Linkagem de Segunda #64

Eu tenho uma certa preguiça de vídeos, apesar de adorar alguns canais e alguns youtubers. Daí acontece muito de eu jogar um monte de vídeos que quero ver para a playlist Assistir depois do YouTube e acabar acumulando literalmente centenas deles. Nesta semana, comecei a botar a vida online em dia e foquei nestes vídeos – e nas newsletters. Por isso mesmo a Linkagem desta semana não tem textos – mas, para aqueles que gostam mais de ler do que assistir, como eu, tem newsletters legais para assinar.


Para assinar (newsletters!)

Para assistir

Herbet, Jessica e Fernanda do Canal das Bee comentam notícias da semana no Alinhando Expectativas.

Alexandra Gurgel explica a diferença entre paquera e assédio (não, eu não acredito que ainda estamos tendo que explicar, mas ok, vamos lá).

School of Life explica a Síndrome do Impostor (em inglês, porém com opção de legenda em português).

Jout Jout sobre a gente não ser assim tão livre quanto a gente pensa.

Lu Ferreira conversa com a Flávia Calina sobre o puerpério, isto é, o período depois do parto.

Jout Jout conversa com a Karol ConkaJout Jout conversa com a Mandy Candy.

Para saber coisas

Assim como a Rory Gilmore do teaser do revival, I like knowking things. Isso me fez uma criança curiosa e esquisita que vivia com o nariz enfiado em enciclopédias mesmo nas férias escolares. Hoje com a internet, as coisas são muuuuuuuito mais fáceis.

Um dos meus lugares favoritos para aprender coisas aleatórias (ou mesmo encontrar boas explicações para coisas que sei mas não sou didática o suficiente para explicar) é o YouTube. Essa semana, andei botando minha watch list em dia e acabei assistindo bons vídeos dos meus canais favoritos para “aprender coisas” e decidi compartilhar os melhores com vocês.

Angel Chang explora o ciclo de vida (o meu tema favorito dentro da minha área) de uma camisetaOrly Rubinsten explica porque as pessoas têm tanto medo de matemática (e dá dicas para resolver o problema)David Dunning explica porque pessoas incompetentes se acham incríveis, Hanan Qasim explica como a cafeína nos mantém acordados, John David Walters explica a origem dos símbolos matemáticos e Alan Tamayose e Shantell De Silva explicam como exploradores polinésios (sim, o pessoal de Moana!) navegavam o Pacífico no TED-Ed (todos os vídeos são em inglês com opção de legenda em português – e várias outras línguas).

Hank Green explica porque não podemos simplesmente jogar o lixo em vulcões (em inglês, porém com opção de legenda em português), Stefan Chin investiga se correr realmente faz mal para os joelhos (em inglês), Olivia Gordon explica porque sal (em excesso) faz mal (em inglês) e Michael Aranda explica como é possível (e custoso e inviável) transformar chumbo em ouro (em inglês) no SciShow.


Imagem do topo: Ed Gregory
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Linkagem de Segunda #63

Segunda segunda-feira do ano, primeira segunda-feira útil, achei que hoje era um bom dia para ressuscitar, retomar, reestrear a Linkagem de Segunda.

Se você chegou agora, saiba que este blog (e, por este blog, eu quero dizer eu) tem a tradição de trazer uma enxurrada de links para seus leitores, dos tipos e assuntos mais diversos (e, às vezes, nem tão diversos assim), todas as segundas-feiras – ou quase isso.

O blog ficou meio paradão no ano passado, foram poucos os posts no geral e, consequentemente, a Linkagem de Segunda também não foi tão frequente quanto gostaríamos. Este post é uma tentativa de recuperar o hábito, então vamos aos poucos. Não quero fazer muitos malabarismos no formato, porque mesmo o mais simplão dos posts dá muito trabalho e a ideia aqui é focar no essencial: 1) compartilhar links bacanas e 2) fazer isso com uma certa frequência – o que nos leva ao segundo ponto. A ideia é que as linkagens sejam semanais, mas nem sempre vai dar certo, então vamos aceitar, tá bem? Então tá bem.

Os links de hoje são basicamente o que andei lendo e assistindo nesta primeira semana do ano. Se vocês tiverem alguma sugestão, não deixem de comentar! Até a próxima!


Para ler

Thais Godinho sobre metas para o ano novo; sobre como ela planeja seu ano semanalmente, em suas revisões semanais; sobre como sua família volta à rotina depois das festas de fim de anosobre seu método de organização em 5 passos; e sobre destralhar todos os dias.

