quando a gente pagava pulso único. O Blog da Dani é cria da internet discada.

Sem Formol já é mais moderninho. A gente já tinha banda larga e, com muita paciência, já conseguíamos fazer coisas como assistir vídeos online ou baixar músicas inteiras em menos de um dia. As tecnologias mudaram muito nos últimos 10 anos.

Mas não foram só as tecnologias. A Daniela que criou este blog era bastante diferente da que escreve este textão hoje. Nós temos muitas das mesmas esquisitices e algumas obsessões só cresceram com o tempo. Muitos defeitos se intensificaram, mas muitas qualidades também. Alguns defeitos ficaram pelo caminho. Algumas qualidades também. Acontece.

Nestes dez anos, como era de se esperar, aconteceram muitas coisas. Minha vida virou de cabeça para baixo algumas vezes. Tive meus altos e baixos. Perdi muito, mas ganhei muito também. Vivi pequenas e grandes vitórias. Sofri pequenos e grandes tombos, muitas vezes literalmente. Aprendi mais do que jamais achei que seria capaz de aprender e descobri que tenho muito mais a aprender do que jamais serei capaz. Realizei sonhos dos mais antigos. Fiz coisas que jamais imaginei que faria. Tomei decisões estúpidas, fiz escolhas geniais. Cresci muito. Inclusive uns 2cm pra cima e vários centímetros para os lados todos.

E o blog sempre esteve lá. Talvez meio de lado, meio preterido pelas prioridades, meio abandonado em meio ao caos, mas sempre ali. Uma espécie de refúgio. Uma espécie de porto seguro, pra onde voltar quando as coisas complicam. Pode ser que o blog tenha perdido um pouco da sua importância na minha vida com o passar dos anos. A tecnologia mudou, a internet mudou, minha vida mudou, e isso se reflete aqui.

Eu me questiono o tempo todo se ainda há espaço para os blogs pessoais, se o Sem Formol é bem-vindo nesta internet de likes e relevância e redes sociais. Se não seria mais prático e inteligente transferir-me completa e definitivamente para as newsletters ou qualquer coisa que o valha. Ou ainda se escrever na internet ainda é algo que eu deveria estar fazendo.

Mas nada disso me impede de celebrar o dia de hoje. O Sem Formol foi, é e sempre será muito importante pra mim. Aqui eu fiz bons amigos, aprendi um bocado, consegui até mesmo administrar melhor minha ansiedade. Graças a este espaço, conheci algumas das minhas pessoas favoritas, saí de crises e vórtices de pânico, tive oportunidade de escrever em espaços bacanas e com gente que eu admiro, dividi um pouco de mim com o mundo e recebi muito amor de volta. E, por isso, eu sou eternamente grata. Ao blog. E a vocês.

Repost: Adeus, Cap (ou O Primeiro Post da História do Sem Formol)

Hoje começa o mês de outubro. Outubro sempre foi um mês agitado aqui em casa. É o aniversário do meu pai. É quando ele tira férias também. Tem o dia da criança. Foi quando a Íris nasceu. Foi quando começou a maratona de vestibulares de 2009. Foi o derradeiro mês para a entrega do meu TCC. Foi quando eu criei o Sem Formol Não Alisa.

Este mês, o blog completa 10 anos de existência. É tempo pra c*ralho, ainda que grande parte destes anos seja de uma existência meio capenga, meio sobrevivida apesar da vida toda acontecendo paralelamente e o blog sendo sempre deixado de escanteio.

Mas não importa se tenho postado pouco, se minha relação com a blogosfera esteja em crise e se o blog tem passado por muitos hiatus (não) planejados nos últimos anos. Eu quero comemorar os 10 anos de Sem Formol porque eu reconheço a importância que este blog (e também os que vieram antes dele) tiveram na minha vida.

Ao longo do mês, pretendo vir aqui mais vezes. Talvez contar (e recontar) a história do Sem Formol Não Alisa. Talvez falar sobre qualquer outro assunto e celebrar o blog ressuscitando-o, ainda que talvez só por um tempinho, só pra ter um gostinho, só pra matar a saudade. Vamos ver no que dá. Sem pressão, tá?

– – –

Bom, para dar início aos trabalhos, sendo hoje o primeiro dia do mês de aniversário do Sem Formol, eu decidi republicar o primeiríssimo post do blog, que se perdeu nas mudanças de hospedagem dos últimos anos. O texto que reproduzo aqui não tem nada demais, exceto por ter inaugurado o blog mais longevo destes meus 14 anos de blogosfera. (E me lembrar de uma Daniela adolescente de 16 anos muito certa de que manjava dos paranauês todos da vida.)

Este post foi escrito e publicado de um computador de mesa em uma lan-house (!) no Guarujá (!!). Eu tinha planos de botar o blog novo no ar antes de viajar com meus pais, mas não consegui. Nerd que sou, a primeira coisa que fiz quando cheguei ao destino foi procurar uma lan-house.

