Linkagem de Segunda #62

Migas, hoje a Linkagem tá bem longa porque, novamente, deixei acumular algumas semanas. Então, não vou me demorar nesta introdução e deixo logo vocês com os links desta segunda:


Uma animadora história de depressão, Camila Freire no Coxia dos Desconchavos

How Crazy Ex Girlfriend‘s Rachel Bloom survived the worst depression of her life, Emily Mahaney na Glamour

A inestimável leveza de estabilizar, Débora Nisenbaum o Trendr

O tempo das coisas e o tempo da gente, Yasmin Wilke no Indiretas do Bem

Contra a ditadura do bem-estar, Mercedes Cebrián no El País

Afinal, qual é o nosso papel na internet?, Mari Rodrigues no Hoje Vou Assim Off

Transtornos alimentares são uma forma de gordofobia?, Stephanie no Desfabuloso Destino

Vamos falar sobre transtornos alimentares?, Jordana Andrade na Capitolina

Transtornos alimentares: uma questão de gênero e gordofobia, Jarid Arraes na Fórum

Eu, feminista e com um transtorno alimentar, Beatriz Klimeck no Medium


Como levar cosméticos na mala de viagem?, Thais Marques no Coisas de Diva

Como viajar levando poucos produtos de cabelo na mala?, Mariana Boaretto no Cacheia!

Efeito build up: o que é, como evitar, Maressa de Sousa no Cacheia!


Bem-vindo ao lar, Spidey, Gabriela Franco no Minas Nerds

Gente que sabe que a força vem de dentro, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

Crítica: Homem Aranha: De Volta ao Lar, Thay no Valkírias

As personagens femininas em Homem Aranha: De Volta ao Lar, Rebeca Puig no Collant


Me perguntaram no Curious Cat o que eu gosto de assistir no YouTube. Daí fui dar uma olhadinha nas minhas inscrições e no meu histórico e me senti tão nerd, migas. Não esse nerd cool que tá “na moda”. No, sir. Aquele nerd que geralmente todo mundo odeia mesmo. Aquele nerd que recebe todas as reviradas de olhos do mundo porque honestamente se interessa e se empolga com coisas com as quais ninguém se importa. O famoso dork. O Ross. A Monica. (Eu sou praticamente um Geller.)

Geralmente eu fico meio constrangida que compartilhar as “bobagens” que eu gosto de assistir no YouTube. Porque, assim como a Rory, I like knowing things. Eu posso ficar horas assistindo vídeos variados sobre assuntos que não vão fazer a mínima diferença na minha vida. Eu posso ficar horas assistindo experimentos bestas de física e suas explicações cabulosas, vídeos sobre espécies de aranhas que eu nunca vou encontrar na vida e todas as coisas que podem deixar seu cocô colorido, por exemplo.

Só que, além de ser uma estupidez eu com 26 anos na fuça e vergonha das coisas que me interessam, aposto um braço que tem nerds como eu ♥ que seguem este blog e que também podem se interessar por estas bobagens todas. Então, vou começar a compartilhar estes vídeos também, começando com os que eu vi estes dias no SciShow (este canal maravilhoso) e que podem até ser úteis (ou informativos):

Ainda nesta vibe, devo confessar que sou fãzoca do Dr Drauzio Varella, do tipo que assistia ao Fantástico só porque tinha quadro dele. Agora, acompanho o canal no YouTube e gosto bastante. Esses dias vi um vídeo bem interessante sobre informações sobre saúde na Internet e o “Dr Google”, que vale a pena assistir.


Museu Van Gogh libera centenas de pinturas, esboços e cartas do artista para baixar em alta resolução, Carol T. Moré no Follow The Colors


Miga, se você gosta das Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

  • você pode acessar o arquivo e conferir todas as linkagens já publicadas aqui; e
  • você pode seguir o arroba do blog no Twitter e acompanhar todos os links que compartilho por lá.
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Linkagem de Segunda #61

Ok, ok, eu sei. Estou atrasada com a Linkagem de Segunda, sumi do blog por mais de um mês, não tem newsletter desde maio. Mas, em minha defesa, era final de semestre na pós-graduação, minha casa estava em reforma e tive uma tendinite que durou quase três semanas. Então, perdoem o sumiço, tá?


Neste meio tempo, foquei nas leituras da pós-graduação e em colocar as newsletters em dia, por isso não tenho “”muito”” o que compartilhar hoje. Ou, pelo menos, não tenho tantos links quanto se poderia esperar de seis semanas de acúmulo. De qualquer forma, espero que vocês curtam e relevem um ou outro tema ligeiramente atrasado (como os trocentos textos sobre Mulher Maravilha).

E, vale botar o lembrete aqui, se você não quiser esperar pelas Linkagens, estou sempre compartilhando links no arroba do blog lá no Twitter.


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Linkagem de Segunda #60

Quando escrevi a Linkagem de número 50, nem me atentei pro fato. Quero dizer, nem me toquei que aquela era a 50ª linkagem e, portanto, um marco, um milestone. Logo eu que sou tão ligada nestas bobagens.

Na época, eu tava passando por uma fase especialmente ruim, algo que acredito que vocês tenham notado pela introdução daquele post. Além disso, estava frustrada com meu epic fail na tentativa de fazer uma BEDA para ressuscitar o blog.

Mas, desta vez, eu percebi o número redondinho ali no título do post a tempo e vou fazer um big deal sobre ele, sim. Sessenta linkagens é coisa pra caramba, principalmente nesse momento de crise blogueirística. Então eu só queria comemorar um pouquinho, ficar felizinha e orgulhosa, principalmente porque amo as linkagens e elas são grandes responsáveis pela sobrevida que o Sem Formol anda tendo ultimamente. ♥ (E qualquer desculpa para usar um gif do Rocky é bem-vinda.)