Larie sobre metas para o ano novo e começar a qualquer momento.

As resoluções de ano novo da Isa.

Duds sobre a cor do ano de 2018 da Pantone.

Dicas para quem tá começando com o GTD.

Para assistir

Essa moça começando a implementar um sistema GTD com a ajuda de David Allen himself (em holandês, mas legendado em inglês).

Thais Godinho sobre metas para o ano novo.

Tia Má sobre a hipocrisia de quem se apropria de rituais das religiões de matriz africana no réveillon, mas as rejeita no resto do ano.

Hel Mother e Jout Jout sobre FOMO e a ansiedade causada pelas internets.

Ariel Bisset sobre como ler livros tem se tornado acidentalmente algo competitivo (em inglês).

Analu sobre esta nova auto-ajuda diferentona (como A Arte de PedirAlucinadamente Feliz).

Melissa Maker testa alguns trucões de limpeza da casa das internets (em inglês).

Lu Ferreira mostra o que ela nunca deixa de levar em viagens.

Para fazer download

Wallpaper de janeiro/2018 da Malipi (para desktop, tablet e smartphone).

Um monte de calendários 2018 para imprimir no Follow the Colours.


Imagem do topo: Ed Gregory

Um post de aniversário

O tempo passa, o tempo voa, e nem mesmo a poupança Bameirindus continua numa boa.

Peço perdão pela piada de tio do pavê, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas – tais como piadas de tio do pavê e lugares comum.

Vocês estão cansados de saber que anda difícil pra mim esta coisa de escrever. Então, relevem.

Mas, de fato, o tempo passa, o tempo voa. Falo destas últimas duas semanas, em que eu tinha planos de voltar ao blog, publicar alguma coisa, talvez dar um tapa no visual disso aqui, sei lá, qualquer coisa. Algo em mim quer desesperadamente se reconectar ao blog, especialmente este mês, especialmente hoje. Mas, como sempre, a vida acontece e engole a gente. Tem os compromissos e os imprevistos e os prazos. Tem a ansiedade e a tendinite e o corpo que decide passar por uma segunda puberdade aos 26 anos. Eis que chega a roda viva e carrega o blog pra lá.

O tempo passa e o tempo voa também porque hoje o Sem Formol Não Alisa completa 10 anos. Uma década. Quase 522 semanas. 3653 dias. É coisa pra c*ralho. Aliás, eu acho que já disse isso. (Sim, disse sim.)

Eu tenho mais anos de vida “sendo blogueira” do que não sendo. Em 2003, quando eu tinha 12 anos, entrei oficialmente pra blogosfera, quando criei meu Blog da Dani, o primeiro de muitos. Eu já lia blogs há cerca de um ano nessa altura. Depois do Blog da Dani, que era hospedado no IG (lembram do IG?), vieram dezenas (literalmente dezenas) de blogs. Eu estava sempre mudando nomes, endereços, hospedagens. A concepção de um blog novo por trimestre era praticamente regra na blogosfera dos early 2000s. Aliás, a coisa toda era muito diferente naquela época.

Meu primeiro blog foi criado em um computador de mesa barulhento e frequentemente super aquecido, num sábado depois das 14h, que é quando a gente pagava pulso único. O Blog da Dani é cria da internet discada.

Sem Formol já é mais moderninho. A gente já tinha banda larga e, com muita paciência, já conseguíamos fazer coisas como assistir vídeos online ou baixar músicas inteiras em menos de um dia. As tecnologias mudaram muito nos últimos 10 anos.

Mas não foram só as tecnologias. A Daniela que criou este blog era bastante diferente da que escreve este textão hoje. Nós temos muitas das mesmas esquisitices e algumas obsessões só cresceram com o tempo. Muitos defeitos se intensificaram, mas muitas qualidades também. Alguns defeitos ficaram pelo caminho. Algumas qualidades também. Acontece.

Nestes dez anos, como era de se esperar, aconteceram muitas coisas. Minha vida virou de cabeça para baixo algumas vezes. Tive meus altos e baixos. Perdi muito, mas ganhei muito também. Vivi pequenas e grandes vitórias. Sofri pequenos e grandes tombos, muitas vezes literalmente. Aprendi mais do que jamais achei que seria capaz de aprender e descobri que tenho muito mais a aprender do que jamais serei capaz. Realizei sonhos dos mais antigos. Fiz coisas que jamais imaginei que faria. Tomei decisões estúpidas, fiz escolhas geniais. Cresci muito. Inclusive uns 2cm pra cima e vários centímetros para os lados todos.

