Meus Últimos 11 Dias

Oi, gente! Lembram-se de mim?

Fiquei mais tempo do que eu gostaria (11 dias) sem aparecer por aqui. Eu tinha planos de postar por volta do dia 20, mas não rolou. Hoje, vou lhes contar um pouco dos meus últimos 11 dias, só para tagarelar mesmo (e talvez justificar um pouco da ausência).

O último post foi no dia 14. Apesar de estar bem nervosa e cheia de coisas para fazer nesse dia, consegui postar uma seleção de links que já vinha reunindo no computador há algumas semanas. Desde então, não consegui mais postar. No dia seguinte, 15, fui para São Carlos. Peguei os dois ônibus de praxe (um para Ribeirão Preto e, de lá, o outro para São Carlos); me alimentei mal; limpei o apartamento todo, mesmo cansada da viagem; fui ao supermercado; e estudei um bocado para a prova do dia seguinte. Foi um dia cheio e cansativo.

Na quinta, 16, levantei cedo e fui para o instituto de matemática fazer a tal prova de recuperação. A prova começou por volta das 9:00 e, depois de duas horas e meia queimando meus neurônios, entreguei-a e fui almoçar. Depois, voltei para o meu apartamento, onde descansei por alguns minutos e me arrumei para voltar à tortura dos ônibus. Mal sabia eu que essa seria a pior viagem São Carlos – São Joaquim que eu já fiz.

No ônibus até Ribeirão, vim sentada ao lado de um cara muito folgado e espaçoso que, com sua camisetinha da Lacoste e seus aviadores da Ray Ban, dormia com a pernas abertas como se estivesse em trabalho de parto e um braço jogado sobre o braço da poltrona como se eu simplesmente não estivesse ali. Vim dormindo desconfortavelmente e cheguei a Ribeirão com uma puta dor no pescoço.

Uma vez no “ônibus” da São Bento, sentou-se ao meu lado um velhinho “simpático”. Por mais que eu estivesse morrendo de vontade de dormir, fui extremamente educada com o senhor que insistia em puxar papo. Contei-lhe que morava em São Carlos e estudava engenharia ambiental na USP. Me surpreendi com o fato de ele saber o que um engenheiro ambiental fazia e ele me contou mil coisas sobre uma empresa para a qual trabalhava, como consultor financeiro, cuja área é a de resíduos sólidos. Mesmo sem muito interesse, segui conversando até que, não sei como, ele me perguntou: “você acredita em Deus?” Pois é, se vocês não sabem, eu sou ateia. A minha resposta seria clara e convicta: não. Mas não tive “coragem” de o dizê-lo. Defendo que os ateus têm o direito de expressar a sua descrença bem como os teístas falam de suas religiões. Defendo veementemente que devemos ser respeitados. Mas sei que, infelizmente, a imensa maioria dos religiosos toma como ofensa pessoal o fato de não acreditarmos em um deus. Naquele momento, achei melhor não dizer a verdade para aquele velhinho desconhecido o qual, provavelmente, nunca mais verei na vida. Uma mentira educada para evitar uma discussão inútil. Disse que sim. Pelo que se seguiu, imagino que eu tenho feito o certo, embora o melhor para mim teria sido ter pedido licença assim que ele se sentou, virado para o lado e dormido.

O velhinho era evangélico. Eu tenho uma boa experiência com evangélicos, suas igrejas e seus costumes, visto que sou de uma família de maioria evangélica, incluindo minha mãe. O velhinho era aquele tipo de crente “jesuíta”, que acha que tem que “catequizar” o mundo, converter todos para a sua religião. Me deu um folheto e me fez repetir uma dúzia de palavras “aceitando Jesus”. Eu o fiz no automático, não sabendo se ria ou se chorava de raiva. Eu fazia um papel ridículo, repetindo aquelas palavras vazias para um senhor desconhecido em um ônibus velho em algum lugar entre Jardinópolis e Sales Oliveira. Passei o resto da viagem assentindo com a cabeça a qualquer coisa que ele dizia e olhando para o relógio, contando os minutos para chegar em casa.

Cheguei estressadíssima em casa, discutindo comigo mesma o comportamento daquele senhor que, sem nem me conhecer, foi invadindo meu espaço e tentando me enfiar sua religião goela abaixo. Nem quero discutir esse assunto aqui no blog. Pelo menos, não hoje. Também não queria pensar nisso naquele momento e fui me distrair com outras coisas. Liguei o computador e abri meu e-mail. Surpresa: já estava na minha caixa de entrada um e-mail do professor com as notas da prova de recuperação. Com o coração na boca, li e reli o 5.0 mais suado, sofrido e esperado da minha vida acadêmica. Passei aos 47′ do segundo tempo, mas passei!

No dia seguinte, não quis fazer nada. Queria curtir, pelo menos, um dia de férias sem ter que me preocupar com estudar para a rec. Assim, tanto na sexta quanto no final de semana, fiz poucas coisas verdadeiramente úteis. Descansei e curti um pouco do sofá, da tv, do computador… Afinal, eu merecia.