Obrigada pelas vidraças.


Memes, a única instituição funcionando plenamente no Brasil.


Kid Vinil e o amor sequestrado.


‘Women of NASA’: coleção da Lego para homenagear mulheres cientistas.


Acho que está na hora de assumirmos que, nós, millennials somos absolutamente péssimos (em inglês) (sim, claro, isso foi irônico).


Na semana passada, escrevi aqui (e na newsletter) sobre essa coisa toda de escrever-na-internet sobre si mesmo, particularmente em blogs pessoais e newsletters. Naquele post, compartilhei alguns links interessantes sobre o tema (e outros assuntos correlatos), então recomendo o clique.


Esses dias inventei de assistir Uma Linda Mulher depois de anos e tive vontade de entrar dentro da televisão só pra arrastar a cara de Edward no asfalto. Daí li este post e me senti representada demais.

“Parece que os roteiristas tiveram a ideia para Uma linda mulher pensando como seria se alguém tipo o Joesley Batista, da JBS, fosse o herói de uma comédia romântica. Se esse subplot virasse um escândalo de corrupção à la Lava Jato, talvez eu me interessasse mais.”

Isso também me lembrou estes dois posts maravilhosos da Lara Vascouto sobre aqueles heróis românticos que a gente não queria na nossa vida nem pintado de ouro (parte 1 e parte 2). Também nesta vibe de desconstruir nossos filmes favoritos sem dó nem piedade, vale a leitura desse post bem honesto também da Lara sobre Simplesmente Amor.


Essa moça Petra fez uma lista bem legal no BuzzFeed com 13 personagens mulheres não-princesas subestimadas em animações (em inglês) e, como ela mencionou personagens que eu amo profundamente (como praticamente todas as moças de Atlantis e Megara de Hércules e Esmeralda de O Corcunda de Notredame ♥), tô com bastante vontade de assistir aos filmes citados que eu não conheço ainda.

Também aproveito pra perguntar pra vocês quem vocês colocariam na lista? Eu definitivamente botaria Lilo e Nani de Lilo & Stitch, Astrid e Valhallarama de Como treinar o seu dragão, Hardscrabble de Universidade Monstros, Colette de Ratatouille e Tiana de A Princesa e o Sapo (porque, na real, ela só vira princesa no finalzinho do filme).


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Linkagem de Segunda #59

Migas, eu tenho um texto meio que rascunhado para postar ainda esta semana. Começou como uma introdução para a linkagem de hoje, mas ficou muito longo e agora tem potencial de post, então devo publicar daqui a alguns dias, ok? (Só pra vocês saberem mesmo.)


Estes dias tão muito loucos, né, minina? É a Conjuntura Política Nacional™ botando a gente maluco e perdido (e puto, né?) e a vida real, que não pára. (Me deixa pelo menos manter meu acento diferencial? Obrigada.

Se você não me segue nas redes sociais por aí, provavelmente não sabe que eu comecei uma pós-graduação a distância, então tenho estudado em casa, além do meu full time job de pessoa desempregada procurando emprego. Daí decidimos começar uma reforma aqui em casa, coisa que estávamos precisando mesmo, e pronto: caos.

Estes dias estão particularmente complicados. Tive uma fase ruim, de resistência enfraquecida e todas as viroses e doenças da vida. Nisso, perdi um pouco o controle, minhas tarefas se acumularam e até aí estaria tudo bem se não viesse a reforma. Como botar a vida em dia, se isso significa estudar e fazer provas e fazer trabalhos numa casa em reforma? Se isso significa estudar o dia todo com o som de marretas e serras elétricas e equipamentos aleatórios e escandalosamente barulhentos? E ainda tem o pó infinito e a alergia e as muitas horas gastas todos os dias limpando a casa toda e a falta de privacidade com três pedreiros e um mestre de obras (e às vezes um eletricista, um serralheiro, o cara da CPFL, o cara da marmoraria, etc.) dentro de casa.

Como dizia Kátia, não está sendo fácil.


Eu diria que estes são os motivos pelos quais eu ando distante do blog, mas não é exatamente isso e vocês sabem. Mas, como já disse no parágrafo inicial, tenho um post planejado e podemos conversar melhor sobre blogs pessoais, escrever na internet e o Sem Formol.

Enquanto isso, eu queria só mesmo dar um “alô” e uma justificativazinha para esta linkagem estar razoavelmente curta para duas semanas de links acumulados.


Nossas queridas Valkírias fizeram uma programação especial de dia das mães repleta de textos incríveis (como sempre, né? #fangirl). Meu favorito é esse da Jumed sobre a (cruel) representação das mães na cultura pop.


Talvez vocês não aguentem mais ler sobre Estrelas Além do Tempo (eu ainda estou obcecada), mas este texto da Jennifer Ferreira pras Blogueiras Negras traz um ponto de vista bem interessante.


Talvez vocês também não aguentem mais ler sobre Gilmore Girls e o revival e especialmente a Rory (SUPEREM A RORY PELAMORDADEUSA), mas este texto das Valkírias Ana Luíza, Fernanda e Yuu vale a pena, eu juro.


Porque o Lupin é o melhor Maroto ♥ (em inglês).


Lívia Reginato escreveu sobre o estupro como recurso narrativo no Nó de Oito. Sobre este assunto, também vale a leitura deste texto sobre a forma como a cultura pop retrata a violência contra a mulher, escrito pela Lara Vascouto no mesmo site.


Esta entrevista com a Rachel Bloom – criadora e estrela de Crazy Ex Girlfriend – e esta outra com a Donna Lynne Champlin – melhor melhor amiga da tv. (Ambas em inglês.)


