Um post de aniversário

O tempo passa, o tempo voa, e nem mesmo a poupança Bameirindus continua numa boa.

Peço perdão pela piada de tio do pavê, mas situações desesperadoras pedem medidas desesperadas – tais como piadas de tio do pavê e lugares comum.

Vocês estão cansados de saber que anda difícil pra mim esta coisa de escrever. Então, relevem.

Mas, de fato, o tempo passa, o tempo voa. Falo destas últimas duas semanas, em que eu tinha planos de voltar ao blog, publicar alguma coisa, talvez dar um tapa no visual disso aqui, sei lá, qualquer coisa. Algo em mim quer desesperadamente se reconectar ao blog, especialmente este mês, especialmente hoje. Mas, como sempre, a vida acontece e engole a gente. Tem os compromissos e os imprevistos e os prazos. Tem a ansiedade e a tendinite e o corpo que decide passar por uma segunda puberdade aos 26 anos. Eis que chega a roda viva e carrega o blog pra lá.

O tempo passa e o tempo voa também porque hoje o Sem Formol Não Alisa completa 10 anos. Uma década. Quase 522 semanas. 3653 dias. É coisa pra c*ralho. Aliás, eu acho que já disse isso. (Sim, disse sim.)

Eu tenho mais anos de vida “sendo blogueira” do que não sendo. Em 2003, quando eu tinha 12 anos, entrei oficialmente pra blogosfera, quando criei meu Blog da Dani, o primeiro de muitos. Eu já lia blogs há cerca de um ano nessa altura. Depois do Blog da Dani, que era hospedado no IG (lembram do IG?), vieram dezenas (literalmente dezenas) de blogs. Eu estava sempre mudando nomes, endereços, hospedagens. A concepção de um blog novo por trimestre era praticamente regra na blogosfera dos early 2000s. Aliás, a coisa toda era muito diferente naquela época.

Meu primeiro blog foi criado em um computador de mesa barulhento e frequentemente super aquecido, num sábado depois das 14h, que é quando a gente pagava pulso único. O Blog da Dani é cria da internet discada.

Sem Formol já é mais moderninho. A gente já tinha banda larga e, com muita paciência, já conseguíamos fazer coisas como assistir vídeos online ou baixar músicas inteiras em menos de um dia. As tecnologias mudaram muito nos últimos 10 anos.

Mas não foram só as tecnologias. A Daniela que criou este blog era bastante diferente da que escreve este textão hoje. Nós temos muitas das mesmas esquisitices e algumas obsessões só cresceram com o tempo. Muitos defeitos se intensificaram, mas muitas qualidades também. Alguns defeitos ficaram pelo caminho. Algumas qualidades também. Acontece.

Nestes dez anos, como era de se esperar, aconteceram muitas coisas. Minha vida virou de cabeça para baixo algumas vezes. Tive meus altos e baixos. Perdi muito, mas ganhei muito também. Vivi pequenas e grandes vitórias. Sofri pequenos e grandes tombos, muitas vezes literalmente. Aprendi mais do que jamais achei que seria capaz de aprender e descobri que tenho muito mais a aprender do que jamais serei capaz. Realizei sonhos dos mais antigos. Fiz coisas que jamais imaginei que faria. Tomei decisões estúpidas, fiz escolhas geniais. Cresci muito. Inclusive uns 2cm pra cima e vários centímetros para os lados todos.

E o blog sempre esteve lá. Talvez meio de lado, meio preterido pelas prioridades, meio abandonado em meio ao caos, mas sempre ali. Uma espécie de refúgio. Uma espécie de porto seguro, pra onde voltar quando as coisas complicam. Pode ser que o blog tenha perdido um pouco da sua importância na minha vida com o passar dos anos. A tecnologia mudou, a internet mudou, minha vida mudou, e isso se reflete aqui.

Eu me questiono o tempo todo se ainda há espaço para os blogs pessoais, se o Sem Formol é bem-vindo nesta internet de likes e relevância e redes sociais. Se não seria mais prático e inteligente transferir-me completa e definitivamente para as newsletters ou qualquer coisa que o valha. Ou ainda se escrever na internet ainda é algo que eu deveria estar fazendo.

