Wallpaper(s) do mês: abril de 2015

Os wallpapers deste mês estão menos fofos e cor de rosa do que os de março. Comecei nesta vibe, usando este papel de parede lindo da Malipi, mas logo não resisti a todo o clima que a Marvel tem criado para nos deixar loucos antes da estreia de Vingadores: Era de Ultron e agora todos meus dispositivos foram devidamente Marvelizados.

Computador

 Na minha principal tela, um dos meus mais recentes vícios: Agent Carter.

Não sou a louca do seriado. Morro de preguiça de acompanhar, de conhecer coisas novas, de ficar esperando por episódio novo, etc. Mas Agent Carter me conquistou logo no primeiro teaser e só não sofri mais porque, quando comecei a assistir, todos os episódios já tinham saído. Agora estou aqui na expectativa de uma segunda temporada, querendo assistir tudo o que vejo da Marvel que tem o nome Hayley Atwell no elenco porque sei que terá Peggy. (Gente, socorro, isso é normal?)

Bem, sobre o wallpaper: eu joguei no Google e achei este com uma resolução legal num site chamado Fanaru, que me parece ter mais do que papéis de parede, mas ainda não explorei o suficiente. Este e outros wallpapers do seriado podem ser baixados aqui.

Vocês devem notado que não há mais nenhum ícone na minha área de trabalho. Venho reduzindo os ícones há anos e nunca achei que chegaria a ter o desktop completamente vazio, mas graças ao Windows 8.1, consegui. Meu computador foi formatado na semana passada e configurando-o para minhas necessidades (e manias!), aproveitei para organizar o Menu Iniciar e deixar nele todos os atalhos que mais uso.

Por enquanto, esta organização tem me servido muito bem. Pensei em categorizar os atalhos no Menu Iniciar, mas tenho preferido assim. O que não está aí é porque uso muito pouco e acabo acessando pela busca quando preciso. Na barra de tarefas, por enquanto, não tem nenhum programa fixo, mas ainda quero escolher uns três ou quatro para deixa-los mais à mão.

Tablet

No tablet: SHIELD. Adoro os wallpapers do Louieland porque muitos são fanarts com uma proposta diferente, geralmente mais minimalista, além de serem sempre muito bonitos. Os papéis de parede dos Vingadores, por exemplo, fogem do comum e, ao invés dos super heróis, estampam os símbolos da SHIELD e da HYDRA.

          

Usei a versão para desktop tanto nas telas principais quanto na tela de bloqueio do tablet. Gosto da versão para computador porque ela funciona melhor quando a tela é rotacionada.

Tenho mantido a mesma organização de sempre no tablet. Ainda quero trocar estes cinco atalhos, mas ainda não sei por quais substituir. Nas outras telas, sigo usando os widgets do Toodledo e do Google Calendar, mas não printei porque achei desnecessário.

Celular

No smartphone: Homem de Ferro nas telas principais e Hulk na tela de bloqueio. As imagens são de um mesmo wallpaper que encontrei no Desktop Wallpapers 4 Me e foram apenas cortadas em áreas diferentes.

O Homem de Ferro é meu herói favorito da vida , então it only makes sense.

Quanto ao Hulk, estamos em crise (hahaha). Acho que eu o deveria trocar pela Viúva Negra que, depois de eu assistir Capitão América 2 e reassistir ao primeiro Vingadores, me ganhou totalmente e se tornou meu segundo vingador favorito. Mas Hulk-Ruffalo permanece aí sendo grande e verde e me lembrando de quanto eu gostava do Hulk-Norton e de como o filme dele é um dos meus filmes favoritos de super herói da vida. Pois é, amo o Mark Ruffalo, mas em termos de Hulk, sou Team Norton.

          

Quanto à organização, ela também permanece a mesma dos outros meses. Continuo usando os widgets do Toodledo, do Google Calendar, da lanterna e do music player. A única diferença pro mês passado, é que agora cada widget está numa tela diferente, assim consigo deixar o widget do player maior e visualizar a playlist toda sem ter que abrir o app.

Por falar em apps, ainda quero fazer um post mostrando os aplicativos que uso no tablet e no celular, assim podemos trocar sugestões e descobrir coisas novas, o que vocês acham?

Não deixem de curtir esse post se vocês gostaram e me contar aí nos comentários quais são os papéis de parede que vocês estão usando!

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Organização, empatia e respeito

Falamos muito sobre como nos organizar é bom pra nós mesmos, sobre como isso é uma forma de usarmos melhor nossos tempo e espaço, sermos mais produtivos, atingirmos nossos objetivos e termos mais bem estar. O que não falta nessa Internet são posts e matérias sobre como nos organizar é benéfico para nós mesmos e sobre como, por conta disto, deveríamos focar nossos esforços na organização. Eu concordo com muitos desses textos e só não escrevi uma lista do gênero porque acho que tudo (ou quase tudo) que eu diria já foi dito em algum lugar. Portanto, hoje o assunto não é esse. (Se você procura um post sobre o assunto, entretanto, indico esse aqui.)

Não é novidade para ninguém que somos, em geral, pessoas egocêntricas e egoístas. E ao meu ver, o fato de haver tantos textos sobre como a organização é benéfica para nós mesmos se compararmos com a quantidade de posts e matérias sobre como se organizar é também benéfico para as outras pessoas é um reflexo disso. Muitas vezes, não pensamos em como nossas atitudes afetam os outros. Falta empatia. Falta até mesmo um olhar um pouco mais amplo, além do nosso próprio umbigo. O texto de hoje, entretanto, não é sobre nosso egocentrismo ou nossa falta de empatia, embora eu ache que sejam assuntos muito relevantes. O texto de hoje é uma reflexão e um convite a pensarmos em como a forma como nos organizamos afeta as pessoas ao nosso redor.