Think Olga sobre essa nova “moda” de premiar homens em premiações para mulheres, como o Bono Vox ganhando prêmio de Mulher do Ano da revista Glamour.


Este vídeo maravilhoso da minha melhor amiga platônica Jéssica com a Helmother sobre padrões de beleza e estar nesse meio caminho entre ser magra e gorda.


Aamer Rahman sobre racismo reverso no vídeo mais didático e cool (é um stand up) que você vai ver hoje.


Faz tempo que não faço propaganda do canal da minha amora aqui, então vamos lá. Esta semana, Tety nos lembrou que pequenas vitórias importam e está aí um lembrete sempre válido.

(Tety também fez um vídeo amorzinho sobre a Cúpula do Mal (aka nós duas e Lari) que me arrancou muitas lágrimas e acho que você deveria assistir porque sim.)

Outro bom lembrete: “perder tempo” é importante (em inglês).


Thais fez uma reflexão interessante sobre a regra 90/90 para destralhar no Vida Organizada.


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Linkagem de Segunda #58

Nesta segunda, não tenho tantos links para compartilhar com vocês como na semana passada, mas ainda assim são muitos os assuntos, então vamos logo a eles, tá bem?


Segundo a Fundação Getúlio Vargas, a Greve Geral do dia 28 de abril foi o evento mais comentado na internet da história do Brasil. O estudo completo pode ser lido aqui.


Thaís Campolina reflete sobre o lugar da mulher no discurso retrógrado de Temer e as consequências disso neste post do Ativismo de Sofá.

“O local da mulher no discurso de Temer e cia segue sendo o de subalterna e suas reformas querem manter as mulheres assim, já que as propostas ignoram fenômenos importantes como a feminilização da pobreza.” Thaís Campolina, “O local da mulher no discurso machista de Temer


3 de maio foi Dia da Liberdade de Imprensa e as moças do Think Olga questionam “liberdade para que imprensa?

“(…) se trabalhar por uma comunicação que seja justa e respeitosa para grupos minorizados socialmente é ser “politicamente correto” não queremos ser incorretas. Principalmente quando a ideia do tal politicamente incorreto vem disfarçada de uma falsa liberdade de imprensa.” Think Olga, “Liberdade para que imprensa?

Ainda neste contexto, vale a pena dar uma lida no Minimanual do Jornalismo Humanizado, criado e citado pelo Think Olga neste artigo, ainda que você, assim como eu, não seja jornalista.


Depois de corajosamente denunciar o assédio de José Mayer, Su Tonani se pronunciou novamente desabafando sobre os desdobramentos de sua denúncia, especialmente sobre a revitimização que tem sofrido. Ainda sobre este assunto, Carla Rodrigues escreveu sobre a difícil decisão de denunciar ou não um caso de assédio justamente por causa desta questão.

“Eu fui vítima de assédio sexual. E agora estou sendo vítima novamente. Das especulações que colocam dúvidas sobre a minha dor. E me fazem revivê-la.” Su Tonani, “Me deixem deixar de ser vítima: me deixem voltar a ser eu

“Levar adiante um processo jurídico é ficar diante de uma lei que até agora ainda não escrita para protegê-la, mas apenas para reiteradamente fazer dela tão somente uma vítima. Não levar adiante o processo jurídico seria enfraquecer a causa feminista, que precisa de mais mulheres denunciando e reivindicando o assédio sexual. A escolha diante desse dilema insuperável é uma tarefa dolorida.” Carla Rodrigues, “Sobre a recusa do lugar de vítima


Na Ovelha Mag, Fernanda Ozilak escreveu um guia super simples e didático para eliminar a gordofobia do nosso discurso cotidiano.


Jéssica levantou uma discussão interessante no Valkírias: se nesta season 3, o relacionamento de Grace e Frankie tornou-se queerbaiting. Ela explica o significado do termo, mas para quem quiser entendê-lo melhor, também tem este texto ótimo a respeito no Delirium Nerd.

Um dos maiores exemplos de queerbaiting para mim é o relacionamento entre Scorpius e Albus em Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Sobre eles e principalmente a falta de representação LGBTQ+ no universo mágico da Jo, há um artigo muito bom no Hypable.


Como boa Marvelete que tenho me tornado, fui assistir Guardiões da Galáxia vol. 2 mesmo não tendo gostado do primeiro. Só não digo que as expectativas eram baixas porque amei os trailers e fiquei especialmente empolgada com a notícia de que Sylvester Stallone (o homem responsável pelo meu herói de infância, ele mesmo, Rocky Balboa) estaria no elenco.

O filme foi uma grande e maravilhosa surpresa, acredito ser um dos melhores feitos pela Marvel até aqui e estou obcecada pela trilha sonora.

Não li muito sobre ele ainda, mas gostei especialmente da resenha da Micheli Nunes pras Garotas Geeks e da crítica da Gabriella Franco pras Minas Nerds.


Rafaella Britto fez um post incrível elencando diversas mulheres que de alguma forma confrontaram o ideal feminino em Hollywood. No Valkírias, Ana Luísa traçou um histórico super interessante da representação feminina no cinema nacional.


Nosso site favorito, o Valkírias, fez aniversário e Anna escreveu um editorial maravilhoso sobre escrever sobre cultura pop e mulheres na internet, e também sobre binge culture e economia da atenção e todo mundo que fica maluco tentando acompanhar as novidades da cultura pop e nerd deve se identificar.


Anne Caroline Quiangala escreveu um post ótimo no Preta, Nerd & Burning Hell sobre o que entendemos por humor negro e o que de fato é humor negro.