Mas nada disso me impede de celebrar o dia de hoje. O Sem Formol foi, é e sempre será muito importante pra mim. Aqui eu fiz bons amigos, aprendi um bocado, consegui até mesmo administrar melhor minha ansiedade. Graças a este espaço, conheci algumas das minhas pessoas favoritas, saí de crises e vórtices de pânico, tive oportunidade de escrever em espaços bacanas e com gente que eu admiro, dividi um pouco de mim com o mundo e recebi muito amor de volta. E, por isso, eu sou eternamente grata. Ao blog. E a vocês.

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Repost: Adeus, Cap (ou O Primeiro Post da História do Sem Formol)

Hoje começa o mês de outubro. Outubro sempre foi um mês agitado aqui em casa. É o aniversário do meu pai. É quando ele tira férias também. Tem o dia da criança. Foi quando a Íris nasceu. Foi quando começou a maratona de vestibulares de 2009. Foi o derradeiro mês para a entrega do meu TCC. Foi quando eu criei o Sem Formol Não Alisa.

Este mês, o blog completa 10 anos de existência. É tempo pra c*ralho, ainda que grande parte destes anos seja de uma existência meio capenga, meio sobrevivida apesar da vida toda acontecendo paralelamente e o blog sendo sempre deixado de escanteio.

Mas não importa se tenho postado pouco, se minha relação com a blogosfera esteja em crise e se o blog tem passado por muitos hiatus (não) planejados nos últimos anos. Eu quero comemorar os 10 anos de Sem Formol porque eu reconheço a importância que este blog (e também os que vieram antes dele) tiveram na minha vida.

Ao longo do mês, pretendo vir aqui mais vezes. Talvez contar (e recontar) a história do Sem Formol Não Alisa. Talvez falar sobre qualquer outro assunto e celebrar o blog ressuscitando-o, ainda que talvez só por um tempinho, só pra ter um gostinho, só pra matar a saudade. Vamos ver no que dá. Sem pressão, tá?

– – –

Bom, para dar início aos trabalhos, sendo hoje o primeiro dia do mês de aniversário do Sem Formol, eu decidi republicar o primeiríssimo post do blog, que se perdeu nas mudanças de hospedagem dos últimos anos. O texto que reproduzo aqui não tem nada demais, exceto por ter inaugurado o blog mais longevo destes meus 14 anos de blogosfera. (E me lembrar de uma Daniela adolescente de 16 anos muito certa de que manjava dos paranauês todos da vida.)

Este post foi escrito e publicado de um computador de mesa em uma lan-house (!) no Guarujá (!!). Eu tinha planos de botar o blog novo no ar antes de viajar com meus pais, mas não consegui. Nerd que sou, a primeira coisa que fiz quando cheguei ao destino foi procurar uma lan-house.

Tímida e introvertida, tenho uma enorme dificuldade em conversar com pessoas pouco conhecidas e sou péssima em me expressar falando. Isso sempre fez com que eu reprimisse minhas opiniões. Me sinto à vontade com os amigos mas, como são poucos, nem sempre tenho com quem falar ou nem sempre surge uma oportunidade para conversar sobre um determinado assunto. Assim, acabo reprimindo-me ainda mais.

Minha primeira solução foi falar sozinha, porque senão enlouqueceria caso mantivesse todas aquelas idéias na cabeça sem deixá-las escapar. Depois, passei a escrever. Mas eu não me contentava. Eu queria me expressar, não somente falar ou escrever algo que ninguém jamais escutaria ou leria. E foi assim que conheci os blogs em 2003.

Criei um e passei a escrever todas as minhas besteiras e futilidades. É claro que eram só uma ou duas pessoas que liam. Depois do primeiro blog, criei vários outros. E enquanto trocava de blogs e ia escrevendo, minha vida foi acontecendo. Amadureci e acredito que até mesmo meus textos demonstrem isso. Fui melhorando minha forma de escrever cada vez mais, até produzir textos realmente bons e conquistar algum reconhecimento e um grupo maior de leitores com o Capricious, um blog criado três anos depois do primeiro.

As mudanças de blog geralmente eram resultado da vontade de mudar a própria vida. Sem dúvidas, o Capricious foi o meu blog mais significativo. Ele resistiu a algumas mudanças e foi um companheiro e tanto em vários momentos interessantes. Quando o criei, eu era uma pessoa. Agora, pouco mais de um ano depois, fecho-o como outra, muito mais madura e certamente mais feliz.

