Resumão de setembro/14: meio maravilhoso, meio insosso

Em geral, meus setembros são chatos. Não era um mês de muita agitação na escola, foi só mais um mês de estudos para o vestibular em 2009 e, na faculdade, foi sempre um mês que começava divertido por causa da Semana da Pátria (nossa semana de folga, ou “do saco cheio”), mas logo se tornava um terror por causa das primeiras provas. Esse ano foi diferente: não teve semana de prova e eu passei o mês todo me dividindo entre três sentimentos diferentes: apatia, ansiedade e alegria. (Os A’s não são de propósito.)

O mês começou com a volta para Hogwarts normal, com uma segunda-feira chuvosa, de manhã produtiva e tarde nem tanto, como têm sido minhas segundas nesse semestre. Não tenho aula pela manhã, então, quando não viajo nesse período, tento ser o mais produtiva possível – mesmo twitando exageradamente. Passei os primeiros dias do mês ansiosa porque viajaria para São Paulo sozinha pela primeira vez e, como boa caipira do interior que sou, morro de medo de cidade grande, em especial de São Paulo, que nós mistificamos tanto aqui (em São Joaquim da Barra, que tem pouco mais de 45 mil habitantes). Para abstrair, assisti filmes com gostinho de infância (Anastasia e Dirty Dancing na Sessão da Tarde); morri com o amistoso da Argentina contra a Alemanha, que gerou aquela saudade absurda da Copa (OEAAAA… ♪); escrevi o resumão de agosto; gravei um vídeo sobre hábitos literários e li um bocado de Harry Potter.

Na sexta-feira, embarquei para São Paulo com borboletas no estômago. Tive um final de semana muito bacana com as minhas meninas, fizemos gordices e compras, (eu e Tety) conhecemos a Liberdade e um pouco da Av. Paulista, tivemos palpitações coletivas na Livraria Cultura e voltamos para casa com comprinhas legais, bolhas nos pés, e a certeza de que morar em São Paulo é para os fortes (e é por isso que Lari manda tão bem, já que ela é a cota destemida da Cúpula). Pensei em escrever a respeito, mas cheguei em São Joaquim para minha semana de folga no maior espírito de spring cleaning, faxinando e desapegando de muita coisa. Além disso, tive uma semana mais offline e aproveitei para passar bastante tempo com minha família, especialmente com a minha mãe e a Íris, que andava carentinha depois da cirurgia. Ainda nessa semana, aconteceu a Feira do Livro de São Joaquim. Não é uma feira grande, são poucos os estandes e as atrações desse ano não faziam muito meu tipo, mas curti a palestra do Dudu Braga, filho do Roberto Carlos, e o show de blues que aconteceu no mesmo dia. Para finalizar minha longa semana, tive um sábado adoravelmente gordo com almoço na vó e comida de boteco com a Cúpula à noite. Nesse mesmo dia, postei sobre o #stopthebeautymadness.

No domingo, meus pais resolveram ser mais lindos do que o usual e me mimaram um bocado, me trazendo para São Carlos, faxinando meu apartamento (minha mãe é tão ninja que leva metade do tempo que eu demoro para limpar o apartamento todo) e enchendo minha geladeira. Não ter que fazer essas tarefas chatas sozinha nem viajar de ônibus já seria maravilhoso por si só, mas o que gosto mesmo quando eles me trazem para cá é poder almoçar com minha família no domingo, coisa rara desde que vim para cá.

Depois de tanta coisa boa, confesso que fica difícil voltar à realidade. Os dias seguintes foram chatos, empurrados com a barriga. Esqueci do #100happydays algumas vezes, tive dias ruins com chuva de forninho e cabelo revoltoso, me diverti um pouco com Easy A e We’re the Millers, deixei minhas leituras de lado, joguei The Sims exageradamente, briguei com dimensionamento de equipamentos para tratamento de poluição do ar e acabei desabafando no blog sobre esse estado de piloto automático no qual eu já estou há algum tempo, mesmo que saia dele às vezes.

Ao longo de todo mês, meu coração palmeirense sofreu um bocado e, quem acompanha futebol, sabe bem o porquê. A esperança vive ressurgindo (com um resultado bom aqui, outro razoável ali, uma novidade acolá) e sendo despedaçada logo em seguida com um desastre tipo a goleada do Goiás logo um dia depois de eu e meu pai termos ido a um lindo jantar de comemoração do centenário, que teve até Ademir da Guia. Aliás, esse domingo foi especialmente ruim: acordei atrasada e ruim da gripe, meu ônibus quebrou e eu levei bronca, vejam só vocês, do cara do delivery.

Em meio a esses dias errados, gravei uma tag sobre Harry Potter para o blog. Eu esperava que a repercussão do vídeo fosse bacana e me animasse, mas aconteceu justamente o oposto: não sei bem o porquê, mas não tive um único comentário nesse post e as estatísticas (acessos, views e likes) são vergonhosas. Desde então, tenho pensado se quero continuar gravando vídeos para o blog e um feedback de vocês seria bem-vindo.

Como o mês não poderia terminar tão ruim, depois de ter começado tão bom, andei tendo dias bacanas ultimamente. Nesse final de semana, meu pai me deu uma aula de determinação. Há um ano, ele decidiu que queria começar a correr, mesmo que achasse que nunca conseguiria, e agora, um ano depois, correu na Night Run de São Joaquim e bateu seu próprio recorde. Nessa segunda, eu também pude experimentar uma pequena vitória pessoal: fiz um espaguete com espinafre maravilhoso, eu que apanho tanto das panelas e sempre erro alguma coisa.

Além disso tudo, setembro foi um mês de livros novos. Ganhei um sorteio no Despindo Histórias, comprei o livro da Thais Vida Organizada, ganhei um livro super bacana de contos do Machado de Assis do namorado e baixei alguns livros novos, inspirada pelo desafio Halloween Literário (não vou participar porque não vou conseguir ler cinco livros em um mês, mas escolhi um livro de cada categoria para ler quando der).

Como consequência desse mês meio maravilhoso meio insosso, o blog não foi muito atualizado. Em contrapartida, tenho me esforçado para postar mais na nossa fanpage (sempre rola post antigo nas quintas-feiras) e no twitter, onde rolou até um top 10 posts mais lidos quando o post campeão passou de 8.000 acessos.

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2 comentários sobre “Resumão de setembro/14: meio maravilhoso, meio insosso

  1. menina, não sei se alguém já fez essa referência, mas essa sua primeira foto me lembrou muito um quadro do Van Gogh: Blossoming Almond Tree :)

  2. Daniela, querida. Deixa eu te dizer uma coisa. Eu também gravo vídeos pro blog e tenho poucas visualizações e realmente fico por vezes muito frustrada. Mas acho que não é nisso que você tem que se basear. Eu adoro falar sobre livros, e como meus amigos próximos não leem as mesmas coisas que eu, compartilhar minha opinião por vídeos foi a forma que eu encontrei de satisfazer essa vontade louca que eu tenho de falar sobre livros. Recebo muitos acessos? Não. Mas eu gosto pra caramba de gravar e de ver o resultado, por mínimo que seja. Então acho que é isso que você tem que ver. Apesar de todo o trabalho que dá, fazer vídeos é algo que você curte? Se é, siga fazendo, se não deixa pra lá, talvez esse não seja o momento.

    Mas não fique triste por causa disso ;)

    Beijoo

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