“Pra nós, assim como o cinema negro e a música negra são gêneros protagonizados por negros e direcionados aos semelhantes, o humor negro é uma forma estética de denúncia e de libertação. O impacto é automático porque o humor negro evidencia fenômenos cotidianos que enfrentamos simplesmente por sermos negras.” Anne Caroline Quiangala, “O que é humor negro?


Uma das minhas maiores dúvidas implementando o GTD sempre foi como organizar tarefas recorrentes e de rotina. Thais falou mais sobre isso num post bastante esclarecedor no Vida Organizada.


No blog do Todoist, Pedro Silveira escreveu sobre o timeboxing, uma técnica bem interessante de gerenciamento de tempo.


Se você curte as Linkagens de Segunda, ficam duas dicas:

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Linkagem de Segunda #57

Voltei. De novo. É só isso que eu escrevo no blog ultimamente, né?

Não vou me justificar porque não vejo necessidade e vocês já conhecem o discurso da vida atropelando a gente, prioridades, etc. Também não vou prometer voltar a postar com regularidade – se é que isso aconteceu alguma vez – porque sei que não vai acontecer. Mas, de qualquer forma, este post é uma tentativa de trazer o blog de volta para a minha rotina.


O feminismo que estampa novas coleções, Paula Maria pras Valkírias

MENSTRUAPPS – Como transformar sua menstruação em dinheiro (para os outros)?, Natasha Felizi, Joana Varon e Diana Moreno no Chupadados


Como os estereótipos estão atrapalhando sua carreira e reduzindo seu salário, Caroline Oms na AzMina

5 ações que precisam mudar para acabar com a desigualdade de gênero no trabalho, AzMina

Sim, mulheres precisam de leis trabalhistas específicas, Lívia Magalhães na AzMina

Representatividade da mulher negra no mercado de trabalho, Luana Maria pras Blogueiras Feministas

Filhos não impedem que as mulheres tenham uma carreira. São os maridos, Felipe Betim e Ana Torres Menárguez no El País

Como evitar que domésticas sejam uma incoerência feminista?, Carolina Vicentin na AzMina


Machismo irônico e por que é preciso ter cuidado com ele, Lara Vascouto no Nó de Oito

“Você não é como as outras”: quem são as mulheres extraordinárias, afinal?, Bárbara Marques no Nó de Oito

4 tipos de personagens femininas que marcaram as comédias românticas dos anos 2000, Lara Vascouto no Nó de Oito

5 mitos sobre amor romântico na cultura pop que sustentam o mito da friendzone, Lara Vascouto no Nó de Oito

Heroínas masculinizadas e a síndrome da mulher “mais macho que muito homem”, Bárbara Marques no Nó de Oito

What’s behind pop culture’s love for silent, violent little girls?, Emily Yoshida na Vulture

Diversidade não deveria ser um show de horrores, Anne Caroline Quiangala no Preta, Nerd & Burning Hell

Marvel: a editora perdeu o interesse por diversidade e personagens femininas?, Renata Nolasco no Delirium Nerd

A gordofobia em nós – do comentário aparentemente inofensivo até as telas do cinema, Maiara Beckrich no Nó de Oito

Mulheres na comédia: aqui tem, Ana Vieira pras Valkírias

Os limites do humor, Gabriella Beira na Capitolina

Humor negro: o termo negro e o politicamente incorreto, Stephanie Ribeiro na Capitolina


Miranda Priestly, o diabo em pessoa, Paloma Engelke pras Valkírias

Legalmente Nós Mesmas, Lady Sybylla no Momentum Saga

Que Horas Ela Volta? – O lado que ninguém quer ver, Paloma Engelke pras Valkírias

Agent Carter: o valor de Peggy Carter e o feminismo, Karol Borges no Delirium Nerd

Heroínas que amamos: conheça as Filhas do Dragão, Gabriela Franco pras Minas Nerds


Entre lobos e cordeiros: Taylor Swift e o que significa ser uma mulher sob os holofotes do mundo, Anna Vitória e Clara Browne pras Valkírias

Emily Lima na Seleção: o que muda dentro e fora das quatro linhas?, Duds Saldanha pras Valkírias


Manifesto pelo fim do guilty pleasure, Fernanda Menegotto na Pólen


Escola Sem Pinto, Eliane Brum no El País


Não se trata só de “dicas práticas”, Thais Godinho no Vida Organizada

Como organizar projetos no Todoist, Thais Godinho no Vida Organizada

GTD: projetos e sub-projetos, Thais Godinho no Vida Organizada

GTD: projetos com prazo x projetos sem prazo, Thais Godinho no Vida Organizada

5 maneiras de usar a agenda do Google para o GTD, Thais Godinho no Vida Organizada

10 tips for sucess with GTD, GTD Times

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Linkagem de Segunda #56

Voltamos! Voltamos eu e as linkagens de segunda.

Voltei porque andei um pouco afastada do blog, sem muita vontade de escrever, sem muitas ideias novas e sem ânimo para desenvolver ideias “antigas”. Andei escrevendo mais na newsletter, dedicando um tempinho maior à newsletter, repensando o conteúdo, o formato e a periodicidade da newsletter. Ideias para o blog até surgem e são registradas, mas não são algo no qual quero trabalhar agora e não sei bem o porquê. Mas eu não queria que o blog ficasse abandonado, então voltei mesmo que talvez devagarinho, aos poucos, sem muito conteúdo original.

Voltou a linkagem de segunda porque eu sinto falta de escrever este tipo de post. Porque eu precisava dum motivador para voltar. Porque me cobraram e sentiram saudades das linkagens e fiquei feliz em saber que este compilado de links semanal faz diferença e é apreciado. ♥

Então, estamos de volta. As linkagens de segunda e eu. Espero que vocês gostem.


