Linkagem de Segunda #53

Essa semana – mais especificamente quinta-feira, dia 13 – é aniversário do blog. O Sem Formol completa nove anos de existência, sendo há alguns anos já o blog mais longevo e querido da minha vidinha blogueira de 13 anos. (Sim, cheguei num ponto em já tenho mais anos vividos tendo-um-blog do que não-tendo-um-blog.)

Todo ano, penso em fazer alguma coisa legal no aniversário do blog. Nunca dá certo. Outubro é sempre um mês cheio de acontecimentos. Foi início da temporada de vestibulares em 2009. Foi o mês de preparar minha apresentação do TCC no ano passado. É aniversário e férias do meu pai. A primeira quinzena sempre era cheia de provas e entregas de trabalhos na faculdade. Por um acaso do destino, eu nunca tive a famosa Semana do Saco Cheio em outubro porque 1) estudei a vida inteira numa escola que tinha toda uma política de “quanto mais dias de aula melhor” e 2) a USP (bem como a Unesp e acho que a Unicamp também) faz sua “semana do saco cheio” em setembro, na Semana da Pátria.

Esse ano, como já manda a tradição (oi?), estive muito ocupada e só me dei conta de que não preparei nada de especial pro aniversário do blog de novo agora, já às vésperas. Eu tinha a intenção de dar um tapa na identidade visual do Sem Formol, revisar posts antigos, divulgar meus textos favoritos nas redes sociais, mas só de pensar na trabalheira e na quantidade de coisas que tenho para fazer essa semana, me dá uma preguiça, sabe?

(Quanto à parte da identidade visual, eu até que tô mexendo numa coisinha aqui e ali e, aos poucos, o blog vai tomando uma nova cara. Assim eu consigo fazer tudo sem me sobrecarregar e vocês podem ir opinando e me ajudando a decidir como o blog vai ficar. Que tal?)

Essa introdução é, no final das contas, uma justificativa adiantada para mais um aniversário do blog que vai passar praticamente em branco e uma justificativa atrasada pela falta de posts este mês e por, mais uma vez, não ter postado a linkagem de segunda nas duas semanas passadas. Tenho lido pouco e até que passado pouco tempo online (exceto pelas longas horas procurando oportunidades de emprego, fazendo provas online e maratonando séries na Netflix), então não tenho tido muito o que compartilhar com vocês. Hoje, reúno aqui um pouquinho do que andei lendo e assistindo na interwebs nas últimas três semanas.


Dia 28 de setembro foi Dia da Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe e discutimos o assunto o dia todo na internet usando a hashtag #PrecisamosFalarSobreAborto. Alguns dos meus textos favoritos produzidos ou relembrados neste dia estão aqui:

Precisamos Falar Sobre Aborto – Um Infográfico, Lara Vascouto no Nó de Oito

‘Mamãe, por que alguém seria a favor do aborto?’, Carol Patrocínio no Huffpost Brasil

Sou evangélica e a favor da legalização do aborto, Talita Ribeiro no Huffpost Brasil

A vida – e o estigma – de quem trabalha com aborto legal no Brasil, Carolina Vicentin na AzMina

Elas abortam, Debora Diniz na AzMina

A mulher que aborta, Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas

O que você pode fazer pela descriminalização do aborto?, Gabriela Loureiro no Think Olga


Uma semana antes, foi divulgada uma pesquisa que, entre outras coisas, revela que 37% dos brasileiros concorda que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. Juliana Golçalves e Helena Borges chamaram a atenção para como este dado evidencia a existência da cultura do estupro no Brasil e Helena Bertho e Carolina Vincentin convidaram o movimento feminista a refletir o que temos feito a respeito disso.

“Nunca antes se falou tanto sobre violência contra a mulher, nunca antes tanta gente tinha ouvido falar sobre cultura do estupro. Mas ainda falta chegar aos ouvidos de muita gente – pessoas que, certamente, eu e você conhecemos, mas que talvez nunca pararam para pensar na gravidade disso tudo.”
– Helena Bertho e Carolina Vincentin em Onde estamos errando se um terço da população ainda culpa a mulher pelo estupro?


Já indiquei, na Linkagem #47, uma análise bem boa da PL da “Escola Sem Partido” feita pela Mayra, mas também li esses dias o texto que a Isabela Peccini fez sobre o assunto pra Capitolina e queria compartilhar com vocês.

“O nome do projeto causa uma falsa dicotomia: com ou sem partido. Mas, na realidade, o debate precisa ser outro. (…) Quer dizer, a gente tende, muitas vezes, a confundir um pouco as coisas e achar que falar de política é falar de partidos, mas não necessariamente. Falar de política é falar da construção da nossa cidade, da nossa educação, saúde, enfim, da sociedade.”
– Isabela Peccini em Precisamos falar sobre: Escola Sem Partido


Também já recomendei, em outras linkagens, alguns vídeos da Beca do canal Beca com Cê, mas a verdade é que eu acho que vocês deveriam assistir a todos os vídeos e assinar o canal para não perder mais nenhum, tá? Beca fala de feminismo e movimento negro e LGBT e mais um punhado de assunto relevante e necessário com didática e bom humor.

