Resumão: Maio 2013

Maio foi mais um daqueles meses em que mal o percebi passando. Quando dei por mim, já era dia 31, quase me esquecia do resumão e fazia muito tempo desde o último post. As desculpas são as mesmas de sempre: o excesso de coisas a fazer e uma certa desorganização. O próximo mês também deve ser complicado, já que é o terrível final de semestre. Ainda assim, pretendo me esforçar para postar com frequência por aqui.

Esse mês começou com um DIY bem simplesinho e charmoso, seguido de um texto sobre a presença da dona Rosana na maioria das minhas lembranças de infância e, por último, a confissão de cinco guilty pleasures. (:

Felicidades Clandestinas

Felicidade clandestina é uma expressão fantástica, percebam. Ela é título de um conto maravilhoso de Clarice Lispector, que era mestra em usar as palavras, daí suas muitas frases de efeito descoladas de seus textos e contextos e espalhadas internet à fora. Anna, que também se dá muito bem com as palavras, faz excelente uso da expressão no nosso querido So Contagious. Em um post recente, ela a enriquece dando-a mais um sentido: felicidade clandestina passa a incluir também os chamados guilty pleasures, que como o próprio nome diz, são aquelas delícias que nos enchem de culpa, mas que não conseguimos evitar. No texto, Anna nos conta alguns de seus guilty pleasures, dois dos quais eu compartilho: novelas e dormir tarde. Dessa identificação, veio a vontade de fazer um post semelhante. Então, ideia roubada e créditos dados, comecemos.

Novelas

Ametista e Ataxerxes, uma história de amor muito, mas muito melhor que Crepúsculo

Sinto muito, mas já começo minha lista roubando mais uma coisa do texto da Anna. Tenho uma relação com as novelas muito semelhante à dela e também me sinto culpada em perder tanto tempo acompanhando quase religiosamente os capítulos das novelas que gosto. Esse hábito vem de infância e tem mudado um pouco. Tenho gostado muito de assistir novelas antigas, talvez porque as atuais têm sido bem decepcionantes, e agora exista o canal Viva – que passa produções antigas da Globo, inclusive novelas. Ultimamente, me apaixonei por Felicidade, que tem personagens extremamente ricos, como o casal que ilustra esse item. Felizmente, só tenho acompanhado esta e Sangue Bom, mas prevejo um vício por Amor à Vida. Acompanhemos.

Redes Sociais

Ultimamente, mais guilty do que pleasure, confesso. Eu sempre gostei muito de redes sociais, desde o saudoso Orkut (naquela época em que você tinha que receber convite para se inscrever no site). Mas ultimamente tenho perdido muito tempo e acho que tenho feito um uso muito ruim delas, aproveitando muito pouco o que elas têm de bom. Pretendo mudar alguns hábitos e tornar minha relação com elas melhor, talvez até tirando-as da categoria de guilty pleasure. Acompanhemos, também.

Pizza

Quem não gosta de pizza, bom sujeito não é. Sem mais.

“O que tem na sua bolsa”

Já falei sobre isso aqui no blog. Sou curiosa, confesso, e adoro saber o que as pessoas levam consigo. Lembro de fuçar nas bolsas das colegas de escola e sempre me empolgo quando eu vejo o título nos posts dos meus blogs favoritos. Já perdi muitas horas da vida no grupo What’s in your bag do Flickr ou assistindo vídeos do gênero no YouTube.

Trocar os móveis de lugar

Daphne e Milly me entenderiam - filme "Minha mãe quer que eu case"
Daphne e Milly me entenderiam – filme “Minha mãe quer que eu case

É sempre constrangedor quando alguém entra no meu apartamento e diz “você mudou os móveis de lugar de novo?”. Acontece que eu não consigo evitar, vivo trocando tudo de lugar e até de cômodo. Sempre tenho uma desculpa para fazer as mudanças e arranjo mil justificativas para a nova localização dos móveis. Mas o fato é que sempre fico satisfeita com as mudanças e adoro curtir o ambiente renovado, mesmo que as mudanças sejam sutis. Isso até eu achar que tem algo de errado e mudar tudo de novo.