Vamos começar com a constatação mais óbvia e um dos clichês mais conhecidos da história da humanidade: nenhum homem é uma ilha. Não sei quem disse isso (e não pretendo googlar porque não quero interromper a escrita desse post), mas tenho certeza que você já ouviu essa frase e sabe o que ela significa. Você, meu amigo, não está isolado do mundo. Nenhum de nós está. Mesmo o cara que vive solitário no meio duma floresta na puta que pariu há centenas de quilômetros de qualquer outro ser humano têm uma relação com outras pessoas. É impossível que não tenha. Ele pode ficar anos sem ver, falar e interagir com outro humano, mas ele certamente conheceu gente antes de se isolar e essas pessoas o mudaram e o influenciaram. Ele nasceu de alguém e aprendeu grande parte do que sabe com outras pessoas. Ele carrega todas elas consigo de certa forma. Além disso, é provável que ele tenha deixado gente que o conhecia para trás e que isso afete essas pessoas, negativamente ou não, muito ou pouco. Nem que seja aquele vizinho que hoje pense “nossa, ainda bem que aquele maluco foi embora daqui”. Portanto, nem ele, nem nenhum ser humano está livre de se relacionar com outras pessoas e todas nossas atitudes e comportamentos afetam em algum nível e de alguma forma algum número de pessoas. Isso inclui a forma como nos organizamos.

Acho que a forma mais simples e fácil de visualizar como isso acontece é em termos físicos, digamos assim. Se você é uma pessoa organizada e convive com alguém bagunceiro sabe do que estou falando. Não é um saco que o sapato de c e r t a s pessoas esteja sempre no meio do caminho e você sempre tropece neles ou tenha que coloca-los no lugar certo? Seus sapatos, que estão fora do caminho, dificilmente vão fazer diferença na vida do seu roommate desorganizado, mas os dele vão te incomodar em algum nível. Você pode tropeçar, cair e se machucar; gastar o seu tempo para deslocar aquilo para o lugar correto ou simplesmente ficar irritado. Enfim, há várias possibilidades e isso vai depender de inúmeros fatores, mas a questão é que a bagunça de um sempre afeta o outro. Ou outros. Isso mesmo se o(s) outro(s) também for(rem) bagunceiro(s), sabe? Uma coisa é perder tempo procurando as suas chaves porque você não lembra onde as colocou e outra diferente é perder tempo procurando as suas chaves porque você não lembra onde as colocou e alguém jogou a bolsa por cima.

Além disso, as pessoas podem ser desorganizadas de maneiras diferentes. Pode ser que sua bagunça afete menos os outros porque você procura mantê-la no seu quarto e se policia para ser mais organizado nas áreas comuns da casa. Aliás, acho que esse é um ótimo começo se você quer ser mais organizado em termos espaciais. Assim, você vai aprendendo e criando o hábito ao mesmo tempo em que se torna um habitante mais agradável, não é mesmo? Além disso, se você vive com alguém mais organizado do que você, pode aprender com essa pessoa. Ou mesmo, se vive com alguém desorganizado, vocês podem aprender juntos.

Para mim, entretanto, o mais importante não é tanto a questão espacial, da bagunça física, etc. O meu maior problema é com o tempo. Acredito que essa seja a principal questão para a maioria das pessoas porque reclamamos cada vez mais que não temos tempo. Não que ele tenha mudado, os dias continuam tendo 24 horas, mas hoje demoramos mais para nos deslocar, temos mais responsabilidades e muito mais acesso a informações e opções de lazer. Temos muito o que fazer e queremos fazer ainda mais. Se organizar entra aí como uma forma de fazer o tempo “render”, já que é impossível estendê-lo. Mas, como eu disse, o homem não é uma ilha e, muitas vezes, não importa o quanto você se organizou e se planejou, inclusive pensando e se programando para vários tipos de imprevistos, se alguém falhar com você – se atrasar, cancelar, esquecer algo importante, não fazer sua parte, etc – isso pode ferrar com toda sua organização e planejamento. Aposto que já aconteceu com você.

Li uma vez que chegar no horário era uma questão de respeito. Eu não poderia concordar mais. Tenho a impressão de que vivemos numa sociedade em que o atraso é considerado normal e aceitável. Aliás, é considerado bacana. Quem chega no horário marcado é visto como trouxa, “certinho”, aquele que não tem nada melhor para fazer e por isso consegue chegar na hora. Quem está atrasado é visto como descolado, aquele que não se prende a essas bobagens ou aquele que tem muito o que fazer (e ser ocupado é considerado o máximo) e por isso não pode chegar na hora. Eu vejo isso de uma maneira completamente diferente. Em geral, quem chega com antecedência ou no horário correto me parece organizado e responsável. O atrasado sempre me soa como aquele que força a barra para parecer cool e “sempre na correria” ou aquele que é simplesmente desorganizado, desleixado e não tem o mínimo respeito pelo tempo alheio. Eu sou chata? Talvez, mas não é isso mesmo? Quando você se atrasa passa a mensagem de que seu tempo é mais importante do que o dos outros ou que aquele compromisso que você teve antes era mais relevante. Já reparou como (quase) todo mundo acha ok se atrasar mas detesta ficar esperando?

Portanto, acho, sim, que chegar no horário é uma questão de respeito. As outras pessoas também têm seus horários, responsabilidades, compromissos e coisas a fazer. Um atraso seu simplesmente porque você não fez questão de se organizar pode prejudicar o outro, às vezes, de maneira que a gente nem imagina. Gente, pelamordadeusa, mais empatia, né? Quando seu compromisso envolve outras pessoas – e quase sempre envolve – pense nelas e se organize para conseguir chegar no horário. E, se atrasar – porque merdas acontecem – avise. Todo mundo fica pendurado no telefone o dia todo, mas não se digna em enviar uma mensagem avisando que vai chegar um pouco mais tarde do que o combinado. Aí não dá, né, mores?

É claro que isso se estende para outras áreas, mas acredito que o atraso seja o mais presente na vida de todos nós. Mas, só para pensarmos juntos, vamos considerar a coisa de cancelar um compromisso ou, pior: dar o famosíssimo bolo. Cancelar um compromisso é ok, gente. Às vezes, não dá mesmo. Mas vamos nos organizar para conseguir cumprir com aquilo que nos comprometemos em fazer, né? A coisa não se chama compromisso à toa. E, se não der certo, vamos, no mínimo, entrar em contato com a(s) pessoa(s) envolvida(s) o quanto antes e avisar que não vai dar, para que ela(s) consiga(m) se reorganizar? Ah, um pedido de desculpas e uma justificativa também não fazem mal a ninguém. Ser gentil não arranca pedaço.