O último vídeo que vi foi sobre cotas raciais, mas, novamente, eu poderia indicar todos os vídeos aqui.


Finalmente assisti ao TED Talk da Roxane GayConfissões de uma feminista ruim – e é absolutamente maravilhoso. Dá todo um quentinho no coração. Então, miga feminista que não viu ainda, assiste, porfa.


Ainda na pauta feminismo (porque sim), a Larissa Lemos escreveu este texto ótimo sobre empoderamento e consumo no Medium.

“As empresas já descobriram que investir em propaganda que exalta esse empoderamento através da autoestima é bem lucrativo.
“Não caiam nessa, empoderamento não pode ser considerado estritamente individual, uma forma de se sentir mais confiante a partir da sua aparência ou do que você consome – levando aí em conta também produtos culturais. Empoderamento é mais do que isso.”
– Larissa Lemos em empodere-se (desde que você tenha dinheiro para consumir)

A Larissa também escreveu sobre a imagem da primeira-dama Marcela Temer e o que isso tem a ver com a gente. Este texto já tem um tempinho, mas segue relevante, então quis incluí-lo na linkagem de hoje também.

Mas e se eu disser que Marcela é peça fundamental nesse novo governo? Se eu disser que ela é um meio de comunicação? Ela é uma forma sutil e eficaz de passar uma mensagem para o público.
– Larissa Lemos em A imagem de Marcela (e o que você tem a ver com isso)


Quarta-feira passada, dia 5, Gilmore Girls completou 16 anos, a mesma idade que Lorelai tinha quando ficou grávida da Rory e a mesma idade de Rory no início da série, então digamos que foi um aniversário especial, né? A Netflix que não é boba nem nada aproveitou a data para nos deixar ainda mais ansiosos pelo revival, lançando este featurette maravilhoso (não confirmo nem nego que eu chorei e ri umas dez vezes assistindo) e abrindo Luke’s Diners pelos Estados Unidos todo, deixando nós, fãs brasileiros, morrendo de inveja.

(Eu ia fazer alguma piadinha infame com Luke Danes e Luke Cage para linkar o próximo parágrafo, mas acho melhor, não, né?)

Luke Cage estreou no dia 30 de setembro (na Netflix, claro) e foi tudo o que eu esperava e mais. Se você ainda não assistiu, por favor, assista. Se você é Marvelete como eu, vai pirar com as referências todas. E, como nem sempre dá pra pegar todos os easter eggs e entender todas as referências (haja repertório, né?), Tety me indicou este vídeo aqui (em inglês).

Agora, se você ainda não viu, lê este texto da Duds (não tem spoilers!), vê esse featurette ou o trailer e vai maratonar agora, mulher.

Ainda falando em seriados, a Cúpula do Mal criamos uma tag! Tety respondeu primeiro porque a ideia partiu dela, mas logo eu e Lari (viu, Larissa?) vamos responder também. E, se você quiser responder, sinta-se convidado, mas não se esquece de dar os créditos e linkar o vídeo da Tety, tá?


Estou alterando um pouquinho o formato das linkagens e o retorno de vocês é muito importante. Comentem o que vocês acharam do post de hoje, me contem como vocês gostariam que as linkagens fossem, fiquem à vontade pra dar pitaco.


Para finalizar a linkagem de hoje, só queria comentar mais uma coisinha. Vocês devem ter notado que desde a Linkagem #43, eu escolho uma mulher pra ilustrar cada topo. De primeira, a ideia era escolher uma imagem que tivesse a ver com qualquer um dos links, mas aos poucos, acabou rolando um padrão: eu sempre escolhia uma mina maneira, personagem ou real, famosona da grande mídia ou gente das internês. Já teve Jéssica Ellen, Elke Maravilha, Rafaela Silva, Ana Lídia Lopes, Garotas GilmoreHermione Granger… É uma forma bem singela de demonstrar um pouco da minha admiração pelas mulheres maravilhosas que tão por aí esbanjando representatividade e fazendo a gente acreditar que a gente pode ser foda também.

A mina foda de hoje é a Roxane Gay, cujo Ted Talk eu compartilhei neste post e o livro “Bad Feminist” estou aceitando de presente. (Meu aniversário tá chegando, hein?)

Anúncios

4 comentários sobre “Linkagem de Segunda #53

  1. Dani, acho que o blog está cada vez mais com a sua cara! As mudanças deixaram ele mais minimalista (mais do que já estava) e adorei o fundo de “tijolinho”.
    Pode deixar que vou responder a tag da Cúpula! Promessa! (Acho que será até em vídeo!)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s