Linkagem de Segunda #56

Voltamos! Voltamos eu e as linkagens de segunda.

Voltei porque andei um pouco afastada do blog, sem muita vontade de escrever, sem muitas ideias novas e sem ânimo para desenvolver ideias “antigas”. Andei escrevendo mais na newsletter, dedicando um tempinho maior à newsletter, repensando o conteúdo, o formato e a periodicidade da newsletter. Ideias para o blog até surgem e são registradas, mas não são algo no qual quero trabalhar agora e não sei bem o porquê. Mas eu não queria que o blog ficasse abandonado, então voltei mesmo que talvez devagarinho, aos poucos, sem muito conteúdo original.

Voltou a linkagem de segunda porque eu sinto falta de escrever este tipo de post. Porque eu precisava dum motivador para voltar. Porque me cobraram e sentiram saudades das linkagens e fiquei feliz em saber que este compilado de links semanal faz diferença e é apreciado. ♥

Então, estamos de volta. As linkagens de segunda e eu. Espero que vocês gostem.


Assisti Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo no Brasil) anteontem e QUE FILMÃO DA PORRA. Como não tenho a mínima condição de escrever a respeito, fica aqui minhas resenhas/críticas/análises favoritas que as migas escreveram:

Ainda na vibe do filme, Sybylla escreveu sobre as mulheres computadoras esquecidas no Momentum Saga; a Galileu entrevistou Mae Jemison, a primeira mulher negra a ir para o espaço; e a Nina Grando compilou os melhores discursos do SAG Awards, incluindo, é claro, o lindo e poderoso discurso da Taraji P. Henson.


Ainda falando sobre filmes, Paloma listou 4 momentos incômodos e importantes de uma das minhas comédias românticas favoritas, Um Lugar Chamado Notting Hill.


Thamires Motta escreveu um texto muito importante sobre a pornografia e a naturalização da violência contra as mulheres.

O que a pornografia faz não é necessariamente criar abusadores. Mas sim naturalizar a sexualização precoce das meninas, naturalizar o sexo violento, naturalizar a vontade masculina acima de tudo, transformar a existência lésbica em algo voltado para o prazer masculino, naturalizar a busca de “enteadas”, “pai e filha” e “lésbicas” no Google como conteúdo pornográfico. Isso está destruindo a forma como os homens tratam as mulheres, a forma como se relacionam, a forma como fazem sexo consensual com elas.


É sempre bom lembrar: representatividade importa.

tumblr_o3a7zpx4wj1qivzmmo4_500


Minha amora fez um desabafo sobre gordofobia e padrões de beleza que sei que é bastante doloroso para ela, então assistam e sejam gentis.

Coincidentemente, Tia Má (que conheci graças à Jout Jout essa semana, neste vídeo maravilhoso sobre racismo) também publicou um vídeo sobre gordofobia e padrões de beleza hoje.

Para finalizar esta seção, não posso deixar de mencionar este vídeo incrível da minha melhor amiga platônica Jéssica Tauane sobre como os padrões de beleza além de violentos são pedófilos, baseado neste textão necessário aqui.


Já estamos em fevereiro, mas acho que não é tarde para começar algum das dezenas de desafios propostos nesta imensidão internética em que vivemos. Este ano, decidi tentar cumprir três deles. É provável que eu não consiga cumprir tudo, mas pelo menos eu vou tentar, né? E se isso me ajudar a diversificar minhas leituras e a ter contato com mais arte produzida por mulheres, já tô bem feliz.

Desafio Alpaca Press

O objetivo do desafio da Alpaca é justamente ler mais livros e assistir mais filmes feitos por mulheres.

O tema de janeiro foi autora/diretora brasileira e escolhi Aline Valek e o livro As Águas Vivas Não Sabem de Si, que já estava na minha estante há algum tempo pois, graças a esta coisa maravilhosa chamada internet, pude acompanhar boa parte do processo de criação dele através dos relatos da Aline na newsletter e nas redes sociais. O livro é absolutamente maravilhoso e tem resenha da Thais Campolina no próprio blog da Alpaca e da Nina Spim na Revista Pólen.

Ler Além

Este desafio é uma iniciativa dos maravilhosos Nem Um Pouco Épico, Revista Pólen e Valkírias e a ideia é diversificar suas leituras e sair da zona de conforto com 15 categorias maravilhosas.

Como inventei moda de fazer mais de um desafio este ano, tenho tentado conciliar categorias e temas dos três desafios e isso rolou bem no mês de janeiro, uma vez que As Águas Vivas Não Sabem de Si é uma ficção científica escrita por autora brasileira, primeira categoria do Ler Além.

Desafio Literário do Momentum Saga

Por último, temos o desafio do Momentum Saga. Além de apresentar as categorias, o post dela dá dicas muito legais para se engajar em qualquer desafio literário, então recomendo a leitura.


Quando a vida anda meio bagunçada, uma coisa que geralmente me ajuda a botá-la nos eixos – ou pelo menos me motivar para tal – é ler o blog da Thais, o Vida Organizada. Essa semana, três posts em particular me chamaram a atenção:

  • neste ela propõe um exercício muito interessante que pode ajudar bastante na hora de identificar o que é essencial e/ou prioritário na nossa vida para fazer o declutter nosso de cada dia;
  • neste ela reflete sobre vida pessoal e profissional e como esta divisão já não mais existe na prática e tudo bem;
  • neste ela lista os aplicativos que mais tem gostado de usar para se organizar, ideia que eu achei muito boa e pensei em reproduzir aqui no blog com os meus apps favoritos, o que vocês acham?

Salvar

Algumas considerações sobre a Linkagem de Segunda

Olá, migas! Hoje não é segunda-feira, mas eu queria falar um pouquinho sobre as Linkagens de Segunda.

Talvez este post fique um pouco bagunçado e confuso e pouco coeso, então já peço perdão desde já. Tem sido difícil botar ordem no caos que habita minha cabeça, inclusive escrevendo, então este post é provavelmente o melhor que eu conseguiria fazer agora.