Adeus, Cap.

Linkagem de Segunda #62

Migas, hoje a Linkagem tá bem longa porque, novamente, deixei acumular algumas semanas. Então, não vou me demorar nesta introdução e deixo logo vocês com os links desta segunda:


Uma animadora história de depressão, Camila Freire no Coxia dos Desconchavos

How Crazy Ex Girlfriend‘s Rachel Bloom survived the worst depression of her life, Emily Mahaney na Glamour

A inestimável leveza de estabilizar, Débora Nisenbaum o Trendr

O tempo das coisas e o tempo da gente, Yasmin Wilke no Indiretas do Bem

Contra a ditadura do bem-estar, Mercedes Cebrián no El País

Afinal, qual é o nosso papel na internet?, Mari Rodrigues no Hoje Vou Assim Off

Transtornos alimentares são uma forma de gordofobia?, Stephanie no Desfabuloso Destino

Vamos falar sobre transtornos alimentares?, Jordana Andrade na Capitolina

Transtornos alimentares: uma questão de gênero e gordofobia, Jarid Arraes na Fórum

Eu, feminista e com um transtorno alimentar, Beatriz Klimeck no Medium


Como levar cosméticos na mala de viagem?, Thais Marques no Coisas de Diva

Como viajar levando poucos produtos de cabelo na mala?, Mariana Boaretto no Cacheia!

Efeito build up: o que é, como evitar, Maressa de Sousa no Cacheia!


Bem-vindo ao lar, Spidey, Gabriela Franco no Minas Nerds

Gente que sabe que a força vem de dentro, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

Crítica: Homem Aranha: De Volta ao Lar, Thay no Valkírias

As personagens femininas em Homem Aranha: De Volta ao Lar, Rebeca Puig no Collant


Me perguntaram no Curious Cat o que eu gosto de assistir no YouTube. Daí fui dar uma olhadinha nas minhas inscrições e no meu histórico e me senti tão nerd, migas. Não esse nerd cool que tá “na moda”. No, sir. Aquele nerd que geralmente todo mundo odeia mesmo. Aquele nerd que recebe todas as reviradas de olhos do mundo porque honestamente se interessa e se empolga com coisas com as quais ninguém se importa. O famoso dork. O Ross. A Monica. (Eu sou praticamente um Geller.)

Geralmente eu fico meio constrangida que compartilhar as “bobagens” que eu gosto de assistir no YouTube. Porque, assim como a Rory, I like knowing things. Eu posso ficar horas assistindo vídeos variados sobre assuntos que não vão fazer a mínima diferença na minha vida. Eu posso ficar horas assistindo experimentos bestas de física e suas explicações cabulosas, vídeos sobre espécies de aranhas que eu nunca vou encontrar na vida e todas as coisas que podem deixar seu cocô colorido, por exemplo.

Só que, além de ser uma estupidez eu com 26 anos na fuça e vergonha das coisas que me interessam, aposto um braço que tem nerds como eu ♥ que seguem este blog e que também podem se interessar por estas bobagens todas. Então, vou começar a compartilhar estes vídeos também, começando com os que eu vi estes dias no SciShow (este canal maravilhoso) e que podem até ser úteis (ou informativos):

Ainda nesta vibe, devo confessar que sou fãzoca do Dr Drauzio Varella, do tipo que assistia ao Fantástico só porque tinha quadro dele. Agora, acompanho o canal no YouTube e gosto bastante. Esses dias vi um vídeo bem interessante sobre informações sobre saúde na Internet e o “Dr Google”, que vale a pena assistir.


Museu Van Gogh libera centenas de pinturas, esboços e cartas do artista para baixar em alta resolução, Carol T. Moré no Follow The Colors


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todas as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

Linkagem de Segunda #61

Ok, ok, eu sei. Estou atrasada com a Linkagem de Segunda, sumi do blog por mais de um mês, não tem newsletter desde maio. Mas, em minha defesa, era final de semestre na pós-graduação, minha casa estava em reforma e tive uma tendinite que durou quase três semanas. Então, perdoem o sumiço, tá?