Onipresente

Quando eu era bem pequena, antes mesmo de entrar na escola, eu tinha uma rotina matinal bastante gostosa. Me levantava cedo, pegava meu paninho (todo bebê tem um paninho) e me arrastava para cima do sofá coçando os olhos. Passava Bom Dia & Cia com a Eliana, na época. Minha mãe me trazia uma mamadeira. Uma das minhas lembranças mais antigas é justamente o sol que entrava pela janela da sala batendo no fundo da mamadeira nessa época. Depois que o programa terminava, eu voltava para o meu quarto, que já estava completamente mudado: janela aberta, sol entrando, cheirinho de faxina, cama arrumada e uma troca de roupa esperando para ser vestida.

Minha infância foi marcada por momentos assim, coisas simples que me faziam muito bem e das quais sinto muitas saudades. Era delicioso entrar no quarto arrumadinho depois de assistir meus desenhos animados, assim como era super gostoso chegar em casa depois da escola, sentir o cheiro da comida e ouvir o barulho das panelas na cozinha. Muitas vezes, quando ia me trocar depois da aula, me surpreendia com presentinhos em cima da minha cama. Livrinhos, coisinhas de papelaria, acessórios de cabelo e toda a sorte de tralhinhas que eu amava. (Aliás, ainda amo.)

Também eram especialmente deliciosos aqueles dias em que minha mãe me surpreendia com suas cabaninhas feitas com um lençol estrelado ou as casinhas de caixa de papelão que rendiam muitas e muitas horas de brincadeira e muitos pedidos de “mãe, posso dormir na cabaninha?”.

Quando eu ficava doente, acreditem, era uma farra. Ao menor sinal de nariz escorrendo, eu já torcia para piorar um pouquinho e poder tomar Melhoral Infantil (que, na época, vendia até em bar) e faltar da aula para assistir aos desenhos que passavam de manhã. Nestes dias, eu era especialmente mimada. Eram batatas fritas, bolos de cenoura, bolachinhas de nata e presentinhos para distrair. Eram tardes debaixo do cobertor comendo bolinho de chuva e assistindo à Sessão da Tarde. Eram visitas das avós que eram notificadas imediatamente pela minha mãe sobre meu estado gripal. Minha mãe conseguia transformar qualquer resfriado num natal.

O maior motivo do mimo em forma de comida nas gripes era o fato de eu ser uma criança muito chata para comer. Tive anemia, comi muito bife de fígado e tomei muito Biotônico Fontoura. Dei muito trabalho para minha mãe, que escondia legumes em bolinhos de arroz e tinha que me convencer de que comer nuggets todo dia no almoço não era uma opção. Eu mordiscava as beiradas dos cubinhos de caldo Knorr; roubava o recheio das bolachas Passatempo e devolvia o resto para o pacote; e tirava a goiabada do centro das bolachinhas de nata.

Como não tenho irmãos e nem sempre podia ter a companhia de amiguinhos e dos meus primos, minha mãe brincava muito comigo, me fazia companhia assistindo desenhos animados e lia muito para mim antes de eu ser alfabetizada. Ela me ajudava com os deveres de casa, nunca me deixava brincar ou ver TV antes de terminar minhas obrigações e me ensinou desde cedo a recolher meus brinquedos antes de dormir. Ela recebia meus amigos com todo o carinho mundo, se preocupava quando eu saía sozinha e ligava para dar bronca quando eu me demorava. Ela ia a todas as reuniões de pais e mestres, me parabenizava pelas notas boas e tentava entender o porquê das notas ruins. Ela me ensinava a lavar louça e a cuidar da casa, me deixava ajudar a enrolar os brigadeiros e passar para ela as ferramentas para consertar o chuveiro e me lembrava sempre de que ela queria que eu fosse uma mulher o mais independente possível. Ela me cobria antes de dormir e fazia “ui, ui, ui” quando estava frio e eu juro que aquele misto de carinho com cócegas melhorava o tempo instantaneamente. Ela me levava para tomar sorvete depois do dentista porque “o gelado ajuda” e tem um radar de “filha doente” impecável. Ela me ensinou a subir em árvore, passava Merthiolate nos meus muito ralados e insistia para que eu fosse no supermercado sozinha para perder a timidez. Ela me ajudava a fazer coleções, embarcava em todas as minhas loucuras e organizava verdadeiras forças-tarefas para juntar tampinhas de Coca-Cola para eu trocar por brindes.

