Da vida e do Blog Day

Se tem uma coisa que raramente falha em me trazer para o blog é o Blog Day.

Novamente (ou ainda), me sinto desmotivada a escrever. Também tem faltado tempo. E energia. Como eu disse no Twitter, aparentemente meu objetivo de vida é me tornar a desempregada mais ocupada da história. O desemprego mexe com a nossa cabeça de um jeito maluco (talvez eu ainda escreva sobre) e uma das formas que encontrei de tentar lidar com isso foi ocupando todo o meu tempo. Comecei uma pós graduação, voltei a nadar, comecei a dar aulas de inglês, voltei a estudar inglês, comprei mil livros, voltei a fazer bijuteria, dei início a um milhão de projetos pessoais. Isso tudo, junto da busca por emprego, os mil processos seletivos de trainee, os concursos públicos, a revisão constante do meu currículo e ainda as tarefas de casa elevadas ao extremo desde que iniciamos uma pequena porém eterna reforma, têm me deixado ocupada dia e noite. E o meu objetivo inicial, de ocupar meu tempo e minha cabeça para expulsar os pensamentos ansiosos, foi totalmente frustrado. Eu já deveria saber, afinal sempre foi assim: não importa o que quer que eu esteja fazendo, minha cabeça sempre estará a mil. Não importa quão o ocupada eu esteja, sempre há espaço para as crises de ansiedade.

Foi aí que voltei a meditar. A princípio, me pareceu contraproducente socar mais uma coisa na minha rotina. Porém, eu percebi que havia uma pequena janela de tempo em que, eventualmente, eu conseguia diminuir o ritmo dos meus pensamentos, em que eu conseguia ignorá-los o suficiente para focar no momento presente, naquilo que estava fazendo. Era a natação. Notei que aquilo que eu conseguia “fazer” enquanto nadava era mindfulness, um conceito sobre o qual eu leio há muitos anos, mas que sempre foi muito difícil para mim. Já tentei meditar usando diversas técnicas diferentes e praticamente todos os aplicativos de meditação guiada existentes no Google Play. Agora, voltei a usar o Headspace, o único que produziu algum efeito no passado, e tem me feito muito bem parar por pelo menos 10 minutinhos todos os dias. (Talvez eu ainda escreva sobre também.)

Ainda assim, por mais que eu esteja aprendendo a lidar com meu caos mental, sigo sobrecarregada com todas as atividades com as quais me comprometi. Não tenho energia para sentar e me organizar e estou tendo uma pequena crise com o método GTD, que já me ajudou tanto no passado.

– – –

Eu sinto que tudo o que tenho feito ultimamente, neste blog, e na newsletter, é justificar minha ausência. Mas, se por um lado isto me incomoda porque eu gostaria de estar escrevendo sobre outras coisas, ao menos isso me faz escrever de vez em quando e me reconectar, ainda que brevemente, com vocês.

A princípio, considerei não publicar este texto hoje. Me parecia errado não produzir um metapost, não falar sobre blogs e escrever-na-internet e esta coisa toda. Porém, sinto que já falei bastante sobre este assunto no blog e, no último post a respeito, ainda linkei ótimos textos sobre o tema. Talvez, para o Sem Formol de 2017, a melhor forma de comemorar o Dia do Blog seja com um típico post de blog pessoal, checking in e jogando conversa fora.

Além disso, lá no Twitter do Sem Formol, estive compartilhando metatextos o dia todo. O blog pode até andar desatualizado, mas nosso arroba anda on fire 🔥, compartilhando muito conteúdo interessante encontrado internet afora.

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