Neste meio tempo, foquei nas leituras da pós-graduação e em colocar as newsletters em dia, por isso não tenho “”muito”” o que compartilhar hoje. Ou, pelo menos, não tenho tantos links quanto se poderia esperar de seis semanas de acúmulo. De qualquer forma, espero que vocês curtam e relevem um ou outro tema ligeiramente atrasado (como os trocentos textos sobre Mulher Maravilha).

E, vale botar o lembrete aqui, se você não quiser esperar pelas Linkagens, estou sempre compartilhando links no arroba do blog lá no Twitter.


Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Linkagem de Segunda #60

Quando escrevi a Linkagem de número 50, nem me atentei pro fato. Quero dizer, nem me toquei que aquela era a 50ª linkagem e, portanto, um marco, um milestone. Logo eu que sou tão ligada nestas bobagens.

Na época, eu tava passando por uma fase especialmente ruim, algo que acredito que vocês tenham notado pela introdução daquele post. Além disso, estava frustrada com meu epic fail na tentativa de fazer uma BEDA para ressuscitar o blog.

Mas, desta vez, eu percebi o número redondinho ali no título do post a tempo e vou fazer um big deal sobre ele, sim. Sessenta linkagens é coisa pra caramba, principalmente nesse momento de crise blogueirística. Então eu só queria comemorar um pouquinho, ficar felizinha e orgulhosa, principalmente porque amo as linkagens e elas são grandes responsáveis pela sobrevida que o Sem Formol anda tendo ultimamente. ♥ (E qualquer desculpa para usar um gif do Rocky é bem-vinda.)


Obrigada pelas vidraças.


Memes, a única instituição funcionando plenamente no Brasil.


Kid Vinil e o amor sequestrado.


‘Women of NASA’: coleção da Lego para homenagear mulheres cientistas.


Acho que está na hora de assumirmos que, nós, millennials somos absolutamente péssimos (em inglês) (sim, claro, isso foi irônico).


Na semana passada, escrevi aqui (e na newsletter) sobre essa coisa toda de escrever-na-internet sobre si mesmo, particularmente em blogs pessoais e newsletters. Naquele post, compartilhei alguns links interessantes sobre o tema (e outros assuntos correlatos), então recomendo o clique.


Esses dias inventei de assistir Uma Linda Mulher depois de anos e tive vontade de entrar dentro da televisão só pra arrastar a cara de Edward no asfalto. Daí li este post e me senti representada demais.

“Parece que os roteiristas tiveram a ideia para Uma linda mulher pensando como seria se alguém tipo o Joesley Batista, da JBS, fosse o herói de uma comédia romântica. Se esse subplot virasse um escândalo de corrupção à la Lava Jato, talvez eu me interessasse mais.”

Isso também me lembrou estes dois posts maravilhosos da Lara Vascouto sobre aqueles heróis românticos que a gente não queria na nossa vida nem pintado de ouro (parte 1 e parte 2). Também nesta vibe de desconstruir nossos filmes favoritos sem dó nem piedade, vale a leitura desse post bem honesto também da Lara sobre Simplesmente Amor.


Essa moça Petra fez uma lista bem legal no BuzzFeed com 13 personagens mulheres não-princesas subestimadas em animações (em inglês) e, como ela mencionou personagens que eu amo profundamente (como praticamente todas as moças de Atlantis e Megara de Hércules e Esmeralda de O Corcunda de Notredame ♥), tô com bastante vontade de assistir aos filmes citados que eu não conheço ainda.

Também aproveito pra perguntar pra vocês quem vocês colocariam na lista? Eu definitivamente botaria Lilo e Nani de Lilo & Stitch, Astrid e Valhallarama de Como treinar o seu dragão, Hardscrabble de Universidade Monstros, Colette de Ratatouille e Tiana de A Princesa e o Sapo (porque, na real, ela só vira princesa no finalzinho do filme).


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todos as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.

Escrever-na-internet, blogs pessoais e um ano de newslettinha

Como boa overthinker que sou, ando pensando demais nessa coisa de escrever-na-internet, principalmente quando sua “linha editorial” é não-ter-linha-editorial e seu principal tema é você mesma.