Quando você cancela um compromisso já é chato porque isso mexeu com a agenda e o planejamento das outras pessoas. Mas muito pior é quando você simplesmente não aparece porque isso tem consequências muito maiores. Porque aquela pessoa se deslocou até o local combinado, gastou tempo e, muitas vezes, dinheiro para isso e ficou te esperando, muitas vezes com cara de tacho, pagando mico, etc. Ninguém gosta de levar bolo, então não dê, gente. Não seja essa pessoa.

Não sei se consegui me fazer clara nesse texto, mas gostaria que vocês lessem com carinho. Principalmente você, amigo desorganizado. É ok ter dificuldade para se organizar. É ok ter uma baguncinha aqui e ali, atrasar uma vez ou outra, esquecer alguma coisa, mas é uma merda quando fazemos disso um hábito, algo constante na nossa vida. Primeiro, porque, como eu disse lá no começo, isso afeta a nós mesmos. Mas também afeta aos outros, gente. Vamos pensar um pouco mais no outro? Vamos ser mais empáticos? Vamos nos organizar não só por nós mesmos mas também para nos tornarmos pessoas melhores? Juro que não custa quase nada, não dói, nem arranca pedaço.

A Thais, do Vida Organizada, escreveu um post ótimo sobre esse assunto. Nele, ela dá dicas de como organizar-se para respeitar o próximo e cobre várias outras situações que eu não citei aqui. Vale demais a leitura.


Crédito da foto do topo: Ed Gregory

Wallpaper(s) do mês: fevereiro de 2015 (+ um pouquinho de GTD)

É curioso como feriado muda o humor da gente. Eu quero dizer, eu estava de férias, que é praticamente um grande feriado com a “vantagem” de que não é todo mundo que está de folga, as lojas estão abertas, etc. Mas, ainda assim, a chegada do carnaval me deixou com uma vontade maior de fazer “coisas de feriado”, assistir filmes, ler, postar no blog, esse tipo de coisa. É claro que é provável que essa disposição não tenha surgido apenas pelo fato de ser um feriado – e estar todo mundo programando “coisas de feriado” senão estiverem programando pular carnaval – mas também seja um pouco por conta de esta ser minha última semana de férias – embora o conceito de férias esteja meio esquisito esse ano, em que me sinto mais desempregada do que estudante – e também por estes serem os únicos dias com cara de férias em semanas. Bem, isso não tem absolutamente nada a ver com o post de hoje e talvez não faça nenhum sentido para vocês, mas eu quis escrever e, ultimamente, tenho me permitido fazer mais coisas que quero porque sim. Então, vamos ao post de hoje finalmente?

Para quem não sabe que diabos é esse wallpaper do mês, embora o título seja absurdamente óbvio, é o seguinte: tô trocando de wallpaper mensalmente e achei que seria legal vir compartilhar com vocês as imagens que escolhi e, por que não, a forma como venho organizando minha área de trabalho do computador e as páginas iniciais do smartphone e do tablet. Esse mês, estou tentando algo novo nos dispositivos móveis, então o post de hoje tem um pouquinho de GTD também.

Computador

Em fevereiro, não fiz a farra do wallpaper e escolhi um só: aquele papel de parede divo da Loma Sernaiotto, com calendário do mês de fevereiro (que esteve, inclusive, na minha última linkagem de segunda.) Ele também foi disponibilizado sem o calendário e em formato para celular e tablet, é só entrar lá no blog dela e baixar as versões que vocês quiserem.

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Quanto à organização, decidi manter os ícones fofos do “meus documentos” e da “lixeira” – que são de um ilustrador chamado Teekatas e estão disponíveis para download aqui – porque acho que eles conversam com o wallpaper novo também. Quanto aos demais atalhos e pastas, para quem estiver se perguntando, já falei no post anterior que eu uso o menu iniciar e a barra de tarefas para esse fim.

Tablet

Se eu mudei pouca coisa no computador, meu tablet está todo diferente do que eu disse que fazia em janeiro. Não usei o mesmo wallpaper do computador – como costumo fazer – porque estava sentindo falta do meu antigo papel de parede do Chico – que, na verdade, é apenas uma das minhas fotos favoritas dele na época do bigodón em boa resolução. Também estou experimentando algo novo no tablet e no celular, usando três widgets diferentes nas páginas iniciais.

Na página principal, a do relógio, coloquei o widget do Google Keep porque acredito que isso facilitará a coleta do GTD – já que uso o Keep como caixa de entrada. Na página seguinte, coloquei o widget da Google Agenda – que agora tem app oficial. Embora eu goste muito do app, acho que o widget poderia ter mais opções de personalização, mas ainda assim decidi usa-lo porque acredito que essa forma de visualização é boa o suficiente para mim no momento. Na última página, usei três widgets diferentes do Toodledo, que também tem app oficial agora e que tem opções de personalização incríveis. Optei por deixar três listas na página inicial: a de tarefas cujo prazo já expirou (overdue), ou seja, são urgentíssimas (o ideal é que essa lista esteja sempre vazia, mas acontece, né); a de tarefas cujo prazo é hoje (today) e são, portanto, também prioritárias; e as tarefas cujo contexto é celular/tablet, por razões óbvias. Se você não está entendendo nada dessa história de coleta, caixa de entrada, contexto, etc., é porque estes são conceitos do GTD, o método de organização que uso. Ainda pretendo fazer um post mais detalhado sobre o assunto, porque muita gente me pede, mas tem uma matéria minha na 21 sobre o GTD que pode ajudar quem está começando ou quem não quer aplicar o método completamente, mas poderia usar alguns dos seus preceitos. Além disso, o blog da Thais, o Vida Organizada, tem vários posts bons sobre o tema. Mas, olha, se você quer usar o método, nada substitui a leitura do livro A Arte de Fazer Acontecer, do David Allen.

Ainda não sei se adicionarei mais páginas iniciais porque não senti vontade/necessidade de adicionar nenhum outro widget. Se vocês tiverem alguma sugestão interessante, por favor, me contem. Além disso, os widgets do GTD ainda estão em fase de teste, pode ser que eu mude mais alguma coisa.

