Linkagem de Segunda #60

Quando escrevi a Linkagem de número 50, nem me atentei pro fato. Quero dizer, nem me toquei que aquela era a 50ª linkagem e, portanto, um marco, um milestone. Logo eu que sou tão ligada nestas bobagens.

Na época, eu tava passando por uma fase especialmente ruim, algo que acredito que vocês tenham notado pela introdução daquele post. Além disso, estava frustrada com meu epic fail na tentativa de fazer uma BEDA para ressuscitar o blog.

Mas, desta vez, eu percebi o número redondinho ali no título do post a tempo e vou fazer um big deal sobre ele, sim. Sessenta linkagens é coisa pra caramba, principalmente nesse momento de crise blogueirística. Então eu só queria comemorar um pouquinho, ficar felizinha e orgulhosa, principalmente porque amo as linkagens e elas são grandes responsáveis pela sobrevida que o Sem Formol anda tendo ultimamente. ♥ (E qualquer desculpa para usar um gif do Rocky é bem-vinda.)


Obrigada pelas vidraças.


Memes, a única instituição funcionando plenamente no Brasil.


Kid Vinil e o amor sequestrado.


‘Women of NASA’: coleção da Lego para homenagear mulheres cientistas.


Acho que está na hora de assumirmos que, nós, millennials somos absolutamente péssimos (em inglês) (sim, claro, isso foi irônico).


Na semana passada, escrevi aqui (e na newsletter) sobre essa coisa toda de escrever-na-internet sobre si mesmo, particularmente em blogs pessoais e newsletters. Naquele post, compartilhei alguns links interessantes sobre o tema (e outros assuntos correlatos), então recomendo o clique.


Esses dias inventei de assistir Uma Linda Mulher depois de anos e tive vontade de entrar dentro da televisão só pra arrastar a cara de Edward no asfalto. Daí li este post e me senti representada demais.

“Parece que os roteiristas tiveram a ideia para Uma linda mulher pensando como seria se alguém tipo o Joesley Batista, da JBS, fosse o herói de uma comédia romântica. Se esse subplot virasse um escândalo de corrupção à la Lava Jato, talvez eu me interessasse mais.”

Isso também me lembrou estes dois posts maravilhosos da Lara Vascouto sobre aqueles heróis românticos que a gente não queria na nossa vida nem pintado de ouro (parte 1 e parte 2). Também nesta vibe de desconstruir nossos filmes favoritos sem dó nem piedade, vale a leitura desse post bem honesto também da Lara sobre Simplesmente Amor.


Essa moça Petra fez uma lista bem legal no BuzzFeed com 13 personagens mulheres não-princesas subestimadas em animações (em inglês) e, como ela mencionou personagens que eu amo profundamente (como praticamente todas as moças de Atlantis e Megara de Hércules e Esmeralda de O Corcunda de Notredame ♥), tô com bastante vontade de assistir aos filmes citados que eu não conheço ainda.

Também aproveito pra perguntar pra vocês quem vocês colocariam na lista? Eu definitivamente botaria Lilo e Nani de Lilo & Stitch, Astrid e Valhallarama de Como treinar o seu dragão, Hardscrabble de Universidade Monstros, Colette de Ratatouille e Tiana de A Princesa e o Sapo (porque, na real, ela só vira princesa no finalzinho do filme).


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todos as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

Escrever-na-internet, blogs pessoais e um ano de newslettinha

Como boa overthinker que sou, ando pensando demais nessa coisa de escrever-na-internet, principalmente quando sua “linha editorial” é não-ter-linha-editorial e seu principal tema é você mesma.

Parece que ninguém mais escreve sobre si mesmo online. Quero dizer, é claro que nossos perfis nas redes sociais geralmente são egocentrados, mas nos blogs, sites e páginas por aí o assunto é cada vez menos as pessoas e suas banalidades. Pelo menos na minha bolha, o que vejo são blogs pessoais sendo abandonados, deletados, transformados em blogs de nicho. Quem antes mantinha um blog pessoal tem desistido de escrever ou tá indo escrever em outros canais, falar de feminismo, de cultura pop, de minimalismo ou qualquer outro assunto. Muita gente largou mão do texto e foi fazer vídeo. Muita gente abandonou o “diário virtual” e voltou pro diário de papel. E tem a galera que migrou para as newsletters, seja para escrever sobre um tema específico, seja para escrever quase como era na blogosfera de outrora.

