52 semanas: o que, de melhor, o mundo virtual me trouxe e traz

Eu sempre gostei muito do mundo virtual. Conheci a Internet nos anos 90. Meu pai usava no trabalho, mas ainda não tínhamos em casa – embora já tivéssemos um computador. Lembro que, quando íamos a Ribeirão Preto, meu pai pagava para acessar a Internet na Livraria Paraler e eu ficava curiosíssima sobre o que tanto ele lia ali. Quando assinamos nossa primeira Internet discada, foi uma alegria só. Meu pai me explicou o que era site e me apresentou alguns endereços com joguinhos, como o da Turma da Mônica e o da Barbie. Eu adorava brincar no computador e passava a semana toda esperando o final de semana para poder, finalmente, entrar na Internet. A princípio, eu apenas procurava por jogos, mas logo descobri que podia fazer pesquisas escolares (pelo Cadê?!!) e acessar material extra no site do material didático da minha escola, bem como ler sobre assuntos que me interessava e enviar e-mails. Mais tarde, descobri os blogs, as dolls e o Messenger e passei a correr escondida para o “quarto do computador” toda madrugada. Logo fiz meu primeiro blog (em 2003), comecei a aprender alguma coisa de HTML e a desenhar minhas próprias dolls. Quando meu pai trocou a Internet discada pela banda larga, foi a glória. Eu chegava da escola todos os dias ansiosíssima para sentar em frente ao computador e passar minhas tardes entre blogs, messenger e Orkut.

Hoje, as coisas são bem mais fáceis. Primeiro, ganhei meu notebook e não só deixei de dividir o desktop com meus pais, como passei a ter mais mobilidade. Mais tarde, vieram o smartphone e o tablet. Meu interesse pelo mundo virtual nunca diminuiu. Pelo contrário: a Internet se popularizou e isso só me fez ser ainda mais apegada a ela. Já me preocupei se esse interesse era apenas isso mesmo ou algum princípio de vício, mas já consegui ficar tempo o suficiente longe da Internet para provar para mim mesma que eu posso até ser um pouco dependente dela, mas sei me virar sem também. Além disso, penso que algumas pessoas são muito pessimistas com relação a Internet. É claro que ela tem seus pontos negativos, mas também é possível tirar muita coisa positiva dela. A questão não é a ferramenta em si, mas a forma como a usamos. Pense bem: as pessoas devem ter estranhado bastante invenções como o telefone e a televisão e hoje ninguém consegue imaginar o mundo sem eles.

Bem, essa introdução imensa é para dizer que o tema do 52 semanas que escolhi para essa quarta são 5 coisas boas que o mundo virtual me trouxe e me traz.

O que, de melhor, o mundo virtual me trouxe e traz

Possibilidade de escrever e de ser lida

Eu sempre gostei de escrever e, não fosse pela Internet, meus textos ficariam guardados em algum lugar ou seriam lidos ocasionalmente apenas por pessoas mais próximas. Aqui, não só tenho espaço para publicar meus textos, como há gente que tem interesse em ler, comentar e debater o que escrevo e isso é absolutamente maravilhoso.

Oportunidade de conhecer gente bacana que eu jamais conheceria

Quanta gente incrível eu conheci graças à Internet, em especial à blogosfera, e que mora longe e que eu jamais conheceria se não fosse por esse meio?

Facilidade de comunicação com meus amigos e família

É óbvio que a Internet revolucionou a comunicação, acelerou o processo e facilitou a vida de todos. Especialmente depois que vim para São Carlos, ela foi fundamental para que eu mantivesse contato com o pessoal de São Joaquim com uma frequência decente.

Acesso à informação e ao entretenimento

Me lembro de como eram mais complicadas as coisas antes da Internet. Tínhamos que esperar o jornal chegar de manhã ou o Jornal Nacional passar na TV à noite para saber o que estava acontecendo no Brasil e no mundo; fazíamos pesquisas escolares em livros pesados e enciclopédias (nenhuma sdd Barça); procurávamos números de telefone em listas telefônicas; tínhamos que comprar CDs (ou fitas cassete) ou esperar nossas músicas favoritas tocarem na rádio; assim como tínhamos que comprar ou alugar DVDs (ou fitas cassete) ou ainda esperar que nossos filmes favoritos passassem na televisão (sempre dublado e quase sempre com cortes); etc. Hoje, tudo é muito mais acessível. Com poucos cliques, encontra-se um punhado de informações sobre qualquer assunto, o que facilita demais a nossa vida. Além disso, depois da Internet, conheci mais músicas, assisti mais filmes e li mais livros, além de poder consumir outro tipo de conteúdo, como os posts de blogs e vídeos do YouTube.

Feminismo

Eu aprendi muito graças à Internet justamente por causa do item anterior, mas gostaria de colocar o feminismo separadamente porque foi algo realmente revolucionário para mim. Eu já era feminista antes da Internet, mas foi aqui que me identifiquei como tal e é aqui que aprendo cada vez mais sobre o assunto e me torno uma pessoa cada vez mais tolerante e consciente.

Obrigada, mundo virtual!

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Um comentário sobre “52 semanas: o que, de melhor, o mundo virtual me trouxe e traz

  1. Nossa, é bem isso, o mundo virtual também me trouxe essas e tantas outras coisas boas! O mais especial são as pessoas que conhecemos e as amizades que fazemos!

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