A Linkagem de Segunda nasceu mais de dois anos atrás (!), depois de muito overthinking (quando a gente pensa excessivamente numa coisa). Já fazia algum tempo que eu queria compartilhar com vocês algumas das coisas legais com as quais eu me deparo na internet, mas nunca sabia exatamente como o fazer. Aí é que entrava o overthinking. Eu queria um nome legal, diferentão, com a cara do blog (que afinal de contas se chama Sem Formol Não Alisa). Eu queria escolher o melhor dia da semana, aquele em que as pessoas estariam mais abertas às recomendações (?). Eu queria definir o melhor formato do mundo. Mas, no final das contas, tudo o que eu precisava era seguir meu instinto, sentar e escrever, como sempre foi com o blog.

Foi em novembro de 2014 que eu finalmente parei de enrolar, botei a bunda na cadeira (coincidentemente a mesma cadeira onde minha bunda se encontra neste momento) e escrevi a primeira Linkagem de Segunda. O dia da semana escolhido foi simplesmente o dia em que eu estava escrevendo. O título foi o mais óbvio e simples possível. E o formato me veio tão orgânico e funcionou tão bem por tanto tempo que só vim a questioná-lo e querer mudá-lo recentemente e não descarto voltar a usá-lo.

A “lição” aqui, se é que é preciso haver uma lição, é que às vezes a gente só precisa mesmo começar, dar o primeiro passo, arriscar, ver no que vai dar. É difícil pra uma pessoa ansiosa e metódica como eu fazer algo sem algum planejamento e estudo prévio, mas às vezes é justamente por isso que a gente tem que “só ir”.


Nestes dois anos, foram 55 linkagens. Atrasei em algumas semanas. Falhei em outras tantas. Me permiti adaptar o formato e fugir da periodicidade. Foram estas pequenas rebeldias e desvios – que normalmente me incomodam mais do que deveriam – que ajudaram a manter a longevidade das linkagens de segunda. Bem, isto e o fato de eu gostar tanto de escrever estes posts e o feedback sempre muito positivo que eu recebo de vocês. ❤️


Pode não parecer, mas as linkagens são posts trabalhosos e demorados de se escrever. Isso porque quase sempre inclui desenvolver uma introdução – coisa na qual eu sou péssima – e, principalmente agora, neste formato novo, escrever um pouquinho sobre os links, tentar trazê-los de uma forma que faça sentido, talvez categorizá-los. Além disso, na maioria das vezes, é muito difícil escolher o que vou colocar nas linkagens porque é sempre MUITA COISA. Assim em caps lock mesmo.

(Já contei um pouquinho deste processo aqui.)


Em junho deste ano, fiz os cálculos e descobri que eu lia uma média de 80 textos na internet por semana, o que já é um volume significativo. (Sim, eu sou essa pessoa.) (Sim, eu sou de exatas.) Daí agora no final do ano, me deparei com o Pocket (sempre ele) lotado de coisas novamente. O FOMO, junto com uma necessidade grande de me afastar da internet nos últimos meses, fez com que eu acumulasse uma quantidade grande de links, especialmente textos, por lá. Eu não queria estar online, mas eu não queria perder nada, então salvava tudo para depois, acumulando mais de 600 links.

Como eu disse no último post, estou trabalhando num “grande destralhamento de final de ano” e, embora eu tenha deixado para lidar com a tralha digital só em janeiro, comecei a me dedicar a “limpar” o Pocket desde o finzinho de outubro. Do dia 28/10 até hoje foram mais de 800 textos lidos e quase 450 deletados (porque, neste meio tempo, muita coisa nova entrou além dos 600-e-poucos originais).

Agora imaginem vocês que eu tenho tido, toda semana, cerca de 120 textos potenciais para a linkagem de segunda. Agora pensem na preguiça e na trabalheira. Pois é.

É por isso que eu não tenho postado ultimamente. Porque selecionar os links anda especialmente trabalhoso. (E porque meu notebook quebrou. E porque tô com bursite. E tendinite.)


Geralmente, quando não publico uma linkagem, acumulo os links daquela semana para a próxima. Eu poderia fazer isso agora, sabe? Postar uma linkagenzona gigantesca que seria supercansativa de se escrever e também de se ler. Mas eu decidi dar um tempinho das linkagens por enquanto.

É temporário porque eu gosto muito destes posts e sei que vocês gostam também. É temporário porque logo as coisas se ajeitam e escrever as linkagens volta a ser relativamente simples. É temporário porque eu sei que logo eu sentirei falta delas.

Por enquanto, decidi que vou passar a compartilhar meus links favoritos no arroba do blog no Twitter, assim como eu já fazia na minha conta pessoal. Então, se vocês quiserem acompanhar as novidades do blog, bem como um punhado de textos, vídeos e coisas bacanudas das internets, sigam o @semformol.

Linkagem de Segunda #55

Faz quase um mês desde o último post e eu poderia ficar aqui me justificando, mas acho que realmente não interessa a ninguém porque não andei escrevendo nestas semanas e, como faz tanto tempo desde a última linkagem, tenho muitos links acumulados para compartilhar com vocês e acho que devemos ir logo a eles, certo?

Então vamos!

(Hoje não vai ter trechinho dos textos, nem aquele modelinho que venho usando nas últimas linkagens senão esse post vai ficar quilométrico e eu vou demorar anos para escrever (e vocês para ler), ok?)


Consciência Negra e representatividade: As Lendas de Dandara, Vanessa Bittencourt no Valkírias

Luke Cage ou sobre como acertaram com a Misty Knight (ufa!), Anne Caroline Quiangala no Preta, Nerd & Burning Hell

Qual o lugar do negro no mundo dos shippers?, Camila Cerdeira no Preta, Nerd & Burning Hell

Racismo no Brasil: todos têm obrigação nesta luta, Raysa França no Cacheia!