Não digo nada disso como uma crítica ou qualquer coisa do tipo. São apenas constatações. É apenas o que eu observo acontecendo e nem sei mesmo qual é a minha opinião. Só sei que tudo isso me deixa meio mal, meio chateada.

Porque eu amo a blogosfera. Eu sempre defendi os blogs e, particularmente, os blogs pessoais. Eu escrevo-na-internet desde 2003, quando eu tinha 12 anos, e isso acabou se tornando uma parte importante de mim. Escrever-na-internet mudou minha vida em muitos sentidos. Não como aconteceu com a Lia Camargo, a Bruna Vieira ou qualquer outra celebridade de internet que fez fortuna e construiu um pequeno (e às vezes não tão pequeno) império do seu quarto em casa. Neste sentido, meu blog é um “fracasso”. As estatísticas são vergonhosas. Os acessos têm caído vertiginosamente. A maioria dos posts não tem um único comentário. E eu não consigo manter uma frequência de atualização decente há alguns anos. Nunca ganhei um centavo com o blog. Não encontrei meu chamado, minha vocação, nem nada do tipo. Nem trabalhar com escrita ou internet eu trabalho. Mas o blog sempre teve uma importância imensa para mim. Uma importância que talvez nem tenha mais. Uma importância que eu provavelmente não saberia explicar direito.

É essa importância, porém, que me levou a sempre defender os blogs pessoais. É o que me leva a ficar chateada a cada vez que um blog querido se transforma num negócio, mesmo quando isso não necessariamente mude muita coisa para mim como leitora. É o que me levou a literalmente chorar quando a Anna encerrou os trabalhos no So Contagious, mesmo sabendo que eu continuaria lendo o que ela escreve por aí (não, ainda não superei) (desculpa, Anna, sou dramática mesmo). É o que me impede de deletar o Sem Formol ainda que eu não me sinta motivada a escrever nele mais. É o que me impede de levar a newsletter a sério porque sempre sinto como se estivesse traindo, de certa forma, a blogosfera. (Eu sei, eu sei, eu sou ridícula.)

Eu me sinto meio estúpida por causa deste meu apego besta à blogosfera. Me sinto meio idiota quando começo a ser corroída por uma culpa infinita porque não ando postando no blog. E daí me sinto mal pelo tempo perdido produzindo posts que terão tão pouca repercussão.

Há um ano, eu criei a Rascunhos Impublicáveis buscando muito daquilo que a blogosfera não me oferecia mais. A princípio, a ideia era manter a newsletter e o blog e ir descobrindo que tipo de coisa eu queria escrever em cada lugar. Eu tinha certeza que queria manter o blog e eu sabia que queria muito me aventurar no mundo das newsletters. Hoje, um ano depois, tenho mais perguntas do que respostas. Me questiono se ainda há espaço na internet para o tipo de coisa que eu escrevo, este conteúdo tão singelo e besta e meio egocêntrico que eu adoro tanto. E vejo que não sou só eu que ando me questionando sobre isso. Num mundo com tanta informação, quem tem tempo e paciência e disposição para se sentar e ler mais um textão sobre a síndrome da impostora da amiga ou aquele causo que não vai acrescentar em nada na sua vida? Mesmo eu, a apegada do textão pessoal, me vejo priorizando o conteúdo que acho mais “relevante”, que “vai mudar minha vida” ou qualquer coisa assim.

Hoje é Dia 24 foi aniversário da newsletter e eu queria estar aqui fazendo um textão feliz sobre como escrever-uma-newsletter mudou minha vida para melhor. Um textão como eram minhas odes à blogosfera outrora. Infelizmente, não vai rolar. O textão de hoje é só um desabafo sem conclusão nenhuma e um convite para você que ainda dedica um pouco do seu precioso tempo a ler esta palerma aqui (aliás, obrigada ♥) me contar o que você acha disso tudo. Me conta o que você pensa, se você também escreve ou já escreveu na internet, sobre o que escreve, o que você gosta de ler online, como faz para escolher o que vai ler nesta imensidão de conteúdo e o que mais você quiser.