E o blog sempre esteve lá. Talvez meio de lado, meio preterido pelas prioridades, meio abandonado em meio ao caos, mas sempre ali. Uma espécie de refúgio. Uma espécie de porto seguro, pra onde voltar quando as coisas complicam. Pode ser que o blog tenha perdido um pouco da sua importância na minha vida com o passar dos anos. A tecnologia mudou, a internet mudou, minha vida mudou, e isso se reflete aqui.

Eu me questiono o tempo todo se ainda há espaço para os blogs pessoais, se o Sem Formol é bem-vindo nesta internet de likes e relevância e redes sociais. Se não seria mais prático e inteligente transferir-me completa e definitivamente para as newsletters ou qualquer coisa que o valha. Ou ainda se escrever na internet ainda é algo que eu deveria estar fazendo.

Mas nada disso me impede de celebrar o dia de hoje. O Sem Formol foi, é e sempre será muito importante pra mim. Aqui eu fiz bons amigos, aprendi um bocado, consegui até mesmo administrar melhor minha ansiedade. Graças a este espaço, conheci algumas das minhas pessoas favoritas, saí de crises e vórtices de pânico, tive oportunidade de escrever em espaços bacanas e com gente que eu admiro, dividi um pouco de mim com o mundo e recebi muito amor de volta. E, por isso, eu sou eternamente grata. Ao blog. E a vocês.

Repost: Adeus, Cap (ou O Primeiro Post da História do Sem Formol)

Hoje começa o mês de outubro. Outubro sempre foi um mês agitado aqui em casa. É o aniversário do meu pai. É quando ele tira férias também. Tem o dia da criança. Foi quando a Íris nasceu. Foi quando começou a maratona de vestibulares de 2009. Foi o derradeiro mês para a entrega do meu TCC. Foi quando eu criei o Sem Formol Não Alisa.

Este mês, o blog completa 10 anos de existência. É tempo pra c*ralho, ainda que grande parte destes anos seja de uma existência meio capenga, meio sobrevivida apesar da vida toda acontecendo paralelamente e o blog sendo sempre deixado de escanteio.

Mas não importa se tenho postado pouco, se minha relação com a blogosfera esteja em crise e se o blog tem passado por muitos hiatus (não) planejados nos últimos anos. Eu quero comemorar os 10 anos de Sem Formol porque eu reconheço a importância que este blog (e também os que vieram antes dele) tiveram na minha vida.

Ao longo do mês, pretendo vir aqui mais vezes. Talvez contar (e recontar) a história do Sem Formol Não Alisa. Talvez falar sobre qualquer outro assunto e celebrar o blog ressuscitando-o, ainda que talvez só por um tempinho, só pra ter um gostinho, só pra matar a saudade. Vamos ver no que dá. Sem pressão, tá?

– – –

Bom, para dar início aos trabalhos, sendo hoje o primeiro dia do mês de aniversário do Sem Formol, eu decidi republicar o primeiríssimo post do blog, que se perdeu nas mudanças de hospedagem dos últimos anos. O texto que reproduzo aqui não tem nada demais, exceto por ter inaugurado o blog mais longevo destes meus 14 anos de blogosfera. (E me lembrar de uma Daniela adolescente de 16 anos muito certa de que manjava dos paranauês todos da vida.)

Este post foi escrito e publicado de um computador de mesa em uma lan-house (!) no Guarujá (!!). Eu tinha planos de botar o blog novo no ar antes de viajar com meus pais, mas não consegui. Nerd que sou, a primeira coisa que fiz quando cheguei ao destino foi procurar uma lan-house.

Tímida e introvertida, tenho uma enorme dificuldade em conversar com pessoas pouco conhecidas e sou péssima em me expressar falando. Isso sempre fez com que eu reprimisse minhas opiniões. Me sinto à vontade com os amigos mas, como são poucos, nem sempre tenho com quem falar ou nem sempre surge uma oportunidade para conversar sobre um determinado assunto. Assim, acabo reprimindo-me ainda mais.

Minha primeira solução foi falar sozinha, porque senão enlouqueceria caso mantivesse todas aquelas idéias na cabeça sem deixá-las escapar. Depois, passei a escrever. Mas eu não me contentava. Eu queria me expressar, não somente falar ou escrever algo que ninguém jamais escutaria ou leria. E foi assim que conheci os blogs em 2003.