Por que é importante que pessoas brancas falem sobre racismo?, Carol Patrocinio no Ondda

Feminismo, racismo e a relutância em reconhecer-se como opressora, Joanna Burigo na Carta Capital

Gabrielle Aplin, privilégios e meritocracia, Paloma no Valkírias

[vídeo] Karol Conka e MC Carol sobre padrão de beleza e racismo, PapelPop

Mc Carol e Karol Conka: elas vieram para incomodar e nós as amamos por isso, Tati Perry no Valkírias

Mulheres dentro do padrão de beleza podem sofrer preconceito?, Lívia Reginato no Nó de Oito

A mulher como objeto de cena, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Objetificação masculina NÃO é a mesma coisa que objetificação feminina, Lara Vascouto no Nó de Oito

Cheias de Charme: vida de empreguete e 500 anos de história do Brasil, Anna Vitória no Valkírias

[vídeo] Periods in Media, TheeKatsMeoww

Amizades femininas em Gilmore Girls, Thay e Yuu no Valkírias

“A série não é sobre os namorados de Rory”, desabafa criadora, Guto Júnior no Gilmore Girls Brasil

Harry Potter and the Cursed Child: a missed chance at breakthrough LGBTQ representation, Tariq Kyle no Hypable

Mulher Maravilha é bissexual, Themyscera é queer. E isso é cânone, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

[vídeo] Gays têm + HIV???, Canal das Bee

[vídeo] Homossexuais e doação de sangue, Drauzio Varella

A segunda temporada de Jessica Jones só vai ser dirigida por mulheres, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Comparar a Marvel e a DC no cinema é inevitável, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Mulher Maravilha, ONU, críticas e maiôs, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

[vídeo] Empoderamento vende!, Nataly Neri no Afros e Afins

[vídeo] Pelos, nós temos, Ana de Cesaro

A Vogue decretou: tá na hora de trocar os seus peitos por um modelo menor, Jojo no Uasz

Escola de Princesas e o reforço da nossa submissão, Pâmela Vieira no Sigamos Juntas

“Anticoncepcional” masculino é adiado por ter reações semelhantes ao feminino, Bruno Vaiano na Galileu

Garotos que brincam com bonecas se tornam crianças mais carinhosas e empáticas, Carol Castro na Galileu

Bob Dylan’s Nobel prize isn’t radical. He’s just another white male writer, Natalie Kon-yu no The Guardian

[vídeo] Somos latinas, Canal das Bee

[vídeo] O mínimo, Jout Jout

Tanto Brasil quanto Argentina têm leis contra o feminicídio, mas isso não basta, Lívia Magalhães na AzMina

Os estupros são coletivos, mas a sociedade não se sente responsável, Bia Cardoso no Blogueiras Feministas

[vídeo] HPV, Câncer de Colo do Útero e Mulheres Negras, Nataly Neri no Afros e Afins

[vídeo] Outra aula: HPV, Jout Jout

[vídeo] Inside Out: Emotional Theory Comes Alive, Nerdwriter1

[vídeo] Self Compassion, School of Life

A vida não é um miojo, Estela Rosa na Ovelha Mag

Entre o amor e a originalidade, Taís Bravo no Mulheres que Escrevem no Medium

Tá tudo bem gostar de coisa “ruim”, sabia?, Duds Saldanha no Indiretas do Bem

A escrita como um caminho, Isabela Peccini no Mulheres que Escrevem no Medium

5 dicas para não desperdiçar produtos capilares, Maressa de Sousa no Cacheia!

Co-wash: fiquei um mês sem shampoo e olha no que deu, Marina Fabri no Coisas de Diva

Linkagem de Segunda #54

O blog completou 9 anos de existência na quinta-feira retrasada, dia 13, e como eu já previa no último post, não rolou nem um postezinho sequer para comemorar.

Eu comentei na última linkagem de segunda que andava bastante ocupada, como é típico dos meus outubros. O que eu não sabia ainda é que logo eu ficaria muito ocupada para depois ficar pouquíssimo ocupada e de boas, se é que isso faz algum sentido. Acontece que decidimos meio de supetão fazer uma viagenzinha pra praia, pra botar o pé na areia, comer uns camarões, estas coisas. Todo mundo aqui em casa precisava dum descanso, duma mudança de ares, dum cheirinho de mar. Às vezes, faz bem, né?

Como a gente decidiu bem às vésperas, tivemos poucos dias pra fazer aqueles preparativos clássicos de viagem: comprar uma ou outra coisa, fazer mala, arranjar alguém pra cuidar de Íris, a cã, estas (outras) coisas. Além disso, eu tive que mudar meus planos para os dias seguintes, para a semana que estaríamos fora principalmente. Pode não parecer, mas este negócio de estar desempregada/procurando emprego dá trabalho pra caralho e eu tive que adiantar um monte de tarefas e adiar outras tantas. No final das contas, foi uma semana muito corrida, em que a gente mal conseguiu comemorar o aniversário do meu pai (dia 12) ou da Íris (dia 13) ou mesmo do blog. Só que, né, valeu a pena. O foda agora é voltar pra vida real, sem café da manhã de hotel e praia todo dia.

Basicamente, é por isso que andei sumida do blog nestas últimas duas semanas e nem apareci para fazer um post de aniversário. Mas estou de volta a terras joaquinenses e à minha rotina-não-rotina e hoje é segunda, dia de compartilhar links legais com vocês!

Já adianto que tem pouca coisa aqui porque andei lendo/assistindo/passando pouco tempo online nos últimos dias. Talvez a linkagem esteja mais recheada na semana que vem, quando eu já tiver começado a colocar a vida em dia pra valer. Acompanhemos.


Antes da viagem, eu tive que comprar um biquíni e migas, que merda. A gente luta tanto pela nossa autoestima, pra se amar e se sentir bem no nosso próprio corpo, mas basta ter que comprar uma roupa (ou abrir uma revista, ou ligar a tv, ou ouvir um comentário infeliz, etc.) pra gente voltar a se sentir um lixo, né?

Comentei sobre o assunto com a Tety, que entende desta merda toda muito melhor que eu porque além da pressão estética por ser uma mulher, ainda sofre com gordofobia. Daí ela foi lá e fez um vídeo maravilhoso falando sobre padrões estéticos, indústria da moda, gordofobia e representatividade. Não é fácil se abrir para falar sobre estas coisas todas, mas é muito importante que a gente fale sobre elas, então prestigiem e mandem amor pra minha amora, tá bem?

Eu ainda quero falar mais sobre pressão estética e autoestima e o causo do biquíni, mas ainda não decidi se o faço aqui no blog em texto ou vídeo, ou ainda lá no Medium ou na abandonada newsletter. Me contem o que vocês preferem.


Eu sempre fiquei meio confusa com essa coisa de latinos, hispânicos, raças, cores, etnias, lá nos States, principalmente. Daí encontrei este vídeo maravilhoso e bastante didático da Franchesca Ramsey, em que ela convida Kat Lazo para ajudar a gente entender as diferenças entre estes termos todos (e porque eles importam). Infelizmente, o vídeo é em inglês e não tem legenda em português, mas daí me lembrei desse texto da Luana Reis pro GWS, que eu já compartilhei aqui em outra linkagem, mas achei que seria interessante linkar novamente. Aliás, se você conhecer algum texto/vídeo bom sobre o assunto e quiser indicar nos comentários, por favor, o faça!