      

(Esqueci de printar a tela de bloqueio, mas não tem novidade nenhuma e estou usando o mesmo wallpaper das outras telas.)

Celular

No celular, continuo usando os wallpapers-calendário maravilhosos da Karen Hofstetter e estou muito apaixonada pela mistura do laranja com esse padrão lindo p&b do mês de fevereiro fervereiro ♥. Assim como no tablet, estou usando o widget do Google Keep na página principal, junto com o relógio; o widget do Google Calendar na segunda página à direita e dois widgets do Toodledo na última (overdue e today). À esquerda, tenho apenas o widget da lanterna, que veio no próprio aparelho e que é sempre muito útil. Assim como no tablet, ainda não senti vontade/necessidade de adicionar outros widgets, mas estou aberta a sugestões.

      
   

Bem, pessoal, por hoje é isso aí. Não deixem de me contar como vocês se organizam e quais wallpapers estão usando. Também não deixem de acompanhar as linkagens de segunda, que além de dicas bacanas de papeis de parede, sempre tem textos, vídeos e posts amor.

Ademais, devo voltar mais vezes durante esse feriado. Para você do bloco do Netflix, para você do bloco da blogosfera, para você folião, enfim, para todo mundo, um bom carnaval cheio de diversão. E pra você, macho folião, RESPEITA AS MINA. ♥

Sobre abrir espaço para coisas novas em dezembro e janeiro

Quem costuma ler sobre organização já deve estar bastante familiarizado com o termo declutter, ou destralhamento, que significa livrar-se da tralha. Hoje, quis falar um pouquinho sobre esse assunto aqui no blog porque acho que o destralhamento é especialmente importante nessa época do ano.

O conceito de tralha é que ela é tudo aquilo que não nos serve mais. Parece simples, mas identificar a tralha pode ser bastante complicado. Algumas coisas são claramente lixo e podem (e devem) ser descartadas (ou enviadas para a reciclagem, se possível). Outras, principalmente aquelas que ainda estão em bom estado de conservação, podem parecer úteis mesmo quando, na verdade, não o são porque não são usadas há muito tempo ou sequer foram tocadas. Identificar o que não serve mais pode demandar tempo e reflexão, mas é algo que pode ser treinado e, com o tempo, torna-se mais simples. Além disso, algumas perguntas podem ajudar nesse processo, como:

  • Está quebrado ou estragado? É possível consertar? Vale a pena consertar?
  • Qual foi a última vez que usei? Com que frequência uso?
  • Tenho outro objeto que realize a mesma função?
  • O quanto eu gosto disso? É algo que me traz boas memórias? É algo que me faça feliz?
  • É possível trocar por algo que demande menos espaço/tempo?
  • Alguém poderia fazer um uso melhor disso?
  • Eu poderia fazer um uso melhor do espaço e do tempo que isso me custa?

Além de identificar a tralha, é importante se livrar dela de verdade e, para isso, existem inúmeras opções. Felizmente, escolher o destino da tralha é, ao meu ver, mais simples do que identifica-la. Aquilo que não tem conserto ou utilidade pode ser jogado no lixo ou enviado para a reciclagem. Aquilo que estiver em bom estado de conservação pode ser doado ou vendido. Aquilo que não for necessariamente útil, mas tiver valor sentimental, não precisa ser eliminado, mas pode ser incorporado na decoração e ganhar assim uma função.

Acredito que o destralhamento deva ser realizado constantemente, afinal, o fluxo de coisas para dentro das nossas casas é constante. Estamos sempre recebendo correspondência, ganhando e comprando coisas novas. No final do ano, esse fluxo tende a ser ainda maior por conta do Natal e das promoções de janeiro e é por isso que estou escrevendo esse post, para te convidar a abrir espaço para as coisas novas, livrando-se da tralha.

Eu, pessoalmente, adoro destralhar. A sensação pós-destralhamento é de limpeza, organização e leveza. Sinto-me bem doando para quem precisa aquilo que eu não uso mais. Sinto-me bem jogando fora coisas que só tem ocupado meu espaço e, muitas vezes, meu tempo. Sinto-me bem livrando-se de coisas que não gosto e abrindo espaço para coisas verdadeiramente úteis e que me façam me sentir bem. Acho que essas sensações são muito bem vindas nessa época do ano em que buscamos por renovação. É delicioso começar o ano novo sem a sensação de estar sufocado por coisas desnecessárias. Isso vale também para sentimentos, compromissos, relacionamentos e responsabilidades. Mas essa reflexão eu deixo para você fazer por conta própria.

Se, mesmo tendo bons motivos para destralhar, tendo uma noção de como identificar a tralha e o que fazer com ela depois, você ainda está perdido e não sabe por onde começar, decidi ajuda-lo listando algumas coisas interessantes de destralhar nesse dezembro para começar o ano novo mais leve.

  • Roupas, sapatos e acessórios. Principalmente se você costuma comprar e ganhar roupas, sapatos e acessórios novos nesse época do ano, é bastante positivo fazer uma boa limpeza no guarda-roupa, abrindo espaço para as peças novas e até mesmo orientando suas próximas compras. Aproveite para separar roupas que precisam de reparos e anotar na sua lista de tarefas. Se for possível proceder com o conserto ainda em dezembro, melhor.
  • Maquiagens e cosméticos. Atente-se para os prazos de validade e livre-se sem dó nem piedade de produtos que tenham mudado de cor, cheiro e textura. Aqui também vale o que foi dito para roupas, sapatos e acessórios.
  • Livros. Passe para frente os livros que você não gostou e/ou não acredita que lerá novamente. Além de abrir espaço na estante para livros que você ama e vai de fato ler e reler, você estimula a leitura de outras pessoas. Livre-se de exemplares com traças e proteja os demais. Se você curte ebooks, considere trocar alguns exemplares físicos por suas respectivas versões digitais.
  • Papelada. Mande para a reciclagem tudo o que puder, digitalize tudo o que puder e mantenha apenas aquilo que realmente for necessário manter em papel. Não se esqueça de rasgar ou usar uma fragmentadora ao descartar documentos importantes que contenham informações particulares, senhas, etc. Aproveite a oportunidade para organizar seus arquivos, em especial aqueles documentos que serão necessários no início do ano para matrículas, declaração de imposto de renda, etc.
  • Material escolar. O ano letivo acabou, então aproveite para fazer um limpa e preparar-se para o próximo. Não se esqueça dos arquivos digitais.
  • Revistas e jornais. Principalmente se você é assinante, esse é um bom momento para refletir se vale a pena manter as assinaturas e/ou continuar comprando as versões físicas ao invés das digitais.
  • Brinquedos. Creches e orfanatos estão sempre precisando de doações. Um saco de brinquedos usados porém em bom estado pode fazer o Natal de várias crianças mais feliz.
  • Arquivos digitais. A tralha digital também ocupa espaço e pode reduzir o desempenho dos seus dispositivos, bem como atrapalhar sua produtividade. Comece com sua área de trabalho ou sua caixa de entrada de e-mail.