Criei um e passei a escrever todas as minhas besteiras e futilidades. É claro que eram só uma ou duas pessoas que liam. Depois do primeiro blog, criei vários outros. E enquanto trocava de blogs e ia escrevendo, minha vida foi acontecendo. Amadureci e acredito que até mesmo meus textos demonstrem isso. Fui melhorando minha forma de escrever cada vez mais, até produzir textos realmente bons e conquistar algum reconhecimento e um grupo maior de leitores com o Capricious, um blog criado três anos depois do primeiro.

As mudanças de blog geralmente eram resultado da vontade de mudar a própria vida. Sem dúvidas, o Capricious foi o meu blog mais significativo. Ele resistiu a algumas mudanças e foi um companheiro e tanto em vários momentos interessantes. Quando o criei, eu era uma pessoa. Agora, pouco mais de um ano depois, fecho-o como outra, muito mais madura e certamente mais feliz.

Adeus, Cap.

Da vida e do Blog Day

Se tem uma coisa que raramente falha em me trazer para o blog é o Blog Day.

Novamente (ou ainda), me sinto desmotivada a escrever. Também tem faltado tempo. E energia. Como eu disse no Twitter, aparentemente meu objetivo de vida é me tornar a desempregada mais ocupada da história. O desemprego mexe com a nossa cabeça de um jeito maluco (talvez eu ainda escreva sobre) e uma das formas que encontrei de tentar lidar com isso foi ocupando todo o meu tempo. Comecei uma pós graduação, voltei a nadar, comecei a dar aulas de inglês, voltei a estudar inglês, comprei mil livros, voltei a fazer bijuteria, dei início a um milhão de projetos pessoais. Isso tudo, junto da busca por emprego, os mil processos seletivos de trainee, os concursos públicos, a revisão constante do meu currículo e ainda as tarefas de casa elevadas ao extremo desde que iniciamos uma pequena porém eterna reforma, têm me deixado ocupada dia e noite. E o meu objetivo inicial, de ocupar meu tempo e minha cabeça para expulsar os pensamentos ansiosos, foi totalmente frustrado. Eu já deveria saber, afinal sempre foi assim: não importa o que quer que eu esteja fazendo, minha cabeça sempre estará a mil. Não importa quão o ocupada eu esteja, sempre há espaço para as crises de ansiedade.

Foi aí que voltei a meditar. A princípio, me pareceu contraproducente socar mais uma coisa na minha rotina. Porém, eu percebi que havia uma pequena janela de tempo em que, eventualmente, eu conseguia diminuir o ritmo dos meus pensamentos, em que eu conseguia ignorá-los o suficiente para focar no momento presente, naquilo que estava fazendo. Era a natação. Notei que aquilo que eu conseguia “fazer” enquanto nadava era mindfulness, um conceito sobre o qual eu leio há muitos anos, mas que sempre foi muito difícil para mim. Já tentei meditar usando diversas técnicas diferentes e praticamente todos os aplicativos de meditação guiada existentes no Google Play. Agora, voltei a usar o Headspace, o único que produziu algum efeito no passado, e tem me feito muito bem parar por pelo menos 10 minutinhos todos os dias. (Talvez eu ainda escreva sobre também.)

Ainda assim, por mais que eu esteja aprendendo a lidar com meu caos mental, sigo sobrecarregada com todas as atividades com as quais me comprometi. Não tenho energia para sentar e me organizar e estou tendo uma pequena crise com o método GTD, que já me ajudou tanto no passado.

– – –

Eu sinto que tudo o que tenho feito ultimamente, neste blog, e na newsletter, é justificar minha ausência. Mas, se por um lado isto me incomoda porque eu gostaria de estar escrevendo sobre outras coisas, ao menos isso me faz escrever de vez em quando e me reconectar, ainda que brevemente, com vocês.

A princípio, considerei não publicar este texto hoje. Me parecia errado não produzir um metapost, não falar sobre blogs e escrever-na-internet e esta coisa toda. Porém, sinto que já falei bastante sobre este assunto no blog e, no último post a respeito, ainda linkei ótimos textos sobre o tema. Talvez, para o Sem Formol de 2017, a melhor forma de comemorar o Dia do Blog seja com um típico post de blog pessoal, checking in e jogando conversa fora.

Além disso, lá no Twitter do Sem Formol, estive compartilhando metatextos o dia todo. O blog pode até andar desatualizado, mas nosso arroba anda on fire 🔥, compartilhando muito conteúdo interessante encontrado internet afora.