Tímida e introvertida, tenho uma enorme dificuldade em conversar com pessoas pouco conhecidas e sou péssima em me expressar falando. Isso sempre fez com que eu reprimisse minhas opiniões. Me sinto à vontade com os amigos mas, como são poucos, nem sempre tenho com quem falar ou nem sempre surge uma oportunidade para conversar sobre um determinado assunto. Assim, acabo reprimindo-me ainda mais.

Minha primeira solução foi falar sozinha, porque senão enlouqueceria caso mantivesse todas aquelas idéias na cabeça sem deixá-las escapar. Depois, passei a escrever. Mas eu não me contentava. Eu queria me expressar, não somente falar ou escrever algo que ninguém jamais escutaria ou leria. E foi assim que conheci os blogs em 2003.

Criei um e passei a escrever todas as minhas besteiras e futilidades. É claro que eram só uma ou duas pessoas que liam. Depois do primeiro blog, criei vários outros. E enquanto trocava de blogs e ia escrevendo, minha vida foi acontecendo. Amadureci e acredito que até mesmo meus textos demonstrem isso. Fui melhorando minha forma de escrever cada vez mais, até produzir textos realmente bons e conquistar algum reconhecimento e um grupo maior de leitores com o Capricious, um blog criado três anos depois do primeiro.

As mudanças de blog geralmente eram resultado da vontade de mudar a própria vida. Sem dúvidas, o Capricious foi o meu blog mais significativo. Ele resistiu a algumas mudanças e foi um companheiro e tanto em vários momentos interessantes. Quando o criei, eu era uma pessoa. Agora, pouco mais de um ano depois, fecho-o como outra, muito mais madura e certamente mais feliz.

Adeus, Cap.

Da vida e do Blog Day

Se tem uma coisa que raramente falha em me trazer para o blog é o Blog Day.

Novamente (ou ainda), me sinto desmotivada a escrever. Também tem faltado tempo. E energia. Como eu disse no Twitter, aparentemente meu objetivo de vida é me tornar a desempregada mais ocupada da história. O desemprego mexe com a nossa cabeça de um jeito maluco (talvez eu ainda escreva sobre) e uma das formas que encontrei de tentar lidar com isso foi ocupando todo o meu tempo. Comecei uma pós graduação, voltei a nadar, comecei a dar aulas de inglês, voltei a estudar inglês, comprei mil livros, voltei a fazer bijuteria, dei início a um milhão de projetos pessoais. Isso tudo, junto da busca por emprego, os mil processos seletivos de trainee, os concursos públicos, a revisão constante do meu currículo e ainda as tarefas de casa elevadas ao extremo desde que iniciamos uma pequena porém eterna reforma, têm me deixado ocupada dia e noite. E o meu objetivo inicial, de ocupar meu tempo e minha cabeça para expulsar os pensamentos ansiosos, foi totalmente frustrado. Eu já deveria saber, afinal sempre foi assim: não importa o que quer que eu esteja fazendo, minha cabeça sempre estará a mil. Não importa quão o ocupada eu esteja, sempre há espaço para as crises de ansiedade.

Foi aí que voltei a meditar. A princípio, me pareceu contraproducente socar mais uma coisa na minha rotina. Porém, eu percebi que havia uma pequena janela de tempo em que, eventualmente, eu conseguia diminuir o ritmo dos meus pensamentos, em que eu conseguia ignorá-los o suficiente para focar no momento presente, naquilo que estava fazendo. Era a natação. Notei que aquilo que eu conseguia “fazer” enquanto nadava era mindfulness, um conceito sobre o qual eu leio há muitos anos, mas que sempre foi muito difícil para mim. Já tentei meditar usando diversas técnicas diferentes e praticamente todos os aplicativos de meditação guiada existentes no Google Play. Agora, voltei a usar o Headspace, o único que produziu algum efeito no passado, e tem me feito muito bem parar por pelo menos 10 minutinhos todos os dias. (Talvez eu ainda escreva sobre também.)

Ainda assim, por mais que eu esteja aprendendo a lidar com meu caos mental, sigo sobrecarregada com todas as atividades com as quais me comprometi. Não tenho energia para sentar e me organizar e estou tendo uma pequena crise com o método GTD, que já me ajudou tanto no passado.

– – –

Eu sinto que tudo o que tenho feito ultimamente, neste blog, e na newsletter, é justificar minha ausência. Mas, se por um lado isto me incomoda porque eu gostaria de estar escrevendo sobre outras coisas, ao menos isso me faz escrever de vez em quando e me reconectar, ainda que brevemente, com vocês.

A princípio, considerei não publicar este texto hoje. Me parecia errado não produzir um metapost, não falar sobre blogs e escrever-na-internet e esta coisa toda. Porém, sinto que já falei bastante sobre este assunto no blog e, no último post a respeito, ainda linkei ótimos textos sobre o tema. Talvez, para o Sem Formol de 2017, a melhor forma de comemorar o Dia do Blog seja com um típico post de blog pessoal, checking in e jogando conversa fora.