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Este texto começou como uma introdução para a linkagem da última segunda-feira, tornou-se um post independente e acabou se tornando o texto da “newsletter de aniversário” que enviei dois dias atrás. Decidi publicar aqui também porque esta era a ideia inicial e acho que faz sentido que este texto fique registrado no blog também.

Tenho recebido um feedback interessante via e-mail (e vou responder todo mundo o quanto antes, prometo) e estendo o convite do último parágrafo para os leitores do blog também.

Além disso, ontem decidi vasculhar meu Pocket e encontrei textos interessantes sobre alguns dos questionamentos deste post e aproveito para compartilhá-los com vocês:

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Créditos da foto do topo: Juliette Leufke/ISO Republic

Algumas considerações sobre a Linkagem de Segunda

Olá, migas! Hoje não é segunda-feira, mas eu queria falar um pouquinho sobre as Linkagens de Segunda.

Talvez este post fique um pouco bagunçado e confuso e pouco coeso, então já peço perdão desde já. Tem sido difícil botar ordem no caos que habita minha cabeça, inclusive escrevendo, então este post é provavelmente o melhor que eu conseguiria fazer agora.


A Linkagem de Segunda nasceu mais de dois anos atrás (!), depois de muito overthinking (quando a gente pensa excessivamente numa coisa). Já fazia algum tempo que eu queria compartilhar com vocês algumas das coisas legais com as quais eu me deparo na internet, mas nunca sabia exatamente como o fazer. Aí é que entrava o overthinking. Eu queria um nome legal, diferentão, com a cara do blog (que afinal de contas se chama Sem Formol Não Alisa). Eu queria escolher o melhor dia da semana, aquele em que as pessoas estariam mais abertas às recomendações (?). Eu queria definir o melhor formato do mundo. Mas, no final das contas, tudo o que eu precisava era seguir meu instinto, sentar e escrever, como sempre foi com o blog.

Foi em novembro de 2014 que eu finalmente parei de enrolar, botei a bunda na cadeira (coincidentemente a mesma cadeira onde minha bunda se encontra neste momento) e escrevi a primeira Linkagem de Segunda. O dia da semana escolhido foi simplesmente o dia em que eu estava escrevendo. O título foi o mais óbvio e simples possível. E o formato me veio tão orgânico e funcionou tão bem por tanto tempo que só vim a questioná-lo e querer mudá-lo recentemente e não descarto voltar a usá-lo.

A “lição” aqui, se é que é preciso haver uma lição, é que às vezes a gente só precisa mesmo começar, dar o primeiro passo, arriscar, ver no que vai dar. É difícil pra uma pessoa ansiosa e metódica como eu fazer algo sem algum planejamento e estudo prévio, mas às vezes é justamente por isso que a gente tem que “só ir”.


Nestes dois anos, foram 55 linkagens. Atrasei em algumas semanas. Falhei em outras tantas. Me permiti adaptar o formato e fugir da periodicidade. Foram estas pequenas rebeldias e desvios – que normalmente me incomodam mais do que deveriam – que ajudaram a manter a longevidade das linkagens de segunda. Bem, isto e o fato de eu gostar tanto de escrever estes posts e o feedback sempre muito positivo que eu recebo de vocês. ❤️


Pode não parecer, mas as linkagens são posts trabalhosos e demorados de se escrever. Isso porque quase sempre inclui desenvolver uma introdução – coisa na qual eu sou péssima – e, principalmente agora, neste formato novo, escrever um pouquinho sobre os links, tentar trazê-los de uma forma que faça sentido, talvez categorizá-los. Além disso, na maioria das vezes, é muito difícil escolher o que vou colocar nas linkagens porque é sempre MUITA COISA. Assim em caps lock mesmo.

(Já contei um pouquinho deste processo aqui.)


Em junho deste ano, fiz os cálculos e descobri que eu lia uma média de 80 textos na internet por semana, o que já é um volume significativo. (Sim, eu sou essa pessoa.) (Sim, eu sou de exatas.) Daí agora no final do ano, me deparei com o Pocket (sempre ele) lotado de coisas novamente. O FOMO, junto com uma necessidade grande de me afastar da internet nos últimos meses, fez com que eu acumulasse uma quantidade grande de links, especialmente textos, por lá. Eu não queria estar online, mas eu não queria perder nada, então salvava tudo para depois, acumulando mais de 600 links.