Assisti Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo no Brasil) anteontem e QUE FILMÃO DA PORRA. Como não tenho a mínima condição de escrever a respeito, fica aqui minhas resenhas/críticas/análises favoritas que as migas escreveram:

Ainda na vibe do filme, Sybylla escreveu sobre as mulheres computadoras esquecidas no Momentum Saga; a Galileu entrevistou Mae Jemison, a primeira mulher negra a ir para o espaço; e a Nina Grando compilou os melhores discursos do SAG Awards, incluindo, é claro, o lindo e poderoso discurso da Taraji P. Henson.


Ainda falando sobre filmes, Paloma listou 4 momentos incômodos e importantes de uma das minhas comédias românticas favoritas, Um Lugar Chamado Notting Hill.


Thamires Motta escreveu um texto muito importante sobre a pornografia e a naturalização da violência contra as mulheres.

O que a pornografia faz não é necessariamente criar abusadores. Mas sim naturalizar a sexualização precoce das meninas, naturalizar o sexo violento, naturalizar a vontade masculina acima de tudo, transformar a existência lésbica em algo voltado para o prazer masculino, naturalizar a busca de “enteadas”, “pai e filha” e “lésbicas” no Google como conteúdo pornográfico. Isso está destruindo a forma como os homens tratam as mulheres, a forma como se relacionam, a forma como fazem sexo consensual com elas.


É sempre bom lembrar: representatividade importa.

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Minha amora fez um desabafo sobre gordofobia e padrões de beleza que sei que é bastante doloroso para ela, então assistam e sejam gentis.

Coincidentemente, Tia Má (que conheci graças à Jout Jout essa semana, neste vídeo maravilhoso sobre racismo) também publicou um vídeo sobre gordofobia e padrões de beleza hoje.

Para finalizar esta seção, não posso deixar de mencionar este vídeo incrível da minha melhor amiga platônica Jéssica Tauane sobre como os padrões de beleza além de violentos são pedófilos, baseado neste textão necessário aqui.


Já estamos em fevereiro, mas acho que não é tarde para começar algum das dezenas de desafios propostos nesta imensidão internética em que vivemos. Este ano, decidi tentar cumprir três deles. É provável que eu não consiga cumprir tudo, mas pelo menos eu vou tentar, né? E se isso me ajudar a diversificar minhas leituras e a ter contato com mais arte produzida por mulheres, já tô bem feliz.

Desafio Alpaca Press

O objetivo do desafio da Alpaca é justamente ler mais livros e assistir mais filmes feitos por mulheres.

O tema de janeiro foi autora/diretora brasileira e escolhi Aline Valek e o livro As Águas Vivas Não Sabem de Si, que já estava na minha estante há algum tempo pois, graças a esta coisa maravilhosa chamada internet, pude acompanhar boa parte do processo de criação dele através dos relatos da Aline na newsletter e nas redes sociais. O livro é absolutamente maravilhoso e tem resenha da Thais Campolina no próprio blog da Alpaca e da Nina Spim na Revista Pólen.

Ler Além

Este desafio é uma iniciativa dos maravilhosos Nem Um Pouco Épico, Revista Pólen e Valkírias e a ideia é diversificar suas leituras e sair da zona de conforto com 15 categorias maravilhosas.

Como inventei moda de fazer mais de um desafio este ano, tenho tentado conciliar categorias e temas dos três desafios e isso rolou bem no mês de janeiro, uma vez que As Águas Vivas Não Sabem de Si é uma ficção científica escrita por autora brasileira, primeira categoria do Ler Além.

Desafio Literário do Momentum Saga

Por último, temos o desafio do Momentum Saga. Além de apresentar as categorias, o post dela dá dicas muito legais para se engajar em qualquer desafio literário, então recomendo a leitura.


Quando a vida anda meio bagunçada, uma coisa que geralmente me ajuda a botá-la nos eixos – ou pelo menos me motivar para tal – é ler o blog da Thais, o Vida Organizada. Essa semana, três posts em particular me chamaram a atenção:

  • neste ela propõe um exercício muito interessante que pode ajudar bastante na hora de identificar o que é essencial e/ou prioritário na nossa vida para fazer o declutter nosso de cada dia;
  • neste ela reflete sobre vida pessoal e profissional e como esta divisão já não mais existe na prática e tudo bem;
  • neste ela lista os aplicativos que mais tem gostado de usar para se organizar, ideia que eu achei muito boa e pensei em reproduzir aqui no blog com os meus apps favoritos, o que vocês acham?

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Algumas considerações sobre a Linkagem de Segunda

Olá, migas! Hoje não é segunda-feira, mas eu queria falar um pouquinho sobre as Linkagens de Segunda.

Talvez este post fique um pouco bagunçado e confuso e pouco coeso, então já peço perdão desde já. Tem sido difícil botar ordem no caos que habita minha cabeça, inclusive escrevendo, então este post é provavelmente o melhor que eu conseguiria fazer agora.


A Linkagem de Segunda nasceu mais de dois anos atrás (!), depois de muito overthinking (quando a gente pensa excessivamente numa coisa). Já fazia algum tempo que eu queria compartilhar com vocês algumas das coisas legais com as quais eu me deparo na internet, mas nunca sabia exatamente como o fazer. Aí é que entrava o overthinking. Eu queria um nome legal, diferentão, com a cara do blog (que afinal de contas se chama Sem Formol Não Alisa). Eu queria escolher o melhor dia da semana, aquele em que as pessoas estariam mais abertas às recomendações (?). Eu queria definir o melhor formato do mundo. Mas, no final das contas, tudo o que eu precisava era seguir meu instinto, sentar e escrever, como sempre foi com o blog.

