Prefiro o segundo

Desde que eu entrei na faculdade, passei a levar minha vida mais semestralmente do que anualmente. Acho que vocês entendem o que quero dizer. A mudança de ano letivo é marcante, sem dúvidas, mas a mudança de período também. Disciplinas se encerram, novas matrículas são feitas e a minha rotina sempre muda muito. Assim, é normal fazer “resoluções de semestre novo” (ou quase isso) e encurtar para seis meses o prazo dos objetivos de “curto prazo”. Sabe aquele espírito de renovação que invade certas pessoas com a proximidade do ano novo? Isso acontece comigo em julho também.

A Thais sempre fala sobre a importância de rever suas metas e objetivos e também acha que a mudança de semestre é um momento oportuno. A Lud postou, no início de julho, suas resoluções de semestre novo no Minimalizo (blog amor sobre minimalismo que comecei a acompanhar recentemente). Acho válido fazer essa reflexão, mesmo que, na sua vida, essa divisão entre os semestres não seja tão marcante. Não penso que seja necessário escrever resoluções – eu não fiz isso -, mas é interessante pensar no que se espera para os próximos meses e no que se conquistou e realizou até esse ponto do ano. É, acredito, um momento oportuno para rever suas resoluções de ano novo ou coisa do gênero.

O objetivo principal do post, entretanto, não é esse. Vim falar sobre o segundo semestre (julho-dezembro) e porque ele me agrada mais do que o primeiro.

(É de fato um post bobo, mas acredito que vai me ajudar a encarar esse novo semestre – que já tem se mostrado infernalmente puxado – com um pouco mais de boa vontade e bom humor.)


Foi uma descoberta recente. Eu não chutaria que meu semestre favorito é aquele que inclui agosto e dezembro – que são meses que eu, particularmente, não gosto. Agosto, por conta do clima seco e ventoso, causador de crises alérgicas, gripes e resfriados, e que aumenta consideravelmente a frequência com que eu limpo o meu apartamento. Dezembro, por toda a carga de festas de final de ano, hipocrisia natalina e afins.

Ainda assim, em geral, prefiro o segundo. A primeira questão é o tempo/clima. Tenho percebido que ele influi na minha vida muito mais do que eu gostaria, principalmente com mudanças bruscas de temperatura e umidade relativa do ar.

Eu gostava de frio e de inverno na minha adolescência. Naquela época, eu era mais noturna, acordava mais tarde e virava as noites no computador. Em geral, eu rendia mais depois que o sol se punha. Eu também tinha, confesso, uma autoestima bastante baixa, que me levava a esconder meu corpo debaixo de casacos e calças jeans. Hoje, sou o oposto. Primeiro porque me mudei para uma cidade onde faz frio de verdade. São Carlos tem temperaturas bastante inferiores às joaquinenses. Segundo porque me tornei uma pessoa mais diurna. Hoje, sou mais produtiva enquanto tenha sol no céu. Por isso, gosto do verão, com seus dias mais longos. E também do horário de verão, que me permite chegar da faculdade com o sol ainda brilhando, mesmo que por poucos dias no final do semestre. Gosto de acordar cedo e gosto do calor. Gosto de tomar banho pela manhã e de usar roupas leves, shorts e vestidos.

O segundo semestre tem dessas vantagens – para mim. Ele começa frio, mas não é aquele frio que bate na nossa cara pela manhã no caminho para a aula ou faz doer nossos dedos enquanto escrevemos, é aquele friozinho gostoso de ficar debaixo das cobertas assistindo a um bom filme (ou lendo um bom livro) e tomando cappuccino. Depois, o clima vai ficando mais agradável. Os dias ficam mais quentes, úmidos e longos. Adeus, crises alérgicas, gripes e resfriados. Fico mais saudável no verão, é claro.

Confesso que odeio o calor excessivo – e suar, odeio suar -, mas tudo tem uma desvantagem. Outra desvantagem desse semestre é o tal do mês de dezembro, como eu já disse. Esse é, provavelmente, o mês que menos gosto no ano e isso renderia um post por si só. Apesar disso, estou começando a vê-lo com olhos menos preconceituosos. Afinal, nele começam as férias mais longas e esperadas do ano. No primeiro semestre, esperamos pelas férias de julho, que são amor, mas são muito curtas. No segundo, esperamos pelas férias de dezembro e janeiro (e, no meu caso, parte de fevereiro também). Além do mais, gosto um pouquinho do clima que se instaura na cidade antes do natal. Gosto das luzes e das lojas abertas à noite. Também gosto do pós-Natal: as sobras da ceia e aquela sensação de “que bom, passou, agora só ano que vem”. Por fim, ser mais minimalista socialmente tem sido muito bom e pode me ajudar no próximo final de ano.