Rebeca Puig escreveu um texto ótimo sobre a hipersexualização das personagens femininas no cinema, na tv  e nos quadrinhos no Collant Sem Decote, que me lembrou de outro texto ótimo, que eu já compartilhei aqui também (mas que vou indicar de novo), da Anna Vitória no Valkírias, sobre o olhar masculino (male gaze) na ficção.

“A posição dos atores em relação à câmera, a lente escolhida para capturar a cena e a iluminação que incide nos personagens têm tanto ou mais significado do que o diálogo.”
– Rebeca Puig em A Hipersexualização Feminina no Enquadramento e no Movimento de Câmera

“O cinema (quando digo cinema, falo de narrativas visuais de modo geral) é um sistema de representações, e o male gaze é modo-de-fazer que coloca na tela a representação do olhar do homem sobre seu objeto de desejo, que é a mulher.”
– Anna Vitória Rocha em Marina Ruy Barbosa e o olhar masculino


A Anne Caroline do Preta, Nerd & Burning Hell escreveu sobre o racismo e o machismo por trás da “preferência” pelo seriado do Demolidor em detrimento de Luke CageJessica Jones.

“Quando um homem vocifera que ‘Jéssica Jones é mediano’ ou uma pessoa branca diz que ‘Luke Cage é uma série fraca’ dificilmente apresentam argumentos técnicos e análises coerentes (…) Talvez o problema aí seja que os brancos não são protagonistas, que a série não gira em torno de seus privilégios e muto menos de seu prazer retórico de afirmar que ‘negros são mais racistas que brancos’ ou ‘negros são os únicos que matam o próprio povo’. (…) quanto tempo Jéssica Jones e Luke Cage tem juntos, em minutos, de 1) mulheres com nomes, 2) conversando sobre qualquer coisa que não seja homem? Ou apoiando uma à outra? (…) Todas essas mudanças geram profundo medo nos rapazes conservadores. Medo de que seus valores sociais se percam, junto com seu poder.”
– Anne Caroline Quiangala em O problema por trás de “prefiro Demolidor à Jessica Jones ou Luke Cage”


Não costumo compartilhar edições de newsletters aqui nas linkagens porque por serem estes textos voltados prum público mais restrito (= os assinantes da newsletter em questão), nunca sei se o autor daquele texto queria que ele fosse compartilhado pra fora dos limites daquele público ou não, sabe? Mas daí quando o autor publica aquele texto num outro canal, como o Medium por exemplo, eu me sinto mais confortável para indicar e compartilhar aquele link. Pode ser uma bobagem minha, mas às vezes acho melhor pecar pelo excesso de cautela.

Dito isso, a Aline Valek, autora duma das minhas newsletters favoritas, a Bobagens Imperdíveis, publicou uma das edições mais legais que li nos últimos tempos no Medium e agora fico à vontade para compartilhar com vocês todos.

“Somos esses personagens de histórias absurdas, em que o mundo está acabando mas a gente não percebe, ou não liga, ou vai se deixando levar porque o autor precisa fazer o absurdo acontecer.”
– Aline Valek em A realidade implodiu a ficção sorrateiramente


Um fotógrafo francês viajou o mundo fotografando millennials e onde eles vivem e é claro que eu achei muito genial e já quero ganhar comprar o livro do moço. Dá pra ver algumas fotos no BuzzFeed gringo e no site do projeto.


Contei na outra linkagem que Tety, Lari e eu criamos uma tag sobre seriados e que ela é ótima e vocês deveriam responder também, inclusive em texto, se essa for mais sua praia. (As perguntas estão na descrição dos vídeos das meninas.)

Esses dias, foi a vez da Lari de responder e tô chocada com o quanto ela tá séria e concisa no vídeo. (Sempre esqueço que ela é a cota autocontrolada da Cúpula.) Prestigiem minha outra amora também:

Para quem não viu a versão da Tety, clica aqui. Logo eu farei minha versão também. Juro juradinho.


Vocês devem ter notado que desde a Linkagem #43, eu escolho uma mulher pra ilustrar cada topo. De primeira, a ideia era escolher uma imagem que tivesse a ver com qualquer um dos links, mas aos poucos, acabou rolando um padrão: eu sempre escolhia uma mina maneira, personagem ou real, famosona da grande mídia ou gente das internês. Já teve Jéssica Ellen, Elke Maravilha, Rafaela Silva, Ana Lídia Lopes, Garotas GilmoreHermione Granger… É uma forma bem singela de demonstrar um pouco da minha admiração pelas mulheres maravilhosas que tão por aí esbanjando representatividade e fazendo a gente acreditar que a gente pode ser foda também.

Essa semana, escolhi Jane Gloriana Villanueva, interpretada pela incrível Gina Rodriguez, porque a série voltou semana passada e o primeiro episódio me deixou destruída, só que ainda mais apaixonada pela Jane.

Linkagem de Segunda #53

Essa semana – mais especificamente quinta-feira, dia 13 – é aniversário do blog. O Sem Formol completa nove anos de existência, sendo há alguns anos já o blog mais longevo e querido da minha vidinha blogueira de 13 anos. (Sim, cheguei num ponto em já tenho mais anos vividos tendo-um-blog do que não-tendo-um-blog.)

Todo ano, penso em fazer alguma coisa legal no aniversário do blog. Nunca dá certo. Outubro é sempre um mês cheio de acontecimentos. Foi início da temporada de vestibulares em 2009. Foi o mês de preparar minha apresentação do TCC no ano passado. É aniversário e férias do meu pai. A primeira quinzena sempre era cheia de provas e entregas de trabalhos na faculdade. Por um acaso do destino, eu nunca tive a famosa Semana do Saco Cheio em outubro porque 1) estudei a vida inteira numa escola que tinha toda uma política de “quanto mais dias de aula melhor” e 2) a USP (bem como a Unesp e acho que a Unicamp também) faz sua “semana do saco cheio” em setembro, na Semana da Pátria.