Foi em novembro de 2014 que eu finalmente parei de enrolar, botei a bunda na cadeira (coincidentemente a mesma cadeira onde minha bunda se encontra neste momento) e escrevi a primeira Linkagem de Segunda. O dia da semana escolhido foi simplesmente o dia em que eu estava escrevendo. O título foi o mais óbvio e simples possível. E o formato me veio tão orgânico e funcionou tão bem por tanto tempo que só vim a questioná-lo e querer mudá-lo recentemente e não descarto voltar a usá-lo.

A “lição” aqui, se é que é preciso haver uma lição, é que às vezes a gente só precisa mesmo começar, dar o primeiro passo, arriscar, ver no que vai dar. É difícil pra uma pessoa ansiosa e metódica como eu fazer algo sem algum planejamento e estudo prévio, mas às vezes é justamente por isso que a gente tem que “só ir”.


Nestes dois anos, foram 55 linkagens. Atrasei em algumas semanas. Falhei em outras tantas. Me permiti adaptar o formato e fugir da periodicidade. Foram estas pequenas rebeldias e desvios – que normalmente me incomodam mais do que deveriam – que ajudaram a manter a longevidade das linkagens de segunda. Bem, isto e o fato de eu gostar tanto de escrever estes posts e o feedback sempre muito positivo que eu recebo de vocês. ❤️


Pode não parecer, mas as linkagens são posts trabalhosos e demorados de se escrever. Isso porque quase sempre inclui desenvolver uma introdução – coisa na qual eu sou péssima – e, principalmente agora, neste formato novo, escrever um pouquinho sobre os links, tentar trazê-los de uma forma que faça sentido, talvez categorizá-los. Além disso, na maioria das vezes, é muito difícil escolher o que vou colocar nas linkagens porque é sempre MUITA COISA. Assim em caps lock mesmo.

(Já contei um pouquinho deste processo aqui.)


Em junho deste ano, fiz os cálculos e descobri que eu lia uma média de 80 textos na internet por semana, o que já é um volume significativo. (Sim, eu sou essa pessoa.) (Sim, eu sou de exatas.) Daí agora no final do ano, me deparei com o Pocket (sempre ele) lotado de coisas novamente. O FOMO, junto com uma necessidade grande de me afastar da internet nos últimos meses, fez com que eu acumulasse uma quantidade grande de links, especialmente textos, por lá. Eu não queria estar online, mas eu não queria perder nada, então salvava tudo para depois, acumulando mais de 600 links.

Como eu disse no último post, estou trabalhando num “grande destralhamento de final de ano” e, embora eu tenha deixado para lidar com a tralha digital só em janeiro, comecei a me dedicar a “limpar” o Pocket desde o finzinho de outubro. Do dia 28/10 até hoje foram mais de 800 textos lidos e quase 450 deletados (porque, neste meio tempo, muita coisa nova entrou além dos 600-e-poucos originais).

Agora imaginem vocês que eu tenho tido, toda semana, cerca de 120 textos potenciais para a linkagem de segunda. Agora pensem na preguiça e na trabalheira. Pois é.

É por isso que eu não tenho postado ultimamente. Porque selecionar os links anda especialmente trabalhoso. (E porque meu notebook quebrou. E porque tô com bursite. E tendinite.)


Geralmente, quando não publico uma linkagem, acumulo os links daquela semana para a próxima. Eu poderia fazer isso agora, sabe? Postar uma linkagenzona gigantesca que seria supercansativa de se escrever e também de se ler. Mas eu decidi dar um tempinho das linkagens por enquanto.

É temporário porque eu gosto muito destes posts e sei que vocês gostam também. É temporário porque logo as coisas se ajeitam e escrever as linkagens volta a ser relativamente simples. É temporário porque eu sei que logo eu sentirei falta delas.

Por enquanto, decidi que vou passar a compartilhar meus links favoritos no arroba do blog no Twitter, assim como eu já fazia na minha conta pessoal. Então, se vocês quiserem acompanhar as novidades do blog, bem como um punhado de textos, vídeos e coisas bacanudas das internets, sigam o @semformol.

Linkagem de Segunda #55

Faz quase um mês desde o último post e eu poderia ficar aqui me justificando, mas acho que realmente não interessa a ninguém porque não andei escrevendo nestas semanas e, como faz tanto tempo desde a última linkagem, tenho muitos links acumulados para compartilhar com vocês e acho que devemos ir logo a eles, certo?

Então vamos!

(Hoje não vai ter trechinho dos textos, nem aquele modelinho que venho usando nas últimas linkagens senão esse post vai ficar quilométrico e eu vou demorar anos para escrever (e vocês para ler), ok?)


Consciência Negra e representatividade: As Lendas de Dandara, Vanessa Bittencourt no Valkírias

Luke Cage ou sobre como acertaram com a Misty Knight (ufa!), Anne Caroline Quiangala no Preta, Nerd & Burning Hell

Qual o lugar do negro no mundo dos shippers?, Camila Cerdeira no Preta, Nerd & Burning Hell

Racismo no Brasil: todos têm obrigação nesta luta, Raysa França no Cacheia!