Setembro, em geral, é um bom mês. Começa a primavera, minha estação do ano favorita, mesmo que aqui ela tenha muito mais cara de verão. Desde que entrei na faculdade, nossa semana de saco cheio é em setembro. Preciso dizer que eu amo de paixão a tal semana de folga? Em geral, consigo aproveita-la bem melhor do que a semana da Páscoa – na qual também não temos aula. Além do mais, vou confessar algo não muito bonito: odeio quando estou (muito) ocupada enquanto as outras pessoas estão à toa, o que acontece quase o tempo todo. Afinal, sempre tem alguém à toa ao nosso redor, não é mesmo? Na semana da Pátria, acontece o contrário: eu estou de folga (geralmente com muita coisa para fazer, mas ainda assim, sem aulas) enquanto a maioria das pessoas trabalha/estuda. Minha pequena e tosca vingança pessoal. Porque todos nós temos nossas baixezas.

Além da semana da Pátria, o segundo semestre tem três folgas “extras”: dois feriados municipais em São Carlos (um foi ontem, inclusive) e o tal dia da Consagração ao Funcionário Público, em que é ponto facultativo e, portanto, não temos aulas. Esses recessos são sempre bem vindos – ainda mais esse ano, em que a maioria dos feriados caiu no sábado.

São detalhes, pequenezas e bobagens, eu sei, mas, como eu disse, isso pode me ajudar a encarar esse semestre de forma melhor. Minha grade horária está lotada, estou fazendo muitos créditos e a maioria das disciplinas são complicadas e trabalhosas. Essa história de que os cursos vão ficando mais fáceis com o passar do tempo é uma baboseira sem fim ou, pelo menos, não vale nadinha para o meu. Além do mais, sinto que abocanhei mais do que consigo mastigar e agora tenho que lidar com as consequências: comecei a fazer aulas de espanhol no sábado, o único dia que eu tinha livre na semana. Agora, além de me obrigar a viajar todo final de semana (sim, porque minhas aulas são em São Joaquim, não em São Carlos), tenho mais uma demanda de tempo, atenção e dedicação. Vocês não imaginam o tamanho do arrependimento de não ter feito o curso de espanhol na época da escola, na qual minha vida era infinitamente mais fácil. Enfim, estou vislumbrando um semestre terrivelmente ocupado e estressante. Me agarrar nesses detalhes e na (santa) organização é tudo o que eu tenho.

Vamos lá, que venha o segundo. E que seja ensolarado.

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7 comentários sobre “Prefiro o segundo

  1. Também prefiro o segundo! O primeiro semestre dá a impressão de ser mais curto e menos aproveitado em relação aos estudos.
    Antes amava o verão, mas com esse tanto de raio e chuva de fim de tarde, acabo ficando sem internet nas situações mais críticas, ou não posso sair sem tomar um banho e/ou tremer com barulho dos trovões.
    Passei a amar o frio (nasci num dia gelado, inclusive), porque por mais que dê preguiça de levantar, quando a gente acorda e vai pra aula, sai e etc, não fica naquela leseira como no calor. E as plantas parecem estar mais verdes, o que me deixa feliz.
    Esse semestre agora particularmente é meu favorito de todo o curso. É o penúltimo, tem artigo de conclusão, estágio e etc, mas tô disposta a tudo (mesmo com essa gripe tentando me derrubar haha)!
    Beijo!

  2. Adorei o novo layout do blog e concordo em muito do que você disse aí. Aqui no RN não tem as quatro estações do ano marcadas, só faz sol e chove (as vezes). Também não curto hipocrisia natalina. Devido ao IF e a ementa que peguei, muda muita coisa de um semestre para o outro – principalmente as matérias técnicas. Só agora percebi que o ano tá voando! :O
    Beijocas, Dani.

  3. Que engraçado, Dani, esses dias estava pensando sobre os semestres e minha conclusão foi totalmente o oposto da sua: gosto infinitamente mais do primeiro semestre. Aliás, acho até que vou fazer um post resposta, hahaha.
    E muito disso tem a ver com o clima, porque o tempo seco e quente me faz muito mal, e como em Uberlândia a chuva só começa mesmo em meados de outubro, de agosto até lá eu vivo no inferno. E tem também a história do Natal, que eu odeio. Se se restringisse a dezembro seria ótimo, mas a baboseira começa em novembro (quando não logo depois do dia das crianças) e eu quero apenas morrer. Janeiro já começa arrasando porque falta um ano pro Natal! hahaha

    beijo e boa sorte com o semestre!

  4. Antes de eu namorar com um cara que mora há mais de 2 mil km de distância, gostava mais do segundo semestre. Adoro aquela sensação de ano novo chegando. Sempre faço aquela lista de desejos para 2000ebolinhas, acredito mesmo que o ano que está chegando será melhor que o anterior. Mas agora, depois que o cupido me acertou, prefiro o primeiro semestre, que é casa de Janeiro, mês em que fico grudadinha com meu amor. Ah, o amor =P

  5. Que saudade das férias longas do segundo semestre! Desde a greve não sei mais o que são férias (quando tenho, não passa de 15 ou 20 dias!). Mas no geral não sei dizer bem qual o meu semestre favorito, acho que por não estar mais diferenciando um do outro como antes.
    Espero que este semestre seja lindo por aí!
    Beijos

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