Linkagem de Segunda #62

Migas, hoje a Linkagem tá bem longa porque, novamente, deixei acumular algumas semanas. Então, não vou me demorar nesta introdução e deixo logo vocês com os links desta segunda:


Uma animadora história de depressão, Camila Freire no Coxia dos Desconchavos

How Crazy Ex Girlfriend‘s Rachel Bloom survived the worst depression of her life, Emily Mahaney na Glamour

A inestimável leveza de estabilizar, Débora Nisenbaum o Trendr

O tempo das coisas e o tempo da gente, Yasmin Wilke no Indiretas do Bem

Contra a ditadura do bem-estar, Mercedes Cebrián no El País

Afinal, qual é o nosso papel na internet?, Mari Rodrigues no Hoje Vou Assim Off

Transtornos alimentares são uma forma de gordofobia?, Stephanie no Desfabuloso Destino

Vamos falar sobre transtornos alimentares?, Jordana Andrade na Capitolina

Transtornos alimentares: uma questão de gênero e gordofobia, Jarid Arraes na Fórum

Eu, feminista e com um transtorno alimentar, Beatriz Klimeck no Medium


Como levar cosméticos na mala de viagem?, Thais Marques no Coisas de Diva

Como viajar levando poucos produtos de cabelo na mala?, Mariana Boaretto no Cacheia!

Efeito build up: o que é, como evitar, Maressa de Sousa no Cacheia!


Bem-vindo ao lar, Spidey, Gabriela Franco no Minas Nerds

Gente que sabe que a força vem de dentro, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

Crítica: Homem Aranha: De Volta ao Lar, Thay no Valkírias

As personagens femininas em Homem Aranha: De Volta ao Lar, Rebeca Puig no Collant


Me perguntaram no Curious Cat o que eu gosto de assistir no YouTube. Daí fui dar uma olhadinha nas minhas inscrições e no meu histórico e me senti tão nerd, migas. Não esse nerd cool que tá “na moda”. No, sir. Aquele nerd que geralmente todo mundo odeia mesmo. Aquele nerd que recebe todas as reviradas de olhos do mundo porque honestamente se interessa e se empolga com coisas com as quais ninguém se importa. O famoso dork. O Ross. A Monica. (Eu sou praticamente um Geller.)

Geralmente eu fico meio constrangida que compartilhar as “bobagens” que eu gosto de assistir no YouTube. Porque, assim como a Rory, I like knowing things. Eu posso ficar horas assistindo vídeos variados sobre assuntos que não vão fazer a mínima diferença na minha vida. Eu posso ficar horas assistindo experimentos bestas de física e suas explicações cabulosas, vídeos sobre espécies de aranhas que eu nunca vou encontrar na vida e todas as coisas que podem deixar seu cocô colorido, por exemplo.

Só que, além de ser uma estupidez eu com 26 anos na fuça e vergonha das coisas que me interessam, aposto um braço que tem nerds como eu ♥ que seguem este blog e que também podem se interessar por estas bobagens todas. Então, vou começar a compartilhar estes vídeos também, começando com os que eu vi estes dias no SciShow (este canal maravilhoso) e que podem até ser úteis (ou informativos):

Ainda nesta vibe, devo confessar que sou fãzoca do Dr Drauzio Varella, do tipo que assistia ao Fantástico só porque tinha quadro dele. Agora, acompanho o canal no YouTube e gosto bastante. Esses dias vi um vídeo bem interessante sobre informações sobre saúde na Internet e o “Dr Google”, que vale a pena assistir.


Museu Van Gogh libera centenas de pinturas, esboços e cartas do artista para baixar em alta resolução, Carol T. Moré no Follow The Colors


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todas as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

Linkagem de Segunda #61

Ok, ok, eu sei. Estou atrasada com a Linkagem de Segunda, sumi do blog por mais de um mês, não tem newsletter desde maio. Mas, em minha defesa, era final de semestre na pós-graduação, minha casa estava em reforma e tive uma tendinite que durou quase três semanas. Então, perdoem o sumiço, tá?


Neste meio tempo, foquei nas leituras da pós-graduação e em colocar as newsletters em dia, por isso não tenho “”muito”” o que compartilhar hoje. Ou, pelo menos, não tenho tantos links quanto se poderia esperar de seis semanas de acúmulo. De qualquer forma, espero que vocês curtam e relevem um ou outro tema ligeiramente atrasado (como os trocentos textos sobre Mulher Maravilha).

E, vale botar o lembrete aqui, se você não quiser esperar pelas Linkagens, estou sempre compartilhando links no arroba do blog lá no Twitter.


Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Linkagem de Segunda #60

Quando escrevi a Linkagem de número 50, nem me atentei pro fato. Quero dizer, nem me toquei que aquela era a 50ª linkagem e, portanto, um marco, um milestone. Logo eu que sou tão ligada nestas bobagens.

Na época, eu tava passando por uma fase especialmente ruim, algo que acredito que vocês tenham notado pela introdução daquele post. Além disso, estava frustrada com meu epic fail na tentativa de fazer uma BEDA para ressuscitar o blog.

Mas, desta vez, eu percebi o número redondinho ali no título do post a tempo e vou fazer um big deal sobre ele, sim. Sessenta linkagens é coisa pra caramba, principalmente nesse momento de crise blogueirística. Então eu só queria comemorar um pouquinho, ficar felizinha e orgulhosa, principalmente porque amo as linkagens e elas são grandes responsáveis pela sobrevida que o Sem Formol anda tendo ultimamente. ♥ (E qualquer desculpa para usar um gif do Rocky é bem-vinda.)


Obrigada pelas vidraças.


Memes, a única instituição funcionando plenamente no Brasil.


Kid Vinil e o amor sequestrado.


‘Women of NASA’: coleção da Lego para homenagear mulheres cientistas.


Acho que está na hora de assumirmos que, nós, millennials somos absolutamente péssimos (em inglês) (sim, claro, isso foi irônico).


Na semana passada, escrevi aqui (e na newsletter) sobre essa coisa toda de escrever-na-internet sobre si mesmo, particularmente em blogs pessoais e newsletters. Naquele post, compartilhei alguns links interessantes sobre o tema (e outros assuntos correlatos), então recomendo o clique.


Esses dias inventei de assistir Uma Linda Mulher depois de anos e tive vontade de entrar dentro da televisão só pra arrastar a cara de Edward no asfalto. Daí li este post e me senti representada demais.

“Parece que os roteiristas tiveram a ideia para Uma linda mulher pensando como seria se alguém tipo o Joesley Batista, da JBS, fosse o herói de uma comédia romântica. Se esse subplot virasse um escândalo de corrupção à la Lava Jato, talvez eu me interessasse mais.”

Isso também me lembrou estes dois posts maravilhosos da Lara Vascouto sobre aqueles heróis românticos que a gente não queria na nossa vida nem pintado de ouro (parte 1 e parte 2). Também nesta vibe de desconstruir nossos filmes favoritos sem dó nem piedade, vale a leitura desse post bem honesto também da Lara sobre Simplesmente Amor.


Essa moça Petra fez uma lista bem legal no BuzzFeed com 13 personagens mulheres não-princesas subestimadas em animações (em inglês) e, como ela mencionou personagens que eu amo profundamente (como praticamente todas as moças de Atlantis e Megara de Hércules e Esmeralda de O Corcunda de Notredame ♥), tô com bastante vontade de assistir aos filmes citados que eu não conheço ainda.

Também aproveito pra perguntar pra vocês quem vocês colocariam na lista? Eu definitivamente botaria Lilo e Nani de Lilo & Stitch, Astrid e Valhallarama de Como treinar o seu dragão, Hardscrabble de Universidade Monstros, Colette de Ratatouille e Tiana de A Princesa e o Sapo (porque, na real, ela só vira princesa no finalzinho do filme).


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todos as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

Escrever-na-internet, blogs pessoais e um ano de newslettinha

Como boa overthinker que sou, ando pensando demais nessa coisa de escrever-na-internet, principalmente quando sua “linha editorial” é não-ter-linha-editorial e seu principal tema é você mesma.

Parece que ninguém mais escreve sobre si mesmo online. Quero dizer, é claro que nossos perfis nas redes sociais geralmente são egocentrados, mas nos blogs, sites e páginas por aí o assunto é cada vez menos as pessoas e suas banalidades. Pelo menos na minha bolha, o que vejo são blogs pessoais sendo abandonados, deletados, transformados em blogs de nicho. Quem antes mantinha um blog pessoal tem desistido de escrever ou tá indo escrever em outros canais, falar de feminismo, de cultura pop, de minimalismo ou qualquer outro assunto. Muita gente largou mão do texto e foi fazer vídeo. Muita gente abandonou o “diário virtual” e voltou pro diário de papel. E tem a galera que migrou para as newsletters, seja para escrever sobre um tema específico, seja para escrever quase como era na blogosfera de outrora.

Não digo nada disso como uma crítica ou qualquer coisa do tipo. São apenas constatações. É apenas o que eu observo acontecendo e nem sei mesmo qual é a minha opinião. Só sei que tudo isso me deixa meio mal, meio chateada.