Esse ano, como já manda a tradição (oi?), estive muito ocupada e só me dei conta de que não preparei nada de especial pro aniversário do blog de novo agora, já às vésperas. Eu tinha a intenção de dar um tapa na identidade visual do Sem Formol, revisar posts antigos, divulgar meus textos favoritos nas redes sociais, mas só de pensar na trabalheira e na quantidade de coisas que tenho para fazer essa semana, me dá uma preguiça, sabe?

(Quanto à parte da identidade visual, eu até que tô mexendo numa coisinha aqui e ali e, aos poucos, o blog vai tomando uma nova cara. Assim eu consigo fazer tudo sem me sobrecarregar e vocês podem ir opinando e me ajudando a decidir como o blog vai ficar. Que tal?)

Essa introdução é, no final das contas, uma justificativa adiantada para mais um aniversário do blog que vai passar praticamente em branco e uma justificativa atrasada pela falta de posts este mês e por, mais uma vez, não ter postado a linkagem de segunda nas duas semanas passadas. Tenho lido pouco e até que passado pouco tempo online (exceto pelas longas horas procurando oportunidades de emprego, fazendo provas online e maratonando séries na Netflix), então não tenho tido muito o que compartilhar com vocês. Hoje, reúno aqui um pouquinho do que andei lendo e assistindo na interwebs nas últimas três semanas.


Dia 28 de setembro foi Dia da Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe e discutimos o assunto o dia todo na internet usando a hashtag #PrecisamosFalarSobreAborto. Alguns dos meus textos favoritos produzidos ou relembrados neste dia estão aqui:

Precisamos Falar Sobre Aborto – Um Infográfico, Lara Vascouto no Nó de Oito

‘Mamãe, por que alguém seria a favor do aborto?’, Carol Patrocínio no Huffpost Brasil

Sou evangélica e a favor da legalização do aborto, Talita Ribeiro no Huffpost Brasil

A vida – e o estigma – de quem trabalha com aborto legal no Brasil, Carolina Vicentin na AzMina

Elas abortam, Debora Diniz na AzMina

A mulher que aborta, Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas

O que você pode fazer pela descriminalização do aborto?, Gabriela Loureiro no Think Olga


Uma semana antes, foi divulgada uma pesquisa que, entre outras coisas, revela que 37% dos brasileiros concorda que “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas”. Juliana Golçalves e Helena Borges chamaram a atenção para como este dado evidencia a existência da cultura do estupro no Brasil e Helena Bertho e Carolina Vincentin convidaram o movimento feminista a refletir o que temos feito a respeito disso.

“Nunca antes se falou tanto sobre violência contra a mulher, nunca antes tanta gente tinha ouvido falar sobre cultura do estupro. Mas ainda falta chegar aos ouvidos de muita gente – pessoas que, certamente, eu e você conhecemos, mas que talvez nunca pararam para pensar na gravidade disso tudo.”
– Helena Bertho e Carolina Vincentin em Onde estamos errando se um terço da população ainda culpa a mulher pelo estupro?


Já indiquei, na Linkagem #47, uma análise bem boa da PL da “Escola Sem Partido” feita pela Mayra, mas também li esses dias o texto que a Isabela Peccini fez sobre o assunto pra Capitolina e queria compartilhar com vocês.

“O nome do projeto causa uma falsa dicotomia: com ou sem partido. Mas, na realidade, o debate precisa ser outro. (…) Quer dizer, a gente tende, muitas vezes, a confundir um pouco as coisas e achar que falar de política é falar de partidos, mas não necessariamente. Falar de política é falar da construção da nossa cidade, da nossa educação, saúde, enfim, da sociedade.”
– Isabela Peccini em Precisamos falar sobre: Escola Sem Partido


Também já recomendei, em outras linkagens, alguns vídeos da Beca do canal Beca com Cê, mas a verdade é que eu acho que vocês deveriam assistir a todos os vídeos e assinar o canal para não perder mais nenhum, tá? Beca fala de feminismo e movimento negro e LGBT e mais um punhado de assunto relevante e necessário com didática e bom humor.

O último vídeo que vi foi sobre cotas raciais, mas, novamente, eu poderia indicar todos os vídeos aqui.


Finalmente assisti ao TED Talk da Roxane GayConfissões de uma feminista ruim – e é absolutamente maravilhoso. Dá todo um quentinho no coração. Então, miga feminista que não viu ainda, assiste, porfa.


Ainda na pauta feminismo (porque sim), a Larissa Lemos escreveu este texto ótimo sobre empoderamento e consumo no Medium.

“As empresas já descobriram que investir em propaganda que exalta esse empoderamento através da autoestima é bem lucrativo.
“Não caiam nessa, empoderamento não pode ser considerado estritamente individual, uma forma de se sentir mais confiante a partir da sua aparência ou do que você consome – levando aí em conta também produtos culturais. Empoderamento é mais do que isso.”
– Larissa Lemos em empodere-se (desde que você tenha dinheiro para consumir)

A Larissa também escreveu sobre a imagem da primeira-dama Marcela Temer e o que isso tem a ver com a gente. Este texto já tem um tempinho, mas segue relevante, então quis incluí-lo na linkagem de hoje também.

Mas e se eu disser que Marcela é peça fundamental nesse novo governo? Se eu disser que ela é um meio de comunicação? Ela é uma forma sutil e eficaz de passar uma mensagem para o público.
– Larissa Lemos em A imagem de Marcela (e o que você tem a ver com isso)


Quarta-feira passada, dia 5, Gilmore Girls completou 16 anos, a mesma idade que Lorelai tinha quando ficou grávida da Rory e a mesma idade de Rory no início da série, então digamos que foi um aniversário especial, né? A Netflix que não é boba nem nada aproveitou a data para nos deixar ainda mais ansiosos pelo revival, lançando este featurette maravilhoso (não confirmo nem nego que eu chorei e ri umas dez vezes assistindo) e abrindo Luke’s Diners pelos Estados Unidos todo, deixando nós, fãs brasileiros, morrendo de inveja.

(Eu ia fazer alguma piadinha infame com Luke Danes e Luke Cage para linkar o próximo parágrafo, mas acho melhor, não, né?)

Luke Cage estreou no dia 30 de setembro (na Netflix, claro) e foi tudo o que eu esperava e mais. Se você ainda não assistiu, por favor, assista. Se você é Marvelete como eu, vai pirar com as referências todas. E, como nem sempre dá pra pegar todos os easter eggs e entender todas as referências (haja repertório, né?), Tety me indicou este vídeo aqui (em inglês).

