O que não tem remédio (ou resumão de outubro)

Depois de tanto tempo sem aparecer por aqui, e com apenas dois links para compartilhar no resumão desse mês, decidi fazer algo diferente. Não sei se será permanente, ou só uma singularidade num mês de singularidades.

Eu não tinha percebido o quanto eu estava ausente do blog. Eu sabia que estava procrastinando alguns textos, mas mal me dei conta da passagem do tempo esse mês, de tão maluco que ele foi.

Eu já disse por aqui que outubro costuma ser um mês diferente por causa das férias do meu pai, que bagunçam um bocado nossa rotina (de um jeito bom, claro) e deixam nossos dias mais cheios. Também já falei várias vezes sobre como esse semestre tem sido complicado para mim, principalmente na faculdade. Mas outubro foi ainda mais.

O mês começou com a correria esperada, mas logo as coisas desandaram. Não digo num sentido ruim, porque não sei dizer até que ponto o que tem ocorrido é bom ou não, mas simplesmente desandaram.

Para quem não sabe, os estudantes do meu campus estamos em greve. Não quero detalhar nem discutir o assunto aqui porque, confesso, estou saturada dele. A questão é que, querendo ou não, isso mexe demais com a minha vida, pro bem e pro mal. (Mais pro mal do que pro bem por enquanto.) Nos últimos dias, estive completamente perdida, mas, felizmente, já passei da fase do nervosismo, embora ainda reste um pouco de ansiedade. Quase não tenho mais certezas sobre esse final de ano, só sei que esse provavelmente será o pior final de semestre de todos os tempos.

Simultaneamente, outra coisa de menor magnitude também mexeu um pouco com a minha vida. Eu queria escrever um post inteiro sobre esse fato isolado, mas acabei achando melhor incorpora-lo a esse texto. Meu celular morreu. Coisa de dois anos atrás, eu me virava bem com um aparelho que fazia ligações, enviava mensagens e me despertava pelas manhãs. Eu não precisava mais do que isso. Mas, desde que ganhei um smartphone, me tornei cada vez mais dependente do dito cujo, mudando até mesmo minha opinião sobre tablets. (Comprei um e embora tenha percebido que ele não é tão necessário, é uma grande mão na roda.)

Sou bastante desastrada, tenho duas mãos esquerdas e é claro que derrubei meu celular algumas dezenas de vezes. O primeiro tombo sério quebrou sua tela, mas não causou maiores danos. O segundo levou meu queridinho embora. Confesso que chorei de soluçar quando percebi. Mil coisas se passaram pela minha cabeça. O infantil “meu pai vai me matar” foi o primeiro. Depois, me dei conta do tamanho do problema: moro sozinha, não tenho telefone fixo, nem tinha outro aparelho por perto. Pelos próximos dois dias, minha única comunicação seria a internet. Justamente nesses dias, precisei fazer ligações como nunca. Outro problema foi o despertador. Minha solução foi usar o tablet, mas ainda assim, perdi a hora no primeiro dia porque não soube configurar o alarme direito.

Também senti falta das facilidades do celular. Tive que carregar o tablet comigo o tempo todo para ter acesso às minhas listas de tarefas (que ficam no Wunderlist) e ao meu calendário (uso o Google Calendar); foi chato não ter as distrações que o smartphone oferecia durante esperas demoradas; e senti falta da câmera sempre que via alguma coisa bacana que queria fotografar.

Percebi o quanto estava dependente do celular e tive alguns momentos de pânico pensando que poderia acontecer alguma coisa e eu estaria “incomunicável”. Foram apenas dois dias, mas foi o suficiente para eu ter todo o tipo de reação. Encomendamos um aparelho novo e, enquanto ele não chegava, fiquei usando meu antigo celular. Fiquei mais calma porque podia fazer ligações e falar com a minha mãe sempre e, embora ainda sentisse falta das facilidades do smartphone, sinto que foi interessante “desintoxicar” um pouco. Excesso nunca é bom e eu vivia agarrada ao celular. Há males que vem pra bem, não é isso que diz o senso comum?

Tenho vivido na base de alguns clichês como esse. “O que não tem remédio remediado está”, “não adianta chorar pelo leite derramado”, “quem está na chuva é pra se molhar”… E vou encarando os dias confusa, mas tranquila e contente (tipo na música do Renato), porque é o melhor a se fazer.

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5 comentários sobre “O que não tem remédio (ou resumão de outubro)

  1. Tive um ataque de stress sério por causa do smartphone… 24 horas conectada! não sou dessa geração… e somando com final de semestre então não preciso de nenhuma tecnologia que desperce mais do que já sou.

  2. Dani, o meu smartphone morreu semana passada (a bateria dele inchou e me vi obrigado a descartá-la antes que ela explodisse e jogasse ácido pra todo lado) e o meu novo não chegou ainda, estou sem há mais de uma semana… tentando sobreviver

  3. Nossa, sou muito dependente de tecnologia também…Fico o dia inteiro conectada. Quando a net cai, quebra pc, ou fico sem celular, deus nos acuda.
    Mas acho que é o único momento que a gente tem pra refletir sobre esses vícios, quando podemos ficar um pouco longe deles.
    Beijo.

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