Porque eu amo a blogosfera. Eu sempre defendi os blogs e, particularmente, os blogs pessoais. Eu escrevo-na-internet desde 2003, quando eu tinha 12 anos, e isso acabou se tornando uma parte importante de mim. Escrever-na-internet mudou minha vida em muitos sentidos. Não como aconteceu com a Lia Camargo, a Bruna Vieira ou qualquer outra celebridade de internet que fez fortuna e construiu um pequeno (e às vezes não tão pequeno) império do seu quarto em casa. Neste sentido, meu blog é um “fracasso”. As estatísticas são vergonhosas. Os acessos têm caído vertiginosamente. A maioria dos posts não tem um único comentário. E eu não consigo manter uma frequência de atualização decente há alguns anos. Nunca ganhei um centavo com o blog. Não encontrei meu chamado, minha vocação, nem nada do tipo. Nem trabalhar com escrita ou internet eu trabalho. Mas o blog sempre teve uma importância imensa para mim. Uma importância que talvez nem tenha mais. Uma importância que eu provavelmente não saberia explicar direito.

É essa importância, porém, que me levou a sempre defender os blogs pessoais. É o que me leva a ficar chateada a cada vez que um blog querido se transforma num negócio, mesmo quando isso não necessariamente mude muita coisa para mim como leitora. É o que me levou a literalmente chorar quando a Anna encerrou os trabalhos no So Contagious, mesmo sabendo que eu continuaria lendo o que ela escreve por aí (não, ainda não superei) (desculpa, Anna, sou dramática mesmo). É o que me impede de deletar o Sem Formol ainda que eu não me sinta motivada a escrever nele mais. É o que me impede de levar a newsletter a sério porque sempre sinto como se estivesse traindo, de certa forma, a blogosfera. (Eu sei, eu sei, eu sou ridícula.)

Eu me sinto meio estúpida por causa deste meu apego besta à blogosfera. Me sinto meio idiota quando começo a ser corroída por uma culpa infinita porque não ando postando no blog. E daí me sinto mal pelo tempo perdido produzindo posts que terão tão pouca repercussão.

Há um ano, eu criei a Rascunhos Impublicáveis buscando muito daquilo que a blogosfera não me oferecia mais. A princípio, a ideia era manter a newsletter e o blog e ir descobrindo que tipo de coisa eu queria escrever em cada lugar. Eu tinha certeza que queria manter o blog e eu sabia que queria muito me aventurar no mundo das newsletters. Hoje, um ano depois, tenho mais perguntas do que respostas. Me questiono se ainda há espaço na internet para o tipo de coisa que eu escrevo, este conteúdo tão singelo e besta e meio egocêntrico que eu adoro tanto. E vejo que não sou só eu que ando me questionando sobre isso. Num mundo com tanta informação, quem tem tempo e paciência e disposição para se sentar e ler mais um textão sobre a síndrome da impostora da amiga ou aquele causo que não vai acrescentar em nada na sua vida? Mesmo eu, a apegada do textão pessoal, me vejo priorizando o conteúdo que acho mais “relevante”, que “vai mudar minha vida” ou qualquer coisa assim.

Hoje é Dia 24 foi aniversário da newsletter e eu queria estar aqui fazendo um textão feliz sobre como escrever-uma-newsletter mudou minha vida para melhor. Um textão como eram minhas odes à blogosfera outrora. Infelizmente, não vai rolar. O textão de hoje é só um desabafo sem conclusão nenhuma e um convite para você que ainda dedica um pouco do seu precioso tempo a ler esta palerma aqui (aliás, obrigada ♥) me contar o que você acha disso tudo. Me conta o que você pensa, se você também escreve ou já escreveu na internet, sobre o que escreve, o que você gosta de ler online, como faz para escolher o que vai ler nesta imensidão de conteúdo e o que mais você quiser.

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Este texto começou como uma introdução para a linkagem da última segunda-feira, tornou-se um post independente e acabou se tornando o texto da “newsletter de aniversário” que enviei dois dias atrás. Decidi publicar aqui também porque esta era a ideia inicial e acho que faz sentido que este texto fique registrado no blog também.

Tenho recebido um feedback interessante via e-mail (e vou responder todo mundo o quanto antes, prometo) e estendo o convite do último parágrafo para os leitores do blog também.