Agora, se você ainda não viu, lê este texto da Duds (não tem spoilers!), vê esse featurette ou o trailer e vai maratonar agora, mulher.

Ainda falando em seriados, a Cúpula do Mal criamos uma tag! Tety respondeu primeiro porque a ideia partiu dela, mas logo eu e Lari (viu, Larissa?) vamos responder também. E, se você quiser responder, sinta-se convidado, mas não se esquece de dar os créditos e linkar o vídeo da Tety, tá?


Estou alterando um pouquinho o formato das linkagens e o retorno de vocês é muito importante. Comentem o que vocês acharam do post de hoje, me contem como vocês gostariam que as linkagens fossem, fiquem à vontade pra dar pitaco.


Para finalizar a linkagem de hoje, só queria comentar mais uma coisinha. Vocês devem ter notado que desde a Linkagem #43, eu escolho uma mulher pra ilustrar cada topo. De primeira, a ideia era escolher uma imagem que tivesse a ver com qualquer um dos links, mas aos poucos, acabou rolando um padrão: eu sempre escolhia uma mina maneira, personagem ou real, famosona da grande mídia ou gente das internês. Já teve Jéssica Ellen, Elke Maravilha, Rafaela Silva, Ana Lídia Lopes, Garotas GilmoreHermione Granger… É uma forma bem singela de demonstrar um pouco da minha admiração pelas mulheres maravilhosas que tão por aí esbanjando representatividade e fazendo a gente acreditar que a gente pode ser foda também.

A mina foda de hoje é a Roxane Gay, cujo Ted Talk eu compartilhei neste post e o livro “Bad Feminist” estou aceitando de presente. (Meu aniversário tá chegando, hein?)

Linkagem de Segunda #52

Não publiquei linkagem nas duas últimas segundas-feiras. Eu sei, eu sou um ser humano horrível, mas não desistam de mim.


Ainda não entendi o que aconteceu. Agosto acabou, daí pisquei e já estamos quase no dia 20 de setembro.

Eu sei que vivi estes 19 dias. Eu sei que aconteceram coisas. Eu fiz meus exames todos que as médicas pediram. Chorei junto com a moça da sala de espera da ultrassonografia que tinha perdido o bebê. Chorei porque a Amber morreu (spoiler alert?) no House. Chorei no S02E12 de Grace and Frankie. Chorei porque Íris, a cã, passou mal e eu achei (de novo) que ela ia morrer. Chorei quando fui eliminada de mais um processo seletivo de trainee e bateu aquele pânico do “será que eu me preparei tanto pra nunca arranjar um emprego?”. (Aparentemente, agora eu sou uma pessoa que chora. O tempo todo.) Enviei dezenas de currículos. Me inscrevi em dezenas de processos seletivos. Fiz dezenas de provas online. Parei de usar o cartão de crédito. Aprendi a fazer frappuccino. Enviei duas novas edições da newsletter. Gravei um vídeo para o blog. Postei sobre porque parei de fazer vídeos. Tety começou um canal no YouTube. Mudei alguns detalhes na aparência do blog e tô morrendo de amores por este background de tijolinhos (bom substituto enquanto não tenho minha parede de tijolinhos real) deste site maravilhoso aqui. Migas da internet fizeram aniversário. Uma prima casou, outra teve bebê.

E, ainda assim, dia 31 parece foi ontem, como assim?!


Para ler

Arte como Missão, Camila Eiroa entrevista Jéssica Ellen para TPM

Karol Conka fala sobre feminismo e racismo: ‘Preconceito machuca’, Kelly Krishna Rios entrevista Karol Conka para O Globo

Como lidar com a falta de esperança após a derrubada de Dilma, a primeira mulher na presidência do Brasil?, Carol Patrocínio na Comum

Bel Pesce, empreendedorismo e celebridade, Lizandra Magon de Almeida no Minas Nerds

Olhos abertos: o apagamento das pessoas asiáticas na mídia, Tayná Miessa para as Blogueiras Feministas

Marina Ruy Barbosa e o olhar masculino, Anna Vitoria no Valkírias

Não nos esqueçamos da Mulan, por favor, Tati Perry no Valkírias

J.K. Rowling e meu muito obrigada, Thay no Valkírias

Eu não sou obrigada a nada (mas todas somos susceptíveis a achar que somos), Bárbara Marques no Nó de Oito

Suicídio, economia e masculinidade, Mari Messias no Lugar de Mulher

Para assistir

Casa TPM – Thais AraújoCanal das Bee entrevistando a Thais Araújo

youPix, milennials e tendênciasMarília Gabriela entrevistando a Bia Granja

Living at home at your 20sAriel Bisset

Onde estamos?Beca com Cê

Como dar a volta por cimaAna Lídia LopesRaíza Nicácio

O que tem na bolsa de uma cacheadaRaíza Nicácio

Caganeira menstrualGorda de Boa

Quando uma coisinha estraga tudoLiliane Prata

Como começar a se organizarThais Godinho

O que é e como usar o GTDThais Godinho

GTD: Áreas de Foco na práticaThais Godinho

Linkagem de Segunda #51

Não larguei mão oficialmente do BEDA, mas imagino que vocês tenham percebido, na última semana, que, sim, eu larguei mão. Ainda quero escrever a respeito, não para me justificar ou nada do gênero, mas para falar um pouquinho sobre essa coisa de blogar todos os dias e porque eu acho que não funciona para mim e para o Sem Formol. Vai ser bom ter um lembrete aqui no blog para eu não inventar essas modas de novo (#vdds). E pode ser que este post renda umas reflexões boas sobre blogar no geral. Quem sabe, né?


Ao contrário da semana passada, estive mais offline estes dias. Não por escolha, mas porque as circunstâncias não têm colaborado. Sigo muito cansada o tempo todo e passando mal com frequência, o que, honestamente, tem me desanimado de tudo, inclusive de ler. (Hoje vou à primeira consulta com a endocrinologista e vamos ver no que vai dar.)