Por que é importante que pessoas brancas falem sobre racismo?, Carol Patrocinio no Ondda

Feminismo, racismo e a relutância em reconhecer-se como opressora, Joanna Burigo na Carta Capital

Gabrielle Aplin, privilégios e meritocracia, Paloma no Valkírias

[vídeo] Karol Conka e MC Carol sobre padrão de beleza e racismo, PapelPop

Mc Carol e Karol Conka: elas vieram para incomodar e nós as amamos por isso, Tati Perry no Valkírias

Mulheres dentro do padrão de beleza podem sofrer preconceito?, Lívia Reginato no Nó de Oito

A mulher como objeto de cena, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Objetificação masculina NÃO é a mesma coisa que objetificação feminina, Lara Vascouto no Nó de Oito

Cheias de Charme: vida de empreguete e 500 anos de história do Brasil, Anna Vitória no Valkírias

[vídeo] Periods in Media, TheeKatsMeoww

Amizades femininas em Gilmore Girls, Thay e Yuu no Valkírias

“A série não é sobre os namorados de Rory”, desabafa criadora, Guto Júnior no Gilmore Girls Brasil

Harry Potter and the Cursed Child: a missed chance at breakthrough LGBTQ representation, Tariq Kyle no Hypable

Mulher Maravilha é bissexual, Themyscera é queer. E isso é cânone, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

[vídeo] Gays têm + HIV???, Canal das Bee

[vídeo] Homossexuais e doação de sangue, Drauzio Varella

A segunda temporada de Jessica Jones só vai ser dirigida por mulheres, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Comparar a Marvel e a DC no cinema é inevitável, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Mulher Maravilha, ONU, críticas e maiôs, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

[vídeo] Empoderamento vende!, Nataly Neri no Afros e Afins

[vídeo] Pelos, nós temos, Ana de Cesaro

A Vogue decretou: tá na hora de trocar os seus peitos por um modelo menor, Jojo no Uasz

Escola de Princesas e o reforço da nossa submissão, Pâmela Vieira no Sigamos Juntas

“Anticoncepcional” masculino é adiado por ter reações semelhantes ao feminino, Bruno Vaiano na Galileu

Garotos que brincam com bonecas se tornam crianças mais carinhosas e empáticas, Carol Castro na Galileu

Bob Dylan’s Nobel prize isn’t radical. He’s just another white male writer, Natalie Kon-yu no The Guardian

[vídeo] Somos latinas, Canal das Bee

[vídeo] O mínimo, Jout Jout

Tanto Brasil quanto Argentina têm leis contra o feminicídio, mas isso não basta, Lívia Magalhães na AzMina

Os estupros são coletivos, mas a sociedade não se sente responsável, Bia Cardoso no Blogueiras Feministas

[vídeo] HPV, Câncer de Colo do Útero e Mulheres Negras, Nataly Neri no Afros e Afins

[vídeo] Outra aula: HPV, Jout Jout

[vídeo] Inside Out: Emotional Theory Comes Alive, Nerdwriter1

[vídeo] Self Compassion, School of Life

A vida não é um miojo, Estela Rosa na Ovelha Mag

Entre o amor e a originalidade, Taís Bravo no Mulheres que Escrevem no Medium

Tá tudo bem gostar de coisa “ruim”, sabia?, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

A escrita como um caminho, Isabela Peccini no Mulheres que Escrevem no Medium

5 dicas para não desperdiçar produtos capilares, Maressa de Sousa no Cacheia!

Co-wash: fiquei um mês sem shampoo e olha no que deu, Marina Fabri no Coisas de Diva

Linkagem de Segunda #54

O blog completou 9 anos de existência na quinta-feira retrasada, dia 13, e como eu já previa no último post, não rolou nem um postezinho sequer para comemorar.

Eu comentei na última linkagem de segunda que andava bastante ocupada, como é típico dos meus outubros. O que eu não sabia ainda é que logo eu ficaria muito ocupada para depois ficar pouquíssimo ocupada e de boas, se é que isso faz algum sentido. Acontece que decidimos meio de supetão fazer uma viagenzinha pra praia, pra botar o pé na areia, comer uns camarões, estas coisas. Todo mundo aqui em casa precisava dum descanso, duma mudança de ares, dum cheirinho de mar. Às vezes, faz bem, né?

Como a gente decidiu bem às vésperas, tivemos poucos dias pra fazer aqueles preparativos clássicos de viagem: comprar uma ou outra coisa, fazer mala, arranjar alguém pra cuidar de Íris, a cã, estas (outras) coisas. Além disso, eu tive que mudar meus planos para os dias seguintes, para a semana que estaríamos fora principalmente. Pode não parecer, mas este negócio de estar desempregada/procurando emprego dá trabalho pra caralho e eu tive que adiantar um monte de tarefas e adiar outras tantas. No final das contas, foi uma semana muito corrida, em que a gente mal conseguiu comemorar o aniversário do meu pai (dia 12) ou da Íris (dia 13) ou mesmo do blog. Só que, né, valeu a pena. O foda agora é voltar pra vida real, sem café da manhã de hotel e praia todo dia.

Basicamente, é por isso que andei sumida do blog nestas últimas duas semanas e nem apareci para fazer um post de aniversário. Mas estou de volta a terras joaquinenses e à minha rotina-não-rotina e hoje é segunda, dia de compartilhar links legais com vocês!

Já adianto que tem pouca coisa aqui porque andei lendo/assistindo/passando pouco tempo online nos últimos dias. Talvez a linkagem esteja mais recheada na semana que vem, quando eu já tiver começado a colocar a vida em dia pra valer. Acompanhemos.


Antes da viagem, eu tive que comprar um biquíni e migas, que merda. A gente luta tanto pela nossa autoestima, pra se amar e se sentir bem no nosso próprio corpo, mas basta ter que comprar uma roupa (ou abrir uma revista, ou ligar a tv, ou ouvir um comentário infeliz, etc.) pra gente voltar a se sentir um lixo, né?

Comentei sobre o assunto com a Tety, que entende desta merda toda muito melhor que eu porque além da pressão estética por ser uma mulher, ainda sofre com gordofobia. Daí ela foi lá e fez um vídeo maravilhoso falando sobre padrões estéticos, indústria da moda, gordofobia e representatividade. Não é fácil se abrir para falar sobre estas coisas todas, mas é muito importante que a gente fale sobre elas, então prestigiem e mandem amor pra minha amora, tá bem?