Desapegando: Feedly

Uma das minhas 14 coisas para ser em 2014 é mais minimalista e tenho procurado aspectos e áreas da minha vida nas quais posso cortar excessos e simplificar. Dia desses, fui organizar meu Feedly e encontrei uma boa oportunidade.

Já lhes expliquei como eu uso o Feedly, em conjunto com o Pocket, nesse post. Basicamente, acesso o aplicativo pelo celular ou tablet e passo pelos posts salvando aquilo que pretendo ler no Pocket. Dificilmente leio algo pelo aplicativo e raramente acesso o site. Sempre uso a lista “all”, que reúne todos os links não lidos. Ou seja: nunca navego pelas categorias.

Já uso o Feedly há alguns meses e esse método tem funcionado muito bem. Entretanto, desde que transferi minhas leituras para o site, o organizei apenas uma vez, criando diversas categorias. Desde então, assinei muitos outros feeds, muitos dos quais não se encaixavam em categoria alguma. Anotei na minha lista de tarefas “organizar os feeds”, mas sempre que pensava no trabalhão que daria, desistia. Foi aí que tive a ideia de simplificar.

Muitas vezes, na ânsia de se organizar, partimos para a opção mais óbvia e com mais cara de organizada. Nesse caso, era a categorização dos sites que eu seguia. Nada mais organizado, certo? Errado. Embora categorizar, setorizar e classificar sejam ações comuns à organização, nem sempre são sinônimos dela. Organizar é encontrar soluções práticas e adequadas à nossa vida. Refletindo sobre meu método, percebi que, para mim, nesse caso, a solução mais organizada não era categorizar. Como eu sempre navego por todos os feeds que acompanho de uma só vez, as categorias eram supérfluas. Além do mais, estavam me impedindo de colocar a mão na massa, pois eu sabia que seria complicado classificar os sites que sigo.

Me desapeguei das categorias e simplifiquei meu processo de organização que, agora, consiste basicamente em, de tempos em tempos, analisar os feeds que assino e decidir, um por um, se continuo os assinando ou não. Daí vem o outro desapego.

Eu seguia 166 feeds, entre blogs, revistas virtuais e tumblrs. Parei de seguir 36: alguns não existem mais, outros não atualizam há meses, outros simplesmente não me interessam mais. Não fazia sentido continuar acompanhando-os e desapegar não foi um problema.


Foto do topo: Melina Souza

A Saga do Pocket

Já tem alguns anos que uso o Pocket (que antes era Read it Later). Escrevi sobre ele aqui no blog em uma época em que minha relação com o aplicativo era ligeiramente diferente. O Google Reader ainda existia e eu lia a maior parte dos posts dos blogs que eu acompanhava por ali mesmo, salvando para ler depois (no Pocket/Read it Later) somente se eu estivesse acessando o aplicativo pelo celular. Geralmente, mais tarde no mesmo dia, lia todos os posts salvos no computador. Assim, o Pocket/Read it Later vivia sempre com poucos links, coisas que eu salvava por lá porque sabia que precisaria nos próximos dias ou textos que eu não teria tempo de ler no momento. Raramente, lia alguma coisa pelo celular porque tinha um aparelho com a tela menor e era meio complicado enxergar as letrinhas tão pequenas.

As coisas mudaram de lá para cá. O Google Reader acabou, deixando muitos de nós órfãos. (1 minuto de silêncio.) Daí comecei a usar o Feedly, cuja interface me agrada muito, mas não me atrai para ler os posts diretamente nele (?). Criei o hábito de acessar o aplicativo pelo celular ou pelo tablet (agora tenho um) e salvar os posts que me interessam para ler depois, pelo Pocket. Alguns posts possuem referências que desejo salvar no computador, como receitas, outfits, tutoriais e coisas do gênero e, portanto, os acesso depois, pelo notebook. Grande parte dos posts, no entanto, são textos que desejo ler e me acostumei a baixar suas versões offline no Pocket para ler pelo celular (meu novo aparelho tem a tela maior) ou tablet nas intermináveis esperas (ser pontual num mundo de atrasados é viver esperando) e viagens de ônibus da vida. Por um lado, isso é maravilhoso porque aproveito melhor meu tempo e me distraio em momentos chatos. Entretanto, fico mais propensa a procrastinar as leituras e a acumular muitos textos não lidos no Pocket, além de deixar de comentar e compartilhar posts que gosto.

Nos últimos dois anos, passei a acompanhar ainda mais blogs, principalmente pessoais e sobre minimalismo e/ou vida simples. São blogs queridos, mas que demandam tempo. Não dá para passar os olhos pelos posts pescando as informações mais interessantes e olhando as imagens, como num blog de moda ou decoração. Tempo é um recurso escasso e difícil de administrar. O segundo semestre de 2013 foi especialmente complicado: demandas demais, compromissos demais, e as mesmas 24 horas diárias de sempre. Virei uma procrastinadora de tudo aquilo que não fosse relacionado à faculdade, incluindo minhas leituras. Fiquei mais preguiçosa também, salvando todo tipo de coisa no Pocket para não ter que lidar imediatamente: downloads, sorteios, vídeos, pesquisas, etc.