Além disso, ontem decidi vasculhar meu Pocket e encontrei textos interessantes sobre alguns dos questionamentos deste post e aproveito para compartilhá-los com vocês:

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Créditos da foto do topo: Juliette Leufke/ISO Republic

Linkagem de Segunda #59

Migas, eu tenho um texto meio que rascunhado para postar ainda esta semana. Começou como uma introdução para a linkagem de hoje, mas ficou muito longo e agora tem potencial de post, então devo publicar daqui a alguns dias, ok? (Só pra vocês saberem mesmo.)


Estes dias tão muito loucos, né, minina? É a Conjuntura Política Nacional™ botando a gente maluco e perdido (e puto, né?) e a vida real, que não pára. (Me deixa pelo menos manter meu acento diferencial? Obrigada.

Se você não me segue nas redes sociais por aí, provavelmente não sabe que eu comecei uma pós-graduação a distância, então tenho estudado em casa, além do meu full time job de pessoa desempregada procurando emprego. Daí decidimos começar uma reforma aqui em casa, coisa que estávamos precisando mesmo, e pronto: caos.

Estes dias estão particularmente complicados. Tive uma fase ruim, de resistência enfraquecida e todas as viroses e doenças da vida. Nisso, perdi um pouco o controle, minhas tarefas se acumularam e até aí estaria tudo bem se não viesse a reforma. Como botar a vida em dia, se isso significa estudar e fazer provas e fazer trabalhos numa casa em reforma? Se isso significa estudar o dia todo com o som de marretas e serras elétricas e equipamentos aleatórios e escandalosamente barulhentos? E ainda tem o pó infinito e a alergia e as muitas horas gastas todos os dias limpando a casa toda e a falta de privacidade com três pedreiros e um mestre de obras (e às vezes um eletricista, um serralheiro, o cara da CPFL, o cara da marmoraria, etc.) dentro de casa.

Como dizia Kátia, não está sendo fácil.


Eu diria que estes são os motivos pelos quais eu ando distante do blog, mas não é exatamente isso e vocês sabem. Mas, como já disse no parágrafo inicial, tenho um post planejado e podemos conversar melhor sobre blogs pessoais, escrever na internet e o Sem Formol.

Enquanto isso, eu queria só mesmo dar um “alô” e uma justificativazinha para esta linkagem estar razoavelmente curta para duas semanas de links acumulados.


Nossas queridas Valkírias fizeram uma programação especial de dia das mães repleta de textos incríveis (como sempre, né? #fangirl). Meu favorito é esse da Jumed sobre a (cruel) representação das mães na cultura pop.


Talvez vocês não aguentem mais ler sobre Estrelas Além do Tempo (eu ainda estou obcecada), mas este texto da Jennifer Ferreira pras Blogueiras Negras traz um ponto de vista bem interessante.


Talvez vocês também não aguentem mais ler sobre Gilmore Girls e o revival e especialmente a Rory (SUPEREM A RORY PELAMORDADEUSA), mas este texto das Valkírias Ana Luíza, Fernanda e Yuu vale a pena, eu juro.


Porque o Lupin é o melhor Maroto ♥ (em inglês).


Lívia Reginato escreveu sobre o estupro como recurso narrativo no Nó de Oito. Sobre este assunto, também vale a leitura deste texto sobre a forma como a cultura pop retrata a violência contra a mulher, escrito pela Lara Vascouto no mesmo site.


Esta entrevista com a Rachel Bloom – criadora e estrela de Crazy Ex Girlfriend – e esta outra com a Donna Lynne Champlin – melhor melhor amiga da tv. (Ambas em inglês.)


Think Olga sobre essa nova “moda” de premiar homens em premiações para mulheres, como o Bono Vox ganhando prêmio de Mulher do Ano da revista Glamour.


Este vídeo maravilhoso da minha melhor amiga platônica Jéssica com a Helmother sobre padrões de beleza e estar nesse meio caminho entre ser magra e gorda.


Aamer Rahman sobre racismo reverso no vídeo mais didático e cool (é um stand up) que você vai ver hoje.


Faz tempo que não faço propaganda do canal da minha amora aqui, então vamos lá. Esta semana, Tety nos lembrou que pequenas vitórias importam e está aí um lembrete sempre válido.

(Tety também fez um vídeo amorzinho sobre a Cúpula do Mal (aka nós duas e Lari) que me arrancou muitas lágrimas e acho que você deveria assistir porque sim.)

Outro bom lembrete: “perder tempo” é importante (em inglês).


Thais fez uma reflexão interessante sobre a regra 90/90 para destralhar no Vida Organizada.


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todos as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

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