Na segunda-feira de carnaval, fomos para Ribeirão Preto comprar meu presente de natal. Calma, eu explico. Meu pai tinha me prometido um iPhone de natal caso eu passasse em todas as disciplinas na faculdade. Com a rec, o presente foi adiado até que eu passasse – ou não. Chegando lá, me surpreendi com o preço do aclamado (e presunçoso) iPhone. Assim, depois de uma leve decepção, descobri o Xperia Mini Pro, da Sony Ericsson. Achei uma gracinha! Nunca havia visto um smartphone tão pequenininho. Depois de a vendedora me contar todos os atributos do aparelho, me decidi por ele e o trouxe para a casa.

Na noite de segunda, por volta das 21h, já em casa, comecei a passar mal. Meus pais já haviam reclamado de dores no estômago até que eu o comecei a sentir também. Tivemos, os três, uma forte intoxicação alimentar causada pela comida do Giraffas, a única coisa que comemos em comum. Passamos o feriado todo de cama, uma tristeza!

Eu demorei melhorar. Na quarta-feira, minha mãe já limpava a casa e meu pai já havia ido trabalhar. Eu continuava vomitando e mal conseguia me levantar com a pressão tão baixa. Fui melhorar de fato só na sexta-feira, em que consegui sair de casa para resolver algumas pendências de fim de férias e comer um belo cachorro quente com o namorado.

Hoje, passei boa parte do dia fazendo minhas malas. Amanhã, volto para São Carlos e, em breve, para a rotina puxada da faculdade. Como vocês devem ter percebido, meu fim de férias não foi dos melhores. Não consegui fazer quase nada que havia planejado e ainda passei alguns sufocos. Precisava escrever no blog sobre isso, colocar um ponto final nessas duas semanas ruins para começar bem esse novo semestre.

Nessa semana, as aulas ainda não começam, mas já estarei em São Carlos resolvendo algumas coisas e me reacostumando ao campus, ao apartamento e ao bandejão. Volto na quarta-feira com o resumão do mês e, muito provavelmente, no domingo, contando-lhes do show do Chico. Na semana seguinte, recomeçam as aulas e aí, vocês já sabem, os posts escasseam um pouco.

É isso, pessoal. Voltei com um post longo e tipo “querido diário”, mas como já disse, sentia a necessidade de escrever essas bobagens aqui. Quarta-feira, voltamos a nossa programação normal.

E, se suas aulas também voltam nessa segunda, aproveita para ler os posts de volta às aulas do blog!

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3 comentários sobre “Meus Últimos 11 Dias

  1. Ah, Dani, que pena que tenha passado por tudo isso! Já não basta ter ido pra Sanca fazer a prova, ter que voltar com tds esses empecilhos é dose!!! Sei como é pegar bus com gente assim… Teve uma vez que eu tava voltando de Sanca e um senhor tb me alugou pra conversar e eu tava de fone!!! Tinha que ficar pausando toda hora, até que ele se tocou e falou: “ah, vou deixar vc ouvindo sua música!” Mas graças, indo pra Campinas não me lembro de ngm me alugando!!
    Que chato que esses últimos dias tenham sido ruins pra vc…! Mas agora espero q já esteja melhor!!
    Começo de aula é o que há pra gente se acostumar, eu ainda tô na luta!!! Huahaua
    Sabe oq descobri outro dia, ligando os pontos… que vc é caloura do meu cunhado e de um amigo do meu namorado!! Eles são da turma do Tamagochi.. vc já ouviu falar dele? Que coisa né?! HEHEHE
    Beijo grande e boa volta à Sanca que eu adoro =)

  2. Quanta novidade! :)

    Viajar de ônibus sozinha é sempre um problema…
    eu geralmente não tenho sorte e sempre senta alguém folgado ou fedido do meu lado… não sei o que é pior! rs…

    Eu sou católica. Mas deixa te contar, não é que tenho uma birra com evangélicos… Pois, como existem vários “tipos” de igrejas, alguns sem dúvida, passam dos limites e acho um saco quem tenta pregar a palavra ou falar que tal igreja “não presta”, sendo que Jesus é um só, vamos dizer assim…
    Eu fico irritada demais, sempre desvio e as vezes não sou muito educada com aqueles que exageram… Respeito é ainda algo “longe” de acontecer :(

    eu tenho um xperia x1, eu gosto muito!
    E já ouvi dizer que o mini é muitooooo legal :)
    depois vem contar sobre ele! :D E meus parabéns pela nova aquisição hihi :D

    :*

  3. essa semana quando eu voltava pra são carlos eu também esperava poder descansar, mas sentou um moço colombiano do meu lado, que tinha acabado de chegar no brasil e estava super curioso para saber mais sobre o que iria encontrar – principalmente em são carlos

    cuidado! ele está indo estudar na usp. se você for apresentado a algum colombiano que acabou de chegar, fuja! ^^

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