Parece que ninguém mais escreve sobre si mesmo online. Quero dizer, é claro que nossos perfis nas redes sociais geralmente são egocentrados, mas nos blogs, sites e páginas por aí o assunto é cada vez menos as pessoas e suas banalidades. Pelo menos na minha bolha, o que vejo são blogs pessoais sendo abandonados, deletados, transformados em blogs de nicho. Quem antes mantinha um blog pessoal tem desistido de escrever ou tá indo escrever em outros canais, falar de feminismo, de cultura pop, de minimalismo ou qualquer outro assunto. Muita gente largou mão do texto e foi fazer vídeo. Muita gente abandonou o “diário virtual” e voltou pro diário de papel. E tem a galera que migrou para as newsletters, seja para escrever sobre um tema específico, seja para escrever quase como era na blogosfera de outrora.

Não digo nada disso como uma crítica ou qualquer coisa do tipo. São apenas constatações. É apenas o que eu observo acontecendo e nem sei mesmo qual é a minha opinião. Só sei que tudo isso me deixa meio mal, meio chateada.

Porque eu amo a blogosfera. Eu sempre defendi os blogs e, particularmente, os blogs pessoais. Eu escrevo-na-internet desde 2003, quando eu tinha 12 anos, e isso acabou se tornando uma parte importante de mim. Escrever-na-internet mudou minha vida em muitos sentidos. Não como aconteceu com a Lia Camargo, a Bruna Vieira ou qualquer outra celebridade de internet que fez fortuna e construiu um pequeno (e às vezes não tão pequeno) império do seu quarto em casa. Neste sentido, meu blog é um “fracasso”. As estatísticas são vergonhosas. Os acessos têm caído vertiginosamente. A maioria dos posts não tem um único comentário. E eu não consigo manter uma frequência de atualização decente há alguns anos. Nunca ganhei um centavo com o blog. Não encontrei meu chamado, minha vocação, nem nada do tipo. Nem trabalhar com escrita ou internet eu trabalho. Mas o blog sempre teve uma importância imensa para mim. Uma importância que talvez nem tenha mais. Uma importância que eu provavelmente não saberia explicar direito.

É essa importância, porém, que me levou a sempre defender os blogs pessoais. É o que me leva a ficar chateada a cada vez que um blog querido se transforma num negócio, mesmo quando isso não necessariamente mude muita coisa para mim como leitora. É o que me levou a literalmente chorar quando a Anna encerrou os trabalhos no So Contagious, mesmo sabendo que eu continuaria lendo o que ela escreve por aí (não, ainda não superei) (desculpa, Anna, sou dramática mesmo). É o que me impede de deletar o Sem Formol ainda que eu não me sinta motivada a escrever nele mais. É o que me impede de levar a newsletter a sério porque sempre sinto como se estivesse traindo, de certa forma, a blogosfera. (Eu sei, eu sei, eu sou ridícula.)

Eu me sinto meio estúpida por causa deste meu apego besta à blogosfera. Me sinto meio idiota quando começo a ser corroída por uma culpa infinita porque não ando postando no blog. E daí me sinto mal pelo tempo perdido produzindo posts que terão tão pouca repercussão.

Há um ano, eu criei a Rascunhos Impublicáveis buscando muito daquilo que a blogosfera não me oferecia mais. A princípio, a ideia era manter a newsletter e o blog e ir descobrindo que tipo de coisa eu queria escrever em cada lugar. Eu tinha certeza que queria manter o blog e eu sabia que queria muito me aventurar no mundo das newsletters. Hoje, um ano depois, tenho mais perguntas do que respostas. Me questiono se ainda há espaço na internet para o tipo de coisa que eu escrevo, este conteúdo tão singelo e besta e meio egocêntrico que eu adoro tanto. E vejo que não sou só eu que ando me questionando sobre isso. Num mundo com tanta informação, quem tem tempo e paciência e disposição para se sentar e ler mais um textão sobre a síndrome da impostora da amiga ou aquele causo que não vai acrescentar em nada na sua vida? Mesmo eu, a apegada do textão pessoal, me vejo priorizando o conteúdo que acho mais “relevante”, que “vai mudar minha vida” ou qualquer coisa assim.