Como eu disse no último post, estou trabalhando num “grande destralhamento de final de ano” e, embora eu tenha deixado para lidar com a tralha digital só em janeiro, comecei a me dedicar a “limpar” o Pocket desde o finzinho de outubro. Do dia 28/10 até hoje foram mais de 800 textos lidos e quase 450 deletados (porque, neste meio tempo, muita coisa nova entrou além dos 600-e-poucos originais).

Agora imaginem vocês que eu tenho tido, toda semana, cerca de 120 textos potenciais para a linkagem de segunda. Agora pensem na preguiça e na trabalheira. Pois é.

É por isso que eu não tenho postado ultimamente. Porque selecionar os links anda especialmente trabalhoso. (E porque meu notebook quebrou. E porque tô com bursite. E tendinite.)


Geralmente, quando não publico uma linkagem, acumulo os links daquela semana para a próxima. Eu poderia fazer isso agora, sabe? Postar uma linkagenzona gigantesca que seria supercansativa de se escrever e também de se ler. Mas eu decidi dar um tempinho das linkagens por enquanto.

É temporário porque eu gosto muito destes posts e sei que vocês gostam também. É temporário porque logo as coisas se ajeitam e escrever as linkagens volta a ser relativamente simples. É temporário porque eu sei que logo eu sentirei falta delas.

Por enquanto, decidi que vou passar a compartilhar meus links favoritos no arroba do blog no Twitter, assim como eu já fazia na minha conta pessoal. Então, se vocês quiserem acompanhar as novidades do blog, bem como um punhado de textos, vídeos e coisas bacanudas das internets, sigam o @semformol.

Vai estar tendo BEDA, sim

Não sei de onde exatamente veio esta coisa de BEDA. Se originalmente o A era de abril ou de agosto ou mesmo se o original é o BEDA – com B de blog – ou o VEDA – com V de vlog, ou de vídeo. Só sei que tanto o BEDA quanto o VEDA existem e, se você acompanha blogs e/ou canais no YouTube, você provavelmente já ouviu falar de um dos dois.

Para quem não está entendendo nada, eu explico. O BEDA consiste simplesmente em blogar, isto é, postar todos os dias durante o mês de agosto (ou abril). A sigla vem de blog every day august ou algo assim. Da mesma forma, o VEDA acontece lá no YouTube, onde os youtubers e/ou vloggers postam vídeos diariamente durante o mês de agosto ou de abril.

Em agosto do ano passado, o BEDA invadiu meu feed. Muitos blogs que acompanho/acompanhava entraram na brincadeira a convite do Rotaroots, um grupo que visava recuperar o melhor da “blogosfera de raiz” e que acho que meio que morreu. Eu assisti tudo de camarote, sofrendo por não conseguir entrar na roda porque era um mês cheio para mim: estava me mudando de volta para São Carlos uma semana depois de entregar as chaves do meu primeiro apartamento, comecei a estagiar em tempo integral e estava entrando na reta final do meu TCC.

Só que este ano, as coisas estão bem diferentes. A vida não está mais fácil, mas eu tenho mais tempo livre. Além disso, tenho querido e tentado retomar o hábito de blogar e acredito que me esforçar para o fazer todos os dias durante um mês pode ajudar. Ou não, mas não custa tentar.

Ontem foi dia 1º e foi segunda-feira, então teve linkagem. Isto me deu um tempinho extra para pensar se queria mesmo fazer BEDA aqui no blog. Depois de ponderar um bocado e de perguntar para vocês lá no Twitter, decidi que vou, sim, tentar. Não garanto que vá dar certo. Não garanto que eu vá, de fato, conseguir publicar um post por dia durante os próximos 29 dias por aqui. Não garanto que eu não vá desistir no meio, atrasar um ou outro texto e até mesmo pular um ou outro dia. Mas garanto que eu vou tentar e que estou, como sempre, aberta às sugestões de vocês. Então, se tem alguma coisa a dizer, miga, manda a ver naquela caixa de comentários, ok?

Olá, pessoas!

Bem vindos ao novo Sem Formol Não Alisa, agora no WordPress.

Em novembro, decidi transferir o blog. Era pra ser coisa rápida. Coisa de um mês. Minha intenção era trabalhar nisso em dezembro e continuar atualizando o blog normalmente. O primeiro post de 2016 já seria no endereço novo.

