Livro Versus Filme: O Perfume

Oi, gente! Voltei, como prometido. Estou aproveitando minha hora de almoço para vir fazer um post que estava planejado há algum tempo e dar início a uma nova tag: livro versus filme. Nós que gostamos de ler temos o terrível hábito de criticar tudo quanto é filme baseado em livro mas nem todo filme é pior do que o livro. Na verdade, acho injusto fazer essa comparação sem levar em conta divergências básicas entre as duas mídias, sem considerar que o filme é sempre uma versão, uma interpretação do livro.

Há mais de dois meses, postei que estava lendo O Perfume – A História de um Assassino. Demorei para fazer esse post porque queria assistir ao filme novamente antes de escrevê-lo. Mas sempre me esquecia de procurá-lo na programação para gravá-lo e também ando tendo pouco tempo para ver filmes nos finais de semana. Pois bem, vou escrever com o que lembro, ok?

Antes, porém, eis a sinopse do livro:

França, século XVIII. O recém-nascido Jean-Baptiste Grenouille é abandonado pela mãe junto a restos de peixes em um mercado parisiense. Rejeitado também pela natureza, que lhe negou o direito de exalar o cheiro característico dos seres humanos, pelas amas-de-leite e por instituições religiosas, o menino Grenouille cresce sobrevivendo ao repúdio, a acidentes e doenças. Ainda jovem descobre ser dotado de imensa sensibilidade olfativa e parte em busca da essência perfeita, do perfume que lhe falta para seduzir e dominar qualquer pessoa. Nessa busca obsessiva, ele usurpa a essência dos corpos de suas vítimas.
(Skoob)

Não colocarei a sinopse do filme porque é basicamente a mesma coisa. Devo começar dizendo que ambos são maravilhosos. Não é, de forma alguma, uma história comum. Em alguns momentos, é chocante. Confesso que não indicaria o livro ou o filme para qualquer um. Tem que ter o estômago forte e a mente aberta.

O livro é muito bem escrito, mas tem algumas coisas que me incomodam. Algumas partes são bem concisas e a história flui com naturalidade. Em outras porém, o autor é muito detalhista ou perde o foco. Eu até gosto de algumas partes em que ele fala um pouco da história da França na época ou da produção de perfumes, mas, às vezes, fica massante.

O livro é dividido em quatro partes, sendo três maiores e a final bem curtinha. A segunda parte não foi retratada no filme e, acredito, foi uma boa decisão. É a parte mais chata do livro e não faz tanta falta na compreensão da história como um todo.

Mais uma coisa interessante sobre o autor é que ele não faz suspense: você sabe o tempo todo quem é o assassino e qual a intenção dele com as mortes. Ainda assim, o final é surpreendente.

O livro, como todo bom livro, instiga a sua imaginação e te faz pensar. É mais reflexivo. Nele, você entende melhor a cabeça do assassino, embora não sinta nenhum tipo de compaixão ou simpatia por ele. Também compreende melhor personagens como Baldini e Antoine Richis, muito mais ricos no livro. Não sei dizer no que, exatamente, o livro se foca. Como eu já disse, não entendo o autor demorar tanto em certas divagações e passar tão rapidamente por certos acontecimentos.

O livro é mais focado na história do assassino, dando pouca importância para os demais personagens. Ele também dá mais ênfase para os episódios mais interessantes, como os assassinatos. A primeira parte do livro é bem explorada no filme, bem como as duas últimas partes, que são o clímax da história. A segunda parte, como já comentei, é ignorada e não faz muita falta. Além disso, o filme modifica um pouco da história principalmente nas partes finais. Eu compreendo. O filme deve ser mais dinâmico mesmo.

Por fim, vejo diferenças significativas entre livro e filme. E senti sensações diferentes ao ler e assistir. Gosto muito de ambos. Achei o livro muito bom e interessante, embora exija alguma força de vontade para ler determinados trechos mais chatinhos. Também gostei muito do filme, que considerei uma adaptação muito boa e bem feita, fiel ao livro nos aspectos certos.

Não sei dizer qual dos dois gostei mais. Porém, indicaria o filme. Acho que a história é mais interessante e bem ilustrada no filme.

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2 comentários sobre “Livro Versus Filme: O Perfume

  1. Nossa! Não conhecia esse livro, nem o filme. Fiquei com vontade de ver o filme, e apesar de ser uma bookaholic fiquei um pouco receosa em lê-lo, devido aos teus comentários. Não curto muito quando o autor começa a dar detalhes demais e esquece da história.
    Gostei do post.
    Beijinhos :*

  2. Esses tempos eu assiti um filme que achei ser muito melhor que o livro, que eu havia lido um pouco antes e que foi bem chatinho. Vi o trailer desse filme semana passada, mas não fiquei muito com vontade de ver. Eu prefiro os mais inocentes, onde tudo é coloridinho e dá certo no final! :D

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