Hoje é Dia 24 foi aniversário da newsletter e eu queria estar aqui fazendo um textão feliz sobre como escrever-uma-newsletter mudou minha vida para melhor. Um textão como eram minhas odes à blogosfera outrora. Infelizmente, não vai rolar. O textão de hoje é só um desabafo sem conclusão nenhuma e um convite para você que ainda dedica um pouco do seu precioso tempo a ler esta palerma aqui (aliás, obrigada ♥) me contar o que você acha disso tudo. Me conta o que você pensa, se você também escreve ou já escreveu na internet, sobre o que escreve, o que você gosta de ler online, como faz para escolher o que vai ler nesta imensidão de conteúdo e o que mais você quiser.

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Este texto começou como uma introdução para a linkagem da última segunda-feira, tornou-se um post independente e acabou se tornando o texto da “newsletter de aniversário” que enviei dois dias atrás. Decidi publicar aqui também porque esta era a ideia inicial e acho que faz sentido que este texto fique registrado no blog também.

Tenho recebido um feedback interessante via e-mail (e vou responder todo mundo o quanto antes, prometo) e estendo o convite do último parágrafo para os leitores do blog também.

Além disso, ontem decidi vasculhar meu Pocket e encontrei textos interessantes sobre alguns dos questionamentos deste post e aproveito para compartilhá-los com vocês:

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Créditos da foto do topo: Juliette Leufke/ISO Republic

Algumas considerações sobre a Linkagem de Segunda

Olá, migas! Hoje não é segunda-feira, mas eu queria falar um pouquinho sobre as Linkagens de Segunda.

Talvez este post fique um pouco bagunçado e confuso e pouco coeso, então já peço perdão desde já. Tem sido difícil botar ordem no caos que habita minha cabeça, inclusive escrevendo, então este post é provavelmente o melhor que eu conseguiria fazer agora.


A Linkagem de Segunda nasceu mais de dois anos atrás (!), depois de muito overthinking (quando a gente pensa excessivamente numa coisa). Já fazia algum tempo que eu queria compartilhar com vocês algumas das coisas legais com as quais eu me deparo na internet, mas nunca sabia exatamente como o fazer. Aí é que entrava o overthinking. Eu queria um nome legal, diferentão, com a cara do blog (que afinal de contas se chama Sem Formol Não Alisa). Eu queria escolher o melhor dia da semana, aquele em que as pessoas estariam mais abertas às recomendações (?). Eu queria definir o melhor formato do mundo. Mas, no final das contas, tudo o que eu precisava era seguir meu instinto, sentar e escrever, como sempre foi com o blog.

Foi em novembro de 2014 que eu finalmente parei de enrolar, botei a bunda na cadeira (coincidentemente a mesma cadeira onde minha bunda se encontra neste momento) e escrevi a primeira Linkagem de Segunda. O dia da semana escolhido foi simplesmente o dia em que eu estava escrevendo. O título foi o mais óbvio e simples possível. E o formato me veio tão orgânico e funcionou tão bem por tanto tempo que só vim a questioná-lo e querer mudá-lo recentemente e não descarto voltar a usá-lo.

A “lição” aqui, se é que é preciso haver uma lição, é que às vezes a gente só precisa mesmo começar, dar o primeiro passo, arriscar, ver no que vai dar. É difícil pra uma pessoa ansiosa e metódica como eu fazer algo sem algum planejamento e estudo prévio, mas às vezes é justamente por isso que a gente tem que “só ir”.


Nestes dois anos, foram 55 linkagens. Atrasei em algumas semanas. Falhei em outras tantas. Me permiti adaptar o formato e fugir da periodicidade. Foram estas pequenas rebeldias e desvios – que normalmente me incomodam mais do que deveriam – que ajudaram a manter a longevidade das linkagens de segunda. Bem, isto e o fato de eu gostar tanto de escrever estes posts e o feedback sempre muito positivo que eu recebo de vocês. ❤️


Pode não parecer, mas as linkagens são posts trabalhosos e demorados de se escrever. Isso porque quase sempre inclui desenvolver uma introdução – coisa na qual eu sou péssima – e, principalmente agora, neste formato novo, escrever um pouquinho sobre os links, tentar trazê-los de uma forma que faça sentido, talvez categorizá-los. Além disso, na maioria das vezes, é muito difícil escolher o que vou colocar nas linkagens porque é sempre MUITA COISA. Assim em caps lock mesmo.

(Já contei um pouquinho deste processo aqui.)