Só que aí aconteceram muitas coisas. Dezembro é sempre muito cheio e muito corrido e eu realmente não sei onde eu estava com a cabeça quando pensei que conseguiria encaixar a trabalheira de transferir o blog ali.

No começo do mês, estava acabando minha graduação. Isso quer dizer que além do trabalho no estágio (que sempre foi pesado), eu estava entregando a versão final do meu TCC e meu relatório de estágio e eu tinha que ir atrás da documentação para me formar. Depois da formatura (que foi dia 18/12), já era praticamente Natal e aí é aquela coisa toda de festas de final de ano e, é claro, meu aniversário.

Janeiro e fevereiro também foram meses muito agitados. Tive que “encerrar” minha vida em São Carlos, preparar minha mudança, entregar meu apartamento. Além de toda a burocracia, as andanças e a trabalheira, me mudar de São Carlos teve uma carga emocional muito grande. Aquela cidade foi minha casa durante os seis anos mais intensos da minha vida e me despedir dela significa não somente não morar mais ali, mas dizer adeus àquela minha vida de estudante-dona-de-casa, que era difícil, porém deliciosa.

Além disso, ainda estou me organizando e me acostumando a esta vida de recém-formada. Ainda não tive tempo de ir atrás do meu CREA. Procurar emprego tem sido complicado em tempos de crise econômica. Prestei concursos para os quais mal consegui estudar. Estou achando muito complicado voltar a morar integralmente em São Joaquim e com os meus pais.

Em meio a isso tudo, meu computador quebrou. Estou há mais de 40 dias sem meu próprio notebook, o que complica muito minha vida, especialmente procurar emprego, estudar para os concursos e, vejam só, transferir o blog.

É por isso que demorou tanto. E é por isso que eu sumi. Eu não queria voltar a atualizar o blog enquanto não estivesse tudo certinho (ou quase) no endereço novo e acabei esquecendo de dar satisfação a vocês.

Bem, então é isso, pessoal. Procurem atualizar seus favoritos e feeds, ok? E, por favor, se notarem qualquer problema no blog novo, qualquer rede social do blog que ainda esteja com o endereço antigo ou qualquer coisa do gênero, me avisem?

 

Oito!

O blog anda de hiatus não anunciado e deve continuar assim por mais alguns dias, mas hoje é aquele dia especial em que pode faltar o que for, mas não falta post, nem falta amor. Tudo isso porque, 8 anos atrás, no dia 13 de outubro, eu decidi que o Capricious, meu querido Cap, já não me servia tão bem mais e, mais uma vez, como tantas vezes antes, migrei meu blog pessoal de endereço e criei um nome novo. Mal imaginava eu que me apegaria tanto àquele nome completamente aleatório que estaria escrevendo até hoje naquele mesmo endereço (ou quase, já que o blog migrou do Blogger Br pro Blogger em 2009, mas me deixem #licençapoética).

Pois é. Hoje o Semformolindo faz 8 anos e eu, tia véia quando cheguei tudo isso aqui era mato dos blogs, fico mais próxima dos meus 13 anos de blogosfera. Íris, a cã, que também já passou pro lado omg tô velha da força, também faz aniversário hoje. São 11 anos de fofura e só por isso também vai ter fotinha dela neném neste post.

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Vocês desculpem o post improvisado, a falta de eloquência e a linguagem de Twitter. Desaprendi a escrever de tanto escrever. Já disse que odeio quando minha vida atrapalha minha blogagem? Pois então. Logo ela deixa de atrapalhar e eu volto. Prometo que volto. E daí podemos começar o nono (OMG!) ano de blog com um monte de postagem nova, que nem a gente gosta.

Resumão: Agosto/2015

Honestamente, não sei por onde começar este post. Talvez eu tenha desaprendido um pouco desta coisa de blogar depois de tanto tempo distante. Talvez eu tenha muito o que dizer e simplesmente não saiba do que falar primeiro ou tenha receio de me esquecer de algumas coisas. Talvez eu tenha escolhido um mau momento porque estou cansada, é tarde, é domingo, é véspera de feriado, estou em casa (em São Joaquim) e quero fazer tudo ao mesmo tempo agora.