Com isso tudo, meu Pocket foi ficando incrivelmente cheio. Eu salvava itens numa velocidade muito maior do que eu os processava. Nisso, perdi muita coisa bacana naquele emaranhado de links: notícias que já não eram relevantes, posts que já não valiam a pena ser comentados ou compartilhados, sorteios cujas datas de inscrição já haviam passado… Agora no início de dezembro, atingi o pico: quase 900 links, o mais velho datando de quatro meses atrás. Decidi, então, que era hora de fazer alguma coisa. Aquele número enorme de coisas a fazer me incomodava demais. Além disso, gostaria que o Pocket funcionasse como uma caixa de entrada na minha adaptação do GTD. Uma caixa de entrada só funciona se for esvaziada com frequência, então essa foi minha meta: acabar 2013 com 0 itens no Pocket.

Consegui! Esse post está sendo escrito no dia 31/12* e, no momento, não tenho nenhum item salvo no Pocket e ele pode começar a ser usado como uma caixa de entrada. Estou orgulhosa. Foram 20 dias de férias abrindo link por link, definindo o que ainda era relevante ou não; lendo, comentando e compartilhando posts dos últimos quatro meses; salvando muita coisa legal no meu arquivo de referência. Gastei muito tempo nisso e aprendi minha lição. É pura e simplesmente uma questão de organização. Por isso, já estou planejamento como vou usar o Pocket (e o Feedly) nesse ano novo.

Como uma caixa de entrada, vou continuar salvando nele todo o tipo de link. A diferença é que vou processar esses links diariamente (ou dia sim dia não, em épocas menos ativas), assim como faço com meu e-mail e bloquinho de anotações. Vou continuar deixando textos para ler offline no celular ou no tablet sempre que tiver um tempinho livre, mas vou diferenciar esses links com a tag ler. Para não me esquecer de comentar e compartilhar esses links, usarei as tags comentar e compartilhar. Assistir (para vídeos), fazer download, salvar no arquivo de referência e salvar nos favoritos são outras tags pertinentes. Criarei outras se forem necessárias.

Processarei os links de maneira semelhante ao que acontece no GTD. Se for algo que demande menos de 2 minutos, lidarei com o link imediatamente. Isso vale para textos, downloads e qualquer coisa rápida. Se for algo que demande mais tempo, usarei as tags. O mesmo vale se for necessária conexão com a internet e eu não tiver, ou se for algo que precise ou seja facilitado pelo computador e eu estiver no celular ou tablet.

Bem, pessoal, espero não tê-los entediado muito com minha história ou meu novo método, mas achei que poderia interessar a alguém.


* P.S.: Sim, esse texto demorou duas semanas para ser publicado, pois eu não queria que fosse o primeiro post do ano. Nesse meio tempo, estou usando o Pocket como descrito acima e posso dizer que meu método está funcionando muito bem. Tenho 70 links salvos no momento, mas, acreditem, é muito menos do que eu costumava acumular em quatorze dias; estão todos tagueados; o link mais antigo não tem mais de uma semana e esse número só está razoavelmente alto porque descobri o Lifehack e não resisti a salvar vários artigos para ler depois. Estou conseguindo acompanhar meus blogs favoritos dignamente, o que é maravilhoso e era um dos meus principais objetivos. Agora, me sinto motivada a transformar outro espaço digital entulhado em caixa de entrada: minha pasta de downloads. Boa sorte para mim!

Lei da Inércia e Produtividade

Dia desses, me peguei pensando em como a ideia da primeira lei de Newton (sim, aquela que você aprendeu em física) pode ser transladada para outro universo completamente diferente e nos dizer um pouco sobre produtividade.

Explicando bem “porcamente”, a primeira lei de Newton (ou lei da inércia) diz que se um corpo está em repouso, ele tende a permanecer em repouso; bem como se estiver em movimento, sua tendência é de permanecer em movimento. Traduzindo em termos de produtividade: se procrastinamos, tendemos a procrastinar cada vez mais. Por outro lado, se estivermos sendo produtivos, a tendência é permanecermos produtivos. Em outras palavras: quanto menos fazemos, menos queremos fazer e vice-e-versa. Isso explica aqueles momentos de preguiça eterna e nossa dificuldade em retomar o ritmo depois de férias, feriados e até mesmo finais de semana. Também explica aqueles (raros) momentos de produtividade intensa.

Já li muitos textos sobre procrastinação e foco e a maioria deles atribui ao sistema límbico a culpa de preferirmos adiar nossas tarefas, o que justifica porque é mais “fácil” permanecer em “repouso” do que em “movimento”.* Mas tenho ainda mais uma explicação, levando em consideração a lei da inércia, que reforça essa facilidade.

A primeira lei de Newton nos diz também que, para passarmos de um estado de repouso para um de movimento – e vice-e-versa -, é necessário a ação de uma força. Em geral, a “força” que atua interrompendo nossos momentos de produtividade intensa é o cansaço. Nosso corpo não aguenta mais realizar tantas atividades e nos avisa. Já para interromper um estado de procrastinação, é mais complicado. Qual “força” seria essa? Nem sempre é fácil encontrar algo que nos motive.

Parece uma comparação boba – e talvez seja -, mas gosto de ver as coisas por esse ângulo. Entender que é natural procrastinar é libertador, reduz nossa culpa, mas também é um alerta: se tendemos à preguiça, devemos estar atentos às forças que nos movem. Saber que o mais difícil é começar e que, depois, nossa tendência será manter-se produtivo pode ser, por si só, uma força motivadora. Um empurrãozinho, se preferir.


* Um desses textos é a matéria Ajuste seu Foco, da Revista Vida Simples, que pode ser encontrada online na íntegra nesse link. Recomendo fortemente a leitura, que explica melhor a questão do sistema límbico e dá algumas dicas para manter o foco.

E se a dieta começasse na terça?

Reza a lenda que segunda-feira não é um dia legal. A partir do meio dia do domingo, começam a pipocar status e compartilhamentos no Facebook reclamando do fim do final de semana e da chegada iminente da bendita (ou seria melhor maldita?). O drama costuma terminar um pouco mais de 24 horas depois.