Minha infância foi maravilhosa e grande parte disso é graças a ela. Minha mãe esteve presente na maioria das minhas lembranças de criança e entendo hoje sua angústia ao perder o protagonismo no meu cotidiano. Mas mesmo que não estejamos sempre juntas e que com o tempo eu me torne cada vez mais autônoma e independente, minha mãe sempre será onipresente na minha vida. Seja no meu gosto pela leitura, nos meus lábios finos ou na minha mania de fazer drama.

Obrigada, mãe.

DIY: Ímãs de Tampinha

Já comentei aqui no blog que uma das minhas maiores frustrações é não ter habilidades manuais. Só não digo que tenho duas mãos esquerdas porque minha mão esquerda bate todos os recordes de descoordenação. Isso me incomoda muito porque me dificulta fazer coisas simples do dia a dia, como cozinhar e até mesmo mexer nas vidrarias de laboratório nas aulas práticas da faculdade. Além do mais, essa falta de coordenação motora me impede de tentar alguns dos tantos DIYs maravilhosos que encontramos na Internet, especialmente no tal do Pinterest.

Quem aí já quis repaginar um móvel, fazer uma almofada ou assar um cupcake e foi impedido pela falta de habilidade? Bem vindo ao clube, amigo. O que eu faço para resolver parte da minha frustração é investir em projetos fáceis e simples. Não adianta querer reformar uma cômoda do nada. Mesmo as pessoas mais habilidosas sentirão dificuldade se não tiverem prática. Comece aos poucos, como eu, fazendo uma ou outra coisa que tome pouco tempo, exija pouca habilidade e coordenação e também materiais simples, fáceis de achar, daqueles que a gente tem em casa. Afinal, você não quer comprar uma pistola de cola quente para usar uma vez e esquecer na gaveta, não é?

Os poucos projetos de DIY nos quais me arrisco são justamente assim, simples, fáceis e que exijam poucos materiais e pouca habilidade. Aqui no blog, inclusive, já compartilhei com vocês um mousepad de tecido, cujas instruções achei na Internet e adaptei para o que eu tinha em casa.

O projeto de hoje também tem todas essas características: é simples e rápido; não exige muita habilidade; reutiliza algo que iria para o lixo e não são necessários materiais mirabolantes, dá para fazer com o que tem em casa. Além disso, fica super charmoso. Como o título do post já contou, o DIY de hoje são ímãs feitos com tampinha de garrafa de vidro.

Material

  • tampinhas de garrafa de vidro de refrigerante, cerveja e até leite de coco
  • ímãs (tipo esses)
  • cola que pode ser tipo SuperBonder ou cola quente

Passo a Passo?

Acho que nem precisa de PAP, já que é bastante simples. Basta colar o ímã no verso da tampinha. Às vezes, seu ímã pode ser pequeno demais para a profundidade da tampinha, sendo necessário colocar alguma coisa entre eles, para que o ímã fique na altura certa. Daí, você inventa alguma coisa. Pode usar durepóxi, por exemplo.

No meu caso, eu usei tampinhas de refrigerante da Coca-Cola e da Itubaína Retrô e gostei do resultado, mas você pode pintá-las ou usar adesivos. Também já vi alguns DIYs em que a tampinha foi usada ao contrário e o interior foi pintado ou adesivado. No Pinterest, você encontra ideias muito bacanas, basta buscar por bottle cap magnets. O mesmo no Google Imagens.

Se você também já fez ímas com tampinhas ou fizer, me envie a foto!