Em junho deste ano, fiz os cálculos e descobri que eu lia uma média de 80 textos na internet por semana, o que já é um volume significativo. (Sim, eu sou essa pessoa.) (Sim, eu sou de exatas.) Daí agora no final do ano, me deparei com o Pocket (sempre ele) lotado de coisas novamente. O FOMO, junto com uma necessidade grande de me afastar da internet nos últimos meses, fez com que eu acumulasse uma quantidade grande de links, especialmente textos, por lá. Eu não queria estar online, mas eu não queria perder nada, então salvava tudo para depois, acumulando mais de 600 links.

Como eu disse no último post, estou trabalhando num “grande destralhamento de final de ano” e, embora eu tenha deixado para lidar com a tralha digital só em janeiro, comecei a me dedicar a “limpar” o Pocket desde o finzinho de outubro. Do dia 28/10 até hoje foram mais de 800 textos lidos e quase 450 deletados (porque, neste meio tempo, muita coisa nova entrou além dos 600-e-poucos originais).

Agora imaginem vocês que eu tenho tido, toda semana, cerca de 120 textos potenciais para a linkagem de segunda. Agora pensem na preguiça e na trabalheira. Pois é.

É por isso que eu não tenho postado ultimamente. Porque selecionar os links anda especialmente trabalhoso. (E porque meu notebook quebrou. E porque tô com bursite. E tendinite.)


Geralmente, quando não publico uma linkagem, acumulo os links daquela semana para a próxima. Eu poderia fazer isso agora, sabe? Postar uma linkagenzona gigantesca que seria supercansativa de se escrever e também de se ler. Mas eu decidi dar um tempinho das linkagens por enquanto.

É temporário porque eu gosto muito destes posts e sei que vocês gostam também. É temporário porque logo as coisas se ajeitam e escrever as linkagens volta a ser relativamente simples. É temporário porque eu sei que logo eu sentirei falta delas.

Por enquanto, decidi que vou passar a compartilhar meus links favoritos no arroba do blog no Twitter, assim como eu já fazia na minha conta pessoal. Então, se vocês quiserem acompanhar as novidades do blog, bem como um punhado de textos, vídeos e coisas bacanudas das internets, sigam o @semformol.

Vai estar tendo BEDA, sim

Não sei de onde exatamente veio esta coisa de BEDA. Se originalmente o A era de abril ou de agosto ou mesmo se o original é o BEDA – com B de blog – ou o VEDA – com V de vlog, ou de vídeo. Só sei que tanto o BEDA quanto o VEDA existem e, se você acompanha blogs e/ou canais no YouTube, você provavelmente já ouviu falar de um dos dois.

Para quem não está entendendo nada, eu explico. O BEDA consiste simplesmente em blogar, isto é, postar todos os dias durante o mês de agosto (ou abril). A sigla vem de blog every day august ou algo assim. Da mesma forma, o VEDA acontece lá no YouTube, onde os youtubers e/ou vloggers postam vídeos diariamente durante o mês de agosto ou de abril.

Em agosto do ano passado, o BEDA invadiu meu feed. Muitos blogs que acompanho/acompanhava entraram na brincadeira a convite do Rotaroots, um grupo que visava recuperar o melhor da “blogosfera de raiz” e que acho que meio que morreu. Eu assisti tudo de camarote, sofrendo por não conseguir entrar na roda porque era um mês cheio para mim: estava me mudando de volta para São Carlos uma semana depois de entregar as chaves do meu primeiro apartamento, comecei a estagiar em tempo integral e estava entrando na reta final do meu TCC.

Só que este ano, as coisas estão bem diferentes. A vida não está mais fácil, mas eu tenho mais tempo livre. Além disso, tenho querido e tentado retomar o hábito de blogar e acredito que me esforçar para o fazer todos os dias durante um mês pode ajudar. Ou não, mas não custa tentar.

Ontem foi dia 1º e foi segunda-feira, então teve linkagem. Isto me deu um tempinho extra para pensar se queria mesmo fazer BEDA aqui no blog. Depois de ponderar um bocado e de perguntar para vocês lá no Twitter, decidi que vou, sim, tentar. Não garanto que vá dar certo. Não garanto que eu vá, de fato, conseguir publicar um post por dia durante os próximos 29 dias por aqui. Não garanto que eu não vá desistir no meio, atrasar um ou outro texto e até mesmo pular um ou outro dia. Mas garanto que eu vou tentar e que estou, como sempre, aberta às sugestões de vocês. Então, se tem alguma coisa a dizer, miga, manda a ver naquela caixa de comentários, ok?