Claro que não é uma coisa nova nem exclusiva do nosso excessivamente usado Facebook. No famigerado e vintage Orkut, comunidades do tipo “eu odeio segunda-feira” agregaram milhares de pessoas. Os reclamões também estão no Twitter e no Tumblr e, obviamente, existem desde antes das redes sociais. Eles também estão nas ruas, nas escolas e nos escritórios, mas nem sempre tem voz e/ou espaço nesses lugares para demonstrarem toda a sua insatisfação com um simples dia da semana.

Bem, eu entendo essa depressãozinha que dá quando o final de semana acaba. Afinal, sábados e domingos são bacanas. Ter tempo para fazer o que quiser ou mesmo não fazer nada é maravilhoso. Vocês sabem que eu sou uma grande entusiasta do dolce far niente. Também me deprimo um pouco com o final das minhas férias ou de um feriado prolongado. Mas toda essa negatividade em torno da segunda-feira não é saudável.

O que vou dizer é extremamente óbvio, mas vale lembrar: tem uma segunda-feira a cada sete dias. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim, semanalmente é uma frequência elevada. Vocês acham que realmente vale a pena todo esse drama uma vez por semana? Duas vezes por semana para aqueles que começam os trabalhos no domingo. O final de semana já é “curto”, e muita gente perde metade do domingo, ou mais, se lamentando pela segunda-feira que está chegando.

O que eu quero propor nesse texto é um olhar mais positivo em relação à segunda-feira. Já parou para pensar que temos aproximadamente 52 segundas em um ano? Se você não aproveitá-las, estará perdendo cerca de 15% do ano, quase dois meses. Em termos de horas, para ficar assustador, são 1248.

As segundas-feiras podem ser legais se começarmos a encará-las com mais boa vontade. Está ok, o final de semana foi bacana, curti bastante, queria que ele durasse para sempre, mas o tempo passa. Encaremos os fatos. Da mesma forma como a segunda-feira passará em 24 horas, seu sábado também está fadado ao mesmo destino. É inevitável passar por elas, então por que não começar deixando as reclamações de lado?

Muitas vezes, só reclamamos porque temos as redes sociais como veículo de comunicação, porque alguém vai curtir aquele status, dar um retuíte ou um reblog, e nos inflar o ego um pouquinho. Ou porque a pessoa do lado vai concordar mesmo que ela não veja a segunda-feira com tanto desgosto (como eu, por exemplo). Já parou para pensar o quanto essa necessidade de aprovação é boba? Já parou para pensar que, se milhares de pessoas já estão falando de algo tão irrelevante, você não precisa engrossar o coro? É desnecessário ser mais uma pessoa reclamando da segunda-feira e, no final das contas, o único efeito dessas publicações será em você mesmo: você já começa encarando o dia errado, de má vontade. Aliás, é possível também que você comece a ser visto como reclamão (e preguiçoso?) pelas outras pessoas. Não que devamos nos preocupar muito com a opinião alheia, mas às vezes, é bacana refletir se estamos passando uma imagem condizente com quem nós realmente somos.

Acho que parar de reclamar já é um grande passo. Preparar-se com antecedência também. Quero dizer que, muitas vezes, as segundas-feiras são temidas porque há muito o que resolver nelas: aquele pepino do trabalho que você protelou, aquele relatório da faculdade para entregar, o supermercado por fazer, a consulta no dentista, a dieta para começar, a academia que você decidiu retomar… É muita pressão para um dia só. Organizar-se pode ser a solução para muitos problemas, inclusive este.

Procurar resolver todas as pendências possíveis no trabalho ao longo da semana para começar a semana seguinte mais tranquilamente é uma ótima solução e, às vezes, nem exige muito: só um pouco de organização e força de vontade. Organizar-se e definir prioridades são conceitos chave para não deixar as tarefas da faculdade acumularem ou terem de ser feitas em cima do prazo. Se um trabalho é para segunda-feira e outro para quinta, é bem provável que livrar-se daquele com data de entrega mais próxima seja a melhor opção, por exemplo.

Algumas tarefas de segunda-feira são realmente muito chatas porque vêm acompanhadas de toda uma lista gigantesca. Distribuí-las ao longo da semana e mesmo no final de semana pode ser uma boa ideia. Ao invés de deixar o supermercado para a segunda, você pode fazê-lo tranquilamente no sábado, talvez emendando um passeio no shopping ou um cineminha. Se não for urgente, pode deixar para a terça-feira, por exemplo. Dentista, médico e outros compromissos chatos do tipo podem ser marcados nos outros dias da semana, menos carregados de negatividade. Se você odeia tanto a segunda-feira, passar parte dela perdendo tempo em uma sala de espera não vai ajudar o seu caso.

Além disso, costumamos pôr ainda mais pressão sobre esse dia, começando projetos novos de todos os tipos: academia, dieta, reforma da casa, blog novo, projetos no trabalho, TCC, etc etc. Eu entendo que algumas pessoas gostam de usar a segunda-feira como ponto de partida por ser o primeiro dia útil da semana e também por uma questão de hábito. Mas se a sua segunda-feira já for puxada, ou se você tem essa relação ruim com ela, começar um projeto nesse dia pode ser péssimo. Por que não começar a dieta naquele dia em que você se sentiu inspirada por ler coisas a respeito na internet? Você já está motivado, vá lá e comece. Em geral, o melhor dia para começar algo é aquele em que você está realmente a fim. Um bom começo tende a se tornar um bom desenvolvimento e trazer bons resultados. Por isso, quando for começar algo novo, não deixe para começar na segunda ou qualquer outro dia que seja ruim para você. Simplesmente comece.