Além disso, estamos tendo muitos problemas com a nossa internet porque a Algar decidiu que seria legal mudar nosso plano sem nosso consentimento para uma velocidade que sabemos que não está disponível na nossa cidade, o que faz com que a nossa conexão fique extremamente instável (de cair 5, 6 vezes por hora num dia bom). Agora querem nos cobrar uma multa contratual (!) para voltar ao plano antigo, o que faz com que fiquemos reféns deste plano que não funciona e que não queríamos enquanto eles não verificam que não autorizamos mudança de velocidade nenhuma. Depois de me ferrar em dois processos seletivos de trainee porque a conexão caiu no meio das provas online, estou particularmente sem vontade de ficar brigando com a internet e tenho simplesmente ficado mais offline. Tem horas que cansa ficar brigando com tudo o tempo todo (isso tem a ver com aquele desânimo da última linkagem também).

Isso explica porque a linkagem de hoje está relativamente pequena e porque ando meio sumida das redes sociais e daqui do blog e da newsletter.


O mito da “friendzone” e a cultura do estupro, Bruna Nck no Medium

Estupro não tem classe social nem é problema de falta de educação, Mayra Cotta para as Blogueiras Feministas

A violência contra a mulher é um problema dos homens, Nádia Lapa

Carta aberta ao “cidadão de bem”, Cileide Alves no Trendr no Medium

Vídeo: Mitos, Beca Com Cê

Vídeo: É aquele ditado, né?, Beca com Cê

Mulher latina: representatividade e estereótipos, Luana Reis no GWS

Não seja superior: seja você mesma, Luíse Bello no Think Olga

Pastor, deixa ela falar, Thamyra Thâmara no Think Olga

A imagem fora de contexto que revoltou internautas e prejudicou uma mãe, Geledés

As Paralimpíadas ainda não começaram mas o capacitismo já ganhou ouro, Bia Cardoso e Patricia Guedes para as Blogueiras Feministas

Video: Why does height matter in sports?, Dianna Cowern no Phisics Girl

Desfazendo mitos sobre a água micelar: para o que realmente ela serve?, Modices

Vídeo: Listas são complicadas?, Thais Godinho no Vida Organizada

Video: Cut the clutter! 5 easy ways to declutter your home, Melissa Maker no Clean My Space

Controlando a ansiedade com pequenos rituais, Laila Zin

“Não caia nas dietas detox”, Eduardo Szklarz na Superinteressante

La Cocinera – entrevista com a Paola Carossella, Natasha Cortêz na TPM

Vídeo: Protagonismo e internet – entrevista com a Jout Jout, Marília Gabriela

A carreira de Pablo Escobar em quadrinhos, Superinteressante

Linkagem de Segunda #50

Olá e sejam bem-vindos ao BEDA mais capenga da história da blogosfera.

Fiquei cinco dias sem postar, mas, assim como fiz na última linkagem, não vou me dar ao trabalho de me justificar porque o que aconteceu simplesmente foi que eu não quis postar nos últimos dias mesmo. Acontecem coisas, o blog não foi minha prioridade e é isso aí. (Desculpem, ando com preguiça de tudo, inclusive de me importar. Acontece quando a gente se importa demais com tudo o tempo todo. Um belo dia, a gente cansa.) (Obviamente, isto não diz respeito somente ao blog e talvez eu fale a respeito na próxima edição da newsletter.) (Aos leitores da newsletter: tô sumida, mas amanhã deve ter cartinha nova.)


Diferentemente da última linkagem, li mais online estes dias. Comecei a colocar em dia minhas newsletters acumuladas e li uma quantidade grande de posts, artigos online, resenhas, etc. Alguns destes textos estão aqui:

Das Olimpíadas

Mais que o futebol, Olimpíada é fonte de sentimentos opostos, Antônio Prata na Folha

Lugar de mulher é nas Olimpíadas, Vicky Régia na Capitolina

O legado dos jogos, os garotos imaturos e as vagabundas, Manoela Miklos no #AgoraÉQueSãoElas

As Olimpíadas e o complexo de vira-lata, Marjorie Rodrigues

Do debate sobre a (regulamentação da) prostituição

Colocamos prostitutas e ativistas para debater prostituição, AzMina

“Não queira saber mais sobre prostituição do que as próprias prostitutas”, Monique Prado da Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS) na AzMina

A prostituição faz da mulher objeto e não cidadã, Nalu Silva da Marcha Mundial das Mulheres na AzMina

Da cultura pop (e da representatividade)

Adeus Elke Maravilha maravilhosa, Mari Messias no Lugar de Mulher

Mulher Maravilha: os 75 anos do ícone, Thay no Valkírias

Amy diz: “O revival é sobre três mulheres e seus dilemas”, Evandro Marra no Gilmore Girls Brasil

Grace & Frankie – série de 2015, Mayra Sousa Resende no Ancoragem

Grace & Frankie contra o preconceito de idade, Mari Messias no Lugar de Mulher

Review: Orange Is The New Black (S04), Ana Vieira e Thay no Valkírias

Orange Is The New Black is trauma porn written for white people, Ashleigh Schackelford no Wear Your Voice

Fui assistir Orange Is The New Black, era Oz, Anne Caroline Quiangala no Preta, Nerd & Burning Hell

Presas até a gaiola ficar cheia: Orange Is The New Black, Vick Amorim na Pólen

Serão os filmes da Disney os esquerdo-machos do cinema?, Lara Vascouto no Nó de Oito

Alguns pensamentos soltos sobre Harry Potter e the Cursed Child, daqui mesmo

Harry Potter and the Cursed Child: um drama de erros e acertos, Renatawashu no Collant Sem Decote

“Persépolis”, Marjani Satrapi, Maynnara Jorge na Pólen

Da gente e das coisas que a gente vive

Slow down, you’re doing fine, Lidyanne Aquino na Pólen

Peitinhos, Cinthya Rachel

[vídeo] Mudemos, Jout Jout Prazer

Exaustos-e-correndo-e-dopados, Eliane Brum no El País

Linkagem de Segunda #49

Novamente, falhei dois dias seguidos no BEDA e, desta vez, não tenho nenhuma desculpa. Eu não queria postar e não postei. Às vezes, a gente tem que fazer o que quer (ou não fazer o que não quer). (Faz sentido? Porque deveria fazer.)


Apesar do FOMO, estive mais offline esta semana. O cansaço acumulado dos últimos dois meses (estudando para um concurso e cuidando das tarefas domésticas da minha mãe para que ela pudesse cuidar do pós-cirúrgico da minha avó) e possivelmente o hipertireoidismo me derrubaram nos últimos dias.