Eu ainda quero falar mais sobre pressão estética e autoestima e o causo do biquíni, mas ainda não decidi se o faço aqui no blog em texto ou vídeo, ou ainda lá no Medium ou na abandonada newsletter. Me contem o que vocês preferem.


Eu sempre fiquei meio confusa com essa coisa de latinos, hispânicos, raças, cores, etnias, lá nos States, principalmente. Daí encontrei este vídeo maravilhoso e bastante didático da Franchesca Ramsey, em que ela convida Kat Lazo para ajudar a gente entender as diferenças entre estes termos todos (e porque eles importam). Infelizmente, o vídeo é em inglês e não tem legenda em português, mas daí me lembrei desse texto da Luana Reis pro GWS, que eu já compartilhei aqui em outra linkagem, mas achei que seria interessante linkar novamente. Aliás, se você conhecer algum texto/vídeo bom sobre o assunto e quiser indicar nos comentários, por favor, o faça!


Rebeca Puig escreveu um texto ótimo sobre a hipersexualização das personagens femininas no cinema, na tv  e nos quadrinhos no Collant Sem Decote, que me lembrou de outro texto ótimo, que eu já compartilhei aqui também (mas que vou indicar de novo), da Anna Vitória no Valkírias, sobre o olhar masculino (male gaze) na ficção.

“A posição dos atores em relação à câmera, a lente escolhida para capturar a cena e a iluminação que incide nos personagens têm tanto ou mais significado do que o diálogo.”
– Rebeca Puig em A Hipersexualização Feminina no Enquadramento e no Movimento de Câmera

“O cinema (quando digo cinema, falo de narrativas visuais de modo geral) é um sistema de representações, e o male gaze é modo-de-fazer que coloca na tela a representação do olhar do homem sobre seu objeto de desejo, que é a mulher.”
– Anna Vitória Rocha em Marina Ruy Barbosa e o olhar masculino


A Anne Caroline do Preta, Nerd & Burning Hell escreveu sobre o racismo e o machismo por trás da “preferência” pelo seriado do Demolidor em detrimento de Luke CageJessica Jones.

“Quando um homem vocifera que ‘Jéssica Jones é mediano’ ou uma pessoa branca diz que ‘Luke Cage é uma série fraca’ dificilmente apresentam argumentos técnicos e análises coerentes (…) Talvez o problema aí seja que os brancos não são protagonistas, que a série não gira em torno de seus privilégios e muto menos de seu prazer retórico de afirmar que ‘negros são mais racistas que brancos’ ou ‘negros são os únicos que matam o próprio povo’. (…) quanto tempo Jéssica Jones e Luke Cage tem juntos, em minutos, de 1) mulheres com nomes, 2) conversando sobre qualquer coisa que não seja homem? Ou apoiando uma à outra? (…) Todas essas mudanças geram profundo medo nos rapazes conservadores. Medo de que seus valores sociais se percam, junto com seu poder.”
– Anne Caroline Quiangala em O problema por trás de “prefiro Demolidor à Jessica Jones ou Luke Cage”


Não costumo compartilhar edições de newsletters aqui nas linkagens porque por serem estes textos voltados prum público mais restrito (= os assinantes da newsletter em questão), nunca sei se o autor daquele texto queria que ele fosse compartilhado pra fora dos limites daquele público ou não, sabe? Mas daí quando o autor publica aquele texto num outro canal, como o Medium por exemplo, eu me sinto mais confortável para indicar e compartilhar aquele link. Pode ser uma bobagem minha, mas às vezes acho melhor pecar pelo excesso de cautela.

Dito isso, a Aline Valek, autora duma das minhas newsletters favoritas, a Bobagens Imperdíveis, publicou uma das edições mais legais que li nos últimos tempos no Medium e agora fico à vontade para compartilhar com vocês todos.

“Somos esses personagens de histórias absurdas, em que o mundo está acabando mas a gente não percebe, ou não liga, ou vai se deixando levar porque o autor precisa fazer o absurdo acontecer.”
– Aline Valek em A realidade implodiu a ficção sorrateiramente


Um fotógrafo francês viajou o mundo fotografando millennials e onde eles vivem e é claro que eu achei muito genial e já quero ganhar comprar o livro do moço. Dá pra ver algumas fotos no BuzzFeed gringo e no site do projeto.


Contei na outra linkagem que Tety, Lari e eu criamos uma tag sobre seriados e que ela é ótima e vocês deveriam responder também, inclusive em texto, se essa for mais sua praia. (As perguntas estão na descrição dos vídeos das meninas.)

Esses dias, foi a vez da Lari de responder e tô chocada com o quanto ela tá séria e concisa no vídeo. (Sempre esqueço que ela é a cota autocontrolada da Cúpula.) Prestigiem minha outra amora também:

Para quem não viu a versão da Tety, clica aqui. Logo eu farei minha versão também. Juro juradinho.


Vocês devem ter notado que desde a Linkagem #43, eu escolho uma mulher pra ilustrar cada topo. De primeira, a ideia era escolher uma imagem que tivesse a ver com qualquer um dos links, mas aos poucos, acabou rolando um padrão: eu sempre escolhia uma mina maneira, personagem ou real, famosona da grande mídia ou gente das internês. Já teve Jéssica Ellen, Elke Maravilha, Rafaela Silva, Ana Lídia Lopes, Garotas GilmoreHermione Granger… É uma forma bem singela de demonstrar um pouco da minha admiração pelas mulheres maravilhosas que tão por aí esbanjando representatividade e fazendo a gente acreditar que a gente pode ser foda também.

Essa semana, escolhi Jane Gloriana Villanueva, interpretada pela incrível Gina Rodriguez, porque a série voltou semana passada e o primeiro episódio me deixou destruída, só que ainda mais apaixonada pela Jane.