Linkagem de Segunda #58

Nesta segunda, não tenho tantos links para compartilhar com vocês como na semana passada, mas ainda assim são muitos os assuntos, então vamos logo a eles, tá bem?


Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a Greve Geral do dia 28 de abril foi o evento mais comentado na internet da história do Brasil. O estudo completo pode ser lido aqui.


Thaís Campolina reflete sobre o lugar da mulher no discurso retrógrado de Temer e as consequências disso neste post do Ativismo de Sofá.

“O local da mulher no discurso de Temer e cia segue sendo o de subalterna e suas reformas querem manter as mulheres assim, já que as propostas ignoram fenômenos importantes como a feminilização da pobreza.” Thaís Campolina, “O local da mulher no discurso machista de Temer


3 de maio foi Dia da Liberdade de Imprensa e as moças do Think Olga questionam “liberdade para que imprensa?

“(…) se trabalhar por uma comunicação que seja justa e respeitosa para grupos minorizados socialmente é ser “politicamente correto” não queremos ser incorretas. Principalmente quando a ideia do tal politicamente incorreto vem disfarçada de uma falsa liberdade de imprensa.” Think Olga, “Liberdade para que imprensa?

Ainda neste contexto, vale a pena dar uma lida no Minimanual do Jornalismo Humanizado, criado e citado pelo Think Olga neste artigo, ainda que você, assim como eu, não seja jornalista.


Depois de corajosamente denunciar o assédio de José Mayer, Su Tonani se pronunciou novamente desabafando sobre os desdobramentos de sua denúncia, especialmente sobre a revitimização que tem sofrido. Ainda sobre este assunto, Carla Rodrigues escreveu sobre a difícil decisão de denunciar ou não um caso de assédio justamente por causa desta questão.

“Eu fui vítima de assédio sexual. E agora estou sendo vítima novamente. Das especulações que colocam dúvidas sobre a minha dor. E me fazem revivê-la.” Su Tonani, “Me deixem deixar de ser vítima: me deixem voltar a ser eu

“Levar adiante um processo jurídico é ficar diante de uma lei que até agora ainda não escrita para protegê-la, mas apenas para reiteradamente fazer dela tão somente uma vítima. Não levar adiante o processo jurídico seria enfraquecer a causa feminista, que precisa de mais mulheres denunciando e reivindicando o assédio sexual. A escolha diante desse dilema insuperável é uma tarefa dolorida.” Carla Rodrigues, “Sobre a recusa do lugar de vítima


Na Ovelha Mag, Fernanda Ozilak escreveu um guia super simples e didático para eliminar a gordofobia do nosso discurso cotidiano.


Jéssica levantou uma discussão interessante no Valkírias: se nesta season 3, o relacionamento de Grace e Frankie tornou-se queerbaiting. Ela explica o significado do termo, mas para quem quiser entendê-lo melhor, também tem este texto ótimo a respeito no Delirium Nerd.

Um dos maiores exemplos de queerbaiting para mim é o relacionamento entre Scorpius e Albus em Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Sobre eles e principalmente a falta de representação LGBTQ+ no universo mágico da Jo, há um artigo muito bom no Hypable.


Como boa Marvelete que tenho me tornado, fui assistir Guardiões da Galáxia vol. 2 mesmo não tendo gostado do primeiro. Só não digo que as expectativas eram baixas porque amei os trailers e fiquei especialmente empolgada com a notícia de que Sylvester Stallone (o homem responsável pelo meu herói de infância, ele mesmo, Rocky Balboa) estaria no elenco.

O filme foi uma grande e maravilhosa surpresa, acredito ser um dos melhores feitos pela Marvel até aqui e estou obcecada pela trilha sonora.

Não li muito sobre ele ainda, mas gostei especialmente da resenha da Micheli Nunes pras Garotas Geeks e da crítica da Gabriella Franco pras Minas Nerds.


Rafaella Britto fez um post incrível elencando diversas mulheres que de alguma forma confrontaram o ideal feminino em Hollywood. No Valkírias, Ana Luísa traçou um histórico super interessante da representação feminina no cinema nacional.


Nosso site favorito, o Valkírias, fez aniversário e Anna escreveu um editorial maravilhoso sobre escrever sobre cultura pop e mulheres na internet, e também sobre binge culture e economia da atenção e todo mundo que fica maluco tentando acompanhar as novidades da cultura pop e nerd deve se identificar.


Anne Caroline Quiangala escreveu um post ótimo no Preta, Nerd & Burning Hell sobre o que entendemos por humor negro e o que de fato é humor negro.

“Pra nós, assim como o cinema negro e a música negra são gêneros protagonizados por negros e direcionados aos semelhantes, o humor negro é uma forma estética de denúncia e de libertação. O impacto é automático porque o humor negro evidencia fenômenos cotidianos que enfrentamos simplesmente por sermos negras.” Anne Caroline Quiangala, “O que é humor negro?


Uma das minhas maiores dúvidas implementando o GTD sempre foi como organizar tarefas recorrentes e de rotina. Thais falou mais sobre isso num post bastante esclarecedor no Vida Organizada.


No blog do Todoist, Pedro Silveira escreveu sobre o timeboxing, uma técnica bem interessante de gerenciamento de tempo.


Se você curte as Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todos as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.
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