Agosto foi um mês bem assim: tudo ao mesmo tempo agora. Os dias pareciam imensos de tanto que neles aconteciam, mas ainda assim passaram voando e “não deu tempo” de fazer tudo o que eu gostaria. Acho que é normal essa ansiedade quando acontecem tantas mudanças de uma só vez e a gente quer se adaptar a tudo logo. Quando nosso cotidiano fica enlouquecido e acelerado, é difícil desacelerar mesmo.

Contei um pouco da loucura que foi meu julho e dos acontecimentos que levaram às novidades de agosto no último resumão. No dia 1º, me mudei de volta para São Carlos, porém agora em um apartamento novo, em um prédio novo e em um bairro novo. Na segunda-feira, ao invés de voltar às aulas, fui para o meu primeiro dia de estágio. Hoje, mais de um mês depois, já estou razoavelmente acostumada com a casa e a vizinhança novas e com a rotina, o ambiente e os colegas de trabalho.

Aquele verso daquela música da miga Taylor que diz “life was never worse, but never better” e que serve tão bem pra todas as fases da faculdade, também tem caído bem pra essa fase final. Tenho andado muito cansada e tenho apanhado pra c*ralho desta coisa de trabalhar o dia todo no estágio e ter que fazer tripla jornada de dona de casa e estudante (porque, afinal, ainda tenho meu TCC e os prazos, migos, estão batendo na porta). Por outro lado, estou muito feliz com minha nova rotina e tenho gostado bastante do trabalho e do apartamento novo.

Além disso, teve a saga – longa, desgastante e completamente bizarra – da internet. Fiquei 20 dias sem conexão em casa porque absolutamente tudo o que poderia dar errado, deu. Nesse meio tempo, o blog e as minhas redes sociais ficaram abandonados, meu TCC rendeu muito pouco e eu gastei muito dinheiro e energia tentando fazer com que as coisas dessem certo.

Como vocês devem ter imaginado, não sobrou mesmo muito espaço para outras coisas que não essas transições (e aborrecimentos) todas. Continuo distante dos livros que não os do TCC, as revistas continuam empilhadas vergonhosamente num canto e andei lendo menos coisas online – ainda que o Pocket tenha sido bem útil nesta fase sem Internet em casa. Só assisti dois filmes novos este mês e não me empolguei com nenhum. (Achei Boyhood entediante e excessivamente longo e Sex Tape me pareceu um clássico caso de plot mal aproveitado.) Por outro lado, maratonei The Big Bang Theory e terminei mais uma temporada com aquela sensação de que o seriado se perdeu bastante e continua pecando horrores em termos de representação feminina. Também maratonei Orange Is The New Black e eu não consigo nem começar a falar sobre como tenho amado esta série. Comecei a terceira temporada hoje, então, pelamordadeusa, sem spoilers, migos.

Em meio a isso tudo, o blog deixou de ser prioridade. Continuo trabalhando em alguns detalhes deste layout novo, mas não consegui fazer muito ainda porque o coloquei no ar justamente às vésperas da minha vida virar de ponta cabeça. Em termos de posts, só consegui postar a linkagem de segunda uma vez, mas não deixei de publicar o texto do Blog Day.

Agora em setembro, talvez surjam por aqui os textos que não tive tempo (ou energia) para desenvolver em agosto, mas que estão enchendo os rascunhos do blog. Também quero voltar a gravar ao menos um vídeo por mês, portanto estou abertíssima a sugestões.

Resumão: Julho/2015

Eu disse no último post, que a vida andava uma montanha russa e essa, definitivamente, é a melhor metáfora para julho. Enquanto junho foi um mês de últimas vezes e encerramento de ciclos, julho foi um mês de transição, de processar estes encerramentos ao mesmo tempo em que novos inícios despontavam e também exigiam atenção, tempo e dedicação.

Minha mudança do apezinho 02 foi, oficialmente, em julho. E, quando digo julho, quero dizer o mês todo mesmo. No dia 1º, esvaziei os armários e já preparei algumas caixas e malas para a mudança. No dia 9, viemos para São Carlos (sim, estou escrevendo este post de São Carlos e já já conto o porquê), encaixotamos o que faltava, desmontamos móveis e carregamos um caminhãozinho e o carro da minha mãe com minhas tralhinhas e levamos tudo para São Joaquim. No dia 17, tive que vir para São Carlos apenas para acompanhar a vistoria, perdendo um dia todo na estrada, praticamente. No dia 24, terminei de preparar a documentação de entrega do apartamento e, entreguei, definitivamente, as chaves. No dia seguinte, eu estava novamente na imobiliária para buscar um apartamento novo porque, como eu disse, julho foi uma montanha russa.