Além disso, estive meio de saco cheio do mundo real e fugi para onde sempre fujo nestes momentos: a ficção. Estou maratonando House (porque estava com vontade de rever mesmo); li a graphic novel A História de Cláudia adaptada do maravilhoso Entrevista com o Vampiro (Anne Rice) pela Ashley Marie Witter; e ontem comecei a ler o roteiro da peça Harry Potter and the Cursed Child e são muitos os feels (choro o tempo todo porque mal acredito que estou lendo um novo livro do Harry oito anos depois) (eu queria ler devagar pra durar mais, mas já terminei a Parte 1).


Como tantas Silvas: Rafaela conquista o primeiro ouro do Brasil!, Vicky Régia na Capitolina

Por que só “descobrem” a seleção feminina quando a masculina vai mal?, Maiara Beckrich no Dibradoras

E se os nossos fracassos também fossem transmitidos ao vivo?, Antônio Prata na Folha

Ex-funcionária escreve carta aberta para o CEO da Warner sobre Zack Snyder, demissões e donuts, Rebeca Puig no Collant Sem Decote

Desenrolar da acusação de tentativa de estupro do deputado Marco Feliciano dia a dia, AzMina


Uso o “método de produtividade” GTD, do David Allen, há três anos agora. Ele foi particularmente importante no final da minha graduação, quando eu tinha uma quantidade insana de coisas a fazer sempre. E ele tem sido particularmente importante agora que minhas demandas são muito mais flutuantes. Uma das coisas que aprendi sobre o GTD foi justamente isso: ele se adapta muito bem a qualquer pessoa, a qualquer cotidiano. Minha “rotina” pode ter mudado bastante, tal como minhas áreas de responsabilidade, meus objetivos e, bem, eu mesma (as mudanças mais importante são sempre as internas, né?), mas o método continua me servindo muito bem.

Meu sistema, por outro lado, é mutante, tal como a vida. Estou sempre o ajustando às minhas novas necessidades, bem como o aprimorando conforme aprendo mais sobre o método, relembro conceitos interessantes ou observo a forma como outras pessoas o aplicam. Ultimamente, como tenho tido mais “tempo livre”, tenho pesquisado mais sobre o GTD e decidi reunir tudo o que eu encontrar de interessante e útil num board do Pinterest, compartilhando assim o que eu achar com outras pessoas.

Se você se interessa pelo GTD, portanto, pode querer seguir esta minha pasta lá no Pinterest e dar uma olhadinha nos links que eu trouxe para esta segunda-feira:

GTD: o mais completo guia para a metodologia Getting Things Done, Mude.nu

O que são áreas de foco, Thais Godinho no Vida Organizada

[vídeo] Webinar: Modelo de Planejamento Natural para Projetos no GTD, Thais Godinho

[vídeo] GTD: Revisão Semanal Comentada, Thais Godinho

Linkagem de Segunda #48

Contei no post de ontem que meu dia a dia anda surpreendentemente corrido e cheio de acontecimentos e coisas a fazer. Só que além disso, o mundo segue girando e anda acontecendo muita coisa pra todo lado também, inclusive as Olimpíadas do Rio e o BEDA alheio (e o VEDA também). O que eu quero dizer com isso? Bem, eu quero dizer que o FOMO é real.

FOMO significa fear of missing out, algo como “medo de perder” e é um nome inventado para este sentimento esquisito que a gente tem quando acha que tá perdendo alguma coisa, sabe? É o que a gente sente quando quer assistir a todas as competições das Olimpíadas, por exemplo. Ou quer ler tudo o aparece na nossa timeline do Twitter, ou acompanhar todas as notícias, ou assistir a todas as séries. Com o aumento exponencial de informação sendo produzida e disponibilizada na internet, é normal que o FOMO se torne cada vez mais comum.

Bem, tenho sofrido (muito) de FOMO. Em parte porque eu sempre fui uma pessoa susceptível ao FOMO. Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, como canta a Paula Toller. Além disso, sempre fui “gente da internet” e passei o último final de semana semi-desconectada, além de, como eu disse, estar acontecendo um punhado de coisas enquanto eu tenho pouco tempo para acompanhar tudo.

Toda esta introdução é para dizer que a linkagem de hoje está menor do que poderia estar, caso eu tivesse tido uma semana mais tranquila e com mais tempo (e acesso à internet) para acompanhar melhor o que anda acontecendo por aí, especialmente as Olimpíadas e os posts do BEDA dos blogs amigos. De qualquer forma, como sempre, acho que fiz uma seleção de posts muito bons e que vai agradar bastante os leitores daqui do blog.

Amanhã tem mais BEDA e eu quero saber: o que vocês querem ver aqui no blog, especialmente neste mês?


Abertura da Rio 2016 acertou na diversidade, Amanda Negri na AzMina

Esta Olimpíada é das mulheres, Manuela Barem e Susana Cristalli no BuzzFeed Brasil

Cinco respostas para quem acha que mulheres devem ganhar menos que homens nos esportes, Renata Mendonça na AzMina

Metade Futebol, Metade Mulher, Bárbara Gondar na Ovelha Mag

O caso da jovem que acusou Feliciano de tentativa de estupro, AzMina

Solto, assessor de Feliciano afirma que Patrícia será investigada por falsa denúncia, Nana Queiroz na AzMina

Empoderamento é um ato político coletivo, Paula Tavares para as Blogueiras Feministas

Gênero fala de todo mundo, Débora Backes na Ovelha Mag

O relacionamento abusivo entre a Arlequina e o Coringa, Clarice França no Collant Sem Decote

Resenha Feminista – Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento, Joice Berth no Nó de Oito

“Magic in North America”: Harry Potter franchise veers too close to home, Adrienne K. no Native Appropriations

8 Estereótipos Racistas que Novelas Brasileiras Precisam Parar de Usar, Lara Vascouto no Nó de Oito

12 coisas gordofóbicas que comprovam como é fod* ser gorda, Ju Romano no Entre Topetes e Vinis

Dando visibilidade para blogs e vlogs, Thais Aux no Thais Etc.

Why single-tasking is your greatest competitive advantage (plus 19 ways to actually do it), Becky Kane no Todoist Blog