Olá, pessoas!

Bem vindos ao novo Sem Formol Não Alisa, agora no WordPress.

Em novembro, decidi transferir o blog. Era pra ser coisa rápida. Coisa de um mês. Minha intenção era trabalhar nisso em dezembro e continuar atualizando o blog normalmente. O primeiro post de 2016 já seria no endereço novo.

Só que aí aconteceram muitas coisas. Dezembro é sempre muito cheio e muito corrido e eu realmente não sei onde eu estava com a cabeça quando pensei que conseguiria encaixar a trabalheira de transferir o blog ali.

No começo do mês, estava acabando minha graduação. Isso quer dizer que além do trabalho no estágio (que sempre foi pesado), eu estava entregando a versão final do meu TCC e meu relatório de estágio e eu tinha que ir atrás da documentação para me formar. Depois da formatura (que foi dia 18/12), já era praticamente Natal e aí é aquela coisa toda de festas de final de ano e, é claro, meu aniversário.

Janeiro e fevereiro também foram meses muito agitados. Tive que “encerrar” minha vida em São Carlos, preparar minha mudança, entregar meu apartamento. Além de toda a burocracia, as andanças e a trabalheira, me mudar de São Carlos teve uma carga emocional muito grande. Aquela cidade foi minha casa durante os seis anos mais intensos da minha vida e me despedir dela significa não somente não morar mais ali, mas dizer adeus àquela minha vida de estudante-dona-de-casa, que era difícil, porém deliciosa.

Além disso, ainda estou me organizando e me acostumando a esta vida de recém-formada. Ainda não tive tempo de ir atrás do meu CREA. Procurar emprego tem sido complicado em tempos de crise econômica. Prestei concursos para os quais mal consegui estudar. Estou achando muito complicado voltar a morar integralmente em São Joaquim e com os meus pais.

Em meio a isso tudo, meu computador quebrou. Estou há mais de 40 dias sem meu próprio notebook, o que complica muito minha vida, especialmente procurar emprego, estudar para os concursos e, vejam só, transferir o blog.

É por isso que demorou tanto. E é por isso que eu sumi. Eu não queria voltar a atualizar o blog enquanto não estivesse tudo certinho (ou quase) no endereço novo e acabei esquecendo de dar satisfação a vocês.

Bem, então é isso, pessoal. Procurem atualizar seus favoritos e feeds, ok? E, por favor, se notarem qualquer problema no blog novo, qualquer rede social do blog que ainda esteja com o endereço antigo ou qualquer coisa do gênero, me avisem?

 

Oito!

O blog anda de hiatus não anunciado e deve continuar assim por mais alguns dias, mas hoje é aquele dia especial em que pode faltar o que for, mas não falta post, nem falta amor. Tudo isso porque, 8 anos atrás, no dia 13 de outubro, eu decidi que o Capricious, meu querido Cap, já não me servia tão bem mais e, mais uma vez, como tantas vezes antes, migrei meu blog pessoal de endereço e criei um nome novo. Mal imaginava eu que me apegaria tanto àquele nome completamente aleatório que estaria escrevendo até hoje naquele mesmo endereço (ou quase, já que o blog migrou do Blogger Br pro Blogger em 2009, mas me deixem #licençapoética).

Pois é. Hoje o Semformolindo faz 8 anos e eu, tia véia quando cheguei tudo isso aqui era mato dos blogs, fico mais próxima dos meus 13 anos de blogosfera. Íris, a cã, que também já passou pro lado omg tô velha da força, também faz aniversário hoje. São 11 anos de fofura e só por isso também vai ter fotinha dela neném neste post.

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Vocês desculpem o post improvisado, a falta de eloquência e a linguagem de Twitter. Desaprendi a escrever de tanto escrever. Já disse que odeio quando minha vida atrapalha minha blogagem? Pois então. Logo ela deixa de atrapalhar e eu volto. Prometo que volto. E daí podemos começar o nono (OMG!) ano de blog com um monte de postagem nova, que nem a gente gosta.