Junto à mudança e à entrega do apartamento, aconteceram muitas coisas. Eu consegui um estágio na prefeitura de São Joaquim da Barra, que estava andando muito bem, obrigado, até que algumas regras da prefeitura e da USP impediram as duas instituições de firmarem o convênio que eu precisava para o estágio valer. Só não fiquei mais chateada que o estágio não vingou porque, mais ou menos na mesma época, fui chamada numa empresa de consultoria daqui de São Carlos para conversar e – wait for it – consegui um estágio! E é por isso que estou em terras são-carlenses hoje e que fui procurar um apartamento novo no dia seguinte em que entreguei o antigo.

Em uma semana, escolhemos um apartamento, preparamos toda a papelada e e eu me mudei para um apartamento novo, bastante diferente do 02 da rua Luiz Saia. Ainda falarei mais sobre meu novo cantinho aqui no blog, até com apartment tour, se vocês quiserem.

Fora isso, não sobrou muito tempo em julho para qualquer coisa que não fosse curtir o máximo que eu pudesse minhas pessoas (inclusive, minha pessoa canina) e me viciar completamente em The Middle a ponto de assistir as seis temporadas em três semanas.

Aqui no blog, o mês foi pobrinho em posts, apenas com um resumão, duas linkagens de segunda e um vídeo, porém, ganhou um visual novo, no qual eu ainda estou trabalhando, então perdoem os errinhos e coisas fora do lugar.

Por enquanto, o blog deve continuar pouco atualizado e os ajustes no layout devem se alongar mais do que eu esperava. Como me mudei de volta para São Carlos há apenas uma semana, ainda não tenho Internet no apartamento e estou passando o dia todo no estágio, não conseguirei postar muito nas próximas semanas. Entretanto, prometo que vou tentar atualizar o blog o quanto for possível, ok?

Resumão: Junho/2015

Em um ano de primeiras e últimas vezes, junho foi um mês de últimas. O último mês do semestre também foi o último mês de aulas da minha graduação, o último final de período, o último mês morando no apartamento 02. O mês da última prova, da última apresentação de seminário, da última aula e talvez da última vez sentada naquelas carteiras, naqueles bancos, debaixo daquelas árvores, naquele prédio, naquele campus com o qual mantive aquela mesma relação entre tapas e beijos que sempre tive com meu curso e com São Carlos. Junho foi o mês da última pizza do Bom Pedaço devorada no sofazinho verde, da última ida ao shopping por aquele mesmo caminho de sempre, da última compra da semana no Arco-Íris, do último banho naquele chuveiro difícil de se acertar a temperatura, da última pipoca do Lu no meio da madrugada de um dia de semana porque nos distraímos conversando e mesmo tarde, a fome bateu. É claro que isso tudo e mais tantas outras coisas podem voltar a acontecer algum dia, mesmo que não exatamente da mesma forma ou no mesmo lugar. Mas, se não acontecer, tudo bem. É sempre difícil fechar um ciclo e deixar uma parte da nossa vida para trás. Principalmente uma parte tão importante. Mas a história fica. As lembranças ficam. As coisas que aprendemos ficam. As pessoas ficam. (Ainda que separadas por quilômetros de distância.)

Eu ainda tenho São Carlos, e o Lu e até mesmo os móveis do apezinho. Ainda tenho parte da mudança para fazer e muita burocracia para resolver em terras são-carlenses. Ainda tenho meu TCC para finalizar e apresentar. Ainda tenho meu diploma para buscar. Ainda tenho os colegas (parte deles, pelo menos) para rever. Vou remontar o apezinho em algum outro lugar, provavelmente não no apartamento 02, mas quem sabe em São Carlos novamente, talvez até mesmo no Jardim Santa Paula e, por que não, na rua Luiz Saia? Quem sabe neste novo apartamento ou num outro não tenha o Lu novamente, acordado comigo madrugada afora em plena quarta-feira?