Sei que o texto já ficou gigantesco, mas acho que ainda tenho algumas dicas para deixar a segunda mais agradável, além das que eu já disse. Para facilitar a vida do leitor, vou resumir tudo na lista abaixo porque listas são amor. ♥

  • Pare de reclamar. Uma postura mais positiva pode ajudar.
  • Procure não deixar problemas e chateações para resolver na segunda-feira, resolvendo tudo o que puder antes do final de semana.
  • Tire alguns minutos ou até horas do fim de semana para adiantar coisas que faria na segunda-feira, como ir ao supermercado ou limpar a casa.
  • Divida grandes tarefas em tarefas menores e as distribua ao longo da semana, ao invés de concentrá-las apenas na segunda.
  • Uma rotina noturna no domingo pode fazer sua segunda começar mais tranquila.
  • Não acorde em cima da hora. Experimente levantar um pouco mais cedo para ter mais tempo para sua rotina matutina ou tomar um café da manhã digno de novela do Manoel Carlos.
  • Tente não deixar para começar projetos grandes ou chatos na segunda-feira, mas sim quando você estiver a fim e motivado a começa-los.
  • Não faça uma to do list gigantesca e bastante improvável de ser cumprida completamente em um único dia. Foque nas três tarefas mais importantes.
  • Faça algo diferente. Por que não chamar seus amigos para comer uma pizza ou assistir um filme? Alguns cinemas e pizzarias fazem inclusive promoções às segundas-feiras. E, se não rolar sair de casa: delivery e Netflix.
  • Cuide de você. Se a semana já começou puxada, faça um escalda-pés, uma hidratação no cabelo, uma máscara facial ou qualquer coisa que te faça se sentir melhor.
  • Aproveite para ler alguns textos inspiradores da Thais (do blog Vida Organizada):
  • Relaxe. Estou lendo o livro do David Allen em que ele explica o método de organização e produtividade GTD – Getting Things Done. Ele sugere, mais de uma vez (para minha surpresa), que é necessário estar relaxado para ser produtivo. Eu concordo.

Salvar

Como se preparar para a volta às aulas

Eu não sei se disse isso no post anterior, mas nunca sei quando publicar os posts de volta às aulas. Primeiro porque o primeiro dia de aula varia bastante de escola para a escola e de faculdade para faculdade. Segundo porque, excepcionalmente esse ano, por conta da greve, o calendário das universidades federais está complicadíssimo (e muitos leitores do blog estudam em federal). Por conta disso, eu não sabia se faria posts de volta às aulas esse ano ou não. Me decidi por fazer quando percebi que os do ano passado estavam sendo muito acessados esse mês. Talvez eu esteja um pouco atrasada e por isso peço desculpas.

Na segunda, eu fiz um post especialmente para os vestibulandos. O post de hoje é mais geral, acho que serve para qualquer estudante.

1. Reacostume-se a dormir e a acordar cedo

Em geral, não precisamos nos preocupar com horários nas férias e tendemos a não ter uma rotina, ou a criar uma rotina completamente diferente daquela do período letivo. Normalmente, é por isso que fica tão difícil dormir e acordar cedo nos primeiros dias de aula e nosso relógio biológico fica completamente desorientado. Portanto, é melhor reacostumar-se aos poucos, indo para a cama e se levantando um pouco mais cedo todos os dias. O mesmo vale para as refeições: tente comer nos mesmos horários que você come quando está em aula.

2. Anote datas importantes do calendário letivo na sua agenda

Se sua escola/faculdade fornece o calendário letivo – com datas importantes tais como matrícula, início e final do período, feriados e recessos – com antecedência, aproveite para anotar essas datas na sua agenda. É muito interessante ter essa visão geral do período para se programar. Se você não tem uma agenda, considere arranjar uma. Recomendo muitíssimo o Google Calendar, que é gratuito, tem muitas ferramentas interessantes e pode ser sincronizado com a maioria dos apps de agenda tanto para Android quanto para iOS.

3. Organize a papelada do ano anterior

Acredito que o ideal seja fazer isso assim que terminar o ano letivo mas compreendo que às vezes a ânsia por férias é tão grande que tudo o que a gente menos quer é ver coisa da escola/faculdade por perto. Se for esse o caso, não deixe começar um novo período sem antes arquivar o material do semestre anterior. Para tal, você pode usar aqueles arquivos suspensos, pastas sanfonadas ou mesmo pastas bem grandes, dividindo as disciplinas em envelopes plásticos. Outra coisa que eu faço para reduzir espaço, e reaproveitar as folhas em branco, é tirar o espiral dos cadernos e arquivar somente as folhas com anotações.

4. Organize seu material

Seja na escola ou na faculdade, ninguém merece aquele colega chato que pede uma folha aqui, um refil para a lapiseira ali. Não custa tirar um tempinho para verificar o seu material. Você pode usar o método clássico de organização: pegue tudo o que encontrar (mochilas, estojos, canetas, folhas, bloquinhos, etc) e separe em três grupos: para manter, para doar, para jogar fora. Nem preciso falar o que fazer com os dois últimos grupos. Do primeiro grupo, verifique se algo precisa ser consertado ou lavado e o faça o quanto antes. Tendo essa noção do que você tem, faça uma lista do que precisa comprar.

5. Organize sua escrivaninha ou local onde você estuda

Ter um bom lugar para estudar é fundamental. Mesmo que você estude na biblioteca da faculdade, por exemplo, precisa ter um espaço em casa para o fazer também. Não é preciso muito: uma mesa com espaço para espalhar o material, uma cadeira confortável, boa iluminação e ventilação. Se você já tem esse espaço, é hora de dar aquela geral, destralhar, reorganizar e limpar.

Como ser a pessoa mais organizada do mundo

Ano novo, vida nova. É o que dizem por aí. Se uma das suas resoluções, objetivos ou simplesmente desejos para 2013 é ser uma pessoa mais organizada, acho que a internet pode ajudar muito.

Dia desses, navegando pelo Pinterest, encontrei um infográfico muito interessante, cujo nome também é título desse post. É claro que ele não contém nenhuma fórmula mágica da organização, que vá de fato te transformar na pessoa mais organizada do mundo, mas ele apresenta dicas muito bacanas para tornar a sua vida mais organizada de maneira geral. O texto está em inglês, mas se você tiver uma noção básica, com a ajuda do Google Tradutor, dá para entender numa boa.

O infográfico foi deletado do post original, mas está no final deste post para quem quiser conferir.

Gostei muito de reconhecer muitas das minhas práticas na lista. Tanto que decidi contar para vocês o que e como eu faço, afinal, pode ser que ajude alguém.

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