Além disso, lá no Twitter do Sem Formol, estive compartilhando metatextos o dia todo. O blog pode até andar desatualizado, mas nosso arroba anda on fire 🔥, compartilhando muito conteúdo interessante encontrado internet afora.

Linkagem de Segunda #62

Migas, hoje a Linkagem tá bem longa porque, novamente, deixei acumular algumas semanas. Então, não vou me demorar nesta introdução e deixo logo vocês com os links desta segunda:


Uma animadora história de depressão, Camila Freire no Coxia dos Desconchavos

How Crazy Ex Girlfriend‘s Rachel Bloom survived the worst depression of her life, Emily Mahaney na Glamour

A inestimável leveza de estabilizar, Débora Nisenbaum o Trendr

O tempo das coisas e o tempo da gente, Yasmin Wilke no Indiretas do Bem

Contra a ditadura do bem-estar, Mercedes Cebrián no El País

Afinal, qual é o nosso papel na internet?, Mari Rodrigues no Hoje Vou Assim Off

Transtornos alimentares são uma forma de gordofobia?, Stephanie no Desfabuloso Destino

Vamos falar sobre transtornos alimentares?, Jordana Andrade na Capitolina

Transtornos alimentares: uma questão de gênero e gordofobia, Jarid Arraes na Fórum

Eu, feminista e com um transtorno alimentar, Beatriz Klimeck no Medium


Como levar cosméticos na mala de viagem?, Thais Marques no Coisas de Diva

Como viajar levando poucos produtos de cabelo na mala?, Mariana Boaretto no Cacheia!

Efeito build up: o que é, como evitar, Maressa de Sousa no Cacheia!


Bem-vindo ao lar, Spidey, Gabriela Franco no Minas Nerds

Gente que sabe que a força vem de dentro, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

Crítica: Homem Aranha: De Volta ao Lar, Thay no Valkírias

As personagens femininas em Homem Aranha: De Volta ao Lar, Rebeca Puig no Collant


Me perguntaram no Curious Cat o que eu gosto de assistir no YouTube. Daí fui dar uma olhadinha nas minhas inscrições e no meu histórico e me senti tão nerd, migas. Não esse nerd cool que tá “na moda”. No, sir. Aquele nerd que geralmente todo mundo odeia mesmo. Aquele nerd que recebe todas as reviradas de olhos do mundo porque honestamente se interessa e se empolga com coisas com as quais ninguém se importa. O famoso dork. O Ross. A Monica. (Eu sou praticamente um Geller.)

Geralmente eu fico meio constrangida que compartilhar as “bobagens” que eu gosto de assistir no YouTube. Porque, assim como a Rory, I like knowing things. Eu posso ficar horas assistindo vídeos variados sobre assuntos que não vão fazer a mínima diferença na minha vida. Eu posso ficar horas assistindo experimentos bestas de física e suas explicações cabulosas, vídeos sobre espécies de aranhas que eu nunca vou encontrar na vida e todas as coisas que podem deixar seu cocô colorido, por exemplo.

Só que, além de ser uma estupidez eu com 26 anos na fuça e vergonha das coisas que me interessam, aposto um braço que tem nerds como eu ♥ que seguem este blog e que também podem se interessar por estas bobagens todas. Então, vou começar a compartilhar estes vídeos também, começando com os que eu vi estes dias no SciShow (este canal maravilhoso) e que podem até ser úteis (ou informativos):

Ainda nesta vibe, devo confessar que sou fãzoca do Dr Drauzio Varella, do tipo que assistia ao Fantástico só porque tinha quadro dele. Agora, acompanho o canal no YouTube e gosto bastante. Esses dias vi um vídeo bem interessante sobre informações sobre saúde na Internet e o “Dr Google”, que vale a pena assistir.


Museu Van Gogh libera centenas de pinturas, esboços e cartas do artista para baixar em alta resolução, Carol T. Moré no Follow The Colors


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todas as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

Linkagem de Segunda #61

Ok, ok, eu sei. Estou atrasada com a Linkagem de Segunda, sumi do blog por mais de um mês, não tem newsletter desde maio. Mas, em minha defesa, era final de semestre na pós-graduação, minha casa estava em reforma e tive uma tendinite que durou quase três semanas. Então, perdoem o sumiço, tá?


Neste meio tempo, foquei nas leituras da pós-graduação e em colocar as newsletters em dia, por isso não tenho “”muito”” o que compartilhar hoje. Ou, pelo menos, não tenho tantos links quanto se poderia esperar de seis semanas de acúmulo. De qualquer forma, espero que vocês curtam e relevem um ou outro tema ligeiramente atrasado (como os trocentos textos sobre Mulher Maravilha).

E, vale botar o lembrete aqui, se você não quiser esperar pelas Linkagens, estou sempre compartilhando links no arroba do blog lá no Twitter.


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