Meu futuro próximo nunca foi tão incerto. Tenho prazos para cumprir, compromissos e coisas a fazer, mas a minha rotina e até mesmo minha casa nos próximos meses são incógnitas. Sigo procurando estágio ansiosa porque nunca soube lidar com essa indefinição. Sigo trabalhando no TCC, mais animada agora que consegui terminar uma das etapas mais complicadas e que menos dependiam de mim. Sigo na graduação porque, apesar da festa do final de janeiro, ainda não me formei. Sigo dividida entre sentimentos muito opostos, mas hoje estou mais calma e confiante, tentando viver um dia de cada vez, ainda que com um olho no futuro e planejando meus passos conforme é possível.

Este final de curso tem me ensinado mais do que eu esperava. Ou, ao menos, tem me relembrado de lições que insisto em esquecer. Inevitavelmente, as coisas vão sair do nosso controle. Aliás, a maioria delas não está, nunca esteve e nunca estará sob nosso controle. Eu posso fazer minha parte e torcer para que os outros (e a vida, o universo, deus, ou sei lá o que) façam a deles. Ou do what I can and hope for the best (conselho da Frankie sobre filhos que vale pra tudo na vida).

Fora isso, junho também foi mês de colecionar minions e rascunhos de posts nunca publicados. Foi mês de eat my feelings e o que mais tivesse para comer. Foi mês de lidar com hormônios enlouquecidos e gripe forte porque tá pouco de coisas para lidar, manda mais. Foi mês de ignorar o Instagram (guedss) e usar cada vez mais o Snapchat (daniguedss), mesmo que eu ainda apanhe um bocado do aplicativo. Foi mês de me encantar novamente pelo céu e não cansar de fotografar o pôr-do-sol. Foi mês de sofrer a cada login no Timehop ao ler os tweets sobre a Copa. Foi mês de maratonar Daredevil e The Middle, começar My Mad Fat Diary e dar mais um tempo em Dragon Ball. Foi mês de começar a reler A Hora da Estrela, como se eu não tivesse livros começados e para ler o suficiente. Foi mês de assistir filminhos de comédia porque a leveza era necessária. No mesmo sentido, foi mês de jogar coisas fora e me preparar para a mudança.

Aqui no blog, foi um mês pobre. Como eu disse, escrevi muita coisa, mas todos estes textos se mantêm na pasta de rascunhos e talvez nunca saiam de lá. Escrevi sobre minimalismo – meu post favorito do mês – e sobre ser desastrada e postei seleções de wallpapers e de links bacanas. Gravei um vídeo. Até mesmo editei um vídeo. Mas ainda não o postei. Ainda trabalhando no canal do blog, fiz thumbnails novos e editei as descrições.

Para julho e para este semestre, não prometo nada. Só espero que seja mês (e sejam meses) de inícios e primeiras vezes.

Resumão: Maio/2015

Ao contrário de março e abril, que pareceram se arrastar, maio passou rápido. Não foi um mês muito melhor do que os anteriores, mas definitivamente, passou voando. Não sei se essa impressão é fruto da improdutividade deste mês pra qual ainda não tenho muitas justificativas ou se é por talvez ser um dos meus últimos meses em São Carlos e eu já estar sofrendo por antecipação. Qualquer que seja o motivo, entretanto, ele não é mais relevante. Estamos em junho, então terminemos logo este resumão e nos despeçamos de maio.

Este mês começou com uma gripe chata e um grande cansaço acumulado e terminou com aniversário de cinco anos de namoro e show da Pitty. Foi um mês de passeios singelos, de tomar picolé na praça 7 de Setembro (em São Joaquim) e almoçar em família. Foi mês de assistir Vingadores: Era de Ultron no cinema e filmes dos anos 80/90 com meus pais nos finais de semana. Foi mês de fotografar pouco para o Instagram, mas de conhecer o Snapchat (daniguedss). Foi mês de focar mais nas últimas disciplinas da graduação do que no TCC. Foi mês de maratonar House quase diariamente e voltar a assistir Dragon Ball. Foi mês de ler pouco e andar muito; de passar tanto tempo em São Joaquim quanto em São Carlos; de fazer meu primeiro concurso público; de enfrentar perrengues inesperados e previsíveis; de voltar a jogar Cartola FC; de reescrever o perfil do blog e mexer em mais alguns detalhes da identidade visual daqui; de fazer o vídeo mais curto da história do blog e escrever sobre essa coisa do gente de exatas x gente de humanas; de atrasar linkagens de segunda e postar menos do que eu gostaria.